terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Participação Jovem: Projeto "Trocando Ideias"

Aqui no Rio Grande do Sul, na federativa - FERGS -, o departamento de Infância e Juventude possui, a alguns anos, a proposta do projeto "TROCANDO IDÉIAS", onde os principais convidados são os Jovens, até porque nos meses de férias há interrupção nas Aulas de Evangelização, logo como o jovem continuará ligado ao Movimento Espírita?
 
A resposta foi dada por um grupo que decidiu organizar jovens para esclarecerem sobre pontos de interesse do próprio jovem espírita e outros afins.
 
 

Pessoalmente, esse é o segundo ano que me encontro todas as duas primeiras terças-feiras do mês de janeiro e as duas terças-feiras do fim de fevereiro, os assuntos esse ano foram escolhidos no ENCONTRO ESTADUAL DE EVANGELIZADORES pelos GPJ's( grupo de programação juvenis), formado essencialmente por jovens, abaixo temos os temas pautados nessas férias :
 
20/janeiro : "Mediunidade na Infância e na Juventude"
27/janeiro:  "Transição da Terra"
10/fevereiro: "A Mídia e a Idéia equivocada do Espiritismo"
17/fevereiro: "Sexualidade"
 
Ai está assuntos que os jovens hoje estão querendo saber, e o meio é o próprio jovem pois somos nós frutos da esperança do amanhã, não esquecendo, como disse Bezerra de Menezes : Os Jovens são a força e os mais Velhos a sabedoria!
 
Unamos então essas duas potêncas que regulam o espírto e elevam a matéria, para enfim a regeneração complerta-sea em nossos corações! :-D
um abraço fraterno, jovens espíritas gaúchos, unindo às várias partes do Brasil, muita paz!
(Rudá. É jovem e membro coordenador da equipe do blog Associação de Jovens Espiritistas Cristãos - POA - http://rudaspirita.blogspot.com/)

Resumo básico: A Gênese


Publicado em janeiro de 1868.

"Esta nova obra, esclarece Kardec, é mais um passo no terreno das conseqüências e das aplicações do Espiritismo. Conforme seu título o indica, ela tem por objeto o estudo dos três pontos, até agora, diversamente interpretados e comentados: a Gênese, os Milagres e as Predições, em suas relações com as novas leis decorrentes da observação dos fenômenos espíritas."
Assim, em seus 18 capítulos, destacam-se os temas: caráter da revelação Espirita, existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros, refere-se também a uranografia geral, com várias explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, o dilúvio bíblico e os cataclismos futuros, em seguida apresenta interessante estudo sobre a formação primária dos seres vivos, o princípio vital, a geração espontânea, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.
No tocante as milagres, expõe amplo estudo, no sentido teológico e na interpretação espírita; faz vários comentários sobre os fluidos, sua natureza e propriedades, relacionando-se com a formação do perispírito, e, ao mesmo tempo, com a causa de alguns fatos tidos como sobrenaturais.
Desta forma, dá explicação de vários "milagres" contidos nos Evangelhos, entre eles, O cego de Betsaida, os dez leprosos, o cego de nascença, o paralítico da piscina, Lázaro, Jesus caminhando sobre as águas. A multiplicação dos pães e outros.
Posteriormente, expõe a teoria da Presciência e as Predições do Evangelho, esclarecendo suas causas, à luz da Doutrina Espírita.
Finalizando este livro apresenta um capítulo intitulado "São chegados os tempos", no qual aborda a marcha progressiva do Globo, no campo físico e moral, impulsionada pela Lei do Progresso.
Com este livro completa-se o conjunto das Obras Básicas da Codificação Espírita, também denominado "Pentateuco Kardequiano".
***

Vamos ler e estudá-lo!?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Pergunta Feita: Tenho muitos sonhos e quase todos eles me avisam coisas...

Pergunta Feita:
Sou catolica , mas me interesso muito por espiritismo, tenho vontade de ir a uma reuniao, bom , tenho muitos sonhos e quase todos eles me avisam coisas, quando sao com pessoas proximas , me arrepio quando entro em lugares que nao gosto , queria saber se e normal o meu sexto sentido?
(M - 29 anos)

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Resposta Dada:
Estimada M,
Que neste momento estejamos amparadas pela luz de Nosso Pai Celestial e dos amigos espirituais benfeitores.
Pelo seu expresso desejo de procurar uma casa espírita, colocaremos aqui algumas considerações iniciais para que você tenha ao menos uma idéia do que envolve esta doutrina, que assim como outras religiões, tem o objetivo de re-ligar o homem a Deus através do alicerce dos ensinamentos de amor cristão e sua prática.
A Doutrina Espírita, também chamada de Espiritismo, foi codificada pelo professor francês Allan Kardec com o auxílio dos Espíritos superiores. O Espiritismo é uma escola que ensina o homem a pensar sobre seus princípios, encontrar-se consigo mesmo e descobrir o caminho para adquirir maturidade e desenvolver melhor o senso moral.
A fenomenologia (profecias, visões em sonhos, mensagens mediúnicas, etc) não é no Espiritismo algo tratado como maravilhoso e sobrenatural, mas sim como sendo próprio da natureza do espírito, sujeito às intervenções das Leis Divinas, que devem ser estudadas com muita paciência, perseverança e disciplina, para que se evitem falsos entendimentos ou ilusões. Por isso, engana-se aquele que procura o Espiritismo apenas por curiosidade ou em busca do fantástico; este se frustrará, pois nem mesmo terá acesso às reuniões mediúnicas antes de estar muito bem orientado.
Por essa razão, as Casas Espíritas compromissadas com este postulado oferecem aos seus participantes grupos de estudos sistematizados e palestras de orientação, para que mesmo os iniciantes tomem contato desta gama de ensinamentos que tornam o Espiritismo uma filosofia de amor através da caridade como único caminho para a salvação e da fé raciocinada. Sendo assim, obterá subsídios e respostas para melhor entender essas sensações e situações a que é exposta dependendo do ambiente em que freqüenta.
Para que conheça melhor o Espiritismo, freqüente uma Instituição Espírita. Procure se informar de um Centro Espírita junto a Federação do Estado de São Paulo. Lá você saberá qual o Centro verdadeiramente Espírita mais perto da sua casa, onde poderá adquirir os conhecimentos e saber o que é o Espiritismo.
Não existe nada mais seguro e honesto para você que tirar as suas próprias conclusões, vendo com os seus próprios olhos, formulando as suas próprias perguntas e esclarecendo as suas dúvidas, na própria fonte.
Recomendamos que também procure leituras espíritas recomendadas para iniciantes. Assim, irá se familiarizando com termos e já obtendo algumas respostas para suas dúvidas.
Inicialmente, sugerimos o livro "Mediunidade: Caminho para ser feliz", de Suely Caldas Schubert. Esse livro oferecerá muitas explicações sobre suas sensações. Veja trecho ao final.
Também, um ótimo livro de apresentação do Espiritismo, o "Doutrina Espírita para Principiantes", de Luís Hu Rivas, publicação do Conselho Espírita Internacional. Para adquiri-lo, acesse o site da CEI - http://www.ceilivraria.com.br/ - Seção Livros > CEI. Ou pesquise em outras livrarias.
OUTRAS SUGESTÕES DE LEITURA ESPÍRITA:
O Evangelho segundo o Espiritismo - Allan Kardec
O Que é o Espiritismo - Allan Kardec
Sinal Verde - André Luiz
Respostas da Vida - André Luiz
Jesus no Lar - Néio Lúcio
Paulo e Estevão - (Romance) Francisco Cândido Xavier, entre outros.
A maioria das casas espíritas oferece, através de irmãos dispostos ao trabalho, orientação fraterna que poderão conduzir-lhe aos demais departamentos de serviços da casa, entre eles o passe e a fluidoterapia (água magnetizada), que auxiliarão no processo de reequilíbrio e reenerginação de suas forças.
Como material de consulta e reflexão, assista aos vídeos online no site www.virtual.espiridigi.net - seção Multimídia > vídeos:
Revista Informação
- Por que Espiritismo?
- A Filosofia Espírita
- A Moral Espírita
- A Prática Espírita
- O Fenômeno Mediúnico
- Sobre a Morte e o Morrer
- Reencarnação
- As Obras Básicas - O Princípio
Programas Espíritas
- Terceira Revelação - 21 - Doutrina Espírita
- Terceira Revelação - 06 - A mediunidade ao longo da história
- Terceira Revelação - 08 - Mediunidade
DVD - "Espiritismo - De Kardec aos dias atuais"
Sugerimos fazer a Reunião do Evangelho no Lar para que não somente você, mas todos da família, e auxiliares, possam receber os seus benefícios, que envolvem todo o ambiente doméstico.

Segundo Emmanuel, Espírito, não devemos esquecer a necessidade de trazer o Cristo para o cenário de amor onde nos refugiamos. É um trabalho simples: escolhemos alguns minutos por semana e nos reunimos com todos aqueles que vivem conosco, para o aprendizado das lições de Jesus.

Recomendável seja feito esse estudo no mesmo dia da semana e horário. Iniciamos com uma prece espontânea, abrimos uma página do Evangelho e lemos, em voz alta, alguns trechos, comentando-os em seguida. Os companheiros participantes devem expor suas dúvidas, seus temores e dificuldades. Através da conversação edificante produzida, os benfeitores da espiritualidade superior "distribuirão a todos idéias e forças, em nome do Cristo, para que horizontes novos iluminem o espírito de cada um."

Um Roteiro e outros esclarecimentos sobre o assunto poderão ser encontrados no seguinte endereço:

http://www.espiritismo.net/evangelho_no_lar

Recomendamos, caso seja possível e haja interesse, participar de nossas atividades na Internet (estudos, palestras, vibrações e Atendimento Fraterno), via Paltalk (programa de áudio-conferência). Informe-se sobre o programa - instalação e uso - no site
www.espiridigi.net/paltalk, além da programação semanal de nossos grupos de trabalho, com as atividades e horários.

A Codificação Espírita ("O Livro dos Espíritos"; "O Livro dos Médiuns"; "O Evangelho Segundo o Espiritismo"; etc) e outros livros instrutivos poderão ser baixados no site
www.espiritismo.net/portugues_download ou www.virtual.espiridigi.net (Biblioteca Virtual).
Esperamos assim ter atendido o propósito de sua pergunta.
Muita Paz e Luz!
Patrícia Bolonha
Equipe Net Jovem
Dúvidas e Sugestões:
www.cvdee.org.br/netjovem.asp

No Paltalk: categoria "Central & South America" - subcategoria "Brazil", sala Espiritismo Net Jovem - Todas às sextas-feiras, 21h.

Mural Reflexivo: TEMPO DE AMOLAR O MACHADO

TEMPO DE AMOLAR O MACHADO
Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.
O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.
Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.
Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar.
Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.
Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.
O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.
Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.
De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.
Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranqüilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.
Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.
O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?
Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.
Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.
Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.
Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranqüilo.
Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.
O velho, sabiamente, lhe respondeu:
Todas as vezes que você me via assentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!
* * *
Reflitamos sobre o ensino trazido pelo conto.
Obviamente, com um machado mais afiado, o poder de corte do velho lenhador era muito superior ao do jovem.
Este, embora mais vigoroso na força, certamente não percebeu que, com o tempo, seu machado perdia o fio, e com isso perdia a eficácia.
Quando chegamos em determinadas épocas de nossas vidas, como o fim de mais um ano de trabalho, de esforço, de empreendimento, esta lição pode ser muito bem aplicada.
É tempo de amolar o machado!
Embora achemos que não possamos parar, que tempo é dinheiro, que vamos ficar para trás, perceberemos, na prática, que se não pararmos para amolar o machado, de tempos em tempos, não conseguiremos êxito.
Amolar o machado não é apenas descansar o corpo, é também refletir, avaliar, limpar a mente e reorganizar o nosso íntimo.
Amolar o machado é raciocinar, usar da inteligência para descobrir se estamos usando nossas forças da melhor forma possível.
Assim, guardemos algum tempo para essas práticas realmente necessárias, e veremos, mais tarde, que nosso machado poderá cortar as árvores com muito mais eficiência.
*
(Redação do Momento Espírita com base em conto da obra S.O.S. Dinâmica de grupo, de Albigenor e Rose Militão. ed. Qualitymark.br - www.momento.com.br )

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Experiência pessoal: Trabalhando com moradores de rua

Trabalhando com moradores de rua

Já faz uma época boa, melhor nem dizer o quanto, que tive a experiência de vivenciar, de forma voluntária, o trabalho realizado com os moradores de rua.
Morava em São Paulo, fazia pós-graduação, trabalhava e, ainda não era espírita, por isso ante algumas dificuldades sentimentais, estava meio perdida na vida. E, como sempre, nesses momentos, há uma alma caridosa, esta pegou-me pela mão e levou-me a uma Casa Espírita perto do local onde morava.
Lá, após Atendimento Fraterno, passei a realizar o tratamento de fluidoterapia, com a audição da Reunião Pública e a tomada de passe.
Acabado o tempo, continuei a frequentar as Reuniões Públicas, porque me faziam bem. Ia, claro, na qualidade de descompromissada, até o dia em que o recepcionista faltou ao trabalho e, como eu estava sempre por ali, me pediram para fazer a recepção da casa, era algo super simples: dar boa noite aos chegantes, entregar um folheto com uma mensagem de teor edificante e anotar na cadernetinha de tratamento, a sua realização naquela data.
No papo vai, papo vem... Falaram do trabalho que era realizado pela Casa, tratava-se de, toda sexta-feira, a partir das 20h, um grupo que saia em caravana distribuindo um sopão, cobertores, assistência aos moradores de rua da região dos Campos Elíseos e Santa Cecília.
Claro, fui conhecer para saber qual era.
Lá chegando, tinha que estar às 19h, tinha uma turma de Senhoras alegres, simpáticas e carinhosas, que já tinham terminado com o preparo da sopa, que haviam começado às 16h30, e aguardavam a turma jovem para auxiliar a colocá-la nos potinhos de margarina, separar em várias caixas, buscar o pão fornecido pela padaria do outro quarteirão e separá-lo também nas várias caixas, pois iriam para diversos carros. Os jovens alegres, conversadores, papeadores, fazendo a tarefa e alguns adultos intermediários entre a juventude e a meia-idade, e que eram os responsáveis pela moçada durante a caravana.
Um ambiente simpático e acolhedor, que convidava mesmo, a quem ali chegasse, a ficar e aderir ao trabalho. Além, claro, de uma sopa, que nunca mais irei tomar uma igual, por mais que seja feita com amor e carinho, aquela sopa tinha um gostinho diferente, um gostinho a mais.
Entrei no clima e no auxílio e às 20h, lá partia a caravana... Primeira parada...segunda..., terceira..., quarta... E, às 24h, término das paradas e retorno à Casa Espírita, onde a turma se reunia para a avaliação e prece.
E eu percebi quantas histórias de vida, quantas vivências de tristezas, lamentações, choramingos, esperanças, orgulho, vaidade, soberba, de tudo um pouco; quantas carências, maiores do que as econômicas, quantos sonhos desfeitos pelas variadas formas de egoismo, orgulho, vícios, defeitos, quantas esperanças acabadas; mas também quanto aprendizado, quanto calor humano, quanto exemplo de resignação e de luta pela sobrevivência...!
Dentro disso tudo, marcou-me muito, até hoje lembro de forma clara e nítida, o senhorzinho Pernambuco, que sempre nos saudava: "Boa, Molecada! O dia hoje está (frio, calor, mais ou menos...) e está bravo aguentar as ruas sozinho. Que bom que chegaram. Qual a mensagem de hoje?"
E, de cada mensagem, surgia uma história de vida, uma história para pensarmos, uma história que nos fazia ver, ao final da noite, em nossas avaliações, que, na realidade, quem tinha confortado, quem tinha auxiliado, a um ou a outro, era o Senhorzinho Pernambuco, que, entre uma colher e outra do sopão e do pedaço de pão, nos passava grandes lições de vida, que, até hoje, vez por outra, em alguma situação, a lembrança do Senhorzinho Pernambuco vem à mente, não das histórias, que se esvairam pelo tempo, mas dele mesmo, que com sua própria lembrança, até hoje, muitas vezes é fonte de 'Olhe pra cima!', 'Ame!', 'Mantenha a esperança!"e tantas outras positivas e sábias para que a jornada encarnatória seja um cadinho produtiva de verdade.
Só pra constar, o Senhorzinho Pernambuco, após seis meses de convívio semanal, desencarnou; nunca soubemos qual era seu nome, mas ele, com seus ensinamentos, continuou a permear o trabalho que realizávamos. E, para mim, continua até hoje.
Foi um trabalho de entrada efetiva e real na busca de maiores conhecimentos da Doutrina Espírita e que me auxiliou a fazer algumas importantes transformações em mim mesma. Embora, atualmente, não realize mais trabalho nesse setor, porque vamos crescendo, buscando novos horizontes; é um trabalho que permanecerá sempre comigo na lembrança e principalmente no coração e, até hoje, muitas vezes, diante de dificuldades, é esse o trabalho, com suas lembranças, vivências e aprendizados, que me auxilia e me impulsiona a ir adiante.
E, por isso, digo: vale a pena nos engajarmos em um desses projetos sociais. Só temos a ganhar em amadurecimento de sentimentos e emoções.

(Lu Francis é membro das Equipes CVDEE e Espiritismo.Net)

Anotações de O E.S.E.: Cap VI - Bem-aventurados os pobres de espírito

ESE – Cap VI – Bem-aventurados os pobres de espírito

a) Texto ESE

b) Sobre as bem-aventuranças:

- as bem-aventuranç as são itens do sermão da Montanha

- O Sermão da Montanha, também chamado Sermão do Monte ou Sermão das Bem-Aventuranças, foi pronunciado por Jesus em Cafarnaum, dirigindo-se a todas as pessoas que o seguiam. Nele Jesus faz uma síntese das leis morais que regem a humanidade.

c ) porque hoje, muitas vezes, ainda temos dificuldades em entender a expressão "pobres de espírito":

A expressão "pobre de espírito", na época de Jesus, era usada para aqueles que não possuíam bens materiais, eram então, os simples, os humildes, porque eles julgavam os fariseus e os escribas de terem um Espírito muito adiantado. Hoje já é diferente. "Espírito" é utilizado, às vezes, c om significado de inteligente. Haja vista, quando falamos, "Fulano é muito espirituoso!", "Presença de espírito.". São expressões que têm um significado diferente, por isso, às vezes não endentemos bem esta Bem-aventurança.

No entanto, o significado da expressão, mesmo àquela época, não era o de menosprezar a inteligência, nem o estudo, nem o conhecimento; mas sim queria louvar e fazer entender a nec essidade do c oraç ão sinc ero, simples, humilde, tolerante para a vivência do amor em sua plenitude, ou seja, quer nos levar à compreensão da perfeição e do caminho, real e verdadeiro, pelo qual devemos lutar para alcançá-la e nesse está a nossa percepção do reconhecer nossa pobreza de virtudes e nos c olocar mpenhados para conquistar a riqueza espiritual.

d) perguntinhas:

- o que é ser pobre de espírito?

comentário: Não é aquele que é pobre do ponto de vista material; não é aquele que se deprecia; não é aquele que é covarde; não é aquele que esconde seu talento.

É aquele que reconhece que é: carente na esfera do espírito; que não possui as riquezas e os dons espirituais; que depende de Deus.

- o que é reino dos céus?

Comentário: Reino dos Céus não é um local, uma cidade ou mesmo o céu material do nosso planeta. Mas sim, é um estado de espírito, que pode ser conseguido mesmo nesta vida. Este estado abrange a paz e a felicidade interiores, alcançados com a aplicação dos ensinos de Jesus no nosso dia- a- dia e com o aprendizado contínuo.

Não é a ignorância e a baixa condiç ão que nos dão o Reino dos Céus, mas, sim, os atos nobres: a caridade, o amor, a aquisição de conhecimentos que nos permitam alargar o plano da vida em busca de mais vastos horizontes, além dos que avistamos.

- o que é ser simples(humilde)?

Comentário: aqueles que nunca mostram saber o que sabem, e nunca dizem ter o que têm; a modéstia é o seu distintivo, porque os verdadeiros sábios são os que sabem que não sabem. sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem. Respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. A pobreza de paixões, de vícios, de baixas condições que o prendem ao mundo, e o desapego de efêmeras glórias, de egoísmo, de orgulho.

e) c omentários:

- "Em dizendo que o reino dos céus é para os simples, Jesus quer dizer que ninguém é nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito ; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que crê mais em si do que em Deus". (Kardec , 1984, p. 101 e 102)

_ essa bem-aventurança nos faz refletir a questão orgulho e humildade.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é mostrar que a humildade é o fundamento de todas as virtudes. Para isso iremos tratar do orgulho, da humildade e das orientações evangélicas a respeito do tema.

2. CONCEITO

Orgulho – Sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez. Conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor próprio demasiado; soberba. É o sentimento da própria grandeza real, existente no íntimo de cada ser, mas transbordado ou desviado do seu verdadeiro curso.

Humildade. Do latim humilitas, de humilis = pequeno. Virtude que conduz o indivíduo à consciência das suas limitações. O humilde não se deixa lisonjear pelos elogios ou pela situação de destaque em que se encontre. Todo sábio é humilde, porque sabe que só sabe pouco do muito que deveria saber. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

Rel. virtude cristã, oposta à soberba, muito recomendada por Jesus.

3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1) No Antigo Testamento fala-se muitas vezes em humilhar no sentido de oprimir, derrotar, abusar: assim, o faraó humilha os hebreus, o homem, a sua mulher e seus filhos.

2) No Novo Testamento Jesus dá-nos diversas recomendações sobre a humildade, virtude que se opõe ao orgulho.

3) Extraído do capítulo VII – Bem-Aventurados os Pobres de Espírito – de O Evangelho Segundo o Espiritismo .

Refere-se às instruções dos Espíritos.

4) O par de termo orgulho- humildade revela a polaridade do nosso pensamento. Precisamos partir do negativo para chegar ao positivo. Nesse mister, convém lembrar que todo o progresso nasce do que lhe é contrário. Com efeito, toda a formação é o produto de uma reação, assim como todo efeito é gerado por uma causa. Todos os fenômenos morais, todas as formações inteligentes são devidos a uma momentânea perturbação da inteligência. Nela há dois princípios subjacentes: um imutável, essencialmente bom, eterno; outro, temporário, momentâneo, simples agente empregado para produzir a reação de onde sai cada vez a progressão dos homens.

5) Há uma lei universal dos rendimentos decrescentes em que todo o excesso conduz ao seu contrário. No caso específico, o excesso de orgulho transforma-se em humildade e o excesso de humildade em orgulho.

4. ORGULHO

4.1. CONDIÇÃO DO ESPÍRITO REENCARNANTE

De acordo com os pressupostos espíritas, o Espírito, ao longo de suas inúmeras reencarnações, acaba escolhendo as situações que enveredam mais para o orgulho do que para a humildade. A razão é simples: há mais facilidade de se entrar pela porta da perdição, pelos prazeres da matéria. Em termos bíblicos, a opção pelo prazer começou com Adão e Eva. Naquela ocasião Eva, tentada pela serpente, comeu o fruto proibido e foi, juntamente com Adão, expulsa do Paraíso.

4.2. TER VALE MAIS QUE SER

O homem precisa possuir alguma coisa; o nada lhe amargura a vida. Por isso, a sigla de "doutor", mesmo no meio espírita. Quantas não são as pessoas que se vangloriam de assim serem c hamadas. Não é uma espéc ie de orgulho, de vaidade? Sempre que alguém quer saber algo a nosso respeito, não nos perguntam o que somos, mas o que temos, ou seja, profissão, bens, propriedades, religião etc . Em virtude disso, apropriamo- nos de alguma coisa, mesmo que essa c oisa não nos satisfaç a interiormente, pois isso nos dá uma certa segurança. Contudo, observe a mudança de comportamento daquelas pessoas que repentinamente ficam ricas, ou são escolhidas para ocupar uma posição de destaque. Geralmente o orgulho e a soberba assomam-lhe à cabeça. Já não tratam mais os seus como antigamente.

4.3. APEGO AOS BENS MATERIAIS

Conforme vamos adquirindo mais bens, mais ainda vamos desejando. De modo que a insaciabilidade dos desejos humanos induz- nos a procurar sempre mais, à semelhança daquele que consome droga. Este começa com pequenas quantidades; depois, tem que aumentá-las, pois o pouco já não satisfaz as suas necessidades. Quanto mais tem, mais necessidade fabrica. A necessidade acaba torturando a maioria dos seres viventes. Aliado à posse de bens materiais, há o medo: de que seremos roubados, de que não teremos o que comer etc .

5. HUMILDADE

5.1. OS POBRES NÃO NECESSARIAMENTE SÃO HUMILDES

Ao vermos uma pessoa mal vestida, de semblante sofrido e modo simples de se vestir, emprestamos-lhe as características de uma pessoa humilde. Contudo, o exterior nem sempre revela com segurança o interior de um indivíduo. É preciso verificar a essência de sua alma. Quando Jesus falava dos pobres de espírito, Ele se referia à humildade, pois há muitos pobres que invejam os ricos, de modo que eles são mais orgulhosos do que aqueles que possuem recursos financeiros em abundância.

5.2. UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA

O Espírito Emmanuel, comentando o texto evangélico, diz-nos que uma única coisa é necessária para a evolução da alma: atender aos ensinamentos de Jesus. Quando o homem se compenetra dessa condição de servo do senhor, tudo o que está à sua volta toma outra feição. Ele fala, ouve, age, discute, sofre, chora e ri como outro ser humano qualquer, mas o faz de forma civilizada, de forma ponderada, de forma equilibrada. Esta é a grande lição que os Espíritos benfeitores nos trazem.

5.3. O VERDADEIRO HUMILDE

O verdadeiro humilde geralmente não sabe que o é. São as pessoas ao seu derredor que acabam por descobri-lo. Para ele essa condiç ão é tão natural que nem o percebe. Não é o que coloca um verniz por fora para esconder os defeitos interiores. O humilde coloca-se objetivamente dentro de sua capacidade, observando criteriosamente as suas limitações. Ele não importa saber quem é contra ou a favor, mas simplesmente atende a um chamado de ordem superior e segue o seu caminho com uma fé inquebrantável.

6. AS ORIENTAÇÕES DO EVANGELHO

6.1. A HUMILDADE COMO VIRTUDE ESQUECIDA

Jesus Cristo, quando esteve encarnado, deu-nos o exemplo da virtude, chegando a ponto de ordenar que amássemos os próprios inimigos. Dentre os seus vários ensinamentos, aquele que compara o Reino de Deus a uma criança, vem bem a calhar, pois evoca com firmeza o símbolo da humildade e da simplicidade. Não adianta conhecer profundamente a teologia e as mais altas concepções filosóficas. Se não nos fizermos humildes como as crianças – que são ingênuas e sem preconceitos – não entraremos no reino da verdade.

6.2. OS RICOS DESCONHECEM AS NECESSIDADES DOS POBRES

Há uma advertência dos Espíritos: "Oh, rico! Enquanto dormes sob teus tetos dourados, ao abrigo do frio, não sabes que milhares de teus irmãos, iguais a ti, estão estirados sobre a palha? A essas palavras teu orgulho se revolta, bem o sei; consentiras em dar-lhe uma esmola, mas a apertar-lhe a mão fraternalmente, jamais! 'Que! Dizes, eu, descendente de um sangue nobre, grande na Terra, seria igual a esse miserável esfarrapado? Vã utopia de supostos filósofos! Se fôssemos iguais, por que Deus o teria colocado tão baixo e eu tão alto?' É verdade que vosso vestuário não se assemelha quase nada; mas dele despojados ambos, que diferença haveria entre vós? A nobreza de sangue, dirás; mas a química não encontrou diferença entre o sangue do nobre e o do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que, tu também, não foste miserável e infeliz como ele? Que não pediste esmola? Que não a pedirás àquele que desprezas hoje? As riquezas são eternas? Elas não se acabam com esse corpo, envoltório perecível do teu Espírito? Oh! Volta-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que faz a grandeza e a inferioridade no outro; lembra que a morte não te poupará mais que a um outro; que os títulos não te preservarão dela; que ela pode te atingir amanhã, hoje, numa hora; e se tu te escondes no teu orgulho, oh! Então eu te lastimo, porque serás digno de piedade" (Kardec , 1984, p. 107)

6.3. O EVANGELHO FUNDAMENTA-SE NUMA LEI CIENTÍFICA

Jesus deixou claro o alcanc e de sua Doutrina. O Evangelho é fundamentado numa lei científica: desprendimento dos bens materiais. Aquele que construir o seu destino, seguindo os exemplos de Cristo, terá como recompensa as bemaventuranças do reino de deus. Não que devamos fazer isso ou aquilo esperando uma recompensa, mas pelo simples prazer de cumprir fielmente as determinações de nossa consciência. Há muitos exemplos de benfeitores anônimos, que auxiliam simplesmente pelo prazer de auxiliar. E por que fazem isso? Porque estão compenetrados dessa lei maior que une todos os seres humanos numa só entidade, a entidade humana. Para essas pessoas não há separação entre americano e chinês, budista e católico, branco e preto. Trata todos como irmãos como o Cristo nos ensinou.

7. CONCLUSÃO

Não nos iludamos com a subida inesperada do orgulhoso e as vantagens aparentes da riqueza. Estejamos firmes em nosso posto de trabalho, atendendo resignadamente às determinações da vontade de Deus a nosso respeito.

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Encic lopédia de Moral e Civismo . Rio de Janeiro: M.E.C., 1967.

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos . 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.

(texto orgulho e humildade é de Sérgio Biagi Gregorio, tirado do site do Ceismael)

(Equipe ESE Espiritismo Net Jovem - CVDEE/ EspNet)

Resumo básico: O Céu e O Inferno


Publicado em agosto de 1865.
Denominado também "A Justiça Divina Segundo o Espiritismo", este livro oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual.
Na primeira parte, são expostos vários assuntos: causas do temor da morte, porque os espíritas não temem a morte, o céu, o inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas eternas, código penal da vida futura, os anjos segunda a igreja e o Espiritismo, aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença dos demônios, segundo a igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios nas modernas manifestações, a proibição de evocar os mortos.
A segunda parte deste livro é dedicada ao Pensamento; Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor amplas condições para que possa compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas; assim, constam desta parte, narrações de espíritos infelizes, espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos endurecidos.
O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos os conhecimentos do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em concordância com o princípio evangélico: "A cada um segundo suas obras".

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Vamos ler e estudá-lo!