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sábado, 16 de setembro de 2017
Cine: O Homem Aranha
Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo
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EESE – Cap. XXII – Itens 1 a 4
Tema: Indissolubilidade do casamento
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EESE – Cap. XXII – Itens 1 a 4
Tema: Indissolubilidade do casamento
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A - Texto
de Apoio:
Indissolubilidade
do casamento
1. Também
os fariseus vieram ter com ele para o tentarem e lhe disseram: Será permitido a
um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: Não lestes
que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse:
-Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e
não farão os dois senão uma só carne? - Assim, já não serão duas, mas uma só
carne. Não separe, pois, o homem o que Deus juntou.
Mas, por que
então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um
escrito de separação e a despedisse? - Jesus respondeu: Foi por causa da dureza
do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no
começo, não foi assim. - Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua
mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e
que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério. (S. MATEUS,
cap. XIX, vv. 3 a 9.)
2. Imutável só
há o que vem de Deus. Tudo o que é obra dos homens está sujeito a mudança. As
leis da Natureza são as mesmas em todos os tempos e em todos os países. As leis
humanas mudam segundo os tempos, os lugares e o progresso da inteligência. No
casamento, o que é de ordem divina é a união dos sexos, para que se opere a
substituição dos seres que morrem; mas, as condições que regulam essa união são
de tal modo humanas, que não há, no inundo inteiro, nem mesmo na cristandade,
dois países onde elas sejam absolutamente idênticas, e nenhum onde não hajam,
com o tempo, sofrido mudanças. Daí resulta que, em face da lei civil, o que é
legítimo num país e em dada época, é adultério noutro país e noutra época, isso
pela razão de que a lei civil tem por fim regular os interesses das famílias,
interesses que variam segundo os costumes e as necessidades locais. Assim é,
por exemplo, que, em certos países, o casamento religioso é o único legítimo;
noutros é necessário, além desse, o casamento civil; noutros, finalmente, este
último casamento basta.
3. Mas, na
união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há
outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a
lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas
também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes
transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a
cuidar deles e a fazê-los progredir. Nas condições ordinárias do casamento, a
lei de amor é tida em consideração? De modo nenhum. Não se leva em conta a
afeição de dois seres que, por sentimentos recíprocos, se atraem um para o
outro, visto que, as mais das vezes, essa afeição é rompida. O de que se
cogita, não é da satisfação do coração e sim da do orgulho, da vaidade, da
cupidez, numa palavra: de todos os interesses materiais. Quando tudo vai pelo
melhor consoante esses interesses, diz-se que o casamento é de conveniência e,
quando as bolsas estão bem aquinhoadas, diz-se que os esposos igualmente o são
e muito felizes hão de ser.
Nem a lei
civil, porém, nem os compromissos que ela faz se contraiam podem suprir a lei
do amor, se esta não preside à união, resultando, frequentemente, separarem-se
por si mesmos os que à força se uniram; torna-se um perjúrio, se
pronunciado como fórmula banal, o juramento feito ao pé do altar. Daí as uniões
infelizes, que acabam tornando-se criminosas, dupla desgraça que se evitaria
se, ao estabelecerem-se as condições do matrimônio, se não abstraísse da única
que o sanciona aos olhos de Deus: a lei de amor. Ao dizer Deus: "Não
sereis senão uma só carne", e quando Jesus disse: "Não separeis o que
Deus uniu", essas palavras se devem entender com referência à união
segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.
4. Será então
supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza?
Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os
interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização; por isso,
é útil, necessária, mas variável. Deve ser previdente, porque o homem
civilizado não pode viver como selvagem; nada, entretanto, nada absolutamente
se opõe a que ela seja um corolário da lei de Deus. Os obstáculos ao
cumprimento da lei divina promanam dos prejuízos e não da lei civil. Esses
prejuízos, se bem ainda vivazes, já perderam muito do seu predomínio no seio
dos povos esclarecidos; desaparecerão com o progresso moral que, por fim,
abrirá os olhos aos homens para os males sem conto, as faltas, mesmo os crimes
que decorrem das uniões contraídas com vistas unicamente nos interesses
materiais. Um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais
moral: se encadear um ao outro dois seres que não podem viver juntos, se
restituir-lhes a liberdade; se a perspectiva de uma cadeia indissolúvel não
aumenta o número de uniões irregulares.
B -
Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Em que
sentido devemos entender as palavras de Jesus: "Não separe o homem o que
Deus juntou"?
2 - O que
muitas vezes ocorre aos que se casam por interesses materiais?
3 - As separações
são contrárias à lei de Deus?
4 - Extraia
do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Peça "Irmã Sheilla - A Enfermeira do Alto".
Nos dias 23 e 30 de setembro de 2017 será encenada do Teatro Henriqueta Brieba a peça "Irmã Sheilla - A Enfermeira do Alto".
O espetáculo teatral produzido pelo Junto e Misturado Associados Teatrais e dirigido por Claudio Juarez encerra o ciclo de apresentações em dois sábados no Rio de Janeiro.
O Teatro Henriqueta Brieba fica no Tijuca Tênis Clube: Rua Conde de Bonfim, 451 - Tijuca. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (21) 3294-9400.
Livro em estudo: Grilhões Partidos – B002 – Prolusão – A equipe de trabalho
Livro em
estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor:
Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco
B002 – Prolusão – A equipe de trabalho
PROLUSÃO
Tendo em vista o grave problema da obsessão, que aflige
multidões e as infelicita, o grupo que se afeiçoe a esse ministério de socorro
a obsidiados e obsessores deve observar, pelo menos, os seguintes requisitos
mínimos:
1) A equipe de trabalho
Toda e qualquer tarefa, especialmente a que se destina ao
socorro, exige equipe hábil, adredemente preparada para o ministério a que se
dedica.
O operário siderúrgico, a fim de poder executar o trabalho junto
às fornalhas de alta temperatura, resguarda-se, objetivando a sobrevivência, e
adestra-se, a benefício de resultados vantajosos.
O tecelão preserva o aparelho respiratório com máscaras próprias
e articula habilidades que desdobra, de modo a atender aos caprichos de
padronagem, cor e confecção com os fios que lhe são entregues.
O agricultor apreende os cuidados especiais de que necessitam o
solo, a semente, a planta, a floração e o fruto, com o fito de recolher lucros
no labor que enceta.
O mestre, o cirurgião, o artista, o engenheiro, o expositor, o
escrevente, todos os que exercem atividades, modestas ou não, se dedicam com carinho
e especializam-se, adquirindo competência e distinção com o que se capacitam às
compensações disso decorrentes.
No que tange às tarefas da desobsessão, não menos relevantes são
os valores e qualidades especiais exigíveis, para que se logre êxitos.
Nos primeiros casos, necessita-se de fatores materiais,
intelectivos e artísticos, inerentes a cada indivíduo que se dedica ao mister,
seguindo a linha vocacional que lhe é própria ou estimulado pelas vantagens
imediatas, através das quais espera rendas e estipêndios materiais.
No último caso, deve-se examinar a transcendência do material em
uso — sutil, impalpável, incorpóreo — a começar desde a organização mediúnica
até as expressões de caráter moral das Entidades comunicantes.
A equipe que se dedica à desobsessão — e tal ministério somente
é credor de fé, possuidor de valor, quando realizado em equipe, —que a seu
turno se submete à orientação das Equipes Espirituais Superiores — deve
estribar-se numa série incontroversa de itens, de cuja observância decorrem os
resultados da tarefa a desenvolver.
O “milagre” tão amplamente desejado é interpretação caótica e
absurda de fatos coerentes, cuja mecânica escapa ao observador apressado. Não
ocorre, portanto, uma vez que tudo transcorre sob a determinação de leis de
superior contextura e de sábia execução.
Assim, faz-se imprescindível, na desobsessão, quando se pretende
laborar em equipe:
a) harmonia de conjunto, que se consegue pelo exercício da
cordialidade entre os diversos membros que se conhecem e se ajudam na esfera do
quotidiano;
b) elevação de propósitos, sob cujo programa cada um se entrega,
em regime de abnegação, às finalidades superiores da prática medianímica, do
que decorrem os resultados de natureza espiritual, moral e física dos
encarnados e dos desencarnados em socorro;
c) conhecimento doutrinário, que capacita os médiuns e os
doutrinadores, assistentes e participantes do grupo a uma perfeita
identificação, mediante a qual se podem resolver os problemas e dificuldades
que surgem, a cada instante, no exercício das tarefas desobsessivas;
d) concentração, por meio de cujo comportamento se dilatam os
registros dos instrumentos mediúnicos, facultando sintonia com os comunicantes,
adredemente trazidos aos recintos próprios para a assistência espiritual;
e) conduta moral sadia, em cujas bases estejam insculpidas as
instruções evangélicas, de forma que as emanações psíquicas, sem miasmas
infelizes, possam constituir plasma de sustentação daqueles que, em
intercâmbio, necessitam dos valiosos recursos de vitalização para o êxito do
tentame;
f) equilíbrio interior dos médiuns e doutrinadores, uma vez que,
somente aqueles que se encontram com a saúde equilibrada estão capacitados para
o trabalho em equipe. Pessoas nervosas, versáteis, susceptíveis, bem se
depreende, são carecentes de auxílio, não se encontrando habilitadas para mais
altas realízações, quais as que exigem recolhimento, paciência, afetividade,
clima de prece, em esfera de lucidez mental. Não raro, em pleno serviço de
socorro aos desencarnados, soam alarmes solicitando atendimento aos membros da
esfera física, que se desequilibram facilmente, deixando-se anestesiar pelos
tóxicos do sono fisiológico ou pelas interferências da hipnose espiritual
inferior, quando não derrapam pelos desvios mentais das conjecturas perniciosas
a que se aclimataram e em que se comprazem.
Alegam muitos colaboradores que experimentam dificuldades quando
se dispõem à concentração. No entanto, fixam-se com facilidade surpreendente
nos pensamentos depressivos, lascivos, vulgares, graças a uma natural
acomodação a que se condicionam, como hábito irreversível e predisposição
favorável.
Parece-nos que, em tais casos, a dificuldade em concentrar-se se
refere às idéias superiores, aos pensamentos nobres, cujo tempo mental para
estes reservado, é constituído de pequenos períodos, em que não conseguem criar
um clima de adaptação e continuidade, suficientes para a elaboração de um
estado natural de elevação espiritual;
g) confiança, disposição física e moral, que são decorrentes da
certeza de que os Espíritos, não obstante, invisíveis para alguns, se encontram
presentes, atuantes, a eles se vinculando, mentalmente, cm intercâmbio psíquico
eficiente, de cujos diálogos conseguem haurir estímulos e encorajamento para o
trabalho em execução. Outrossim, as disposições físicas, mediante uma máquina
orgânica sem sobrepeso de repastos de digestão difícil, relativamente
repousada, pois não é possível manter-se uma equipe de trabalho dessa natureza,
utilizando-se companheiros desgastados, sobrecarregados, em agitação;
h) circunspeção, que não expressa catadura, mas
responsabilidade, conscientização de labor, embora a face desanuviada,
descontraída, cordial;
i) médiuns adestrados, atenciosos, que não se facultem perturbar
nem perturbem os demais membros do conjunto, o que significa adicionar, serem
disciplinados, a fim de que a erupção de esgares, pancadas, gritarias não
transforme o intercâmbio santificante em algaravia desconcertante e embaraçosa.
Ter em mente que a psicofonia é sempre de ordem psíquica, mediante a concessão
consciente(*) do médium, através do seu perispírito, pelo qual o agente do
além-túmulo consegue comunicar-se, o que oferece ao sensitivo possibilidade de
frenar todo e qualquer abuso do paciente que o utiliza, especialmente quando este
é portador de alucinações, desequilíbrios e descontroles de vária ordem, que
devem, de logo, ser corrigidos ou pelo menos diminuídos, aplicando-se a
terapêutica de reeducação;
j) lucidez do preposto para os diálogos, cujo campo mental
harmonizado deve oferecer possibilidades de fácil comunicação com os
Instrutores Desencarnados, a fim de cooperar eficazmente com o programa em
pauta, evitando discussão infrutífera, controvérsia irrelevante, debate
dispensável ou informação precipitada e maléfica ao atormentado que ignora o
transe grave de que é vítima, em cujas teias dormita semi-hebetado, apesar da
ferocidade que demonstre ou da agressividade •de que se revista;
(*) Referimo-nos à lucidez da auto-doação do médium para o
intercâmbio e não à memória, velada ou não, durante o transe. Nota do Autor
espiritual.
1) pontualidade, a fim de que todos os membros possam ler e
comentar em esfera de conversação edificante, com que se desencharcam dos
tóxicos físicos e psíquicos que carregam, em conseqüência das atividades
normais; e procurarem todos, como leciona Allan Kardec, ser cada dia melhor do
que no anterior, e de cujo esforço se credenciam a maior campo de sintonia
elevada, com méritos para si próprios e para o trabalho no qual se empenham...
Claro está que não exaramos aqui todas as cláusulas exigíveis a
uma tarefa superior de desobsessão, todavia, a sincera e honesta observância
destas darão qualidade ao esforço envidado, numa tentativa de cooperação com o
Plano Espiritual interessado na libertação do homem, que ainda se demora atado
às rédeas da retaguarda, em lento processo de renovação(*).
QUESTÕES
PARA ESTUDO
1 –
Como uma conduta moral e sadia colabora para o tratamento dos espíritos
infelizes?
2 – De
que forma o equilíbrio interior dos tarefeiros da reunião mediúnica influi nos
trabalhos espirituais?
3 – Que
são médiuns adestrados, segundo o autor espiritual?
Bom
estudo a todos!!
Equipe
Manoel Philomeno
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
16ª Semana Espírita de Valinhos/SP - Tema central : "Novos Tempos para o Espírito".
De 2 a 10 de outubro de 2017 acontecerá a 16ª Semana Espírita de Valinhos/SP.
O tema central é "Novos Tempos para o Espírito". Na programação, palestras de Vania Mugnato, Orson Peter Carrara, Luiz Góes, Angelica Carlini, Rogério Sanches, André Luiz Rosa e Marcos Gabriel Bassoli. Sempre a partir das 20h. O evento é promovido pela União Espírita do município.
Mais informações sobre a programação completa podem ser obtidas através do e-mail uev.divulgacao-espirita@gmail.com.
Doação de medula une homem e família do bebê que ele salvou
Robin Levinson-King
Da BBC News em Toronto
Estatisticamente falando, eles eram um par improvável. Mas depois que Michael Menafee doou sua medula para o pequeno Jaxson Slade, três anos atrás, os dois criaram uma conexão que hoje vai além de sangue e osso.
Quando Menafee chegou ao aeroporto de St John, na ilha canadense de Newfoundland, em abril, ele não sabia o que esperar. O homem de 32 anos, natural de Chicago (EUA), havia viajado mais de 4 mil km para passar a Páscoa com uma família que ele nunca havia conhecido.
Ao ser recebido por estranhos no aeroporto, porém, ele rapidamente percebeu que já era parte da família Slade.
"Eu me senti muito confortável, foi como se nos conhecêssemos há anos", disse ele à BBC em sua casa na Guatemala, onde ele trabalha para o Corpo da Paz dos Estados Unidos.
Em 2014, Menafee doou parte de sua medula para Jaxson Slade, que foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda quando ele tinha apenas 13 meses de idade.
Apesar de o procedimento de doação ser doloroso, Menafee disse que é "viável" e que ele se recuperou em duas semanas.
Sua doação foi feita ao hospital da Universidade de Georgetown, em Washington, e Jaxson recebeu o transplante no Hospital Infantil de Toronto. Doador e receptor sequer sabiam o nome um do outro.
Menafee só soube que Jaxson havia sobrevivido ao transplante quando a mãe do menino, Melissa Slade, pediu seus contatos ao programa responsável pela doação, DKMS, em 2016. Segundo as regras de doação, os participantes precisam esperar dois anos para revelar suas identidades, e apenas se o doador concordar.
Para Melissa Slade, agradecer a Menafee foi tão importante quanto o próprio transplante no processo de cura do filho.
"Eu sou a mãe dele, mas eu não conseguia lhe dar a vida de fato. Foi Michael quem lhe deu o dom da vida", diz a mãe. "Como você agradece a alguém por isso?"
Quando Jaxson foi diagnosticado com leucemia, em 2013, os médicos disseram que a única coisa que poderia curá-lo seria um transplante de medula. Mas, na ausência de um doador compatível em sua família, Jaxson precisou recorrer a um desconhecido.
Cerca de metade das pessoas na lista de doação não encontram um doador com compatibilidade, mas Jaxson teve sorte. Menafee havia visto um cartaz sobre doação de medula óssea na Universidade do Estado de Indiana, onde ele cursava sua graduação em Saúde Pública.
Menafee sabia quão importante é ser doador voluntário: sua mãe morreu de leucemia em 2006. Mas a maioria das pessoas que doam uma amostra de sangue não são chamadas para doar a medula, de acordo com o DKMS.
Quando Menafee ficou sabendo que havia um menino de um ano de idade precisando de sua medula no Canadá, ficou entusiasmado. Sua compatibilidade surpreendeu os médicos porque Menafee é negro e Jaxson, branco.
Os médicos medem a compatibilidade de medula óssea de acordo com proteínas chamadas de antígenos leucocitários humanos (HLA, na sigla em inglês). Com tantos marcadores HLA diferentes, pode ser especialmente difícil conseguir compatibilidade entre pessoas de raças diferentes.
"Os pacientes têm mais chances de encontrar compatibilidade com um doador da mesma origem étnica", diz David Means, diretor de logística médica do DKMS.
Essa é uma das razões pelas quais os programas de doação estão sempre buscando diversidade entre os voluntários.
Ao descobrir que Jaxson estava vivo e saudável, Menafee diz ter sentido um alívio enorme. Sua própria mãe morreu devido a complicações resultantes de um transplante de células-tronco e ele temia que sua doação não fosse suficiente para salvar Jaxson.
Mas no final os dois eram um "par perfeito", disse Means à BBC.
"Eu estava surpreso e grato por descobrir que eu tinha uma compatibilidade 10/10, o que é extremamente raro em raças diferentes", diz Menafee.
Depois de os dois lados terem se comunicado regularmente por e-mail, os Slades convidaram Menafee para visitar a família em Newfoundland na Páscoa.
E fez uma festa em casa para recebê-lo. Menafee foi levado para as cidades litorâneas da região, viu icebergs e experimentou a culinária típica da parte atlântica do Canadá.
"Ele realmente se sentiu parte da família, foi uma conexão imediata", diz Slade.
E Jaxson - que agora já tem quase cinco anos - pôde conhecer o homem que salvou sua vida, mesmo sem entender realmente como. Segurando um ursinho de pelúcia branco, Jaxson deu um abraço apertado em Menafee e sorriu, especialmente quando viu que Menafee carregava uma sacola de Mario Brothers com um presente para ele.
Agora, seu câncer está em remissão e há uma chance muito pequena de voltar, diz Slade.
"Você jamais imaginaria isso ao vê-lo hoje. Ele é uma bola de energia que não para nunca".
Menafee e a família Slade não sabiam da existência um do outro até o ano passado e agora eles se falam toda semana. Quando Menafee deixou Newfoundland depois do feriado, ele prometeu voltar.
"Isso não é um adeus, é um até logo", disse.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 15 de junho de 2017.
Marcia Leal Jek* comenta
O livro "O Espiritismo em sua Expressão mais Simples" esclarece-nos que em cada existência corpórea o Espírito deve cumprir uma missão proporcional a seu desenvolvimento; quanto mais ela for rude e laboriosa, maior seu mérito em cumpri-la. Cada existência é, assim, uma prova que o aproxima do alvo. O número de suas existências é indeterminado. Depende da vontade do Espírito, quer dizer, da nossa vontade, de abreviá-las, trabalhando ativamente em seu aperfeiçoamento moral.
Contudo, todas as coisas que vivemos hoje são resultado de nossas escolhas e ações no passado e na existência atual. Para alcançarmos uma vida melhor é necessário esforço para vencer as dificuldades e resignação nas lutas que a vida nos impõe.
A nossa missão maior neste mundo é trabalhar pelo nosso próprio aperfeiçoamento moral. Este trabalho se dá à medida que vamos identificando em nós imperfeições e más inclinações e vamos trabalhando para superá-las, iluminados pela luz dos ensinamentos de Jesus.
Somos favoráveis pela doação de órgãos. Não há maior dádiva do que vai oferecer algo que não é mais útil e que vai salvar uma vida.
Perguntaram a Chico Xavier se os espíritos consideram os transplantes de órgãos prática contrária às leis naturais e Chico respondeu: “Não, eles dizem que assim como nós aproveitamos uma peça de roupa que não tem utilidade para determinado amigo e esse amigo, considerando a nossa penúria material, nos cede essa peça de roupa, é muito natural, aos nos desvencilharmos do corpo físico, tenhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados dele, que possam utilizá-los com segurança e proveito.”
Todos podemos doar órgãos. A extração de um órgão não produz reflexos traumatizantes no perispírito do doador. O que lesa o perispírito, que é o nosso corpo espiritual, são as atitudes incorretas perpetradas pelo indivíduo, e não o que é feito a ele ou ao seu corpo por outras pessoas.
“Em princípio, a doação de órgãos é ato sublime, que denota clara evolução espiritual. Assim, para quem a faz movido pela compaixão, pelo puro desejo de ajudar seu semelhante, a remoção em nada lhe afetará, colhendo a alegria de quem faz o bem.” (1)
O Evangelho de Jesus dá a base para a verdadeira caridade e amplia o conceito de amor ao próximo, conforme foi feito por Menafee.
A vida compõe-se de mil desafios, e bem vivê-los é treinamento difícil, mas a cada dia estamos tentando a fim de aprendermos a nos instruir nesse complicado ofício. Não é raro pensarmos que os sofrimentos, as decepções, as experiências sofridas, são as que nos derrotam e abatem. Esquecemos que é justamente o contrário. A Doutrina Espírita nos esclarece que essas experiências, muitas vezes sofridas e complicadas, são exercícios diários de enriquecimento e aprendizado. Oportunidades abençoadas de nos reequilibrarmos perante as Leis de Deus, que são de Amor, Equilíbrio e Harmonia.
Deus é dentro de nós, e nos deu o livre-arbítrio para que tenhamos o poder de decisão.
Bibliografia:
(1) “Descobrindo o Espiritismo” - Zalmino Zimmermann - Editora Allan Kardec.
* Marcia Leal Jek é espírita e colaboradora do Espiritismo.net.
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