segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Espiritirinha... Justiça


Espiritirinha... Doações


Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo

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EESE – Cap. XVII – Itens 1 e 2
Tema: Caracteres da perfeição
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A - Texto de Apoio:
Caracteres da perfeição
 
1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)
 
2. Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.
Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.
Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobreexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."
 
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
 
1 – Por que a busca da perfeição implica amarmos, inclusive, nossos inimigos e fazermos o bem aos que nos odeiam, perseguem ou caluniam?
 
2 – Em que consiste a perfeição a que a humanidade é capaz de atingir e que mais a aproxima da Divindade?
 
3 – Que regra máxima nos concede Deus para, mais rapidamente, conquistarmos a perfeição?
 
4 – Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Reflexão(2)...


Reflexão...


Mural reflexivo: Convites da Vida


CONVITES DA VIDA

 

Para onde te voltes, onde quer que te encontres, defrontarás os incessantes convites da vida. Uns se dirigem aos fulcros do espírito idealista

estimulando à ascensão; outros gritam nos recônditos do ser atormentado, convocando ao abissal mergulho no sofrimento evitável.

Os arrojos tecnológicos facultam celeremente altas cargas de informações que te pesam constritoramente, debilitando as forças do teu ideal. Simultaneamente alargam horizontes para excelsas cogitações cuja magnitude transcende a tua capacidade de apreender.

A litania do desespero chama-te a atenção.

A balbúrdia sexólatra desperta-te a observação.

O brado de revolta convoca-te ao exame das situações.

As mercadorias do prazer espicaçam-te os sentidos.

A loucura generalizada convida-te à alucinação marginalizante.

O medo envolve-te em angústia injustificável.

Ocorre que a Terra transita de “mundo de expiação” para “mundo de regeneração”, consoante as felizes informações, recolhidas por Allan Kardec, da Espiritualidade Superior.

Concomitantemente a paz necessita da tua cooperação.

A cruzada do amor e da caridade inspira-te passos gigantescos na direção da liberdade plena.

O bem de qualquer denominação abrasa-te, guiando tuas aspirações nos rumos infinitos.

A esperança, embriagando tua alma, conduz as claridades divinas aos teus painéis íntimos.

Convidam-te: a reflexão a sublimes colóquios, a humildade a total desprendimento, a fé a mudança de paisagens, o dever à luta incessante pela sublimação, a paciência a cuidadosas realizações em profundidade, em suma, o Cristo, ao inexcedível serviço da luz.

Ainda ontem homens e mulheres célebres fizeram-se notáveis porque aceitaram os convites da vida, como desafios que aceitaram e dos quais se liberaram com resultados felizes, mediante os quais se engrandeceram, renovaram outros homens, outras mulheres e o mundo.

Milton, cego e pobre, após a morte de Cromwell, de quem era secretário, esqueceu-se da limitação e ditou à esposa e filhas, em poesia de lirismo ímpar, o seu “Paraíso Perdido”.

Steinmetz, não obstante a deformidade física, revelou-se a penosos esforços cientista insuperável.

Roberto Luiz Stevenson, tuberculoso, olvidou as penas e tornou-se esteta da literatura.

Antonio Francisco Lisboa, o “Aleijadinho”, apesar das dores cruéis que experimentava em face da terrível enfermidade que sofria, esculpiu a pedra com arte primorosa.

Eunice Weaver aceitou o desafio da lepra e, após admiráveis contribuições sociais de outra natureza, levantou os Preventórios para os descendentes sadios dos hansenianos, fazendo baixar a incidência do terrível mal, no Brasil.

Martin Luther King não temeu a discriminação racial e “colored” encabeçou as “marchas da paz”, inspirado na resistência pacífica, logrando inestimáveis conquistas para os irmãos perseguidos pelo vil preconceito.

Estigmatizados por estranhas enfermidades ou livres delas, tocados pelo ideal do amor e da beleza, incontáveis servidores da Humanidade atenderam os convites da vida.

Olha em derredor, aprofunda observações, ausculta as vozes inarticuladas em melodias sublimes em a Natureza e faze algo que te assinale positivamente a passagem pela Terra.

Qualquer contribuição de amor ao próximo e aprimoramento próprio, vale mais do que coisa nenhuma.

Não te escuses.

A vida é um sublime convite. Este livro apresenta-te alguns. (*) Medita neles. É modesta contribuição que te trazemos quando a nacionalidade brasileira evoca o sesquicentenário da sua emancipação política.

Lembra-te de emancipar-te, também, das algemas escravocratas de qualquer natureza.

Liberta-te da opressão do mal, ainda hoje, agora.

Viver na Terra é honra que ninguém pode subestimar.

Um dia, o Rei Estelar, compreendendo a necessidade de elevar o homem às culminâncias da felicidade no Seu Reino, aceitou o convite-desafio do mundo em crescimento e desceu à Terra, erguendo-a, de tal modo que em breve a dor e a miséria baterão em retirada, definitivamente, a fim de que se instalem nela os chegados dias da “Jerusalém libertada” em plenitude de paz.

 

Joanna de Ãngelis

 

Curitiba, 5 de maio de 1972.

(*) Diversas das presentes mensagens foram oportunamente divulgadas.

Para formarem o atual volume nós mesma fizemos a revisão de todas,

atualizando-as a fim de oferecerem melhor harmonia de conjunto.

— Nota da Autora espiritual.