segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MINC - Em defesa do meio ambiente por mais qualidade de vida

http://minc.com.br/REVIS_CAMPANHA2006/revi18_ma1.htm


Meio Ambiente
Em defesa do meio ambiente,
por mais qualidade de vida
Amianto
Com campanhas em defesa das unidades de conservação, como o Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana e o Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, criados por nossa iniciativa, e pela recuperação dos rios Paraíba do Sul e Guandu e das baías de Guanabara e de Sepetiba, o deputado estadual Carlos Minc sinaliza que todos devemos fazer nossa parte para enfrentar o drama ambiental e social. A ecologia humana é prioritária! Diversas leis nossas possibilitaram a despoluição das empresas e a saúde do trabalhador. Para garantir recursos à preservação, aprovamos o Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental), com 20% dos royalties do petróleo e do gás natural, para defender a Mata Atlântica, lagoas e o saneamento. Deste valor, 75% foram garfados pelo governo Rosinha, mas apresentamos emenda constitucional para recuperar o Fecam. Distribuímos em escolas cartilhas que orientam professores a implantar programas de educação ambiental, como determina nossa Lei 3325/99. Com a conscientização das crianças, ajudamos a plantar um futuro sustentável para o planeta!


Chico Mendes e Betinho abraçam Minc no lançamento da Trégua Ecológica para Amazônia. Minc trabalhou com Chico Mendes na luta pelas reservas extrativistas, fortalecida com o apoio da ministra Marina Silva. Amigo e eleitor de Minc, Betinho propôs leis como a do controle da qualidade do sangue e idealizou a campanha do Cumpra-se!
Estaleiro
ECOLOGIA HUMANA
Conquistamos vitórias históricas pela saúde do trabalhador, como a Lei 1979/92, que proibiu o jatea-mento de areia na construção dos navios, que provocou silicose (“pulmão de pedra”) em 540 trabalhadores. Em blitz no estaleiro Mauá, 2.000 metalúrgicos pararam para discutir com Minc tecnologias limpas (foto ao lado). No caso do pó de amianto, que causa endure-cimento dos pulmões e câncer, aprovamos a Lei 3579/01, que determina a substituição do amianto por outras fibras na fabricação de telhas, lonas de freio e caixas d´á-gua. Várias empresas já o substituí-ram, como Petrobras, Metrô e Brasilit. Outras, não, como a Eternit e a Asberit, onde vários traba-lhadores morreram de asbestose. Acionamos as empresas na Justiça. Lei nossa substituiu o mercúrio na produção de cloro e soda, que con-taminava trabalhadores e mexilhões na Baía de Guanabara.

PELO VERDE
Com a campanha Abraços Ecológicos nas Unidades de Conservação, o deputado Carlos Minc divulga a precária situação de parques e áreas de proteção – como o Parque Estadual da Pedra Branca – e exige providências dos órgãos ambientais. Em março, com entidades ambien-talistas como a Sapê e o Codig, abra-çamos, com mais de 500 pessoas, a Praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande, contra sua privatização e a construção de empreendimento imobiliário. Contra a degradação da bacia dos rios Paraíba do Sul e Guandu, fonte de abastecimento de 9 milhões de pessoas no Grande Rio, promovemos, com a UFRJ, vários exames dos peixes e dos sedimentos, demonstrando a poluição por esgoto in natura e metais pesados. Estas ações obrigaram a siderúrgica CSN, em Volta Redonda, a investir R$ 180 milhões e a eliminar grande parte da poluição. Uma vitória memorável!

SAÚDE SONORA
Com apoio da Abadi (Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis), o deputado Carlos Minc lançou ofensiva pelo cumpri-mento da Lei da Saúde Auditiva: o desliga-mento progressivo dos alarmes sonoros das sinaleiras de garagens, que provocam distúr-bios auditivos, principalmente em porteiros e moradores. Em várias blitze e atos de rua, medimos ruídos de sinaleiras e distribuímos cartilha com medidas contra a poluição sonora. Milhares de prédios começaram a se adaptar. Pioneira no país, nossa Lei 4324/01 estabelece medidas e políticas de prevenção à poluição sonora nos municípios. Ainda há muito por fazer, mas a partir de ações do mandato, a coleta noturna de lixo na capital foi restringida e dezenas de bares e casas de espetáculos implantaram tratamento acústico em defesa dos tímpanos da população.

Foto Ilha Grande
CONTRA LIXÕES
Com nossa Lei dos Resíduos Sólidos ,os 92 municípios do Rio são obrigados a acabar com os lixões – que contaminam solos, águas, animais e pessoas – e cons-truir aterros sanitários. A lei determina a separação do lixo domiciliar, industrial e hospitalar, e o apoio a cooperativas de catadores, coleta seletiva e reciclagem. Com o Ibama, já vistoriamos 26 lixões, como o de São Gonçalo, que foram multa-dos. Vários começaram a cumprir a lei.

RECICLAGEM
Nossa Lei 3369/00 obriga a recompra pelos fabricantes de plásticos e de embalagens PET e determina que apóiem com equipamentos as cooperativas de catadores. Em ope-ração de limpeza da Praia do Catalão, na Ilha do Fundão, com 100 catadores da cooperativa RioCoop, recolhemos 10.000 embalagens e divulgamos a importância da reciclagem.
Cumpra-se!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Qual sua opinião? - Fidelidade

Oi, Pessoal! Tudo bem?
Conversávamos sobre fidelidade e  como ela se daria atualmente.
Queríamos  saber qual a opinião de vocês:
1 – O que vocês entendem como fidelidade? Algo apenas material ou também relacionado ao pensamento?
2 – Nos dias de hoje, onde as pessoas têm “curiosidade”, como encaramos a fidelidade?
3 – Como fica o lance da fidelidade perante as redes sociais?
Aguardamos vocês!
Beijos e abraços

Para refletir e comentar...





sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vamos conversar sobre...O menino que viveu pouco, mas tocou o mundo!

O poder do Amor, a reencarnação, o reequilíbrio perante a Lei Divina, , a superação, a confiança, a fé... e mais alguns vários assuntos...
Tudo isso está presente no artigo que a Thatá nos enviou, via face, artigo do blog Vittamina (http://vittamina.com/2014/02/11/o-menino-que-viveu-pouco-mas-tocou-o-mundo/), para que pudéssemos conversar.
Aguardamos vocês e suas opiniões,  galera!
Beijos e abraços


O menino que viveu pouco, mas tocou o mundo!



Meninas, todas nós aqui no Vittamina amamos uma história real, daquelas que tocam o coração lá no fundo, seja fazendo ele bater forte, seja fazendo ele quase parar de bater. A história de hoje é dessas, que da um nó na garganta e uma dor lá no fundo! O casal norte-americano Josh e Robbyn Blick descobriu que esperava mais um filho, e junto da notícia maravilhosa de uma nova vida, uma notícia triste: o bebê Zion sofria de uma anomalia genética fatal, e tinha poucos dias de vida após seu nascimento.
Os pais no decorrer da gravidez decidiram mudar o rumo dessa história, pedindo para que todos os que tivessem contato com Zion, sentissem a bênção que Deus mandou para a família com a sua chegada, e para que todos comemorassem cada dia de vida do pequeno. Zion nasceu no dia 11 de janeiro de 2.014, e partiu 10 dias depois. Durante seus 10 dias de vida os pais registraram todos os momentos em fotos, e vídeo. Histórias assim nos fazem parar, pensar, e dar ainda mais valor ao que realmente importa: os momentos com quem mais amamos!
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O VÍDEO VCS ASSISTEM AQUI:
http://vittamina.com/2014/02/11/o-menino-que-viveu-pouco-mas-tocou-o-mundo/


O vídeo é narrado pelos pais do menino, infelizmente não achamos vídeo legendado ou dublado, mas dá perfeitamente para entender seu significado. Ele  mostra cenas de muito amor da família: pais, irmãos, avós, familiares, corpo clínico, amigos, todos posando com o pequeno Zion para comemorar a sua breve vida.  É um lembrete para todos nós de como a vida pode ser breve e que não custa nada acordar todo dia distribuindo beijos, abraços, gentileza, alegria, Amor ao nosso redor.


Revista Espírita: "Considerações sobre a mediunidade curadora."

Voltemos ao nosso assunto: as considerações gerais sobre a mediunidade curadora.
Dissemos, e nunca seria demais repetir, que há uma diferença radical entre os médiuns curadores e os que obtêm prescrições médicas da parte dos Espíritos. Estes em nada diferem dos médiuns escreventes ordinários, a não ser pela especialidade das comunicações. Os primeiros curam só pela ação fluídica em mais ou menos tempo, às vezes instantaneamente, sem o emprego de qualquer remédio. O poder curativo está todo inteiro no fluido depurado a que servem de condutores. A teoria deste fenômeno foi suficientemente explicada para provar que entra na ordem das leis naturais e que nada há de miraculoso. É o produto de uma aptidão especial, tão independente da vontade quanto todas as outras faculdades mediúnicas; não é um talento que se possa adquirir. Não se faz um médium curador como se faz um médico. A aptidão para curar é inerente ao médium, mas o exercício da faculdade só tem lugar com o concurso dos Espíritos. De onde se segue que se os Espíritos não querem, ou não querem mais servir-se dele, é como um instrumento sem músico, e nada obtém. Pode, pois, perder instantaneamente a sua faculdade, o que exclui a possibilidade de transformá-la em profissão.
Um outro ponto a considerar é que sendo esta faculdade fundada em leis naturais, tem limites traçados pelas mesmas. Compreende-se que a ação fluídica possa dar a sensibilidade a um órgão existente, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo ao movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque então o fluido se torna um verdadeiro agente terapêutico. Mas é evidente que não pode remediar a ausência ou a destruição de um órgão, o que seria um verdadeiro milagre. Assim, a vista poderá ser restaurada a um cego por amaurose, oftalmia, belida ou catarata, mas não a quem tivesse os olhos estalados. Há, pois, doenças fundamentalmente incuráveis, e seria ilusão crer que a mediunidade curadora vá livrar a humanidade de todas as suas enfermidades.
Além disso, há que levar em conta a variedade de nuanças apresentadas por esta faculdade, que está longe de ser uniforme em todos os que a possuem. Ela se apresenta sob aspectos muito diversos. Em razão do grau de desenvolvimento do poder, a ação é mais ou menos rápida, extensa ou circunscrita. Tal médium triunfa sobre certas moléstias em certas pessoas e, em dadas circunstâncias e falha completamente em casos aparentemente idênticos. Parece mesmo que em alguns a faculdade curadora se estende aos animais.
Opera-se neste fenômeno uma verdadeira reação química, análoga à produzida por certos medicamentos. Atuando o fluido como agente terapêutico, sua ação varia conforme as propriedades que recebe das qualidades do fluido pessoal do médium. Ora, devido ao temperamento e à constituição deste último, o fluido está impregnado de elementos diversos, que lhe dão propriedades especiais. Pode ser, para nos servirmos de comparações materiais, mais ou menos carregado de eletricidade animal, de princípios ácidos ou alcalinos, ferruginosos, sulfurosos, dissolventes, adstringentes, cáusticos, etc. Daí resulta uma ação diferente, conforme a natureza da desordem orgânica. Esta ação pode ser, pois, enérgica, muito poderosa em certos casos e nula em outros. É assim que os médiuns curadores podem ter especialidades: este curará as dores ou endireitará um membro, mas não dará a vista a um cego, e reciprocamente. Só a experiência pode dar a conhecer a especialidade e a extensão da aptidão. Mas, em princípio, pode dizer-se que não há médiuns curadores universais, por isso que não há homens perfeitos na Terra, e cujo poder seja ilimitado.
A ação é completamente diferente na obsessão e a faculdade de curar não implica a de libertar os obsedados. O fluido curador age, de certo modo, materialmente sobre os órgãos afetados, ao passo que na obsessão deve agir moralmente sobre o Espírito obsessor; é preciso ter autoridade sobre ele, para o fazer largar a presa. São, pois duas aptidões distintas, que nem sempre se encontram na mesma pessoa. O concurso do fluido curador torna-se necessário quando, o que é bastante freqüente, a obsessão se complica com afecções orgânicas. Pode, pois, haver médium curadores impotentes para a obsessão, e reciprocamente.
A mediunidade curadora não vem suplantar a medicina e os médicos. Vem simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar a estudá-las. Que a natureza tem leis e recursos que eles ignoram; que o elemento espiritual, que eles desconhecem, não é uma quimera, e que, quando o levarem em conta, abrirão novos horizontes à Ciência e terão mais êxitos do que agora.
Se esta faculdade fosse privilégio de um indivíduo, passaria inapercebida. Considerá-la-iam como uma exceção, um efeito do acaso - esta suprema explicação que nada explica - e a má-vontade facilmente poderia abafar a verdade. Mas quando se vêem os fatos se multiplicando, é-se forçado a reconhecer que não se podem produzir senão em virtude de uma lei. Que se homens ignorantes triunfam onde os cientistas falham, é que estes não sabem tudo. Isto em nada prejudica a Ciência, que será sempre a alavanca e a resultante do progresso intelectual. O amor-próprio dos que a circunscrevem nos limites de seu saber e da materialidade apenas pode sofrer com isto.
De todas as faculdades mediúnicas, a curadora vulgarizada é a que está chamada a produzir mais sensação, porque há, por toda a parte, doentes em grande número, e não é a curiosidade que os atrai, mas a necessidade imperiosa de alívio. Mais que qualquer outra, ela triunfará sobre a incredulidade, tanto quanto sobre o fanatismo, que vê em toda a parte a intervenção do diabo. A multiplicidade dos fatos forçosamente conduzirá ao estudo da causa natural! e, daí, á destruição das idéias supersticiosas de feitiçaria, do poder oculto, dos amuletos, etc. Se considerar o efeito produzido nos arredores do campo de Châlons por um só indivíduo, a multidão de pessoas sofredoras vindas de dez léguas de em torno, pode julgar-se o que isto seria se dez, vinte, cem indivíduos aparecessem nas mesmas condições, quer na França, quer em países estrangeiros. Se disserdes a esses doentes que são joguetes de uma ilusão, eles vos responderão mostrando a perna restaurada; que são vítimas de charlatães? Dirão que nada negaram e que não lhes renderam nenhuma droga. Que abusaram de sua confiança? Dirão que nada lhes prometeram.
É também a faculdade que mais escapa à acusação de charlatanice e de fraude. Desafia a troça, pois nada há de visível num doente curado que a Ciência havia abandonado. O charlatanismo pode simular mais ou menos grosseiramente a maioria dos efeitos mediúnicos, e a incredulidade nele procura sempre os seus cordões. Mas onde encontrará os fios da mediunidade curadora? Podem ser dados golpes de habilidade para os efeitos mediúnicos e os efeitos mais reais, aos olhos de certa gente, podem passar por golpes hábeis, mas que daria quem tomasse indumento da qualidade de médium curador? De duas, uma: cura ou não cura. Não há simulacro que possa fornecer uma cura.
Além disso, a mediunidade escapa completamente à lei sobre o exercício legal da medicina desde que não prescreve qualquer tratamento. Com que penalidade poderiam ferir aquele que cura só por sua influência, secundada pela prece que, ademais, nada pede como preço de seus serviços? Ora, a prece não é urna substância farmacêutica. É, em vossa opinião, uma tolice. Seja. Mas se a cura está no fim desta tolice, que direis vós? Uma tolice que cura vale bem os remédios que não curam. Puderam proibir o Sr. Jacob de receber os doentes no campo e de ir- à casa deles e se ele se submeteu, dizendo que não retomaria o exercício de sua faculdade senão quando a interdição fosse levantada oficialmente, é porque, sendo militar, quis mostrar-se escrupuloso observador da disciplina, por mais dura que fosse. Nisto agiu sabiamente porque provou que o Espiritismo não conduz à insubordinação. Mas há aqui um caso excepcional. Desde que esta faculdade não é privilégio de um indivíduo, por que meio poderiam impedi-la de se propagar? Se propaga, bom grado, mau grado, terão que aceitá-la com todas as suas conseqüências.
Dependendo a mediunidade curadora de uma disposição orgânica, muitas pessoas a possuem, ao menos em germe, que fica em estado latente, por falta de exercício e de desenvolvimento. É uma faculdade que, com razão, muitos ambicionam e se todos os que desejam possui-la a pedissem com fervor e perseverança pela prece, e com um objetivo exclusivamente humanitário, é provável que desse concurso sairia mais de um verdadeiro médium curador.
Não é de admirar ver pessoas que, a princípio dela não parecem dignas e são favorecidas com esse dom precioso. É que a assistência dos bons Espíritos é conquistada a todo o mundo, para a todos abrir a via do bem. Mas cessa se não souber tornar-se digno dela, melhorando-se. Dá-se aqui como com os dons da fortuna, que nem sempre vêm ao mais merecedor. É, então, uma prova pelo uso que faz. Felizes os que dela saem vitoriosos.
Pela natureza de seus efeitos, a mediunidade curadora exige imperiosamente o concurso de Espíritos depurados, que não poderiam ser substituídos por Espíritos inferiores, ao passo que há efeitos mediúnicos para cuja produção a elevação dos Espíritos não é uma condição necessária e que, por esta razão, são obtidos mais ou menos em qualquer circunstância. Certos Espíritos até, menos escrupulosos que outros quanto a estas condições, preferem os médiuns em quem encontram simpatia. Mas pela obra se conhece o operário.
Há, pois, para o médium curador a necessidade absoluta de se conciliar o concurso dos Espíritos superiores, se quiser conservar e desenvolver sua faculdade, senão, em vez de crescer ela declina e desaparece pelo afastamento dos bons Espíritos. A primeira condição para isto é trabalhar em sua própria depuração, a fim de não alterar os fluidos salutares que está encarregado de transmitir. Esta condição não poderia ser executada sem o mais completo desinteresse material e moral. O primeiro é o mais fácil; o segundo é o mais raro, porque o orgulho e o egoísmo são os sentimentos mais difíceis de extirpar e porque várias causas contribuem para os superexcitar nos médiuns. Desde que um deles se revela com faculdades transcendentes - falamos aqui dos médiuns em geral, escreventes, videntes e outros - é procurado, adulado e mais de um sucumbe a essa tentação da vaidade. Em breve, esquecendo que sem os Espíritos nada seria, considera-se como indispensável e único interprete da verdade; deprime os outros médiuns e se julga acima de conselhos. O médium que assim se acha está perdido, porque os Espíritos se encarregam de lhe provar que podem ser dispensados, fazendo surgir outros médiuns melhor assistidos. Comparando a série das comunicações de um mesmo médium, facilmente pode julgar-se se ele cresce ou se degenera. Ah! Quantos temos visto, de todos os gêneros, cair triste e deploravelmente no terreno escorregadio do orgulho e da vaidade! Pode, pois, esperar-se ver surgir uma multidão de médiuns curadores. No número, vários ficarão frutos secos e eclipsar-se-ão depois de ter lançado um brilho passageiro, ao passo que outros continuarão a elevar-se.
Eis um exemplo disto, há uns seis meses assinalado por um de nossos correspondentes. Num departamento do sul, um médium, que se havia revelado como curador, tinha operado várias curas notáveis e sobre ele repousavam grandes esperanças. Sua faculdade apresentava particularidades que deram, num grupo, a idéia de fazer um estudo a respeito. Eis a resposta que obtiveram dos Espíritos, e que nos foi transmitida na ocasião. Ela pode servir de instrução a todos.
"X... realmente possui a faculdade de médium curador notavelmente desenvolvida. Infelizmente, como muitos outros, ele exagera muito o seu alcance. É um excelente rapaz, cheio de boas intenções, mas que um orgulho desmesurado e uma visão extremamente curta dos homens e das coisas farão periclitar prontamente. Seu poder fluídico, que é considerável, bem utilizado e ajudado pela influência moral, poderá produzir excelentes resultados. Sabeis por que muitos de seus doentes só experimentam um bem-estar momentâneo, que desaparece quando ele lá não mais está? É que ele age por sua presença somente, mas nada deixa ao espírito para triunfar dos sofrimentos do corpo.
"Quando parte, nada resta dele, nem mesmo o pensamento que segue o doente, no qual não pensa mais, ao passo que a ação mental poderia, em sua ausência, continuar a ação direta. Ele acredita em seu poder fluídico, que é real, mas cuja ação não é persistente, porque não é corroborada pela influência moral. Quando consegue êxito, fica mais satisfeito por ser notado do que por ter curado. E, contudo, é sinceramente desinteressado, pois coraria se recebesse a menor remuneração. Posto não seja rico, jamais pensou em fazer disto um recurso. O que deseja é fazer falar de si. Falta-lhe também, a afabilidade de coração, que atrai. Os que vêm a ele são chocados por suas maneiras, que não fazem nascer simpatia, do que resulta uma falta de harmonia que prejudica a assimilação dos fluidos. Longe de acalmar e apaziguar as más paixões, ele as excita, julgando fazer o que é necessário para as destruir, e isto pela falta de raciocínio. É um instrumento desafinado; por vezes dá sons harmoniosos e bons, mas o conjunto só pode ser mau, ou pelo menos improdutivo. Não é tão útil à causa quanto o poderia ser. As mais das vezes a prejudica porque, por seu caráter, faz apreciar muito mal os resultados. É desses que pregam com violência uma doutrina de doçura e de paz.
P. - Então pensais que perderá seu poder curador?
R. - Estou persuadido disto, a menos que ele fizesse uma volta séria sobre si mesmo, o que, infelizmente, não o creio capaz. Os conselhos seriam supérfluos, porque ele se persuade saber mais que todo o mundo. Talvez tivesse o ar de os escutar, mas não os seguiria. Assim, perde duplamente o benefício de uma excelente faculdade."
O acontecimento justificou a previsão. Soubemos depois que esse médium, depois de uma série de choques que seu amor-próprio teve que sofrer, tinha renunciado a novas tentativas de curas.
O poder de curar independe da vontade do médium: é um fato adquirido pela experiência. O que depende dele são as qualidades que podem tornar esse poder frutuoso e durável. Essas qualidades são sobretudo o devotamento, a abnegação e a humildade; o egoísmo, o orgulho e a cupidez são pontos de parada, contra os quais se quebra a mais bela faculdade.
O verdadeiro médium curador, o que compreende a santidade de sua missão, é movido pelo único desejo do bem. Não vê no dom que possui senão um meio de tornar-se útil aos seus semelhantes, e não um degrau para elevar-se acima dos outros e pôr-se em evidência. É humilde de coração, isto é, nele a humildade e a modéstia são sinceras, reais, sem segunda intenção, e não em palavras que desmentem, muitas vezes, os próprios atos. A humildade por vezes é um manto, sob o qual se abriga o orgulho, mas que não iludiria a ninguém. Nem procura o brilho, nem o renome, nem o ruído de seu nome, nem a satisfação de sua vaidade. Não há, em suas maneiras, nem jactância, nem bazófia; não exibe as curas que realiza, ao passo que o orgulhoso as enumera com complacência, muitas vezes as amplia, e acaba por se persuadir que fez tudo o que diz.
Feliz pelo bem que faz, não o é menos pelo que outros podem fazer; não se julgando o primeiro nem o único capaz, não inveja nem deprime nenhum médium. Os que possuem a mesma faculdade são para ele irmãos que concorrem para o mesmo objetivo: ele diz que quanto mais os houver, maior será o bem.
Sua confiança em suas próprias forças não vai até a presunção de se julgar infalível e, ainda menos, universal. Sabe que outros podem tanto ou mais que ele. Sua fé é mais em Deus do que em si mesmo, pois sabe que tudo pode por Ele, e nada sem Ele. Eis porque nada promete senão sob a reserva da permissão de Deus.
A influência material junto à influência moral, auxiliar poderoso, que dobra a sua força. Por sua palavra benevolente, encoraja, levanta o moral, faz nascer a esperança e a confiança em Deus. Já é uma parte da cura, porque é uma consolação que dispõe a receber o eflúvio benéfico ou, melhor dito, o pensamento benevolente já é um eflúvio salutar. Sem a influência moral, o médium tem por si apenas a ação fluídica, materia1 e, de certo modo, brutal, insuficiente em muitos casos.
Enfim, para aquele que possui as qualidades de coração, o doente é atraído por uma simpatia que predispõe à assimilação dos fluidos, ao passo que o orgulho, a falta de benevolência chocam e fazem experimentar um sentimento de repulsa, que paralisa essa assimilação.
Tal é o médium curador amado pelos bons Espíritos. Tal é, também, a medida que pode servir para julgar o valor intrínseco dos que se revelarem e a extensão dos serviços que poderão prestar à causa do Espiritismo. Desnecessário que só é entrado nestas condições e que aquele que não reunisse todas as qualidades não possa momentaneamente prestar serviços parciais que seria erro repelir. O mal é para ele, porque quanto mais se afasta do tipo, menos pode esperar ver sua faculdade desenvolver-se e mais se aproxima do declínio. Os bons Espíritos só se ligam aos que se mostram dignos de sua proteção, e a queda do orgulhoso, mais cedo ou mais tarde, é a sua punição. O desinteresse é incompleto sem o desinteresse moral.

 Revista Espírita, novembro de 1866.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sala de estudos jovens no paltalk; ESPIRITSMO NET JOVEM

Estudos voltados para o jovem
Toda SEXTA-FEIRA
No horário de 21 horas
Sala: Espiritismo Net Jovem
Local: paltalk
Maiores informações:


Data
Tema
Facilitador/Suporte
07/02/2014
Autoanálise
Liza
14/02/2014
Anjos guardiães
André (Zech)
21/02/2014
Penas eternas
Lúcio Flávio
28/02/2014
Bíblia e o Espiritismo
Silvia
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Início da Campanha do quilo 2014 - Juiz de Fora - MG