quinta-feira, 13 de março de 2014

Anotações: Beijo gay por Wellington Balbo

Beijo gay



Wellington Balbo


A novela Amor à vida protagonizou em horário nobre um beijo gay. Embora não a assista impossível ficar alheio ao assunto que dominou a população.
Muitos contra, outros a favor do beijo gay.
A emoção, não raro, faz com que tomemos algumas posições radicais do tipo oito ou oitenta. Uns são contra os gays, outros a favor. Complicado colocar as pessoas em um balaio que separa homossexuais de heterossexuais. Somos, sim, seres humanos que sentimos e pensamos, ou, mais precisamente espíritos imortais em viagem pela terra da carne.
Todos sentem, amam, pensam, refletem, por isso é fundamental respeitarmos o outro esteja ele na condição em que estiver e, importante: respeitar mesmo que sua opinião seja contrária as nossas crenças.
Um dos indicadores que medem se estamos bem resolvidos com nós mesmos é o fato de não nos importarmos com as atitudes alheias que não interferem diretamente em nossa vida. Quando as atitudes dos outros que não nos dizem respeito começam a nos incomodar é preciso ligar o sinal de alerta e fazermos um mergulho interior para sabermos o porquê disso. Vale ressaltar que independentemente de beijo entre pessoas do mesmo sexo há algo muito mais importante a ser celebrado: o amor. E amor não conhece sexo, cor, classe social. O amor é simplesmente o amor.
Tentam encontrar explicação para o amor, entretanto, na realidade imortal de cada um de nós sabe-se que o amor é uma construção que está baseada na afinidade das almas. Portanto, se essa situação do amor romântico brota de homem para homem, de mulher para mulher ou de homem para mulher pouco importa.
Ademais, esquecemos de que somos Espíritos em transito pela Terra e que estar homossexual ou heterossexual é uma condição passageira do Espírito que está reencarnado, nada além disto.
Sou sempre a favor da felicidade. Não sou a favor nem contra homossexuais ou heterossexuais. A única bandeira que levanto é a do amor e da felicidade.
Você está feliz? Está bem? Não passou por cima de nada nem de qualquer pessoa? Ótimo, siga sua vida com dignidade e cabeça erguida, isso é o que importa e não quem você beija.
Com ou sem beijo que prevaleça o respeito, inclusive àqueles que discordam do beijo... Enfim, estamos todos aprendendo...
Afinal, Deus não nos julga. Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas o Pai quer nos ver felizes e, definitivamente quem perde seu tempo julgando as escolhas alheias não encontra tempo para ser feliz vivendo a própria vida.
Coisas para se pensar..


Wellington Balbo

quarta-feira, 12 de março de 2014

Revista Espírita: Médiuns Curadores

Um oficial de caçadores, espírita de longa data, e um dos numerosos exemplos de reformas morais que o Espiritismo pode operar, transmite estes detalhes:
"Caro mestre, aproveitamos as longas horas de inverno para nos entregarmos com ardor ao desenvolvimento de nossas faculdades mediúnicas. A tríade do 4º de caçadores, sempre unido, sempre vivo, inspira-se em seus deveres, e ensaia novos esforços. Sem dúvida desejais conhecer o objeto de nossos trabalhos, a fim de saber se o campo que cultivamos não é estéril. Podereis julgá-lo pelos detalhes seguintes. Desde alguns meses nossos trabalhos tem por objeto o estudo dos fluidos. Este estudo desenvolveu em nós a mediunidade curadora; assim, agora a aplicamos com sucesso. Há alguns dias, uma simples emissão fluídica de cinco minutos com minha mão, bastou para tirar uma nevralgia violenta.
"Há vinte anos a Sra. P. estava afetada por uma hiperestesia aguda ou exagerada sensibilidade da pele, moléstia que há quinze anos a retinha no quarto. Mora numa pequena cidade vizinha, e tendo ouvido falar de nosso grupo espírita, veio buscar alívio junto de nós. Ao cabo de trinta e cinco dias partiu, completamente curada. Durante esse tempo recebeu diariamente um quarto de hora de emissão fluídica, com o concurso de nossos guias espirituais.
"Ao mesmo tempo estendíamos os nossos cuidados a um epiléptico, ferido por esse mal há vinte e sete anos. As crises se repetiam quase todas as noites, durante as quais a mãe passava longas horas à sua cabeceira. Trinta e cinco dias bastaram para essa cura importante, e aquela mãe estava feliz, levando o filho radicalmente curado! Nós nos revezávamos os três de oito em oito dias. Para a emissão do fluido ora colocávamos a mão no vazio do estômago do doente, ora sobre a nuca, na raiz do pescoço. Cada dia o doente podia constatar a melhora; nós mesmos, após a evocação e no recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós e escapar-se dos dedos estirados e do braço distendido para o corpo do paciente que tratávamos.
"Neste momento damos os nossos cuidados a um segundo epiléptico. Desta vez a moléstia talvez seja mais rebelde, por ser hereditária. O pai deixou nos quatro filhos o germe desta afecção. Enfim, com a ajuda de Deus e dos bons Espíritos, esperamos reduzi-la nos quatro.
"Caro mestre, reclamamos o socorro de vossas preces e das dos irmãos de Paris. Esse auxílio será para nós um encorajamento e um estimulante aos nossos esforços. Depois, vossos bons Espíritos podem vir em nosso auxílio, tornar o tratamento mais salutar e abreviar a sua duração.
"Não aceitamos como recompensa, como podeis compreender, e ela deve ser bastante, senão a satisfação de ter feito o nosso dever e ter obedecido no impulso dos bons Espíritos. O verdadeiro amor do próximo trás consigo uma alegria sem mescla e deixa em nós algo de luminoso, que encanta e eleva a alma. Assim, procuramos, tanto quanto nos permitem nossas imperfeições, compenetrarmo-nos dos deveres do verdadeiro espírita, que não devem ser senão a aplicação dos preceitos evangélicos.
"O Sr. A. de L. deve trazer-nos o seu cunhado que tem Espírito malévolo que o subjuga há dois anos. Nosso guia espiritual, Lamennais, nos encarrega do tratamento desta rebelde obsessão. Deus nos dará também o poder de expulsar os demônios? Se assim fosse, teríamos que nos humilhar ante tão grande favor, em vez de nos orgulharmos. Quanto maior ainda não seria para nós a obrigação de nos melhorarmos, para testemunhar o nosso reconhecimento e para não perdermos dons tão preciosos?
Lida esta carta tão interessante na Sociedade Espírita de Paris, na sessão de 18 de dezembro último, um dos nossos bons médiuns obteve espontaneamente as duas comunicações seguintes:
"Existindo no homem a vontade em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas tanto serviu para curar, quanto para aliviar. É lamentável ser obrigado a constatar que, também, foi fonte de muitos males, mas é uma das conseqüências do abuso que, muitas vezes, o ser faz do livre arbítrio. A vontade tanto desenvolve o fluido animal quanto o espiritual, porque, todos sabeis agora, há vários gêneros de magnetismo, em cujo número estão o magnetismo animal, e o magnetismo espiritual que, conforme a ocorrência, pode pedir apoio ao primeiro. Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus.
"A vontade muitas vezes foi ma1 compreendida. Em geral o que magnetiza não pensa senão em desdobrar sua força fluídica, derramar seu próprio fluido sobre o paciente submetido aos seus cuidados, sem se ocupar se há ou não uma Providência interessada no caso tanto ou mais que ele. Agindo só não pode obter senão o que a sua força, sozinha, pode produzir; ao passo que os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus, e a reconhecer que, por si-mesmos, nada podem. Fazem, por isto mesmo, um ato de humildade, de abnegação. Então, confessando-se fracos por si-mesmos, em sua solicitude, Deus lhes envia poderosos socorros, que o primeiro não pode obter, por se julgar suficiente para o empreendimento. Deus sempre recompensa o humilde sincero, elevando-o ao passo que rebaixa o orgulhoso. Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente. Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. Ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes, em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluído regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos. Mas esse concurso só é concedido à fé sincera e à pureza de intenção."
Mesmer (Médium, Sr. Alberto)
"Uma palavra sobre os médiuns curadores, dos quais acabais de falar. Estão todos nas mais louváveis disposições; tem a fé que levanta montanhas, o desinteresse que purifica os atos da vida e a humildade que os santifica. Que perseverem na obra de beneficência, que empreenderam; que se lembrem bem que aquele que pratica as leis sagradas que o Espiritismo ensina, aproxima-se constantemente do Criador. Que, ao empregarem sua faculdade, a prece, que é a vontade mais forte, seja sempre o seu guia, seu ponto de apoio. Em toda a sua existência, o Cristo vos deu a mais irrecusável prova da vontade mais firme; mas era a vontade do bem e não a do orgulho. Quando, por vezes, dizia eu quero, a palavra estava cheia de unção; seus apóstolos, que o cercavam, sentiam abrir-se o coração a esta palavra. A doçura constante do Cristo, sua submissão à vontade de seu Pai, sua perfeita abnegação, são os mais belos modelos da vontade que se possa propor para exemplo."
Paulo, apóstolo (Médium: Sr. Albert)
Algumas explicações facilmente darão a compreender o que se passa nesta circunstância. Sabe-se que o fluido magnético ordinário pode dar a certas substâncias propriedades particulares ativas. Neste caso, age de certo modo como agente químico, modificando o estado molecular dos corpos; não há, pois, nada de admirar que possa modificar o estado de certos órgãos; mas compreende, igualmente, que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões "bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso." Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido, que não é senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência moral do Espírito. É, pois, impossível que o fluido próprio de um encarnado seja de uma pureza absoluta, razão por que sua ação curativa é lenta, por vezes nula, outras vezes nociva, porque transmite ao doente princípios mórbidos.
Desde que um fluido seja bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atração ou de repulsão, absolutamente não se segue que tenha as necessárias qualidades para curar; é a força que derruba, mas não o bálsamo que suaviza e restaura. Assim, há Espíritos desencarnados de ordem inferior, cujo fluido pode ser mesmo muito maléfico, o que os espíritas a cada passo tem ocasião de contatar.
Só nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria. Está, de certo modo, quintessenciada. Sua ação, por conseguinte, deve ser mais salutar e mais pronta; é o fluido benfazejo por excelência. E desde que não pode ser encontrado entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, então é preciso pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar em terra distantes os remédios que se não encontram na própria. O médium curador emite pouco de seu fluido; sente a corrente do fluido estranho que o penetra e ao qual serve de condutor; é com esse fluido que magnetiza, e aí está o que caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem, o outro, dos, Espíritos. Como se vê, aí nada de maravilhoso, mas um fenômeno resultante de uma lei da natureza que se não conhecia.
Para curar pela terapêutica ordinária não bastam os primeiros medicamentos que surgem; são precisos puros, não avariados ou adulterados, e convenientemente preparados. Pela mesma razão, para curar pela ação fluídica, os fluidos mais depurados são os mais saudáveis; desde que esses fluidos benéficos são dos Espíritos superiores, então é o concurso deles que é preciso obter. Por isto a prece e a invocação são necessárias.
Mas para orar e, sobretudo, orar com fervor, é preciso fé. Para que a prece seja escutada, é preciso que seja feita com humildade e dilatada por um real sentimento de benevolência e de caridade. Ora, não há verdadeira caridade sem devotamento, nem devotamento sem desinteresse. Sem estas condições o magnetizador, privado da assistência dos bons Espíritos, fica reduzido às suas próprias forças, por vezes insuficientes, ao passo que com o concurso deles, elas podem ser centuplicadas em poder e em eficácia. Mas não há licor, por mais puro que seja, que não se altere ao passar por um vaso impuro; assim com o fluido dos Espíritos superiores, ao passar pelos encarnados. Daí, para os médiuns nos quais se revela essa preciosa faculdade, e que querem vê-la crescer e não se perder, a necessidade de trabalhar o seu melhoramento moral.
Entre o magnetizador e o médium curador há, pois, esta diferença capital, que o primeiro magnetiza com o seu próprio fluido, e o segundo com o fluido depurado dos Espíritos. De onde se segue que estes últimos dão o seu concurso a quem querem e quando querem; que podem recusá-lo e, consequentemente, tirar a faculdade aquele que dela abusasse ou a desviasse de seu fim humanitário e caridoso, para dela fazer comércio. Quando Jesus disse aos apóstolos: "Ide! expulsai os demônios, curai os doentes", acrescentou: "Daí de graça o que de graça recebestes."
Os médiuns curadores tendem a multiplicar-se, como anunciaram os Espíritos, isto em vista de propagar o Espiritismo, pela impressão que esta nova ordem de fenômenos não deixará de produzir nas massas, porque não há quem não 1igue para a sua saúde, mesmo os incrédulos. Assim, então, quando virem obter por meio do Espiritismo o que a ciência não pode dar, hão de convir que há uma força fora do nosso mundo. Assim a ciência será conduzida a sair da via exclusivamente material, em que ficou até hoje; quando os magnetizadores antiespiritualistas ou antiespíritas virem que existe um magnetismo mais poderoso que o seu, serão forçados a remontar à verdadeira causa.
Contudo, importa premunir-se contra o charlatanismo, que não deixará de tentar explorar em proveito próprio esta nova faculdade. Há para isto um meio simples: lembrar-se que não há charlatanismo desinteressado, e que o desinteresse absoluto, material e moral, é a melhor garantia de sinceridade. Se há uma faculdade dada por Deus com esse objetivo santo, sem a menor dúvida é esta, pois que exige imperiosamente o concurso dos Espíritos superiores, e este não pode ser adquirido pelo charlatanismo. É para que se fique bem edificado quanto a natureza toda especial desta faculdade que descrevemos com alguns detalhes. Conquanto tenhamos podido constatar-lhe a existência por fatos autênticos, muitos dos quais passados aos nossos olhos, pode dizer-se que ainda é rara, e que só existe parcialmente nos médiuns que a possuem, quer por não terem todas as qualidades requeridas para a sua posse em toda a plenitude, quer por estar ainda em começo. Eis por que até hoje os fatos não tiveram muita repercussão; mas não tardarão a tomar desenvolvimentos de natureza a chamar a atenção geral.
Daqui a poucos anos ela se revelará nalgumas pessoas predestinadas para isto, com uma força que triunfará de muitas obstinações. Mas não são os únicos fatos que o futuro nos reserva, e pelos quais Deus confundirá os orgulhosos e os convencerá de sua impotência. Os médiuns curadores são um dos mil meios providenciais para atingir este objetivo e apressar o triunfo do Espiritismo. Compreende-se facilmente que esta qualificação não pode ser dada aos médiuns escreventes, que recebem receitas médicas de certos Espíritos.
Não encaramos a mediunidade curadora senão de ponto de vista fenomênico e como meio de propagação, mas não como recurso habitual. Em próximo artigo trataremos de sua possível aliança com a medicina e o magnetismo ordinários.

Revista Espírita, janeiro de 1864

Espero que você seja...

Espero que você seja...

Pacífico

Joamar Zanolini Nazareth
Amigos, em um mundo onde se ensinam as futuras gerações que o seu próximo é um concorrente; que as pessoas nos admiram na maior parte das vezes pelos sinais exteriores de poder e riqueza; em que a beleza física efêmera é mais valorizada que a beleza interior; em que pessoas de posição são flagradas em esquemas lamentáveis de corrupção; em que órgãos poderosos de administração da mídia moderna, em vez de esclarecer e orientar o povo, manipula o pensamento das “massas”, é compreensível a loucura da sociedade, o desânimo e a preguiça que acometem grande parte das pessoas, que ora se deixam contaminar pelo desalento, ora são contaminadas pelo bichinho da violência.

Manter a calma e a serenidade, em meio a tal turbilhão, é sinal de vitória e de semeadura da paz! Quando travamos contato com a filosofia e ação desenvolvida por Gandhi, sua proposta de paz, não estimuladora de combate à violência, mas propagadora da ahimsa, a não-violência, compreendemos que nosso modo de vida não consegue nos trazer serenidade porque se fundamenta em ver o próximo como inimigo e ver nas posses transitórias um objetivo e não um meio de se alcançar nosso verdadeiro alvo. Por isso, sejamos nós, pacíficos, semeadores de um mundo melhor, para nós e nossos filhos. A paz não é modismo que passará; é sentimento profundo que inclina o ser ao máximo respeito para com seu semelhante e para com as coisas que o cercam. Ser pacífico é vencer a sombra que ainda habita nosso coração, é cultivar a paz como alimento necessário da alma.

  Joamar Zanolini Nazareth

terça-feira, 11 de março de 2014

Estudos jovens - sala Espiritismo Net Jovem - paltalk


Data
Tema
Facilitador/Suporte
07/03/2014
Comunicação dos Espíritos
Liza
14/03/2014
Celibato
André (Zech)
21/03/2014
O Livro dos Espíritos
Lúcio Flávio
28/03/2014
A Gênese
Miriam
- - -
- - -
- - -

Você sabia?!

Você sabia...
 
Todos os Espíritos foram criados simples e ignorantes, isto é, sem saber.
Os Espíritos, conhecidos popularmente como anjos, são, em verdade, os que já muito progrediram por seu próprio esforço e trabalho no bem.

segunda-feira, 10 de março de 2014

O Limite de cada um



 O LIMITE DE CADA UM


 

    O garoto olhava as gotas de chuva que batiam suavemente na janela.

    Embora seu olhar estivesse fixo, sua mãe podia perceber que seu pensamento estava muito longe dali.

    Aproximou-se do pequeno e, afagando seus cabelos, perguntou com doçura:

    "Algum problema, meu filho?"

    O menino aconchegou-se à mãe e sussurrou baixinho:

    "Nada, não."

    Embora a resposta negasse, a atitude dele demonstrava que algo não ia bem.

    A mãe conhecia muito bem o seu rebento.

    Sabia que alguma coisa o incomodava.

    Abraçou-o com carinho e esperou que ele mesmo começasse a falar.

    O fato de estar disponível e atenta a ele era uma motivação para que ele se abrisse espontaneamente.

    Não tardou para que ele ficasse um tanto inquieto naquele abraço e dissesse à mãe, sem levantar os olhos:

    "Não quero participar da apresentação do teatro este ano."

    A mãe pegou-o pela mão e, sentando-se, colocou o pequenino no seu colo.

    "Por que, meu filho?"

    Amuado, ele escondeu o rosto no ombro materno, evitando a resposta.

    "Você não acha que vai ser legal?" - insistiu a mãe.

    Balançando a cabeça timidamente, ele respondeu:

    "Eu acho, mas é que um dos meus colegas disse que eu nunca vou conseguir decorar todas as falas."

    A mãe estreitou o menino nos braços e disse com ternura:

    "E você, meu filho? Você concorda com ele? Você acredita que não é capaz de decorar as falas?"

    Seu tom de voz era sereno.

    O menino levantou os olhos e encontrou os da mãe que o fitavam carinhosamente.

    "Sabe, durante sua vida, muitas pessoas vão tentar convencê-lo a respeito do que você pode ou não pode fazer. Tentarão fazer acreditar que elas sabem mais de você do que você mesmo.

    Dirão muitas coisas legais, e outras muito chatas. Na maior parte das vezes, essas pessoas poderão estar fazendo isso por inveja, por ciúme, ou por simples ignorância.

    Elas não têm como saber tudo, nem como conhecer tanto os outros. Muitos apenas falam por falar, ou para magoar. O importante, meu filho, é que você tenha a capacidade de não se influenciar por essas palavras.

    Se elas são certas, ou não, somente você poderá dizer. O seu limite apenas você é capaz de estabelecer.

    Você, somente você, pode dizer aonde seu trabalho e seu esforço poderão lhe fazer chegar."

    Os olhos do garoto estavam cheios de lágrimas, emocionado pela confiança que foi transmitida.

    Beijou suavemente o rosto da mãe e agradeceu sorrindo pela mensagem que haveria de ficar para sempre gravada em seu coração.

 

    A mídia nos indica os padrões em voga.

    Ídolos passageiros ditam modas e jargões.

    Todos, de repente, consideram-se legitimados a julgar os outros e apontar os seus destinos.

    No entanto, segue essa onda desatinada apenas quem quer.

    Quem não se dá ao trabalho de refletir e de manter-se firme em suas convicções pode ser arrastado por essas sandices.

    Mas esse não é o caso de quem conhece a si mesmo e traça seus próprios objetivos.

    Esses últimos estabelecem seus próprios limites e perseguem seus sonhos com garra e determinação.

    Suas fragilidades poderão ser motivo de mais empenho e dedicação, mas nunca serão fatores impeditivos impostos por terceiros.

    Cada qual é responsável por seus próprios erros e acertos.

    É nisso que reside o mérito de cada ser.

 

(Redação do Momento Espírita. - www.momento.com.br)

(figura: quadro de Robert Gonsales)

domingo, 9 de março de 2014

Qual sua opinião? - Livre arbítrio

Oi, Pessoal.
Sabemos que a  lei de causa e efeito atravessa encarnações.
Então podemos estar sofrendo as consequências hoje de alguma coisa que fizemos a alguns milhares de anos atrás.
Mas não precisamos ficar preocupados com o que já fizemos, o mais importante é passarmos a fazer coisas boas agora, para o quanto antes colhermos consequências boas para nossas vidas.
Como dizia Chico: não podemos modificar o passado, mas podemos fazer um novo futuro
Assim, vamos conversar sobre a liberdade de escolha que temos: temos mesmo? seria ela o nosso livre arbítrio?
E basta tê-la ou também temos responsabilidade sobre essas escolhas?
Como é a responsabilidade sobre nossos atos, o que você teria a dizer sobre?
Esperamos a participação de vocês!
Beijos e abraços