sábado, 29 de abril de 2017

Mural reflexivo: Aborrecimentos

Aborrecimentos
Aborrecimentos
 
 Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.
Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.
Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.
Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.
Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.
Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.
Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.
Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.
Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.
Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.
Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.
Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.
Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.
Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.
Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.
Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo.
Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.
*   *   *
Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.
E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.
 
Redação do Momento Espírita com base no cap. 13 do livro
Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira,
ed. Fráter.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

REVISTA ESPÍRITA - Janeiro 1864 - Perguntas e Problemas

REVISTA ESPIRITA
JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
7 a ANO NO. 1
JANEIRO 1864

PERGUNTAS E PROBLEMAS.
17  -  Progresso nas primeiras encarnações.
Pergunta. Duas almas, criadas simples e ignorantes, não conhecem nem o bem nemo mal, vindo sobre e Terra. Se, numa primeira existência, uma segue o caminho do bem e a outra o do mal, como é, de alguma sorte, o acaso que as conduz, não merecem nem punição nem recompensa. Essa primeira viagem terrestre não deve ter servido senão a dar, a cada uma, a consciência de sua existência, consciência que não tinha de início.
Para ser lógico, seria preciso admitir que as punições e as recompensas não começam a ser infligidas, ou concedidas, senão a partir da segunda encarnação, quando os Espíritos sabem distinguir o bem dentre o mal, experiência que lhes falta em sua criação, mas que adquiriram por meio de sua primeira encarnação. Esta opinião é fundada?
Resposta. Embora esta questão já esteja resolvida pela Doutrina Espírita, vamos respondê-la para a instrução de todos.
Ignoramos absolutamente em quais condições são as primeiras encarnações da alma; é um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Sabemos somente que elas são criadas simples e ignorantes, tendo todas assim um mesmo ponto de partida, o que está conforme à justiça; o que sabemos ainda, é que o livre arbítrio não se desenvolve senão pouco a pouco e depois de numerosas evoluções na vida corpórea.
Não é, pois, nem depois da primeira, nem depois da segunda encarnação que a alma tem uma consciência bastante limpa de si mesma, para ser responsável por seus atos; não é talvez senão depois da centésima, talvez da milésima; ocorre o mesmo com a criança que não goza da plenitude das suas faculdades nem um, nem dois dias depois de seu nascimento, mas depois dos anos. E ainda, então que a alma goza de seu livre arbítrio, a responsabilidade cresce em razão do desenvolvimento de sua inteligência; assim é, por exemplo, que um selvagem que come seus semelhantes é menos punido do que o homem civilizado, que comete uma simples injustiça. Nossos selvagens, sem dúvida, estão muito atrasados com relação a nós, e, no entanto, estão muito longe de seu ponto de partida.
Durante longos períodos, a alma encarnada está submetida à influência exclusiva dos instintos de conservação; pouco a pouco esses instintos se transformam em instintos inteligentes, ou, para melhor dizer, se equilibram com a inteligência; mais tarde, e sempre gradualmente, a inteligência domina os instintos; é então somente que começa a responsabilidade séria.
O autor da pergunta comete, além disso, dois erros graves: o primeiro é admitir que o acaso decide do bom ou do mau caminho que o Espírito segue em seu princípio. Se houvesse acaso ou fatalidade, toda responsabilidade seria injusta. Como dissemos, o Espírito está, durante numerosas encarnações, num estado inconsciente; a luz da inteligência não se faz senão pouco a pouco, e a responsabilidade real não começa senão quando o Espírito age livremente e com conhecimento de causa.
O segundo erro é admitir que as primeiras encarnações humanas têm lugar sobre a Terra. A Terra foi, mas não é mais um mundo primitivo; os seres humanos mais atrasados que se acham sobre a sua superfície já despojaram os primeiros cueiros da encarnação, e nossos selvagens estão em progresso comparativamente ao que tinham antes de seu Espírito vir se encarnar sobre este globo. Que se julgue agora no número de existências que são necessárias a esses selvagens para transporem todos os graus que os separam da civilização mais avançada; todos esses graus intermediários se encontram sobre a Terra sem solução de continuidade, e pode-se segui-los observando-se as nuanças que distinguem os diferentes povos; não há senão o começo e o fim que aqui não se encontram; o começo se perde para nós nas profundezas do passado, que não nos é dado penetrar. Isto, de resto, pouco nos importa, uma vez que este conhecimento não nos adiantaria em nada. Nós não somos perfeitos, eis o que é positivo; sabemos que as nossas imperfeições são os nossos únicos obstáculos para a nossa felicidade futura, estudemo-nos, pois, a fim de nos aperfeiçoarmos. No ponto onde estamos, a inteligência está bastante desenvolvida para permitir ao homem julgar sadiamente o bem e o mal, e é neste ponto também que sua responsabilidade está mais empenhada; porque não se pode mais dizer dele o que disse Jesus: "Perdoai-lhes, Senhor, porque não sabem o que fazem."

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“O amor estabelece a disciplina do bem-querer, do perdoar incessantemente, do fazer o bem a quem nos faz o mal.” 
(Em: Reformador)

Reflexão - Qual sua opinião? - Desenvolva o tema...

“O sucesso de qualquer empreitada na seara cristã não está na revolução completa das coisas pela juventude que chega nem na manutenção absoluta das formas de pensar e agir dos trabalhadores de longa data, mas sim na compreensão e na confraternização entre ambos, na troca de experiências e colaboração mútua, caminhando no sentido de perceber que a possibilidade de trabalho e de amor não tem limite e nem restrição de idade.” 
(Waldyr Imbroisi  - em: Reformador)

Libertação - Programa 005

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Memórias De Um Suicida - Programa 005

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