terça-feira, 27 de junho de 2017

'Não nos separem': as órfãs siamesas que querem permanecer juntas

As gêmeas siamesas Consolata e Maria Mwakikuti sonham alto.
Elas têm 19 anos e estão no último ano do colegial em Iringa, na Tanzânia.
Consolata e Maria já sabem o que querem fazer no futuro.
"Nossa expectativa é entrar na universidade e sermos professoras. Vamos dar aulas usando um projetor e computadores", dizem.
Os pais morreram depois de elas nascerem.
Elas foram adotadas pela ONG católica Maria Consolata.
As adolescentes não querem passar pela cirurgia de separação.
E pretendem se casar com um único marido.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 11 de maio de 2017.

Sergio Rodrigues* comenta

Trata-se de um caso incomum, que foge aos padrões que estamos acostumados a testemunhar. O mais comum em circunstâncias semelhantes - e são muitos os exemplos conhecidos - é ter-se como meta a cirurgia separatória, que propiciaria a ambas uma vida mais próxima da normalidade. No entanto, fugindo do que se espera e se imagina em tais circunstâncias, Consolata e Maria optaram por permanecerem juntas, unidas corporalmente para sempre, com seus corpos ligados um ao outro por um segmento físico. É uma condição que, mais comumente, traz dor e sofrimento físico e espiritual aos que a vivenciam. Para elas, contudo, a dor e o sofrimento não frequentam o seu cotidiano, pois se mostram felizes e, como se diz popularmente, de bem com a vida.
O Espiritismo nos ensina que situações como essas são consequência da incidência da lei de causa e efeito, pois nada ocorre por acaso no Universo. Conforme ensinou Jesus, "a cada um é dado segundo as suas obras" e, se esses espíritos renasceram na matéria dessa maneira, alguma causa certamente há. Embora não tenhamos ainda capacidade para compreender com exatidão o porquê de todas as coisas, casos semelhantes, via de regra, resultam de desencontros do passado que levam dois espíritos ao reencontro nestas condições, com o objetivo de, unidos pelas dificuldades que se lhes oporão, harmonizarem-se mutuamente. É uma oportunidade de transformarem ódios do passado no mútuo amor que os levará ao progresso.
A maneira resignada e até com uma certa dose de felicidade com que estão se portando diante da expiação, denota que, embora provavelmente endividados perante a Lei, estamos diante de dois espíritos com significativos níveis de adiantamento. Compreenderam e aceitaram a reencarnação expiatória com leveza e até otimismo. Mostra o quanto aprenderam a valorizar a vida e extrair o que ela pode oferecer de bom, ainda que numa existência que foge à normalidade e que traz muitas dificuldades no dia a dia. Exteriorizam a felicidade que sentem e, como dá notícia a matéria comentada, fazem projetos para o futuro, sem se importarem com as restrições que terão que enfrentar para realizá-los, inclusive eventuais atitudes preconceituosas com que se defrontarão.
Sem dúvida, é um exemplo para todos que tendemos a dimensionar nossas dificuldades além do que realmente representam. O vídeo que ilustra a matéria impressiona e chega a emocionar. As duas irmãs aparecem sorrindo, realizando tarefas do dia a dia, como lavar roupa, cada uma utilizando o único braço que possuem, sincronizados, como se fossem dois braços de uma mesma pessoa. Estudam, projetam ingressar na universidade, tornarem-se professoras e, até, casarem-se. Que Deus as abençoe e as fortaleçam para que possam concretizar seus ideais.
*Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net.

'Eu tenho só metade do cérebro, mas ninguém percebe'

Quando tinha apenas três anos, a americana Jodie Graves começou a ter convulsões com tanta frequência que os médicos sugeriram retirar metade de seu cérebro.
Jodie havia sido diagnosticada com uma doença rara, a Encefalite de Rasmussen, caracterizada pela inflamação crônica em um dos lados do órgão.
A recomendação surpreendeu a família, que acabou optando por seguir, não sem alta dose de ceticismo, a orientação dos especialistas.
"Tenho metade do cérebro. Quando as pessoas me conhecem, não têm a menor ideia", diz Jodie à BBC".
Ela conta que tudo começou quando um dia desmaiou no jardim de infância.
"Só consigo me lembrar da minha primeira convulsão. Estava brincando no jardim de infância e a próxima coisa de que eu me lembro foi estar dentro de uma ambulância", lembra.
A mãe de Jodie, Lynn, conta que a família decidiu "voar para o hospital".
"Permanecemos lá durante todo o dia. No dia seguinte, Jodie teve uma nova convulsão, mas nada do que os médicos faziam estava dando certo", diz.

Convulsões frequentes

A partir de então, Jodie começou a ter convulsões repetidamente.
"Ela estava constantemente caindo para o lado esquerdo e chegou a um ponto tão crítico que um de nós tinha de estar sempre ao lado esquerdo dela", acrescenta Lynn.
Jodie lembra que as convulsões aconteciam "a cada três minutos".
"Não era legal", resume.
Segundo Lynn, os médicos explicaram à família que "a única maneira de tratá-la seria remover a metade do cérebro de Jodie que estava afetada".
Eles esperavam que, ao retirar o lado direito do cérebro de Jodie, as funções cerebrais seriam compensadas pelo lado esquerdo.
"Na primeira infância, o cérebro está em um de seus estados mais plásticos. Sendo assim, se você alterá-lo nesse momento, talvez haja uma maior capacidade para o órgão reorganizar suas funções", explica Amy Bastian, professora de Neurociência e Neurologia na Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos.
Jodie tinha três anos quando foi submetida à cirurgia. A operação foi um sucesso e as convulsões acabaram.
Os médicos também ficaram surpresos ao perceber que as funções cerebrais dela se reativaram antes mesmo do fim do procedimento.
O único efeito adverso da operação foi que Jodie ficou com parte da mobilidade do lado esquerdo prejudicada: ela tem movimentos restritos no braço e manca.

Otimismo

"Sou uma pessoa muito otimista e várias vezes brinco que eles tiraram o lado malvado do meu cérebro e só deixaram o feliz", brinca ela.
"Se você me perguntasse 25 anos atrás se seria possível remover metade do cérebro e continuar vivendo, eu diria: 'Você está maluco'", diz a mãe de Jodie.
"Mas aqui estamos nós", completa Lynn.
Para Jodie, a vida sem metade do cérebro não é "diferente da dos outros".
"Estou casada há quatro anos e levo uma vida independente, ao lado de meu marido", diz.
"Fico muito feliz de que meus pais fizeram o que fizeram, pois nunca estaria onde estou hoje se tivesse feito a cirurgia depois ou tivesse esperado mais", conclui.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 30 de março de 2017.

Claudio Conti* comenta

Ok. Esta é uma notícia muito interessante e que a grande maioria nunca pensaria que seria possível para alguém ter uma vida sadia e produtiva com apenas metade do cérebro.
Contudo, além da mera curiosidade, o que poderíamos aprender para a nossa própria vida?
No movimento espírita costumamos ouvir sobre a grande plasticidade do perispírito, possibilitando ao espírito desencarnado se apresentar com aparência diversa, dependendo da necessidade e da sua intenção. Porém, não se considera a plasticidade do corpo físico; pode não ser tanto quanto o perispírito, mas que é de extrema importância.
As curas espirituais ou medicamentosas são baseadas neste fato, pois se não fosse possível a adaptação do corpo, nada se poderia fazer.
A cura medicamentosa é mais fácil de se entender porque há a ação direta e perceptível de algo - a substância do medicamento. Assim, considera-se que foi este, e tão somente este, que curou a enfermidade. Contudo, se não fosse a possibilidade de alteração do corpo de uma determinada configuração para outra, não haveria a cura e, para ser mais exato, não haveria a doença tampouco.
Partindo desta premissa básica, podemos considerar que existam processos outros que afetam o organismo físico além da ação medicamentosa. Um bom exemplo é o efeito placebo.
Efeito placebo é qualquer efeito positivo atribuído a uma pílula ou procedimento que não deriva diretamente da sua ação farmacológica ou das suas propriedades específicas. Qualquer tipo de tratamento pode agir como placebo, mas o efeito placebo é determinado pela resposta positiva do indivíduo a essa intervenção. O efeito placebo é muito observado em estudos científicos para verificar a eficácia de algum medicamento, como nos casos em que um grupo de pessoas recebe um comprimido de açúcar, farinha ou vitamina sem qualquer propriedade farmacológica e apresenta melhorias clínicas, apenas por acreditarem que estavam tomando o remédio propriamente dito. (fonte: https://www.significados.com.br/placebo/.)
O conceito do efeito placebo indica a aceitação de que a crença de um indivíduo possa alterar um corpo material, ou melhor, que processos mentais são capazes de exercer certa ação na matéria física. Por “crença" pode-se considerar que o paciente acredite estar ingerindo um medicamento quando, na verdade, é apenas açúcar, ou que uma imagem dita como milagrosa o irá curar.
Diante disto, um pensamento direcionado para a cura de enfermidades, seja esta cura completa, quando possível, ou a adaptação necessária para a convivência com determinadas limitações, se fará fundamental para uma vida sadia.
Uma vida sadia não necessariamente está relacionada com uma saúde perfeita, mas com uma relação adequada entre mente e corpo, vivendo em uníssono, para uma existência profícua e condizente com um progresso espiritual.
* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium psicógrafo e psicofônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com.

2º EJED - Encontro de Jovens Espíritas de Diadema - Tema central : "Provas da Reencarnação".

Será realizado no dia 2 de julho de 2017, de 9h às 17h no Lar Espírita Luz e Amor, o 2º EJED - Encontro de Jovens Espíritas de Diadema.
O tema central é "Provas da Reencarnação". Entre os convidados do evento, direcionado a jovens a partir dos 13 anos, estarão o Projeto Carrossel, Pontim de Luz e Espiritismo da Depressão.
O Lar Espírita Luz e Amor fica na Rua Castro Alves, 165 - Centro, Diadema/SP. Mais informações podem ser obtidas em www.lela.org.br ou através do telefone (11) 4056-2003.
 
 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Mural reflexivo: Apelo da esperança

Apelo da esperança
 
      Minha querida amiga:
      Hoje, estou escrevendo especialmente para você. Tenho acompanhado os seus últimos dias, e muito tem me preocupado a tristeza e a surda revolta que encontrei em seu olhar.
      Não me passaram desapercebidas as suas preocupações e medos e, apesar de ter-me colocado ao seu lado, abrindo os meus braços para confortá-la, você passou ao largo, sem abrir o seu coração ao meu.
      Por isso estou aqui, insistindo com você! Não desista!
      A notícia da gestação inesperada surpreendeu-a com violência e você olha ao seu redor sem encontrar um caminho seguro para seguir.
      Aquele que compartilhou com você as horas mornas dos prazeres fáceis, talvez não queira saber mais da sua companhia e menos ainda, do fruto do instante que já é passado.
      Sua família talvez não queira saber dos seus problemas e, como de outras vezes, apenas lhe virará as costas, dizendo que você plantou e agora faz a colheita.
      Mas, amiga querida, o que cresce em seu íntimo não é um problema. É seu filho!
      Uma alma cara ao seu coração, um amor que volta aos seus braços para lhe acompanhar os dias que ainda estão para serem vividos.
      Não aborte! Não mate a felicidade que bate às portas de sua alma, pedindo-lhe pouso seguro!
      Pela sua mente passam imagens de todos os prazeres que terá que abandonar em nome de uma condição indesejada: as festas, os encontros, a liberdade de ir e vir como queria e com quem queria...
      Pensa em seu corpo... Em vê-lo deformado, em perder a forma cobiçada, no desconforto, na dor, no parto.
      Pensa nas despesas...nos gastos...
      Mas eu sei!... Eu sei de você! Sei que traz tantas coisas guardadas dentro do coração, tantos sonhos que não compartilha com ninguém, tanta doçura que não expressa...
      Amiga, eu a conheço! Sei que tem fome de amor, desse amor profundo e sem jaça que procurou nos braços de tantos que não a compreenderam e que muitas vezes, desprezam o seu valor.
      Aquele que retorna pelo seu ventre também sabe, por isso, escolheu-a para chamá-la pelo mais sublime nome humano que já pousou nos lábios dos seres que habitam essa terra : Mãe!
      Reconheço que não terá dias fáceis, que alguns serão de noites sem estrelas.
      Prometo, contudo, estar ao seu lado e ao lado de seu filho, observando, alegre, seu ventre crescer, pleno de vida!
      E digo mais: não contará apenas com a minha presença, mas, com a presença de muitos que a amam e que velam pela sua paz e pela paz de seu filho!
      Não desista de ser feliz! Não aborte seu sonho! Não mate seu filho, para o seu próprio bem!
      Com todo o carinho de meu coração.
      Sua amiga e companheira eterna: A esperança.
       
       

     Redação do Momento Espírita

Conversando com Léon Denis - Abismos e Alturas


Arara da felicidade - Quando perdoa,...


Vozes interiores reflexões - Sou caridoso...