sábado, 11 de junho de 2016

E, aí! Já leu?

Viver é a melhor opção

       
Este livro foi escrito com uma única convicção: as informações reunidas nele podem salvar vidas. Não se enquadra, porém, na categoria “autoajuda”. Pelo contrário, mostra o que podemos fazer pelos outros, ou seja, pelas pessoas que estão ao nosso redor, atravessando uma etapa tão difícil da existência a ponto de, em momentos de extrema fragilidade, terem a pretensão de sumir, desaparecer.
O suicídio atinge gente de todas as idades, credos, nível de renda ou escolaridade. A boa notícia é que ele é prevenível em 90% dos casos. Mas para que se reduzam as estatísticas de autoextermínio (mais de oitocentos mil casos por ano no mundo) é preciso informação, planejamento e, acima de tudo, a coragem de se retirar o véu que há séculos encobre esse tema.
O autor, André Trigueiro, é jornalista, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-Rio. É repórter da TV Globo, editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News e comentarista da rádio CBN.
Sua pesquisa a respeito do suicídio data de 1999, envolvendo o fenômeno em si e as diferentes estratégias de prevenção. Segundo o próprio autor, foi instigado a buscar informações sobre esse problema por uma comunicação recebida através de uma médium, do Espírito Marcelo Ribeiro, que chegou a ter algumas de suas mensagens publicadas por Divaldo Pereira Franco e que, no mundo espiritual, participa ativamente de um grupo de socorro a suicidas.
O livro é a culminância  de um trabalho que envolveu palestras em centros espíritas, artigos para jornais e revistas, abordagem sobre o tema em rádio e TV.
Lançado pela Editora Espírita Correio Fraterno, de São Bernardo do Campo, SP, o livro teve a totalidade dos direitos autorais destinados ao Centro de Valorização da Vida (www.cvv.org.br), associação filantrópica sem vinculações políticas ou religiosas que, desde 1962, realiza um serviço voluntário, gratuito, vinte e quatro horas por dia, de apoio emocional e prevenção do suicídio.
Na primeira parte, o jornalista compartilha dados, estatísticas e conhecimentos científicos que emergem da Academia e dos trabalhos de campo na área da suicidologia.
Na segunda parte, André seleciona um precioso estoque de informações que têm origem na doutrina dos espíritos, que ele segue e estuda há trinta anos, ampliando os horizontes de investigação para a melhor compreensão de quem somos, de onde viemos, para onde vamos, as razões da dor e do sofrimento, e porque o suicídio não representa em nenhuma hipótese alívio ou libertação.
Em entrevista a Eliana Haddad, do Jornal Correio Fraterno do ABC, edição de maio/junho 2015, André Trigueiro alerta: O espiritismo oferece um precioso estoque de informações que não deixa dúvidas sobre o equívoco do ato suicida. É preciso deixar isso bem claro sempre.
Pelo menos uma vez por ano, recomenda-se que a prevenção do suicídio seja tema de pelo menos um seminário ou palestra pública na instituição. A casa espírita tem a função-escola, de promoção do estudo e da instrução de quem se interessa pela doutrina.
Embora no livro, o autor mostre a visão espírita do assunto, diz ele: Todas as grandes religiões e tradições espiritualistas do Ocidente e do Oriente se manifestam claramente contra o suicídio.
Há o entendimento de que o autoextermínio afronta as leis de Deus e que não temos o direito de violentar abruptamente as condições que determinam a existência física.
O espiritismo, entretanto, vai além. Há uma profusão de informações, dados e relatos que reportam a realidade do suicida no plano espiritual – porque em nenhuma hipótese o autoextermínio propicia alívio ou solução para os problemas, muito pelo contrário, os impactos desse ato violento sobre as encarnações futuras, o sentido da dor e do sofrimento, e, principalmente, a confiança em Deus e na Providência Divina.
Com a primeira impressão esgotada, o livro recebeu o reconhecimento de suicidólogos, psicólogos, psiquiatras, que destacam o talento do jornalista para escrever sobre tão delicado tema.
O livro merece ser lido pela comunidade espírita com atenção. Ele traz novas questões e abordagens ao que já conhecemos e lemos a respeito na literatura espírita.
O psicólogo e doutor em administração Jader Sampaio sugere que o livro seja estudado e discutido pelas equipes de atendimento fraterno ou acolhimento da Casa Espírita, considerando o número de pessoas com pensamentos ou tendências suicidas, que a procuram diariamente.
São cento e noventa páginas de um texto suave, informativo e reflexivo. Um grande alerta, ao apresentar o Brasil ocupando o oitavo lugar no ranking mundial com onze mil, oitocentos e vinte e um óbitos por suicídio/ano, o que dá uma média de trinta e dois casos por dia.
A obra revela, enfim, o quanto é necessário abrir espaço para se falar sobre o assunto, sempre aludindo à prevenção.
 
(Fonte: Jornal Mundo Espírita-FEP)

Reflexão...


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Artigo: Conflitos existenciais

Conflitos existenciais

Por Alessandro Viana Vieira de Paula 
          
O livro Conflitos Existenciais, ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, tem um conteúdo magnífico, abordando os vinte conflitos mais comuns na vida da criatura humana e a forma de nos libertamos deles, constituindo-se em excelente leitura, inclusive para os espíritas que trabalham no atendimento fraterno.
Destaco um ponto relevante da introdução dessa obra. A benfeitora Joanna de Ângelis afirma que está homenageando os 140 anos do livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec. Lembro que a introdução foi psicografada em 24 de junho de 2005.
O motivo da homenagem se deu porque quando um ou mais conflitos existenciais estão instalados em nossas vidas e não são devidamente enfrentados e superados, certamente causam um inferno interior em nós, ou seja, um estado de sofrimento que nos afeta negativamente.
O indivíduo portador de depressão, inveja, pessimismo, mau humor, vazio existencial, insegurança emocional, ansiedade crônica, etc., vive um estado de infelicidade quando está sob os efeitos desses conflitos (um deles ou mais).
O sofrimento nos destrói ou nos reconstrói, dependendo da nossa forma de agir, e não podemos duvidar que o conflito existencial gera sofrimento, um inferno interior em nossas vidas, mormente quando estamos vivenciando seus efeitos desagradáveis.
Há uma pesquisa realizada no Brasil, informando que, no ano de 2012, foram vendidas quarenta e dois milhões de caixas de remédios que tratam da depressão, do transtorno de humor e que diminuem a ansiedade e as tensões (ansiolíticos), movimentando 1,85 bilhão de reais.
Essas estatísticas podem ser avaliadas sob duas perspectivas. A primeira revela a misericórdia divina, que permite o avanço da farmacologia, melhorando a qualidade de vida e nos permitindo enfrentar os dramas existenciais com a ajuda dos medicamentos, porque, em muitos casos, há necessidade do reequilíbrio orgânico.
A segunda forma de analisar demonstra a nossa carência moral, haja vista que não estamos lidando equilibradamente com os desafios existenciais, que, em vez de conflitos dolorosos, deveriam nos trazer aprendizado e mecanismos de evolução, à medida que fomentam a busca de virtudes diante de uma situação desagradável.
Jesus nos advertiu de que no mundo teríamos aflições (João, 16:33), de tal sorte que as situações difíceis, sobretudo nas relações humanas, devem gerar reflexão e crescimento interior, que edificam o céu interior no indivíduo, uma vez que céu e inferno são estados da alma, no corpo ou fora dele, e não locais geográficos.
Outro ponto relevante diz respeito à cultura de permissividade que vige no mundo, pois, muitas pessoas que são portadoras de conflitos existenciais, preferem viver às custas de medicamentos, sem se preocuparem com a erradicação da causa, que estão nelas mesmas, acusando a Deus, a sociedade e ao próximo como responsáveis pela sua infelicidade.
Por essa razão, o Espírito Joanna de Ângelis inicia o livro com as fugas psicológicas  (capítulo I), porque se não identificarmos os conflitos e as reais causas, dificilmente converteremos o inferno íntimo em estado de saúde, felicidade e paz interior.
Anote-se que o Espiritismo nos ensina que a vida prossegue além do túmulo, portanto, todos os conflitos existenciais não superados prosseguirão na vida espiritual.
Dessa forma, é extremamente prejudicial à evolução, arrastar nossas vidas à custa de remédios antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor, sem nos preocuparmos com a erradicação da causa. Por esse motivo, Santo Agostinho, na questão 919, de O livro dos Espíritos, nos incentiva ao autoconhecimento.
Convém repetir que não estamos contra o uso dos remédios, mas não somos favoráveis a escorar nossas vidas nos medicamentos, sem qualquer mecanismo de aprendizado e crescimento moral, até porque os conflitos existenciais revelam a nossa escassez de recursos morais para enfrentar, de forma equilibrada e saudável, os desafios da vida.
Quantos Espíritos despertam no mundo espiritual ainda portadores de depressão, culpa, fobias, ansiedade, vazio existencial, ódio, vícios, portanto, em sofrimento e num estado de inferno mental, porque, quando estavam na Terra,  viviam nesse estado e não se preocuparam em libertar-se do conflito. Muitos viveram apenas impulsionados pelos medicamentos e, provavelmente, sofrendo os efeitos da obsessão, porque os Espíritos inferiores potencializam os conflitos existenciais, tornando a cura mais difícil, mas não impossível.
Em razão desses apontamentos é que o Espiritismo recomenda, diante dos conflitos existenciais, o tratamento médico e espiritual. Tomar, sim, os medicamentos prescritos e buscar os profissionais da mente (psicólogos e psiquiatras), mas também cuidar da alma, ter um vínculo religioso sério, orar, praticar a caridade e esmerar-se no autoconhecimento, procurando superar os limites morais através da conquista de virtudes.
O Espiritismo ainda nos oferta as palestras e os grupos de estudo, o atendimento fraterno e os passes, a água fluidificada e o evangelho no lar, que nos fortalecerão para o bom combate, a luta interior, conforme a orientação segura de Paulo de Tarso (II Timóteo: 4).
Busquemos, também, o médico Jesus que nos disse: Vinde a mim vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei (Mateus 11:28),  e a farmácia do Evangelho, onde encontraremos as medicações para a alma, tais como, a gratidão, a paciência, a fé, a humildade, o perdão, a compaixão, que nos auxiliarão a converter os conflitos em aprimoramento dos sentimentos, infelicidade em alegria de viver, e inferno íntimo em céu interior, não nos esquecendo de que o Reino de Deus está dentro de nós (Lucas 17:20-21), de forma que temos um potencial divino a ser despertado, a nos conduzir à perfeição relativa.
 
(fonte: jornal Mundo Espírita _FEP

Você sabia?!

VOCÊ SABIA...
   O NECESSÁRIO  É ÚTIL.  
O SUPÉRFLUO NUNCA  O  É”
(O Livro dos Espíritos - questão 704)