terça-feira, 3 de janeiro de 2017
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo
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EESE – Cap. XVII – Itens 1 e 2
Tema: Caracteres da perfeição
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EESE – Cap. XVII – Itens 1 e 2
Tema: Caracteres da perfeição
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A - Texto de Apoio:
Caracteres da perfeição
1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
2. Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.
Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.
Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobreexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
1 – Por que a busca da perfeição implica amarmos, inclusive, nossos inimigos e fazermos o bem aos que nos odeiam, perseguem ou caluniam?
2 – Em que consiste a perfeição a que a humanidade é capaz de atingir e que mais a aproxima da Divindade?
3 – Que regra máxima nos concede Deus para, mais rapidamente, conquistarmos a perfeição?
4 – Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Mural reflexivo: Convites da Vida
CONVITES DA
VIDA
Para onde te
voltes, onde quer que te encontres, defrontarás os incessantes convites da
vida. Uns se dirigem aos fulcros do espírito idealista
estimulando à ascensão; outros gritam
nos recônditos do ser atormentado, convocando ao abissal mergulho no sofrimento
evitável.
Os arrojos
tecnológicos facultam celeremente altas cargas de informações que te pesam
constritoramente, debilitando as forças do teu ideal. Simultaneamente alargam
horizontes para excelsas cogitações cuja magnitude transcende a tua capacidade
de apreender.
A litania do
desespero chama-te a atenção.
A balbúrdia
sexólatra desperta-te a observação.
O brado de
revolta convoca-te ao exame das situações.
As mercadorias
do prazer espicaçam-te os sentidos.
A loucura
generalizada convida-te à alucinação marginalizante.
O medo
envolve-te em angústia injustificável.
Ocorre que a
Terra transita de “mundo de expiação” para “mundo de regeneração”, consoante as
felizes informações, recolhidas por Allan Kardec, da Espiritualidade Superior.
Concomitantemente
a paz necessita da tua cooperação.
A cruzada do
amor e da caridade inspira-te passos gigantescos na direção da liberdade plena.
O bem de
qualquer denominação abrasa-te, guiando tuas aspirações nos rumos infinitos.
A esperança,
embriagando tua alma, conduz as claridades divinas aos teus painéis íntimos.
Convidam-te: a
reflexão a sublimes colóquios, a humildade a total desprendimento, a fé a
mudança de paisagens, o dever à luta incessante pela sublimação, a paciência a
cuidadosas realizações em profundidade, em suma, o Cristo, ao inexcedível
serviço da luz.
Ainda ontem
homens e mulheres célebres fizeram-se notáveis porque aceitaram os convites da
vida, como desafios que aceitaram e dos quais se liberaram com resultados
felizes, mediante os quais se engrandeceram, renovaram outros homens, outras
mulheres e o mundo.
Milton, cego e
pobre, após a morte de Cromwell, de quem era secretário, esqueceu-se da
limitação e ditou à esposa e filhas, em poesia de lirismo ímpar, o seu “Paraíso
Perdido”.
Steinmetz, não
obstante a deformidade física, revelou-se a penosos esforços cientista
insuperável.
Roberto Luiz
Stevenson, tuberculoso, olvidou as penas e tornou-se esteta da literatura.
Antonio
Francisco Lisboa, o “Aleijadinho”, apesar das dores cruéis que experimentava em
face da terrível enfermidade que sofria, esculpiu a pedra com arte primorosa.
Eunice Weaver
aceitou o desafio da lepra e, após admiráveis contribuições sociais de outra
natureza, levantou os Preventórios para os descendentes sadios dos hansenianos,
fazendo baixar a incidência do terrível mal, no Brasil.
Martin Luther
King não temeu a discriminação racial e “colored” encabeçou as “marchas da
paz”, inspirado na resistência pacífica, logrando inestimáveis conquistas para
os irmãos perseguidos pelo vil preconceito.
Estigmatizados
por estranhas enfermidades ou livres delas, tocados pelo ideal do amor e da
beleza, incontáveis servidores da Humanidade atenderam os convites da vida.
Olha em
derredor, aprofunda observações, ausculta as vozes inarticuladas em melodias
sublimes em a Natureza e faze algo que te assinale positivamente a passagem pela
Terra.
Qualquer
contribuição de amor ao próximo e aprimoramento próprio, vale mais do que coisa
nenhuma.
Não te escuses.
A vida é um
sublime convite. Este livro apresenta-te alguns. (*) Medita neles. É modesta
contribuição que te trazemos quando a nacionalidade brasileira evoca o
sesquicentenário da sua emancipação política.
Lembra-te de
emancipar-te, também, das algemas escravocratas de qualquer natureza.
Liberta-te da
opressão do mal, ainda hoje, agora.
Viver na Terra
é honra que ninguém pode subestimar.
Um dia, o Rei
Estelar, compreendendo a necessidade de elevar o homem às culminâncias da
felicidade no Seu Reino, aceitou o convite-desafio do mundo em crescimento e
desceu à Terra, erguendo-a, de tal modo que em breve a dor e a miséria baterão
em retirada, definitivamente, a fim de que se instalem nela os chegados dias da
“Jerusalém libertada” em plenitude de paz.
Joanna de
Ãngelis
Curitiba, 5 de
maio de 1972.
(*) Diversas das
presentes mensagens foram oportunamente divulgadas.
Para formarem o
atual volume nós mesma fizemos a revisão de todas,
atualizando-as a
fim de oferecerem melhor harmonia de conjunto.
— Nota da Autora
espiritual.
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