sábado, 1 de março de 2014

Quando inicia e termina a expiação, a provação e a regeneração

Quando inicia e termina a expiação, a provação e a regeneração

Claudio C. Contiwww.ccconti.com

O Estamos acostumados a ouvir que o planeta Terra está, atualmente, na categoria de mundo de expiações e provas, conceito compatível com o Cap. III d'O EvangelhoSegundo o Espiritismo. Contudo, precisamos estar atentos para o fato que expiação e provação são duas coisas que, apesar de próximas, são distintas.

Por "expiação" devemos entender processos e situações que visam a educação do espírito considerados desagradáveis visando que o espírito, vivenciando-os, estabeleça uma correlação entre comportamento e consequências, o princípio básico da lei de causa e efeito, ou mais precisamente, mente e efeito tendo em vista que comportamento está relacionado com a postura mental.

Por "provas" devemos entender como processos e situações que servem para fortalecer as decisões relacionadas com o processo evolutivo do espírito. Desta forma, com a repetição de uma mesma ou situações semelhantes, acarretará invariavelmente respostas adequadas, e o espírito poderá estabelecer e fortalecer um padrão de comportamento condizente com o avanço evolutivo, isto é, a moral.

A questão 629 d'O Livro dos Espíritos trata sobre a definição de moral, conceito abstrato ainda difícil para o nosso entendimento:

629. Que definição se pode dar da moral?
“A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”

A questão apresentada esclarece sobre a necessidade do bem proceder independente dos eventos da nossa vida. Estes eventos  consistem na interação com as outra pessoas e situações;  por "interação", podemos entender "estímulos".

Todo estímulo acarreta uma reação, mesmo que seja a sua pura observação ou percepção e, dependendo do estímulo que recebemos, reagimos desta ou daquela forma. Por exemplo, a um sorriso sincero (estímulo) respondemos com outro sorriso e sensação agradável (reação).

Os estímulos bons são fáceis de reagir bem, mas quando se trata daqueles não tão agradáveis a situação pode ser diferente.

Podemos, portanto, entender "moral" como sendo a resposta adequada para os diversos estímulos, independentemente da sua qualidade. Precisamos, para isso, de duas etapas: 1) saber qual é a resposta adequada para cada situação e; 2) sermos capazes de o fazer. Pode até parecer simples, mas se torna complicado na prática.

A questão do bem, do mal e da reposta adequada não é simples para o nosso entendimento e podemos encontrar um pouco mais de esclarecimento na pergunta 638 d'O Livro dos Espíritos, esclarecendo um ponto importante que, a primeira vista, pode não ser tão claro:

638. Parece, às vezes, que o mal é uma consequência da força das coisas. Tal, por exemplo, a necessidade em que o homem se vê, nalguns casos, de destruir, até mesmo o seu semelhante. Poder-se-á dizer que há, então, infração da lei de Deus?
“Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal. Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende.”

A resposta apresentada pelos espíritos, quando não analisada adequadamente, pode criar certa dificuldade de entendimento, pois como pode o mal ser necessário? Parece, com isso, que Deus tenha criado o mal?

Visando melhorar a compreensão nesta questão que pode causar muitas dúvidas, vamos analisar a resposta em partes.

1a. parte da resposta) "Embora necessário, o mal não deixa de ser o mal."

Ao observamos detalhadamente nosso próprio comportamento, assim como o da humanidade em geral, verificamos que existe certa falta de compreensão dos direitos e deveres individuais e coletivos. Em decorrência disso, há uma tendência de, por um lado, se expandir além dos limites o que consideramos nossos direitos e, por outro, relegamos a segundo plano os nossos deveres. Tal comportamento denota uma exacerbação do egoísmo.

Kardec, no livro A Gênese, no Cap. III - O Bem e o Mal, apresenta profunda elucidação a este respeito:

"10. Estudando-se todas as paixões e, mesmo, todos os vícios, vê-se que as raízes de umas e outros se acham no instinto de conservação, instinto que se encontra em toda a pujança nos animais e nos seres primitivos mais próximos da animalidade, nos quais ele exclusivamente domina, sem o contrapeso do senso moral, por não ter ainda o ser nascido para a vida intelectual. O instinto se enfraquece, à medida que a inteligência se desenvolve, porque esta domina a matéria."

Diante do exposto pelo Codificador, temos que o instinto de conservação, necessário para manutenção da própria vida, pode, em algum momento e em virtude da falta de entendimento do espírito, degenerar-se em egoísmo, gerando desarmonias de tal monta que causa a perda da sua utilidade mais básica - a própria conservação, pois, nesta condição o espírito se coloca em situações que põem em risco, chegando mesmo a por fim, ã própria existência corporal.

Neste estágio em que o sofrimento se instala, mesmo que o espírito não o perceba, têm início a prática do mal pelo espírito, pois todo aquele que pratica o mal gera em si mesmo as consequências. Neste momento o mal se torna necessário para que o próprio espírito se conscientize dos seus efeitos nocivos.

Talvez possamos dizer que este é o ponto determinante para o início da existência do espírito em uma condição de expiação.

2a parte da resposta) "Essa necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência"

Nesta segunda parte da resposta fica claro que a depuração do espírito o conduzirá ao entendimento das consequências nefastas do egoísmo para si mesmo e para os outros. Ainda não regenerado, nos estágios iniciais de conscientização, podemos esperar que o motivo pelo qual o indivíduo procura não fazer o mal ainda será pelo próprio egoísmo, isto é, para não causar o mal para si mesmo.

Similarmente à condição anterior, talvez possamos dizer que este é o ponto determinante do final da expiação para o início das provas, quando, mesmo diante de determinadas situações que seria possível o comportamento inadequado, o espírito exercita se manter firme na sua decisão. Assim, com o passar do tempo, o espírito exercita não causar danos aos outros até que, em franca regeneração, o motivo para este comportamento passa a ser decorrente de desejar o bem para o próximo e para a sociedade como um todo, adentrando, finalmente, na condição de regeneração.

24 de fevereiro de 2014
Claudio C. Conti
www.ccconti.com

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Música: "Chico Xavier - Fábio Jr."



Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Francisco é como um rio desde a nascente
Ele colhe como quem planta a semente
Suas margens são prenúncio pro futuro
Eu não tenho que jurar
Mas se quiser eu juro
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Chico Xavier é meio estranho
Pra quem não acredita em seu próprio coração
Chico Xavier não tem tamanho
Ele é luz iluminando a escuridão
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

E aí! Já leu?!






Título: Agenda Cristã
Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier
 
Sinopse: Orienta a conduta do homem com base nos ensinos evangélicos. Objetiva trazer a palavra amiga do Plano Espiritual a todos os corações, concitando à prática verdadeira da moral cristã. Através de 59 capítulos, aborda assuntos como: amor ao próximo; aproveitamento do tempo; esforço próprio; ociosidade; prática do bem e vigilância. Demonstra que a conquista da perfeição é obra de esforço, conhecimento, disciplina, elevação, serviço e aprimoramento no templo do próprio 'eu' .

Você sabia?!

 
Você sabia...
 
Deus enviou à Humanidade Jesus, como o Modelo e Guia mais perfeito a ser seguido por todos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A PERIGOSA BRINCADEIRA DO COPO

A PERIGOSA BRINCADEIRA DO COPO

COMO FUNCIONA O COPO PARA ENTRAR EM CONTATO COM OS ESPÍRITOS?
Lembra um pouco o fenômeno das mesas girantes, no início do Espiritismo. Faz-se um círculo em torno dele, com a posição das letras alfabéticas ao longo dos trezentos e sessenta graus. Os participantes fazem imposição das mãos sobre o copo. Ele se movimenta indicando letras que, anotadas, formam palavras e frases.
SÃO OS ESPÍRITOS QUE MOVIMENTAM O COPO?
O fenômeno pode acontecer pelos próprios participantes que, inconscientemente, fazem o movimento. Ou espiritual, onde entidades desencarnadas que aproveitam a base fluídica sustentada pelos encarnados.
FUNCIONA, ENTÃO, COMO UMA REUNIÃO MEDIÚNICA?
No segundo caso, sim. Há Espíritos e médiuns.
HÁ ALGUNS PROBLEMAS COM ESSAS BRINCADEIRAS?
São desaconselháveis. Inspiradas em mera curiosidade e sem nenhum preparo do grupo, podem converter-se em porta aberta às obsessões. Acontece com freqüência.
OS BENFEITORES ESPIRITUAIS NÃO NOS PROTEGEM?
A natureza dos Espíritos que participam de uma reunião de intercâmbio depende das intenções e disposições do grupo. Sem conhecimento, sem um propósito nobre, sem seriedade, realizadas por mera diversão, atendendo à curiosidade, sessões com o copo atraem Espíritos zombeteiros e mistificadores que ali tem campo fértil para a semeadura de perturbações.
E SE HOUVER BOAS INTENÇÕES? Segundo velho ditado, o inferno está cheio delas. Há muita gente bem intencionada que se perturba com o fenômeno mediúnico, por falta de conhecimento, experiência e orientação.
UMA REUNIÃO COM O COPO PODERIA SER REALIZADA NO CENTRO ESPÍRITA? Sim, mas seria regredir ao tempo das mesas girantes, quando iniciou o Espiritismo. Sem contar que as manifestações seriam demoradas, cansativas e pouco produtivas. Nos Centros Espíritas exercitam-se a psicografia e a psicofonia dos Espíritos pela palavra falada e escrita, bem mais eficiente. Seria trocar o telefone pelo telégrafo.
SE NÃO É PRUDENTE BRINCAR COM O COPO, O QUE DEVEM FAZER MEUS AMIGOS QUE SE INTERESSAM PELO ASSUNTO?
Que procurem o Centro Espírita e participem das reuniões doutrinárias e dos cursos de Espiritismo. Então estarão habilitados a participar aproveitamento bem melhor sem os riscos que envolvem essas “diversões” juvenis. (Richard Simonetti – Não pise na bola)

OBSERVAÇÃO:
A doutrina espírita alerta sobre o risco e perigo em que incorrem todos aqueles que, por meio de objetos, tais como copos, pêndulos, etc., acabam atraindo para si mesmos a atenção de espíritos inferiores, ignorantes e maus, a tal ponto de acabarem sendo perseguidos e obsediados pelos mesmos, uma vez serem estes, portadores de fluidos pesados e negativos. Bons espíritos jamais se prestam a tais brincadeiras ou invocações.


Vamos fazer o jogo do copo


Vamos fazer o jogo do copo
José Lucas

A espiritualidade vai despertando cada vez com mais força junto dos jovens. A vontade de falar com os espíritos é grande e por vezes metem-se em aventuras que podem ser perigosas, como o jogo do copo.
05h10 da manhã. O telefone tocou! Alvoroço em casa, pensa-se logo o pior! Quem terá morrido? Quem terá tido um acidente? Ou seria alguma chamada urgente do trabalho? Ou alguma brincadeira de mau gosto por parte de quem tem insónias? Não, não era brincadeira. O telefonema era a sério.
Uma amiga nossa, de 15 anos de idade, de uma cidade vizinha, estava do outro lado da linha, num descontrole nervoso por demais evidente. A história conta-se em breves pinceladas.
Sofia, de 15 anos de idade, tinha feito uma sessão mediúnica para tentar falar com os espíritos, e assim tentar saber notícias do seu primo, há cerca de dois anos desencarnado (falecido) num desastre de moto. Juntou-se mais uns amigos e já não era a primeira vez que o faziam. À volta de uma mesa utilizavam o jogo do copo, com um abecedário em volta, a palavra sim e não, números de 0 a 9 e invocavam a presença de pessoas já falecidas. Nessa noite, Sofia vira o copo a mexer, (como aliás das outras vezes) e ao perguntarem quem estava presente a resposta fora: "Satanás". Entre outras "revelações" chocantes, acabaram por terminar o jogo.
Ela, Sofia, ficou assustadíssima, não conseguia dormir, pois acreditava que tinha comunicado com o Satanás.
O Espiritismo precisa ser estudado... como aliás, qualquer outra ciência
Lá lhe explicámos que o Satanás não existe, que diabos somos nós quando praticamos o mal, quando odiamos, matamos, etc. Foi-lhe igualmente explicado que não acreditasse no que fora dito pois eram espíritos galhofeiros, que pretendiam assim explorar a credulidade alheia para se divertirem com a inexperiência desses jovens. Com um pouco de tempo, a jovem lá se acalmou sob juras de nunca mais voltar a fazer tal brincadeira.
Temos recebido na associação onde colaboramos, nas Caldas da Rainha, na Associação Cultural Espírita, muitos reportes de jovens que aparecem perturbados depois de fazerem o jogo do copo.
Aconselhamos vivamente a que não o façam, pois podem correr sérios riscos de perturbação espiritual.
O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas de segurança que urge conhecer. Não pegamos num automóvel sem aprender a conduzir, não nos submetemos a um exame escolar sem estudar previamente. Também assim, quem pretende comunicar com o mundo espiritual pode fazê-lo, mas deve estudar primeiro, informar-se e depois, dentro de certas condições de segurança então poderá efectuar esses contactos normalmente.
Aconselhamos seriamente as pessoas a estudarem os livros de Allan Kardec , nomeadamente «O Livro dos Médiuns» que explica todas as nuanças desta actividade. Igualmente se aconselha que as pessoas interessadas neste intercâmbio, se dirijam a uma associação espírita, se informem, e apenas pratiquem a mediunidade dentro da associação espírita, onde o podem fazer em segurança, se aí não houver qualquer tipo de interesse e / ou comércio.
O contacto com o mundo espiritual é perfeitamente natural e normal, mas, como tudo na vida, obedece a certas normas de segurança que urge conhecer.
O Espiritismo é uma doutrina universalista, e como tal, qualquer pessoa pode dentro dos parâmetros de segurança que Allan Kardec estabeleceu em «O Livro dos Médiuns», comunicar com o mundo espiritual, o que lhe confere a autenticidade do fenómeno, já que não depende da crença no espiritismo ou em outra corrente filosófica e / ou religiosa para que se obtenham resultados.
No entanto, reforçamos, não o devem fazer nas escolas, em casa, por curiosidade ou divertimento (cujas consequências podem ser perigosas) mas sim devem contactar uma associação espírita, estudarem, e aí sim, quando tiverem oportunidade, integrarem-se nas suas actividades (não correndo assim qualquer risco).
O Espiritismo é uma doutrina muito lógica, que corresponde às expectativas de todos nós, explicando o porquê da vida, das suas dissemelhanças bem como abrindo novos horizontes para o porvir do homem. No entanto, como qualquer outra ciência, ele tem de ser... estudado. E , para isso, não há nada melhor do que começar pelo «O Livro dos Espíritos», «O Evangelho segundo o Espiritismo», «O Livro dos Médiuns», «A Génese» e «O Céu e o Inferno», todos eles de Allan Kardec.

Se tiver Internet pode estudar espiritismo através do site da ADEP – Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal www.terravista.pt/bileene/3095 - e-mail: adep@clix.pt





Espitirinhas: brincadeiras...