segunda-feira, 29 de agosto de 2016

domingo, 28 de agosto de 2016

Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo

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EESE – Cap. XV – Itens de 8 a 10
Tema: Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação
          Fora da caridade não há salvação
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A - Texto de Apoio:

Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação

8. Enquanto a máxima - Fora da caridade não há salvação - assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade, o dogma - Fora da Igreja, não há salvação -se estriba, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, porém numa fé especial, em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto. Longe de unir os filhos de Deus, separa-os; em vez de incitá-los ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre sectários dos diferentes cultos que reciprocamente se consideram malditos na eternidade, embora sejam parentes e amigos esses sectários. Desprezando a grande lei de igualdade perante o túmulo, ele os afasta uns dos outros, até no campo do repouso. A máxima - Fora da caridade não há salvação consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma - Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e se perseguem reciprocamente, vivem como inimigos; o pai não pede pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que mutuamente se consideram condenados sem remissão. É, pois, um dogma essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.

9. Fora da verdade não há salvação equivaleria ao Fora da Igreja não há salvação e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade. Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as ideias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirara uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Fora da caridade não há salvação

10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as consequências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.
Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.).253

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 – Por que não existe o lema: “Fora do Espiritismo não há salvação”?
2 – Por que estão encerrados os destinos dos homens na máxima: “Fora da caridade não há salvação”?
3 – Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Espiritirinha


Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão - CONCLUSÃO - A020 – Cap. 6 – No Anfiteatro – Segunda Parte

Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão – Editora FEB - 1970
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

A020 – Cap. 6 – No Anfiteatro – Segunda Parte


CONCLUSÃO

1.     O que acontecia no anfiteatro?
No antifeatro, havia um julgamento de Espíritos que cometiam erros perante as Leis Divinas. Teofrastus que era conhecedor da hipnose e das técnicas obsessivas, aplivava penas a esses Espíritos que eram trazidos, mediante o argumento de que a vingança era um “dever”.

2.     Por que razão a mulher desencarnada era tão fortemente influencida por Teofrastus?
       Esta mulher possuía a culpa dentro de si mesma, perante os erros cometidos. Além de ter cometido 6 abortos, consta no texto que vivia uma vida de “abominação” ou seja, completamente distanciada da “responsabilidade perante os próprios atos”.


3.     Que tipo de argumento Teofrastus utilizava para prejudicar encarnados e desencarnados?
Teofrastus falava em nome da Justiça como argumento para a vingança, sem se dar conta de que todos nós estamos amparados pela Justiça de Divina e que a cada um segundo as suas obras.

4.     Como o Espiritismo pode ser uma eficiênte terapêutica para o Espírito?

O Espiritismo nos esclarece sobre como manter a nossa mente higienizada de forma que impeça o assédio de Espíritos obsessores.
A prece é sempre o apoio que todos temos a nossa favor e ao buscarmos atitudes corretas, exercendo o amor e a caridade, criamos barreiras a influencia de Espíritos que buscam prejudicar.


Não há força operante no mal que consiga penetrar numa mente assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo, que se adquire pela irrestrita confiança em Deus e pela prática das ações da solidariedade e da fraternidade.”



Um abraço a todos!
Equipe Manoel Philomeno


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Veja o vídeo AQUI

Dois homens, ambos gravemente doentes, com muitas dores, sofrendo muito, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto à única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias... Todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado, aquele que não podia se mover, começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem, e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, amor e carinho, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena; viajava e sonhava com o mundo lindo visto da janela.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a refratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram com este lindo ato de amor.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e calmamente olhou para o lado de fora da janela... que dava, afinal, para uma parede de tijolo! Que surpresa...
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e estava muito doente, sabia que estava no fim da vida e nem sequer conseguia ver a parede:
“Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem para que você pudesse suportar tantas dores e sofrimentos...”. (disse a enfermeira)

MORAL DA HISTÓRIA
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é o dobro de alegria.
“O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que lhe chamam presente.”

E aí! Já leu?!

Raphael Vivacqua Carneiro indica:




Olá, amigos!
 
Compartilho com vocês  o livro “Fundamentação da Ciência Espírita”, editado pela Lachâtre em 2003. O autor Carlos Loeffler é espírita, radicado em Vitória/ES, professor e pesquisador da UFES, doutor em engenharia de estruturas.
 
Como o próprio título indica, considero que este livro apresenta uma base fundamental para quem deseja realizar pesquisa espírita de forma consistente.

Baixei o livro a partir do site da Biblioteca Virtual Espírita. O link para download é:
 
 
Abraços, Raphael


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Papo informal: a fé cega e a fé racional

Bom dia pessoal
Gostaria de sugerir um novo tema para debate.
A fé cega, e a fé racional, até que ponto nós que nos denominamos espíritas estudiosos, estamos dispostos a abrir mão de crenças enraizadas, em nome das comprovações da ciência ou da historia.
Isso vem me chamando a atenção em nosso meio, porque não raro percebermos renitência a fatos comprovados, mesmo com a celebre e humilde postura tomada por Kardec quando diz que o espiritismo é uma doutrina aberta, e que pode ser corrigida quando houver comprovação.
O que vocês têm enfrentado nesse aspecto? O que acham? E como devemos nos colocar diante de um espírita que não aceita questionamentos e que muitas vezes se coloca em "posição" superior, sem dar a chance sequer para um debate?
Abraços
Paty
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Bom dia todos,

Para melhor compreensão da proposta da Paty, seria interessante e produtivo relacionar os fatos comprovados aludidos e em desacordo com a visão ou entendimento espírita. 

Abraços,

Paulo
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Ola Paulo
Coloquei de uma forma geral, pois tenho me deparado com muitos assuntos, e acho que todos são importantes o debate. Mas um, por exemplo, com o qual me deparei esta semana, foi o Evangelho de Judas, pessoas espíritas que conheço simplesmente abominavam até mesmo a ideia de ler a respeito, colocando a alcunha de traidor e ponto. Isso me chamou a atenção pois pensei o seguinte: e se de fato houver uma mudança na historia de Jesus que mudasse as visões dos fatos, o que isso impactaria para nós, estamos realmente abertos a novos pensamentos, livres de dogmas?
Entre outras várias situações que deparo com posições orgulhosas extremamente renitentes a possíveis mudanças, exercendo posições de lideranças em nosso meio. Que consequências teremos disso?
Então resolvi propô-los a uma conversa, para ouvir demais opiniões que sempre me parecem muito lúcidas e eficazes, principalmente quanto a como devemos nos comportar diante dessas vertentes.
Abraços
Paty
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Olá, Paty

Veja, eu entendi que o essencial de suas colocações se refere muito mais a comportamentos e atitudes de algumas pessoas, uma espécie de aversão ao simples exame de teses e novas possibilidades, do que a fatos comprovados que pudessem se contrapor às nossas “verdades”.

Penso que isso é normal, próprio da natureza humana, vamos encontra-los em qualquer ambiente que frequentemos, pois as religiões, doutrinas, seitas também abrigam todo tipo de indivíduos, consciências abertas, fechadas, humildes, arrogantes, boas e más, refletem em ponto pequeno a diversidade do planeta e o Espiritismo não é uma exceção. Concordo que Kardec alertou sobre isso, mas alguns seguem e outros não, nessa hora fala mais alto a imperfeição do ser; se temos dificuldades em mudar a nós mesmos, que dirá mudar o outro.

Particularmente adoro temas instigantes e me sinto mais espírita do que nunca agindo assim, sendo confrontado naquilo que até então entendia como pacificado, acima de qualquer dúvida. Mas se outras pessoas pensam diferente, não vou bater de frente, não será um ponto de discórdia e vou procurar aqueles dispostos a debater, estudar junto comigo essas questões. Você sempre poderá propor a todo o grupo, mas não espere unanimidade, ela dificilmente virá. A consequência disso é a manutenção do livre arbítrio, não podemos esquecer que nosso aperfeiçoamento se dá no coletivo, mas é individualmente que crescemos. Não sei se isso ajuda, mas é a minha contribuição. :)

Abraço,

Paulo
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Gostei Paulo,
Também gosto dos temas instigantes, investigativos, de muita pesquisa e observação, não gosto do prontinho, do resumido, e quanto mais melhor. Isso é que nos faz evoluir, crescer, conhecer.
Infelizmente realmente temos que respeitar e considerar o nível de cada um, mas confesso que parece que sinto minhas asas amarradas quando me deparo com essas situações.
E confesso que acho extremamente prejudicial ao movimento esse perfil radical adotado por dirigentes de estudo e muitas vezes como filosofia geral de algumas casas,  fazendo o tal igrejismo espirita.
Esquecendo totalmente dos demais aspectos doutrinários da ciência e filosofia.
Outro assunto que escutei verdadeiras aversões e abominação total do debate, foi Transcomunicação instrumental.
Abraços