sábado, 11 de setembro de 2010

Acontecerá: Estudos na sala Espiritismo Net Infanto Juvenil (Teen)

Domingos: das 18h30min às 19h30min - Faixa etária de 13 a 17 anos.


Em: 05/09/2010
Tema: Jesus
Facilitadora: Dídima Freire

Em: 12/09/2010
Tema: Obediência
Facilitadora: Janaina Barreto

Em: 19/09/2010
Tema: O jovem e as obras da codificação
Facilitador: Lúcio Flávio

Em: 26/09/2010
Tema: A gentileza
Facilitadora: Janaina Barreto

Em: 03/10/2010
Tema: Cuidar do corpo e do espírito
Facilitadora: Dídima Freire

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Artigo: Nova Missão dos Espíritas.

Por: Alkíndar de Oliveira

[Cap. 8 do livro Aprimoramento Espírita - Editora Truffa - www.editoratruffa.com.br]

“Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que deveis sacrificar, em favor da sua divulgação, hábitos, trabalhos, ocupações fúteis. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco.” — Erasto (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 20 – Os trabalhadores da última hora – Missão dos espíritas)

As palavras do Espírito protetor Erasto não só ressaltam a importância do espírita consciente em divulgar o Espiritismo como nos faz refletir sobre um outro ângulo da necessária divulgação. Leva-nos, as palavras de Erasto, a indagar:

“Será que esse ‘Ide e pregai’ significa pregar as palavras divinas nas Casas Espíritas, apenas?” “Será que Erasto não estava indicando-nos uma amplitude maior, imaginando a importância de pregarmos as palavras divinas não somente nas Casas Espíritas?”

É importante que conscientizemo-nos que é missão dos espíritas divulgar as palavras consoladoras não somente para os espíritas, mas para todas as pessoas. Não teremos dúvida quanto a essa dedução se atentarmos à seguinte frase contida no texto “Missão dos espíritas”: “Certamente falareis com pessoas que não quererão ouvir a palavra de Deus (…)”. Se o Espírito Erasto disse que falaríamos a quem não quer ouvir a palavra de Deus, então não estava referindo-se aos freqüentadores da Casa Espírita. A boa lógica leva-nos a concluir que nossa missão vai além do que hoje estamos fazendo. Precisamos começar uma verdadeira cruzada a favor da divulgação de nossa Doutrina. O culto ao bezerro de ouro precisa ser combatido com todas as forças.

Cruzada?

Combater o culto ao bezerro de ouro?

Ao leitor que se assustou com as palavras “cruzada” e “combater o culto ao bezerro de ouro”, atenção: essas palavras não são do autor deste texto. Elas estão em O Evangelho segundo o Espiritismo, nosso guia de vida. Essas palavras são de Erasto, que disse:

“(…) parti em cruzada contra a injustiça e a maldade. Ide e aniquilai esse culto ao bezerro de ouro, que se expande dia após dia. Ide, Deus voz conduz!”

Talvez o leitor pense: “Será que essas novas atitudes não implicariam em pisarmos em terreno perigoso?”

Caro leitor, Jesus e Kardec, não pisaram em terrenos perigosos? Se Jesus e Kardec foram audaciosos, pisando em terreno “minado”, sendo maltratados, criticados e ultrajados, por que nós espíritas devemos, tranqüilos, continuar sendo levados ao sabor do vento calmo?

Há um grande risco no ar!:

Somos humanos. Isso significa dizer, somos falhos.

E, de repente, ansiosos por seguirmos a sugestão de Erasto, ansiosos por sermos audaciosos, como foram Jesus e Kardec, podemos errar. Podemos colocar os pés pelas mãos. A nossa palavra, não obstante revestida da boa vontade, pode criar polêmicas inúteis. Pode desrespeitar as demais instituições, pode projetar uma imagem negativa do que é ser espírita, e do que é o Espiritismo. Por tudo isso, é importante que saibamos que, para fazer parte do grupo que divulgue o Espiritismo além das quatro paredes do Centro Espírita, é preciso que o espírita-divulgador tenha algumas especiais qualidades, dentre elas:

a. seja um profundo conhecedor da Doutrina Espírita;
b. seja espírita praticante;
c. não faça proselitismo;
d. respeite e valorize todas as instituições religiosas;
e. não entre em polêmicas inúteis;
f. faça prevalecer, nas eventuais discussões, o direito de escolha religiosa;
g. aja sempre com brandura e bom senso.

Sabemos que encontrar pessoas que reúnam todas as qualidades acima não é impossível, mas, também, não é fácil. A tendência natural é que acatem essa missão, os espíritas que mais abraçam as palavras do que os atos. E o ideal seria que estivessem à frente dessa cruzada, aqueles espíritas que mais valorizam os atos do que as palavras. E geralmente, obviamente com exceções, falta a esses por demais sensatos e grandiosos espíritas uma qualidade extremamente necessária no mundo de hoje: falta audácia.

Temos aí um dilema! Os que, por direito adquirido (por serem espíritas exemplares), podem cumprir essa missão, tendem a não cumpri-la. Os que ainda não adquiriram o direito de cumprir essa missão querem cumpri-la.

Uma observação: a afirmação de que os espíritas exemplares tendem a não cumprir essa missão, talvez leve a interpretações de que esses não trabalham a favor do Espiritismo. Não é isso. Todos sabemos que cada vez mais os espíritas estão atuando a favor do Espiritismo, que cada vez mais surgem compêndios e livros esclarecedores, que cada vez mais a união e a unificação têm sido metas de muitas Casas Espíritas. Fácil fica entender a afirmação que “os espíritas exemplares tendem a não cumprir essa missão”, se o leitor não esquecer que esse texto faz referência a um outro ângulo da divulgação, que é a missão de levar o Espiritismo para fora da Casa Espírita. Caro leitor, esse texto que você está lendo deixa de ter sentido caso você já tenha visto em sua cidade, por intermédio de cartazes, e também nos principais jornais, bem como no rádio e na televisão, a divulgação de uma palestra espírita, dirigida aos não-espíritas, cujo tema seja (por exemplo): “Conheça o Espiritismo e acabe com seu preconceito”. Aí vem a pergunta: é comum ocorrerem palestras espíritas dirigidas aos não-espíritas de sua cidade? A resposta, quase que geral, é “não”. Se assim é, estamos bem fazendo nossa parte em relação ao “Ide e Pregai”?

Não podemos postergar essa nossa missão de levar o Espiritismo além das quatro paredes do Centro Espírita.

O desafio aí está!

Joanna de Ângelis, de forma explícita, também reforça a necessidade de levarmos, a outros cantos, a essência da Doutrina Espírita. Nas páginas 175 e 176 do livro psicografado por Divaldo Franco, Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda (Leal), Joanna de Ângelis diz: “cabem neste momento graves compromissos que não podem nem devem ser postergados”. Essa tão querida educadora espiritual passa-nos os quatro procedimentos que cabem aos espíritas e que, repetindo, “não podem nem devem ser postergados”:

I. proclamar a Era Nova;
II. demonstrar a existência do mundo causal (causa e efeito);
III. demonstrar a anterioridade do Espírito ao corpo; e
IV. demonstrar os incomparáveis recursos saudáveis defluentes da conduta correta, dos pensamentos edificantes, da ação do bem ininterrupto.

Joanna de Ângelis esclarece que os procedimentos acima devem ser demonstrados “pela lógica e pelo bom senso, assim como através da mediunidade dignificada”. Alerta-nos ainda que esses procedimentos devem ser executados pelos “espíritas conscientes das suas responsabilidades – aqueles mesmo que se equivocaram e agora recomeçam em condições melhores”. E ainda complementa: devemos agir “sem qualquer desconsideração pelos diferentes credos religiosos e filosofias existentes.”

Como espíritas, não nos esqueçamos: de nossa missão, segundo Erasto, e dos nossos graves compromissos, segundo Joanna de Ângelis.

Mãos à obra! Sejamos espíritas audaciosos: sem proselitismo e sem desrespeitar as demais instituições religiosas, levemos, além de nossas quatro paredes, as palavras consoladoras de nossa amada Doutrina.

Do site: Espiritismo.net

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Acontece: Fórum Espírita Jovem abordará o tema mediunidade.

A Mocidade Espírita André Luiz, do Centro Espírita Léon Denis, do Rio de Janeiro, promove a 6ª edição do Fórum Espírita Jovem. Nesta sua 2ª parte, que será realizada no dia 12 de setembro, a continuidade do tema "Mediunidade na Juventude".

Um dos objetivos do Fórum é estudar as questões atuais, de relevância para a juventude, fazendo uma análise mais profunda, conectando sempre a Doutrina Espírita à vida cotidiana, onde observamos e entendemos ser fundamental uma reformulação da conduta de todos nós.

O evento acontecerá nas dependências do CELD, Rua Abílio dos Santos, 137, Bento Ribeiro, Rio de Janeiro, RJ, das 8h30min às 13h. Pede-se como contribuição opcional uma embalagem de leite em pó.

As inscrições podem ser feitas no endereço http://www.celd.org.br/~meal/inscrever.html. No ato da inscrição, o jovem deve escolher participar de um dos seguintes Centros de Interesse: "E essa tal Mediunidade?", "Mediunidade tem cura?" ou "Mediunidade: ferramenta de trabalho."

Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2452-1846.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Notícia: "Sexo X Religião".

Os hormônios falam mais alto do que os preceitos religiosos entre os jovens, que se afastam das igrejas

Rodrigo Cardoso

A posição retrógrada das igrejas em relação ao sexo, cada vez mais distante da realidade dos jovens, é um dos fatores que afastam a juventude da religião. Uma pesquisa inédita com universitários entre 17 e 25 anos que investigou, entre outros assuntos, o que eles pensam sobre a orientação de suas igrejas no campo sexual mostrou quanto esta tese é verdadeira. Das 374 pessoas que responderam a essa questão, 65% discordaram das determinações religiosas. A enquete torna clara uma impressão que estava no ar: se tiver de escolher entre a religião e o livre exercício de sua sexualidade, o jovem abre mão da primeira. “Ele acredita em Deus como um ser superior que não deve se meter em sua vida”, diz o teólogo Jorge Claudio Ribeiro, professor do departamento de ciência da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Os dados serão compilados em um livro a ser lançado em breve. A publicação faz parte da série “Religiosidade Jovem” (Ed. Olho D’Água). A equipe do teólogo já havia estudado o tema em 2000 e 2004, aplicando questionários para 1.825 estudantes. Como nas três etapas a frase “concordo com as orientações de minha igreja em questões sexuais” sempre esteve entre as mais rejeitadas, Ribeiro resolveu, dessa vez, quantificar o tamanho do embate entre sexo e religião. A pedido de ISTOÉ, as respostas foram organizadas considerando os quatro maiores grupos religiosos dos jovens pesquisados. “Para o jovem, ter fé é mais importante do que ter religião”, explica Ribeiro. Ao não aceitar o livre arbítrio da juventude, a igreja deixa de evangelizar muitos fiéis.

Essa é a opinião da aeroviária paulista Fernanda Correa do Prado, 25 anos, criada em berço católico. “É um absurdo condenar o uso da camisinha. O sexo não é praticado apenas como forma de reprodução. E vivemos em um mundo cheio de doenças”, protesta. Fernanda recorda um episódio que a fez repensar a sua devoção ao catolicismo. “Uma colega do grupo de jovens foi repreendida pelo padre por estar grávida. Ele disse que ela não deveria ser representante da comunidade porque iria ser mãe solteira.” A aeroviária estranhou o fato. Não abandou o catolicismo, mas passou a ir menos à igreja. O psicólogo e sociólogo Antonio Carlos Egypto acha saudável essa grita da garotada. Para ele, os religiosos deveriam ser menos normativos em questões comportamentais. “O correto seria discutir mais os temas, para dar espaço à reflexão e à escolha e não apresentá-los como diretrizes fechadas”, diz Egypto, que presta assessoria a colégios na área de orientação sexual. Ateu, o músico Danilo Espada Barba, 23 anos, não enxerga o sexo como um entrave na relação entre a juventude e a religião. Para ele, o jovem não deixa de ir à igreja, mas também não fica sem transar. “Ele mantém a religião que escolheu apenas para cultivar as aparências”, explica. Barba é contra a proibição de quaisquer necessidades inerentes ao ser humano, especialmente as que se referem à sua sexualidade. “A negação do sexo compromete não só um grupo que segue uma doutrina, mas a perpetuação da espécie.” Para o padre e doutor em teologia Márcio Fabri dos Anjos, professor de bioética do Centro Universitário São Camilo, um sem-número de jovens se sente mais seguro sob uma moral rígida imposta por católicos e evangélicos.

O webdesigner Leandro Carreira e sua esposa, a jornalista Luciana Carniti, iniciaram um relacionamento amoroso em 2002. Dois anos mais tarde, depois de passarem a estudar a “Bíblia” com um grupo de pentecostais, decidiram abdicar do sexo e iniciar um namoro conforme os preceitos da igreja. Nessa nova fase, deixaram também de viajar e dormir juntos e procuravam evitar intimidades como abraços calorosos, para não caírem em tentação. “É pecado provocar em alguém o desejo que você não pode cumprir”, explica Luciana. “Nosso corpo é um templo de Deus.” O sexo só retornou à rotina do casal após a troca de alianças, em 2006. Hoje, aos 27 anos e pais de Ana Carolina, de 1, eles dedicam boa parte do tempo à Comunhão Cristã em Adoração, igreja que fundaram há três anos. Protestantes, como o casal Luciana e Leandro, são os que mais concordam com a oratória da sua igreja sobre temas sexuais, de acordo com “Religiosidade Jovem”. No geral, porém, a obediência é uma exceção. Entre os pesquisados, religião ficou em último lugar entre as questões mais importantes para a vida deles, atrás de família, amigos, universidade, trabalho e política. Não é de estranhar, portanto, que seja rejeitada como conselheira sexual. Mas, então, quem tem autoridade para falar sobre sexo com os jovens? “Hoje, mídia e ciência são mais respeitadas”, afirma o sociólogo Egypto. “À escola cabe produzir capacidade de reflexão para que se faça uma boa escolha.” Para ele, os pais deixam de fazer uma avaliação objetiva em uma discussão sobre sexualidade com os filhos por causa do envolvimento afetivo. “Mas eles têm de estar por perto, principalmente para vigiar a informação fragmentada que chega”, pondera.

Espíritas, os pais do estudante mineiro Felipe Torres de Oliveira, 21 anos, discutem sobre sexo com ele e os irmãos. Há nove meses namorando a estudante Fernanda Pena de Sousa, 18, que conheceu durante reuniões de estudos espíritas para jovens, Oliveira afirma que “o sexo está a serviço da humanidade, é uma possibilidade divina”. E aponta o divórcio entre a religião e a razão como o responsável pela distância entre os jovens e os templos. “Como teólogo, é bem mais fácil desejar que as comunidades religiosas evitem os caminhos da moralidade repressiva, para contribuir positivamente com os jovens no encontro de razões e espiritualidade em favor de uma vida sexual construtiva e digna”, afirma o padre dos Anjos, da São Camilo. Do papa ao pároco, passando pelo médium e o pastor, a evangelização da juventude interessa a qualquer doutrina. Para tanto, conhecê-la é condição fundamental. “Esse tipo de fiel quer ver o mundo pelos próprios olhos. E, em relação ao sexo, não admite intromissão”, afirma Ribeiro, da PUC. “Deus nos fala pelo jovem. É uma realidade teológica, que precisamos aprender a ler e a desvelar.”

Matéria publicada na Revista ISTOÉ, em 27 de março de 2010.

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Comentário:

Por ser uma doutrina de responsabilidade e não de proibição, a Doutrina Espírita tem diminuído o conflito entre a religiosidade e o sexo. O espírita sabe que a sexualidade é um instrumento útil à reencarnação, pois é através dela que se possibilita o reencarne de outro espírito neste mundo a fim de progredir.

Na verdade, o problema não está na sexualidade, mas no uso que fazemos dela. O princípio desta paixão é uma necessidade natural, não é um mal e nem poderia ser, já que é uma condição para a nossa existência. Porém, os Espíritos, em O Livro dos Espíritos, nos explicam quando e como a sexualidade enquanto paixão pode ser ruim:

"As paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa. Reconhecei, pois, que uma paixão se torna perniciosa no momento em que a deixais de governar e quando resulta num prejuízo qualquer para vós ou para outro".

Podemos condenar as antigas regras sobre este assunto? Não, porque devemos compreender que na época em que foram feitas o homem era muito mais governado pela sua sexualidade do que hoje, e a questão 796, do livro acima citado, explica bem isto:

"A severidade das leis penais não é uma necessidade, no estado atual da sociedade?

- Uma sociedade depravada tem certamente necessidade de leis mais severas. Infelizmente, essas leis se destinam antes a punir o mal praticado do que a cortar a raiz do mal. Somente a educação pode reformar os homens, que assim não terão mais necessidade de leis tão rigorosas".

A sexualidade que antes era um tabu, hoje é assunto normal e corriqueiro. Os jovens, principalmente depois de surgir a Internet, têm se instruído mais sobre o assunto e tido mais possibilidade de se posicionar de forma mais consciente e acaba se afastando das orientações extremas, porque elas sempre demonstram abuso, seja de uma forma ou de outra.

A sexualidade é uma grande fonte de prazer e aprender a controlar e utilizar este instrumento da melhor forma possível fará do ser humano um ser melhor, mais espírito que homem.

Comentário por: Claudia Cardamone. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.

sábado, 19 de junho de 2010

Notícia: "Agressão entre casais jovens é cada vez mais frequente".

Uma pesquisa feita em mais de cem escolas brasileiras constatou que entre os casais adolescentes são muito comuns às agressões com gestos, palavras ou violência física.

Renata Capucci - Rio de Janeiro

"Seu moleque... Você é ridículo!". É teatro... Mas até parece realidade.

Uma pesquisa feita com mais de três mil estudantes entre 15 e 19 anos revela que nove em cada 10 jovens que namoram praticam ou sofrem variadas formas de violência.

A agressão verbal é a mais frequente. Nas dez capitais pesquisadas, 85% dos jovens disseram que costumam xingar, desprezar, magoar o parceiro usando as palavras e a maioria não têm consciência que se comporta assim.

"A consciência é feita muito passo a passo com os sentimentos e, às vezes, os sentimentos eles passam, atravessam as palavras. Então eu fico com raiva e não sei de quê", comenta Sócrates Álvares, psicólogo.

Hugo e Louise, ele 18, ela 16 anos, namoram há um ano e meio. Temperamentos opostos rendem várias brigas por semana. “Dia sim, dia não", diz o casal.

"Geralmente a agressão parte quando um ou outro não se sente amado. A violência é a expressão da incapacidade de se sentir amado. Se eu não posso me sentir amado por essa ou esse que eu escolhi, então quero vê-lo machucado", explica o psicólogo.

Louise reconhece. "A gente se xinga, mas não é muito pesado. Às vezes chamo ele de preguiçoso, ele me chama de chata. A gente machuca mesmo um ao outro. Como é duro pra mim ouvir crítica, por exemplo, eu acabo chorando", diz Louise Dias, estudante.

E Hugo confessa. “Eu já tive vontade de te bater várias vezes... Eu fico sentado me controlando pra não te dar um tapa pra você calar a boca. Mas mesmo na hora da briga eu tenho consciência que se eu fizer isso, que pode ser prior e que a gente pode perder um ao outro”, declara Hugo Barbatti, estudante.

"As situações de violência verbal são pré-condições pra violências maiores no futuro", alerta o psicólogo.

Os pais têm papel fundamental e devem propor conversas francas sobre os relacionamentos afetivos dos filhos.

"Esse acompanhamento dá para o adolescente o sentido de que ele é amado e de que ela é amada", alerta o psicólogo.

- “Onde vai terminar esse namoro?”, pergunta a repórter.
- “Não sei”.
- “Numa separação ou no altar?”.
- “Tomara que seja no altar”.
- “Eu espero que sim”.

A cena do teatro foi encenada pelos estudantes do curso de teatro "O Tablado".

Notícia publicada na página do Jornal Hoje, em 24 de março de 2010.


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Comentário:

É realmente estranho que duas pessoas que se amam venham adotar esse tipo de comportamento. Em grande parte, podemos debitar à sociedade moderna, com a cultura da violência presente a todo instante, a banalização dessa violência. Vemos a todo instante, na mídia e mesmo presencialmente, cenas de violência explícita, muitas vezes por motivos os mais fúteis possíveis. Inconscientemente, essa cultura vai se internalizando, vindo a provocar reações que, numa ótica sensata, de modo nenhum se justificariam.

Nas classes sociais mais baixas, podemos compreender semelhante comportamento como resultado do meio em que convivem, pois, nestas classes, a violência está mais fortemente presente no cotidiano das pessoas, inclusive dentro do próprio lar. As dificuldades materiais com que se deparam para prover a própria subsistência e da família, as discriminações sociais de que são vítimas a todo momento e a falta de uma educação apropriada, por exemplo, embora não justifiquem, são fatores que levam a essa cultura da violência. Assim, a agressão dos pais entre si, dos pais em relação aos próprios filhos, ou mesmo na relação de vizinhança passa a ser algo quase que natural, não despertando mais qualquer reação de surpresa. Essa circunstância vai se refletir na formação do jovem, que passa a ter esse comportamento como paradigma, com reflexos no relacionamento entre casais.

Mas e nas classes mais favorecidas, onde a violência familiar é menos ocorrente? De onde vem essa violência que os jovens adotam em seus relacionamentos e que geram agressões recíprocas? Como justificar? É uma questão para ser seriamente estudada por sociólogos, pedagogos e demais segmentos que se dedicam ao estudo e pesquisa do relacionamento humano. Muitas vezes, são jovens de nível social mais elevado, que não enfrentam dificuldades materiais de sobrevivência, que têm tudo de que precisam, em termos materiais, para desfrutarem uma vida feliz, mas que, no entanto, não conseguem conter o ímpeto da violência. É claro que os fatores são múltiplos e apenas para exemplificar podemos citar a influência da mídia, noticiando a todo momento a ocorrência de fatos violentos de todos os matizes. A banalização dessa violência torna-se uma realidade e a sua prática passa a ser vista como algo natural, que esses jovens adotam quase que imperceptivelmente.

Não devemos esquecer, também, o momento de transição que o planeta vivencia. Muitos espíritos rebeldes, que vêm há muitas existências comportando-se dessa maneira, estão retornando para um processo de reajuste. Em geral, são espíritos que progrediram satisfatoriamente no campo do intelecto, mas cujo progresso moral não acompanhou a evolução intelectual. Muitos se adequam aos novos tempos que estão chegando. Outros, porém, encontram dificuldades e resistem à transformação moral indispensável. Durante algum tempo ainda teremos que conviver com esse tipo de situação. Mas o processo evolutivo é um determinismo divino ao qual todos se submeterão. Vencida essa fase transitória, tudo será passado e a humanidade caminhará firmemente rumo à sua destinção final.

Comentário por: Sergio Rodrigues, espírita e colaborador do Espiritismo.Net.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Notícia: "Brasileiros mudam de vida e se dedicam a ajudar o próximo."

Conheça dois brasileiros reconhecidos internacionalmente, que têm uma missão muito especial.

NEIDE DUARTE
São Paulo

“Aqui foi a formatura do terceiro colegial. A foto da esquerda foi menos de um mês do meu acidente. Eu sou o último da direita com a blusa branca”, mostra Rodrigo Mendes.

O acidente a que ele se refere foi um assalto. Um tiro atravessou o pescoço de Rodrigo Mendes, que ficou tetraplégico aos 18 anos de idade.

“No momento, talvez uma sensação de que eu continuava sendo o Rodrigo com a mesma capacidade, talvez com outro contexto, mas que alguns ajustes seriam suficientes para que eu retomasse a minha atividade como cidadão”, lembra Rodrigo.

Hoje, aos 34 anos, ele é um administrador de empresas e o principal executivo do instituto que criou em 1994 e que leva o nome dele.

“Minha ideia, ao criar o instituto, era ajudar, oferecer oportunidades, oferecer bem estar e novos horizontes para pessoas que estivessem em situação de exclusão”, explica.

Tudo começou quando Rodrigo, sem poder movimentar nem braços, nem pernas se envolveu com as artes plásticas e começou a pintar com a boca. Fez oito exposições individuais e vendeu muitos quadros.

As vitórias que conseguiu para si, logo quis dividir com os outros. Criou um atelier de pintura, onde pessoas em situação de exclusão são muito bem-vindas. Aqui elas deixam suas marcas, transparências, manchas, vazios, identidades.

“Temos três programas educativos. Um deles, que são os cursos de arte, trabalha com públicos muito heterogêneos. Tentamos trazer para o atelier de arte misturas de perfis e trabalhamos também com escolas públicas”, aponta.

Rodrigo trabalha de sete a oito horas por dia, normalmente em casa, no computador e no celular. E é reconhecido internacionalmente. Ele é um dos 245 jovens líderes globais, eleitos pelo Fórum Econômico Mundial como alguém que tem um compromisso social e o potencial de modificar o futuro do mundo.

“Hoje eu me sinto uma pessoa que vive com muita intensidade e com vontade de devolver o que eu recebi e continuar construindo. Acho que assumi como missão”, diz Rodrigo.

Não são todos que podem atribuir à profissão que exercem a força desta palavra: missão. Isso é privilégio de poucos que conseguem perceber no espaço do trabalho o lugar perfeito para ajudar a transformar o mundo.

“Eu sinto que essa é uma missão. A maioria das pessoas que trabalha no terceiro setor sente isso também, é quase uma vocação, quase uma missão. Você quer fazer um mundo melhor, quer fazer o seu pedaço, o que você consegue fazer melhor”, diz a presidente da Impetus Trust Daniela Barone.

Daniela Barone é economista e administradora de empresas, sempre trabalhou com finanças. Criava estratégias, para instituições financeiras dos Estados Unidos e da Inglaterra, de como investir o capital. Ou seja, ajudava os poderosos bancos ingleses e americanos a investirem para terem mais lucro.

“Se eu continuasse trabalhando nos bancos, minha carreira era uma coisa bem clara para mim, porque eu conseguia ver os próximos passos muito claramente do que ia ser minha carreira, ia estar muito rica agora, provavelmente, porque o que eu estava fazendo tinha um retorno financeiro muito grande e eu estava me dando bem”, lembra a economista.

No auge da carreira, Daniela, que morava em Londres há sete anos, decidiu abandonar tudo e se dedicar a uma ONG inglesa, Impetus, que ajuda outras ONGs a se desenvolverem plenamente. Com isso, ela, que chegava a ganhar mais de 400 mil libras por ano, passou a receber praticamente um quinto do que ganhava.

“Quando fiz essa opção, as pessoas próximas disseram que eu estava ficando louca. Foi uma mudança muito grande de vida. A mudança em termos de salário foi enorme, eu tive até de mudar de apartamento. Mudança do jeito que se trabalha e essa incerteza do que vai ser o seu futuro”, lembra.

O futuro de Daniela pode não ser muito nítido, mas ela sabe que o caminho dela é muito diferente do da maioria das pessoas. Ela trouxe profissionalismo para o terceiro setor, uma área muito dependente de voluntários e de trabalhos amadores. Usou tudo o que aprendeu no mercado financeiro, inclusive os contatos, para conseguir financiar a filantropia. Atraiu voluntários poderosos, entre eles banqueiros, pessoas ligadas ao mercado de alto luxo.

“Eu perguntei para ele, porque alguém de alto luxo estava trabalhando com filantropia e ele respondeu: Mas no século 21 filantropia é alto luxo”, comenta Daniela.

Daniela também teve o reconhecimento público do seu trabalho. Na Inglaterra, o jornal “The Independent” publicou a lista das 100 pessoas que fizeram do Reino Unido um lugar melhor para se viver. Daniela estava entre elas.

“Há coisas que são difíceis de mensurar, por exemplo as ONGs que bancamos agora estão tendo uma influência enorme em políticas públicas. Isso é uma coisa poderosa também, isso faz grandes mudanças sociais. O aumento do capital social de uma sociedade traz retorno financeiro muito maior do que tanto acúmulo de dinheiro. A gente não precisa de tanto assim para viver”, comenta Daniela.


Saiba mais

Conheça o Instituto Rodrigo Mendes

Conheça a ONG Impetus Trust (site em inglês)

Notícia publicada na página do Bom Dia Brasil, em 26 de janeiro de 2010.


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Comentário:

Há muito se ouve falar que ainda vivemos num mundo de provas e expiações, mas que está se transformando, se modificando em um mundo de regeneração. Isto não quer dizer que alguém irá nos salvar ou transformar o mundo, mas somos nós mesmos que teremos que fazer. E, se não quisermos, continuaremos num mundo de provas e expiações, só não será mais este aqui.

Como mudamos o mundo? Através das mudanças em nós mesmos, através de nossas provas pessoais, que na verdade nunca o são verdadeiramente. Alguns podem ter como característica um acidente, uma limitação física ou algo que lhe coloque como vítima, como sofredor; outros vêm com grandes aptidões, podem ser bem sucedidos financeira e socialmente; outros, orgulhosos, vêm aprender a serem comuns, iguais e semelhantes.

Os aspectos e as formas podem ser infinitas, mas a prova que nos qualifica à regeneração é utilizar todos os instrumentos, todo o nosso potencial em benefício da humanidade, do todo, através de sua unidade fundamental, que é o outro.

São pessoas que fazem a diferença que vem em prova para nos mostrar que o destino é único, mas que os caminhos podem ser diversos. Isto quer dizer que não precisamos sair criando ONGs, mas apenas fazer algo muito mais difícil, pensar no outro primeiro, satisfazer as necessidades do próximo e não reclamar ou se arrepender.

Como disse Daniela: "O que você consegue fazer melhor?" Não importa o que seja, tenha a certeza que este trabalho pode ser útil.

Este é um mundo de regeneração que nos aguarda ansiosamente:

"Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a paz e o descanso, acabando por se purificar. Sem dúvida, mesmo nesses mundos, o homem ainda está sujeito às leis que regem a matéria. A humanidade experimenta as vossas sensações e os vossos desejos, mas está isenta das paixões desordenadas que vos escravizam. Neles, não há mais o orgulho que emudece o coração, a inveja que o tortura e o ódio que o asfixia. A palavra amor está escrita em todas as frontes; uma perfeita equidade regula as relações sociais; todos manifestam a Deus e procuram elevar-se a Ele, seguindo as suas leis. (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap III, Item 17.)

(Comentário por: Claudia Cardamone nasceu em 31 de outubro de 1969, na cidade de São Paulo/SP. Formada em Psicologia, no ano de 1996, pelas FMU em São Paulo. Reside atualmente em Santa Catarina, onde trabalha como artesã. É espírita e trabalhadora da Associação Espírita Seareiros do Bem, em Palhoça/SC.)

domingo, 13 de junho de 2010

Pergunta feita: "Como saber se tenho mediunidade?"

Assunto: mediunidade
Mensagem: gostaria de saber se tenho mediunidade.. e como desenvolver ela..

obrigado..

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Olá, M!

Muita paz!

A mediunidade é uma faculdade, uma sensibilidade para perceber o mundo espiritual que todos temos, independente de religião, sexo, idade, porém, em tipos e graduações diferentes. Algumas apresentam sinais claros, o que chamamos de ostensivas.

Nascemos com ela, mas seu afloramento depende de alguns fatores - emocionais, espirituais, físicos, etc. - que podem impedir ou estimular sua manifestação, levando em consideração que seus efeitos podem ser positivos ou negativos, conforme a forma que se lida com ela.

M, "desenvolver a mediunidade" é uma expressão bastante utilizada nas religiões de tradições africanas, como Umbanda e Candomblé, mas através dos estudos espíritas, entendemos que não se desenvolve a mediunidade, mas a educa. Devemos compreender que não se cria algo que não existe. Nesse sentido, ou temos ou não temos essa sensibilidade.

Para detectar se um indivíduo é portador dessa faculdade, temos de observar criteriosamente os sinais que venham a se manifestar. Outra forma que temos para saber se há esse potencial mediúnico é através das orientações dos amigos desencarnados, mas especificamente daqueles que orientam os trabalhos mediúnicos das casas espíritas, que nos revelam visando um objetivo maior no trabalho caritativo em favor do nosso próximo. Assim, recomendamos que converse com os coordenadores do grupo da casa que frequenta ou passe a frequentar para participar dos estudos sobre mediunidade.

Indicamos também o material abaixo, que o auxiliará com mais esclarecimentos. Ao final, leia o texto “O que é ser médium”, trecho do livro "Mediunidade: Caminho para ser feliz".

Instrua-se com leituras edificantes - caso seja do seu interesse, a Codificação Espírita e outros livros espíritas instrutivos podem ser obtidos no link www.espiritismo.net/portugues_download ou www.virtual.espiridigi.net (Biblioteca Virtual).

Para conhecer melhor o Espiritismo, acesse os sites www.espiridigi.net/videos e www.espiritismo.net/espiritismo para assistir aos vídeos e ler as informações abordando seus diversos aspectos.

Esperamos ter ajudado. Estamos à disposição para auxiliar no que for necessário e conte sempre conosco.

Um Feliz 2010 a você e sua família!

Um abraço,
André.

Equipe Espiritismo.net Jovem

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Livros:

- "O Livro dos Médiuns" - Allan Kardec
- "Mediunidade: Caminho para ser feliz" - Suely Caldas Schubert
- "Desafios da Mediunidade" - Espírito Camilo - Psicografia de José Raul Teixeira

Vídeos:

- www.espiridigi.net/videos
Revista Informação

- O Fenômeno Mediúnico

- www.virtual.espiridigi.net - seção Multimídia > vídeos
Programas Espíritas

- Terceira Revelação - 06 - A mediunidade ao longo da história
- Terceira Revelação - 08 - Mediunidade

Programa Transição - http://www.transicao.tv.br/

- Programa 01 - Mediunidade - Divaldo Franco
- Programa 22 - Mediunidade - Raul Teixeira
- Programa 43 - Mediunidade - Suely Caldas Schubert e José Maria Medeiros

Além desses, segue outros complementares:

Palestras:
- "Formas-Pensamento" - Jacobson Trovão - www.espiridigi.net/arquivos/formas_pensamento.zip
- "Obsessão: Um Flagelo Atual" - José Raul Teixeira - www.espiridigi.net/arquivos/raul-flagelo.zip

Vídeos:

- www.espiridigi.net/videos
Revista Informação
- Atitude Mental
- A Influência Espiritual
- Perturbação Espiritual

- www.virtual.espiridigi.net - seção Multimídia > vídeos
Programas Espíritas
- Terceira Revelação - 15 - Emoções Perturbadoras
- Terceira Revelação - 20 - Influência dos Espíritos
- Terceira Revelação - 37 - Prece

Programa Transição - http://www.transicao.tv.br/

- Programa 29 - Obsessão - Suely Caldas Schubert e José Maria Medeiros
- Programa 30 - A influência dos espíritos nos nossos pensamentos. - Divaldo Franco