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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Mural reflexivo: O presente de aniversário


O presente de aniversário

     Numa narrativa pessoal, uma mãe norteamericana, no ano de 1969, escreveu: Uma semana depois de meu filho entrar para a primeira série, ele voltou para casa com a notícia de que Roger, o único menino negro na sala, era seu companheiro de brincadeiras no parquinho da escola.
     Eu engoli em seco e disse: Que bom. Quanto tempo até que alguém mais vire seu amigo?
     Ah, eu não vou deixar de ser amigo dele. – Respondeu Bill.
     Na outra semana, recebi a notícia de que Bill perguntara se Roger podia ser seu companheiro de carteira, na sala de aula.
     A não ser que você fosse nascido e criado no interior do Sul dos Estados Unidos, como eu fora, não vai entender o que isso significa. Marquei imediatamente uma reunião com a professora.
     Ela foi me encontrar com olhos cínicos e cansados, já dizendo de início:
     Bem, suponho que a senhora também queira um novo companheiro de carteira para o seu filho. Será que poderia esperar alguns minutos? Há outra mãe chegando agora.
     Virei-me e vi uma mulher da minha idade. Meu coração disparou quando percebi que deveria ser a mãe de Roger. Possuía uma discreta dignidade e muita atitude, mas nenhuma das duas qualidades podia encobrir a ansiedade que ouvi em suas perguntas:
     Como Roger está se saindo? Espero que esteja acompanhando as outras crianças. Se não estiver, avise-me.
     Ela hesitou, enquanto forçava-se a perguntar:
     Ele está criando qualquer tipo de problema? Quero dizer, por que ele tem que trocar tanto de carteira?
     Percebi a terrível tensão que estava sentindo, pois ela sabia a resposta. Mas fiquei orgulhosa da resposta gentil daquela professora primária: Não, Roger não está causando problemas, tento mudar todas as crianças de lugar durante as primeiras semanas, até que encontrem o parceiro certo.
     Eu me apresentei e disse que meu filho deveria ser o novo companheiro de Roger, e que eu esperava que gostassem um do outro. Eu sabia que era um desejo superficial, não um desejo profundo. Mas isso a ajudou, eu pude ver.
     Duas vezes, Roger convidou Bill para ir até sua casa, mas eu encontrei desculpas. Então, ocorreu o fato que originou o arrependimento que sentirei para sempre.
     No dia de meu aniversário, Bill voltou da escola com um pedaço encardido de papel dobrado, em um quadradinho minúsculo.
     Desdobrando-o encontrei três flores e Feliz aniversário, desenhados com lápis de cera no papel, e mais uma moeda de um centavo.
     Foi o Roger que mandou. – Disse Bill. – É o dinheiro do leite. Quando eu disse que hoje era seu aniversário, ele me fez trazer isso para você. Disse que você é amiga dele, porque foi a única mãe que não o obrigou a mudar de companheiro de carteira.
     *   *   *
     Martin Luther King Jr., o grande defensor da igualdade racial, em seu célebre discurso feito para uma multidão, nos Estados Unidos, declarou: Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos, um dia, irão viver em uma nação, onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter.
     Estamos chegando lá...
      
     Redação do Momento Espírita, com base no cap. O presente
de aniversário, de Mavis Burton Fergusson, do livro Histórias para aquecer
o coração, de Mark Victor Hansen, Jack Canfield e Heather Mcnamara,
ed. Sextante.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Mural reflexivo: Amor, alimento da alma


Amor, alimento da alma


     A energia do amor é a mais simples e natural das energias, mas guarda em si mistérios ainda insondáveis.
     Percebemos isso quando vemos aquela mãe abraçada à filha portadora de limitações físicas, andando pela rua.
     Ao cruzar com uma conhecida ouve: Como é difícil essa vida, não é amiga?
     E serena ela responde: Nada é difícil quando existe amor!
     E aquele pai que fez uma cinta especial, para que pudesse ficar lateralmente ligado ao filho que, portador de descontroles mentais, se debatia e gritava constantemente, perdendo o equilíbrio e caindo com frequência.
     Quando o olhar do filho se cruzava com o olhar do pai, ele silenciava e ensaiava um sorriso.
     Nesses momentos, o pai, com os braços livres, o abraçava com carinho, enquanto dizia: Eu te amo, filho!
     Um hiato de silêncio e paz então se fazia naquela alma.
     Percebemos isso, igualmente, ao assistirmos a tão repetida cena, na mídia, do menino que fugia dos bombardeios no Vietnã, carregando um irmãozinho nas costas.
     Quando o repórter lhe perguntou se não era muito peso para ele carregar fugindo, respondeu: Não é peso não, moço, é meu irmão!
     Que sentimento, que energia, que força é essa que faz com que desgraças maiores, se tornem verdadeiras bênçãos em determinados corações?
     Compreendamos que o amor é realmente, a lei de equilíbrio do Universo. Sem ele não há vida, não há harmonia.
     Deus é a Inteligência suprema, é luz primorosa. É a causa primária de todas as coisas e também é amor sem medidas.
     Desde que a Humanidade se propôs a estudar esse sentimento e o seu poder transformador, o homem aprendeu a ver nele a própria essência da vida.
     Observamos que o amor é tema central nas principais religiões e filosofias.
     A psicologia, recentemente, buscando o equilíbrio íntimo do ser, identificou a necessidade das criaturas aprenderem a amar os semelhantes.
     E a medicina já reconhece que a qualidade das emoções interfere na manifestação de vários tipos de doença.
     Da mesma forma, pesquisas científicas comprovam que o amor produz efeitos terapêuticos perceptíveis.
     No conceito popular o amor nos permite três elementos essenciais que são: a coragem para enfrentar o perigo; o ânimo para vencer dificuldades; a paciência para suportar os sofrimentos inevitáveis que a vida nos oferece.
     Percebemos assim, que o verdadeiro amor implica num processo espontâneo, no qual priorizamos proporcionar felicidade aos nossos afetos.
     Sublimado, esse sentimento pode ser canalizado a uma causa nobre, a um ideal social, ao bem da Humanidade.
     O amor resume por completo a Doutrina de Jesus, retratando o sentimento por excelência.
     Amor a Deus, ao próximo, a si mesmo.
     É notório que a fome de alimento devasta regiões do mundo.
     Mas a fome maior da Humanidade é a fome de amor, de fraternidade, de esperança, de verdade!
     Só o amor Divino pode alimentar o Universo, onde tudo se equilibra, pois é o pão sagrado das almas.
     Trabalhemos para que o amor se propague no mundo com mais força, para que a violência ceda seu espaço para as construções no bem.
     Aprendamos a amar e compartilhemos generosamente o amor, essa bendita essência Divina.

     Redação do Momento Espírita



domingo, 25 de novembro de 2018

Mural reflexivo: SEMPRE RESTA ALGUMA COISA PARA AMAR

SEMPRE RESTA ALGUMA COISA PARA AMAR




    A peça de teatro intitulada “Raisin in the sun”, de Lorraine Hansberry, traz um trecho realmente admirável, que convida o público a refletir sobre os valores que guardam suas almas.

    Na peça, uma família afro-americana recebe dez mil dólares provenientes do seguro de vida do pai. 

    A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto onde vivia no Harlem, e mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.

    A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina. 

    O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado. Quer o dinheiro para que ele e um amigo iniciem um negócio, juntos.

    Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou. 

    Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele, e que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode lhe oferecer. 

    No entanto o tal “amigo” foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram desfeitos. 

    A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem limites. 

    Quando ela pára um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz:

    - Pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão. 

    A filha então responde:

    - Amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar. 

    E a mãe diz:

    "- Sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje?

    Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas conseqüências que terá de enfrentar.

    Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade? No momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos? 

    Bem, então você ainda não aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiro momento para amar. Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais. 

    Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora. 

    Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquista-lo.

    É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira. 

    O amor que o pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. A misericórdia de Deus é muito mais grandiosa e sábia. "

    Pense nisso

    Pense com o coração no que esta lição nos traz, e reflita sobre o seu amar, sobre as condições que você impõe ao outro para que o ame, e descubra a oportunidade de amar de verdade. 

    Por mais que as pessoas, com suas imperfeições, tragam-nos mágoa, desapontamento ou desilusão, lembremos de que:

    Sempre resta alguma coisa para amar.

    (Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do capítulo “Sempre resta alguma coisa para amar”, da obra “Histórias para o coração” – organizado por Alice Gray) 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Mural reflexivo: O amor que fica


O amor que fica
Foi num hospital do câncer que a lição foi dada. A menina tinha 11 anos e lutava, desde os 9, contra a insidiosa doença.
Nunca fraquejou. Chorava, sim, mas não fraquejava. Tinha medo em seus olhos, mas entregava o braço à enfermeira e com uma lágrima, dizia:
Faça, tia, é preciso! E havia confiança e determinação no gesto e na fala.
Um dia, quando o médico a foi visitar no quarto do hospital, ela estava sozinha. Perguntou pela mãe. E ouviu a resposta que, diz ele, até hoje guarda, com profunda emoção:
Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.
Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer.
Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representa para crianças que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indagou o médico:
E o que a morte representa para você, minha querida?
Olha, tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama, não é?
É isso mesmo, concordou ele, lembrando o que fazia com suas filhas de 2 e 6 anos.
Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto.
Eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o Meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa dEle, na minha vida verdadeira.
Que bela imagem! Que extraordinária lição desse Espírito encerrado num corpo tão jovem e sofrido.
O médico estava boquiaberto, não sabia o que dizer, ante tanta sabedoria.
Mas a menina não terminara ainda.
Minha mãe vai ficar com muitas saudades minhas, emendou ela.
Com um travo na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, o médico perguntou:
E o que saudade significa para você, minha querida?
Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica.
* * *
A menina já se foi, há longos anos. Ainda hoje, quando o médico experimentado olha o céu e vê uma linda estrela, imagina ser ela, a sua pequena paciente, na sua nova e fulgurante casa. A casa do Pai.
* * *
Toda vez que a morte vier com seus braços frios e levar um dos nossos amores, pensemos que é o Pai que o envolve com ternura e o está levando para Sua casa.
O Pai que, com carinho, o vem buscar para estar com Ele, pois o ama muito.
E pensemos que logo mais poderemos ir também, pois todos os que nos encontramos na Terra seremos levados pelo Pai ao mundo espiritual.
Enquanto isso, cultivemos a doçura da saudade, em nosso coração.
A saudade... O amor dos nossos amores que ficou...
Redação do Momento Espírita, a partir de crônica que circula pela internet, atribuída ao Dr. Rogério Brandão, médico oncologista clínico de Recife, Pernambuco.



quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Mural reflexivo: A Ilusão do reflexo


A ILUSÃO DO REFLEXO

 

    Conta-se que um pai deu a sua filha um colar de diamantes de alto preço.

    Misteriosamente, alguns dias depois o colar desapareceu. Falou-se que poderia ter sido furtado.

    Outros afirmaram que talvez um pássaro tivesse sido atraído pelo seu brilho e o levado embora.

    Fosse como fosse, o pai desejava ter o colar de volta e ofereceu uma grande recompensa a quem o devolvesse: R$ 50.000,00.

    A notícia se espalhou e, naturalmente, todos passaram a desejar encontrar o tal colar.

    Um rapaz que passava por um lago, próximo a uma área industrial, viu um brilho no lago.

    Colocou a mão para proteger os olhos do sol e certificou-se: era o colar.

    O lago, entretanto, era muito sujo, poluído, e cheirava mal.

    O rapaz pensou na recompensa. Vencendo o nojo, colocou a mão no lago, tentando apanhar a jóia.

    Pareceu pegá-la, mas sentiu escapulir das suas mãos. Tentou outra vez. Outra mais. Sem sucesso.

    Resolveu entrar no lago. Emporcalhou toda sua calça e mergulhou o braço inteiro no lago.

    Ainda sem sucesso. O colar estava ali. Mas ele não conseguia agarrá-lo. Toda vez que mergulhava o braço, ele parecia sumir.

    Saiu do lago e estava desistindo, quando o brilho do colar o atraiu outra vez.

    Decidiu mergulhar de corpo inteiro. Ficou imundo, cheirando mal. E ainda nada conseguiu.

    Deprimido por não conseguir apanhar o colar e conseqüentemente, a recompensa polpuda, estava se retirando, quando um velho passou por ali.

    O que está fazendo, meu rapaz?

    O moço desconfiou dele e não quis dizer qual o seu objetivo. Afinal, aquele homem poderia conseguir apanhar o colar e ficar com o dinheiro da recompensa.

    O velho tornou a perguntar, e prometeu não contar a ninguém.

    Considerando que não conseguia mesmo apanhar o colar, cansado, irritado pelo fracasso, o rapaz falou do seu objetivo frustrado.

    Um largo sorriso desenhou-se no rosto do interlocutor.

    Seria interessante, falou em seguida, que você olhasse para cima, em vez de somente para dentro do lago.

    Surpreso, o moço fez o recomendado. E lá, entre os galhos da árvore, estava o colar brilhando ao sol.

    O que o rapaz via no lago era o reflexo dele.

    A felicidade material se assemelha ao reflexo do colar no lago imundo.

    Na conquista de posses efêmeras, quase sempre mergulhamos no lodo das paixões inconsequentes.

    A verdadeira felicidade, no entanto, não está nas posses materiais, nem no gozo dos prazeres.

    Ela reside na intimidade do ser. Nada ruim em se desejar e batalhar por uma casa melhor, um bom carro, roupas adequadas às estações, uma refeição deliciosa.

    Nada ruim em desejar termos coisas. A forma como as conquistamos é que fará a grande diferença.

    Se para as conseguir, necessitamos entrar no lodaçal da corrupção, da mentira, da indignidade, somente sairemos enlameados, e infelizes.

    Esse tipo de felicidade é como o reflexo do colar na água: pura ilusão.

    Somente existe verdadeira felicidade nas conquistas que a honra dignifica, que a consciência não nos acusa.

    Pensemos nisso. E, antes de sairmos à cata desesperada de valores materiais expressivos, analisemos o que necessitamos dar em troca.

    Porque nada vale que mereça sacrificar a honra, a dignidade pessoal, a auto-estima, a vida espiritual.

    Tudo é passageiro na Terra. Lembre disso.

    (Redação do Momento Espírita com base em conto de autoria desconhecida. http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1659&let=I&stat=0)


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Mural reflexivo: Plenitude da Vida


Plenitude da vida

    O ser querido, que a morte arrebatou, não se extinguiu, prosseguindo, em outra dimensão, conforme as suas conquistas morais e espirituais.
    A morte, em realidade, é a porta que se abre e conduz à vida plena, onde vibram, indestrutíveis, os tesouros incomparáveis da eternidade.
    Logo após a morte do corpo físico, não ocorre o enfrentamento com os demônios representativos do inferno mitológico, nem com os querubins em júbilo para a condução do espírito aos céus.
    Tem lugar, sim, o encontro com a consciência que desperta para a análise do comportamento vivido em relação àquele que deveria ter sido vivenciado.
    Nos primeiros dias após a desencarnação o espírito geralmente permanece adormecido, de modo que, ao despertar, defronta a realidade na qual prosseguirá a partir daquele momento.
    Não existem, porém, duas mortes e reconquistas da consciência iguais. Cada ser é um cosmo pessoal, diferindo dos demais, vivenciando emoções e aspirações compatíveis com o seu nível de evolução.
    Assim, cada qual acorda no além-túmulo conforme adormeceu sob o anestésico da morte.
***
    É natural que sofras a saudade daquele a quem amas e partiu da terra no rumo da imortalidade.
    Não te desesperes, porém, pensando que não mais compartilharás da sua convivência, da sua afetividade, do relacionamento abençoado.
    Ao invés de te permitires o arrastamento pelo desespero, acalma-te e envolve o ser querido em lembranças felizes, direcionando-lhe pensamentos edificantes e orações consoladoras.
    Ele receberá as tuas vibrações de paz e de amor que o reconfortará, diminuindo-lhe também as angústias pela viagem realizada, as dores que talvez experimente.
    Logo que lhe seja possível, volverá a visitar-te, envolvendo-te em ternura e gratidão.
    Nunca penses na morte em termos de destruição e de aniquilamento.
    Tudo, em a natureza, morre para ressurgir, para transformar-se. Por que o ser humano deveria desaparecer?
    Se não o vês, isto não lhe significa a desintegração, considerando que a maioria de tudo aquilo em que crês é invisível aos olhos, mas captado por instrumentos especiais torna-se realidade palpável.
    O mesmo ocorre com os chamados mortos, que podem ser vistos, ouvidos, sentidos e manifestos através do instrumento mediúnico.
    Se não és dotado de faculdade ostensiva, és possuidor de sentimentos que te facultam a captação dos pensamentos e dos sentimentos dele.
    Se desejas comunicar-te com o afeto que faleceu, faze silêncio interior e o perceberás, assim aliviando as dores da aflição de ambos com o medicamento da alegria e da esperança do reencontro.
***
    Após a morte dilaceradora e cruel sofrida por Jesus, veio a madrugada da imortalidade, quando Ele ressuscitou, iluminado e triunfante ao túmulo, confirmando as Suas palavras e promessas, desse modo iniciando a era nova da felicidade sem interrupção pela morte.
    Nunca te olvides, pois, da ressurreição que sempre somente se dará, havendo antes a desencarnação.


(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em mensagem psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 31 de maio de 2004, em Zurique, Suíça, ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis. http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1148&stat=3&palavras=desencarnação&tipo=p)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Mural reflexivo: Previsões que deram errado

Previsões que deram errado 

    Como você lida com os obstáculos que o Mundo apresenta em sua caminhada?
    Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial?
    Do que realmente somos capazes?
    Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do Mundo que deram errado, talvez possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada:
    Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do Diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim:
    Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco.
    Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa,  em Beverly Hills.
    Beethoven segurava o violino desajeitadamente, e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica.
    Seu professor julgava-o um compositor sem futuro.
    Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro.
    Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar.
    Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como: Mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis.
    Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de Química.
    Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la.
    Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos.
    Todos esses expoentes mostraram ao Mundo que seu julgamento estava errado.
    Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes.
    Os julgamentos do Mundo, das pessoas, são completamente insuficientes para avaliar o imo de nosso ser.
    Avaliam situações momentâneas, cenas estanques, experiências isoladas, mas nunca aquilatam a potencialidade da alma.
    Assim, todos esses gênios e tantos outros anônimos na Terra, de tempos em tempos surpreendem o Mundo com seu esplendor.
    Ninguém melhor do que eles conheceu a palavra obstáculo.
    Mas, certamente, não encararam as adversidades, as barreiras, como a maioria de nós ainda as enfrenta.
    Onde ainda vemos impedimento, oposição, eles vêem superação, vêem oportunidade.
    Oxalá se faça próximo o dia em que possamos olhar para trás, em nossas vidas, após uma grande conquista, e dizer: O Mundo estava errado. Eu fui capaz.
    Celebremos a auto-superação sempre que possível.
    Instauremos este hábito em nossos filhos desde pequenos, mostrando-lhes que as derrotas fazem parte do caminho, e que, ao invés de nos puxar para trás, quando bem compreendidas, nos impulsionam para frente.
    E quando das vitórias, ao invés de erroneamente inflar-lhes o orgulho, fazendo comparações tolas com os outros, lembremos de lhes mostrar que estão melhores do que eram, e que isto é o mais importante.
 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mural reflexivo - Caridade: amor em ação

Caridade: amor em ação 

    Você já pensou a respeito do amor ao próximo, recomendado por todas as grandes religiões do Mundo?
    Certamente quando pensamos no amor-sentimento, como uma forte afeição, confiança plena, deduzimos que é difícil amar os próprios amigos, e quase impossível amar os inimigos.
    No entanto, vale a pena refletir sobre os vários significados da palavra amor.
    Paulo de Tarso, quando escreveu aos Coríntios, no capítulo 13, falou da caridade como sendo o amor em ação.
    Disse o apóstolo: "A caridade é paciente, é benéfica; não é invejosa nem temerária; não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não é injusta, apóia a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera."
    Interessante refletir sobre o amor por esse ângulo.
    No dicionário encontramos mais uma definição de amor: "Sentimento de caridade, de compaixão de uma criatura por outra, inspirada pelo sentido de sua relação comum com Deus."
    Assim fica mais fácil compreender o amor e praticar o amor para com os semelhantes.
    Pois se é verdade que nem sempre você consegue controlar o que sente por outra pessoa, pode perfeitamente escolher o seu comportamento com relação a ela.
    Se uma pessoa age mal, se é agressiva, desonesta, você pode escolher agir com respeito, paciência, honestidade, mesmo que ela aja de maneira inversa.
    Assim se expressa o amor-ação, o amor-atitude, o amor-comportamento.
    Podemos deduzir, pelas palavras de Paulo de Tarso, que foi a esse amor que ele se referiu, em sua Carta aos Coríntios.
    E faz mais sentido se entendermos que foi esse amor-atitude que Jesus recomendou que praticássemos para com nossos inimigos.
    Não podemos sentir ternura sincera por alguém que nos agride ou que fere um afeto nosso, mas podemos ter atitudes de tolerância, perdão, compaixão.
    Como todos ainda somos imperfeitos e sujeitos a cometer equívocos, devemos ter, uns para com os outros, atitude de benevolência, que é uma faceta do amor-ação.
    Assim sendo, sempre que se deparar com situações que lhe exijam fazer escolhas, você poderá escolher ter uma atitude amorosa, sem que para isso precise sentir amor pelo próximo.
    Ter atitudes de paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, é escolha de quem deseja cultivar a paz.
    Além disso, agir com serenidade diante das situações adversas, é uma escolha sábia, faz bem para a saúde física e mental e não tem contra-indicação.
    Mas se reagimos com agressividade, ódio, descontrole, estaremos minando nossa saúde de maneira desastrosa.
    Não é por outra razão que, após uma crise dessas, surgem as dores de cabeça, de estômago, de fígado, dores lombares, e outras mais.
    Vale a pena refletir sobre tudo isso e procurar agir como quem sabe o que está fazendo, e não como quem aceita toda provocação e reage conforme as circunstâncias, infelicitando-se ainda mais.
    Pense nisso!
    A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
    Agir com calma é atitude de quem tem controle sobre a própria vontade.
    Lembre-se: Agir com calma é agir com caridade.
    E há a caridade em pensamentos, em palavras e em ações.
    Ser caridoso em pensamentos é ser indulgente para com as faltas do próximo.
    Ser caridoso em palavras, é não dizer nada que possa prejudicar seu próximo.
    Ser caridoso em ações é assistir seu próximo na medida de suas forças.
    Pense nisso, e coloque seu amor em ação.


(Redação do Momento Espírita, com pensamento extraído do item 3, do capítulo XIX de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.) 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Mural reflexivo: É preciso esforço

É PRECISO ESFORÇO

    Certo dia, um homem caminhava por uma estrada deserta e começou a sentir fome. Não estava prevenido, pois não sabia que a distância que ia percorrer era longa.

    Começou a prestar atenção na vegetação ao longo do caminho, na tentativa de encontrar alguma coisa para acalmar o estômago.

    De repente notou que havia frutos maduros e suculentos em uma árvore. Aproximou-se mas logo desanimou, pois a árvore era muito alta e os frutos inacessíveis.

    Continuou andando e foi vencido pela fome e o cansaço. Sentou-se na beira do caminho e ficou ali lamentando a sorte.

    Não demorou muito e ele avistou outro viajante que vinha pelo mesmo caminho. Quando o viajante se aproximou o homem notou que ele estava comendo os frutos saborosos que não pudera alcançar e lhe perguntou:

    - Amigo, belo fruto você encontrou.

    - É, respondeu o viajante. Eu o encontrei no caminho, a natureza é pródiga em frutos suculentos.

    - Mas você tem a pele machucada, observou o homem.

    - Ah, mas isso não é nada! São apenas alguns arranhões que ficaram pelo esforço que fiz ao subir na árvore para colher os frutos.

    E o homem, agora com mais fome ainda, ficou sentado resmungando, de estômago vazio, enquanto o outro viajante seguiu em frente.

    * * *

    Algumas vezes, fatos como esse também ocorrem conosco.

    Ficamos sentados lamentando o sofrimento
, mas não abrimos mão da acomodação para sair em busca da solução.

    Esquecemos que é preciso fazer esforços, lutar, persistir.

    É muito comum ouvir pessoas gritando por um "lugar ao sol", mas as que verdadeiramente querem um lugar ao sol, trazem algumas queimaduras, fruto da luta pelo ideal que almejam.

    Outras, mais acomodadas, dizem que Deus alimenta até mesmo os pássaros. Por que não haveria de providenciar o de que necessitam?

    Essas estão certas, em parte, pois se é verdade que Deus dá alimento aos pássaros, também é certo que ele não o joga dentro do ninho.

    O trabalho de busca pelo alimento é por conta de cada pássaro, e muitas vezes isso não é fácil. Há situações em que eles se arriscam e até saem com alguns arranhões.

    Por essa razão, lembre-se sempre de que Deus a todos ampara, mas a caminhada, os passos, a busca, é por conta de cada um.

    Por vezes a escalada é árdua, exaustiva, solitária. Mas é preciso fazer esforços para alcançar o fruto desejado, principalmente em se tratando dos frutos que saciam a sede da alma.

    Jesus ensinou: batei, e a porta se abrirá. Mas os passos até chegar à porta e o esforço por bater, são necessários.

    Buscai e achareis. Outra recomendação na qual está contida a ação necessária. Buscar é movimento, é esforço, é ação. Seria diferente se Jesus tivesse dito: espere passivamente que a porta se abrirá, ou, fique aí parado que o que deseja chegará até você.

    No entanto, é preciso saber o que se busca e por qual porta desejamos entrar.

    Ainda aí nossa escolha é totalmente livre. Nossa vontade é que nos conduzirá aonde queremos chegar.

    Sendo assim, façamos a nossa escolha e optemos por chegar lá, e chegar bem.

    * * *

    Deus dá asas a todos os pássaros, mas enquanto as andorinhas voam em busca dos climas primaveris e os colibris descobrem novas flores, os abutres farejam a morte para alimentar-se com os restos dos animais vencidos.

(Equipe de Redação do Momento Espírita. http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1315&let=E&stat=0)

domingo, 15 de julho de 2018

Mural reflexivo: Goste das pessoas


GOSTE DAS PESSOAS

    Kent não era mais do que um adolescente quando aprendeu, com seu amigo da mesma idade, uma das lições que mais lhe encheram de prazer a vida.
    Ambos estavam estudando e, da janela, observaram um dos professores atravessando o estacionamento.
    Kent explicou a Craig que não gostaria de reencontrar aquele instrutor. No semestre anterior, ele e o professor tinham se desentendido.
    O cara não gosta de mim – finalizou.
    Craig observou o professor e falou:
    Talvez você esteja se afastando porque tenha medo de ser rejeitado. E ele provavelmente acha que você não gosta dele, por isso não é simpático com você. Por que não vai falar com ele?
    Hesitante, Kent desceu as escadas, cumprimentou o professor e perguntou como tinha sido seu período de férias.
    Ele se mostrou surpreso, mas respondeu. Juntos caminharam um pouco e conversaram.
    O amigo tinha lhe ensinado algo simples. As pessoas gostam de quem gosta delas. Quando se mostra interesse por elas, elas se interessam por nós.
    A partir daquele dia, o mundo se transformou para Kent numa grande descoberta.
    Certa vez, viajando de trem pelo Canadá, ele começou a conversar com um homem que todos evitavam, porque cambaleava e enrolava a língua, ao falar. Todos pensavam que ele estivesse bêbado. Em verdade, ele estava se recuperando de um derrame.
    Tinha sido engenheiro naquela mesma linha férrea e passou a viagem contando histórias fascinantes passadas naquela ferrovia.
    Quando o trem foi se aproximando da estação, ele segurou a mão de Kent e agradeceu por ele ter ouvido, com tanta atenção.
    Mas Kent sabia que o prazer tinha sido muito maior para ele próprio.
    Em um outro momento, em uma esquina barulhenta, numa cidade da Califórnia, uma família o parou pedindo informações. Eram turistas da isolada costa norte da Austrália.
    Em pouco tempo, tomando café, eles encheram de conhecimento a sua cabecinha, com histórias sobre lugares e costumes que possivelmente ele nunca teria conhecido.
    Cada encontro se tornou uma aventura. Cada pessoa, uma lição de vida. Ricos, pobres, poderosos e solitários: ele percebeu que todos tinham tantos sonhos e dúvidas quanto ele mesmo.
    Todos tinham uma história única para contar. Bastava alguém querer ouvir.
    Uma jovem esteticista lhe confidenciou a alegria que tinha sentido ao ver os moradores de um asilo, sorrindo, depois que ela cortou e penteou seus cabelos.
    Um guarda de trânsito revelou como tinha aprendido alguns dos seus gestos, observando toureiros e maestros.
    Até mesmo um andarilho, com a barba por fazer, lhe contou como tinha conseguido alimentar sua família durante o período da depressão, nos Estados Unidos, recolhendo peixes atordoados que flutuavam na superfície, depois de explosões na água. 
    Em suma, todas as pessoas tinham histórias para contar. Histórias ricas de experiências. E todas sonhavam com alguém que as quisesse ouvir.
     Pensamento  
    Parafraseando Francisco de Assis, poderíamos pensar em uma oração, mais ou menos assim:
    Senhor, permita que eu procure muito mais ouvir do que ser ouvido; muito mais ver do que desejar ser visto.
    Finalmente: que eu aprenda a gostar das pessoas primeiro, e faça as perguntas depois, para que eu possa descobrir, com alegria, que a luz que projeto nos outros, se reflete em mim mesmo, multiplicada por cem.
  
(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Goste das pessoas primeiro, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Kimberly Kirberger, ed. Sextante.- www.momento.com.br)


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mural reflexivo: Salvando Vidas


Salvando vidas

     Um site nas redes sociais destaca a ação de um pescador,  na Sérvia,  que acabou famoso por evitar vários suicídios no rio Danúbio.
     Pelo fato de navegar abaixo da ponte de Pancevo, começou por ouvir o baque das pessoas que dali se atiravam nas águas.
     Salvou mais de vinte e oito pessoas, recebendo a gratidão de todos eles, o que prova que o suicídio é um ato intempestivo, que pode e deve ser evitado sempre.
     Renato Grbic conta que, ao retirar as pessoas da água, sente emoção e felicidade muito fortes, que lhe dão força e rapidez especial.
     Como o Danúbio é um rio forte e frio, tem que ser determinado e muito rápido no socorro.
     Há algum tempo salvou uma moça de dezoito anos. Algum tempo depois, foi convidado para seu casamento. Hoje ela é mãe de um lindo menino.
     Uma adolescente, também por ele salva, após tentar o suicídio, ficou agradecida. Mais tarde o convidou para seu aniversário de quinze anos.
     Ele se tornou amigo de todos aqueles a quem salvou das garras da morte autoprovocada.
     Disse ele que todos devemos nos ajudar na desgraça.
     *   *   *
     Para vivermos na Terra Deus nos concede um tesouro especial que não devemos enterrar. Mas, ao contrário, nos servirmos dele da melhor forma possível.
     Deus nos empresta uma máquina divina, construída de forma única, o que nem sempre registramos ou agradecemos.
     Essa máquina incrível é o nosso corpo físico, que nos permite vivermos e aprendermos mais e mais, para nosso aperfeiçoamento espiritual.
     Jamais a criatividade humana será capaz de construí-la, tão perfeita como o Pai a concebeu.
     Uma engenharia inigualável, um funcionamento genuíno, um sistema de irrigação realizado através de uma bomba propulsora incomparável, que leva desde o seu interior até às menores e mais delicadas partes, a seiva sagrada da vida.
     Um complexo eletroeletrônico de ressonâncias tão sensíveis que permite seja percebida uma minúscula formiga, localizando-a, nesse corpo, em qualquer ponto em que se encontre.
     Um sistema de captação, transformação e distribuição de alimentos, que leva energia e vida a trilhões de habitantes celulares de diversas utilidades.
     Duas enormes esponjas especiais, capazes de absorver do exterior o oxigênio da vida, conduzi-lo ao interior e renovar a linfa da vida.
     E, ainda, expelir do interior o gás carbônico gerado, devolvendo-o à natureza para a devida e necessária transformação.
     Através do computador central, que chamamos cérebro, efetuamos as operações dessa máquina, sob o comando da nossa mente espiritual.
     Esse usufruto nos torna compromissados com essa riqueza sem preço.
     Somos os responsáveis pelo seu devido funcionamento para que sirva aos nossos propósitos de vida, enquanto na Terra.
     Somos os senhores dos direcionamentos que lhe impusermos. E também, os únicos responsáveis pelos sucessos ou insucessos que com ela obtivermos.
     Todo e qualquer dano que lhe causarmos teremos que reparar, no hoje ou no amanhã de nossa vida imortal.
     Valorizemos, pois, a nossa vida no corpo físico!
     Um tesouro que deve ser preservado e respeitado!
     Um tesouro de cujo uso deveremos prestar contas ao Pai  Celestial.