terça-feira, 22 de maio de 2018

Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo

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ESE – Cap. XXVII – Itens 5 a 8
Tema: Eficácia da prece
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A - Texto de Apoio:

Eficácia da prece

5. Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (S. MARCOS, cap. XI, v. 24.)

6. Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus.
Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, consequências subordinadas ao que ele faz ou não. Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus aceda a certos pedidos, sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre essa anuência à sua vontade.

7. Desta máxima: "Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece", fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar a Providência se não acede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente; ora, se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.
O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante ideias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação. Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. (Cap. XXV, nº 1 e seguintes.)

8. Tomemos um exemplo. Um homem se acha perdido no deserto. A sede o martiriza horrivelmente. Desfalecido, cai por terra. Pede a Deus que o assista, e espera. Nenhum anjo lhe virá dar de beber. Contudo, um bom Espírito lhe sugere a ideia de levantar-se e tomar um dos caminhos que tem diante de si Por um movimento maquinal, reunindo todas as forças que lhe restam, ele se ergue, caminha e descobre ao longe um regato. Ao divisá-lo, ganha coragem. Se tem fé, exclamará: "Obrigado, meu Deus, pela ideia que me inspiraste e pela força que me deste." Se lhe falta a fé, exclamará: "Que boa ideia tive! Que sorte a minha de tomar o caminho da direita, em vez do da esquerda; o acaso, às vezes, nos serve admiravelmente! Quanto me felicito pela minha coragem e por não me ter deixado abater!"
Mas, dirão, por que o bom Espírito não lhe disse claramente: "Segue este caminho, que encontrarás o de que necessitas"? Por que não se lhe mostrou para o guiar e sustentar no seu desfalecimento? Dessa maneira tê-lo-ia convencido da intervenção da Providência. Primeiramente, para lhe ensinar que cada um deve ajudar-se a si mesmo e fazer uso das suas forças. Depois, pela incerteza, Deus põe a prova a confiança que nele deposita a criatura e a submissão desta à sua vontade. Aquele homem estava na situação de uma criança que cai e que, dando com alguém, se põe a gritar e fica à espera de que a venham levantar; se não vê pessoa alguma, faz esforços e se ergue sozinha.
Se o anjo que acompanhou a Tobias lhe houvera dito: "Sou enviado por Deus para te guiar na tua viagem e te preservar de todo perigo", nenhum mérito teria tido Tobias. Fiando-se no seu companheiro, nem sequer de pensar teria precisado. Essa a razão por que o anjo só se deu a conhecer ao regressarem.

B - Questões para estudo e diálogo virtual:

1 - Como podemos interpretar o ensinamento de Jesus: "Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes"?

2 - Afinal, se tudo no Universo obedece a leis eternas, como poderão nossas súplicas alterar-lhe o sentido?

3 - Como age a Providência Divina em relação aos nosso pedidos?

4 - Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

As previsões certeiras sobre a ciência feitas pelo escritor Arthur C. Clarke há 50 anos

Arthur C. Clarke morreu em 2008, mas continua sendo um dos mais vendidos escritores de ficção científica.
Seu conto The Sentinel, publicado em 1951, inspirou o filme de Stanley Kubrick 2001: Uma Odisseia no Espaço, de 1968.
Escritor e inventor, o britânico era famoso também por suas previsões sobre a tecnologia do futuro.
Chegou a ser ridicularizado por elas, mas hoje muita gente admite que ele estava certo.
Sobre as telecomunicações, por exemplo, Clarke disse: "Essas coisas vão tornar possível um mundo onde poderemos estar em contato instantâneo um com outro, onde quer que estejamos".
"A tecnologia por satélite deu ao mundo TV, telefones e internet", acrescenta.
"Estou falando sério quando digo que um dia teremos neurocirurgiões em Edimburgo (Escócia) operando pacientes na Nova Zelândia", diz ele em gravação de 1964.
A primeira cirurgia remota bem-sucedida foi realizada em 2001 por cirurgiões em Nova York.
O paciente estava a 6 mil km de distância, na cidade francesa de Estrasburgo.
Sobre a inteligência artificial, Clarke fez uma previsão mais catastrofista.
"Os habitantes mais inteligentes do mundo no futuro não serão homens ou macacos. Serão máquinas. E, por fim, vão acabar superando seus criadores."
De carros sem motoristas a assistentes de voz, a inteligência artificial (IA) mudou a sociedade moderna.
Mas os seres humanos permanecem firmemente no comando, pelo menos por agora.
Clarke morreu em 2008, em sua casa no Sri Lanka.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 18 de abril de 2018.

Sergio Rodrigues* comenta

Realmente, à primeira vista, podem parecer impressionantes as previsões feitas pelo escritor citado na matéria. Impressionantes até podem ser, porém são também explicáveis, à luz do ensinamento espírita. Ensina a Doutrina que algumas pessoas são dotadas de uma faculdade denominada “pressentimento” ou “premonição”. Essa faculdade consiste em terem certas pessoas uma intuição vaga das coisas futuras, na definição de Allan Kardec, constante no item 184 de O Livro dos Médiuns.
Assim, explica o Codificador que “algumas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida... que lhes permite entrever as consequências do presente e o encadeamento natural dos acontecimentos”. Nesta hipótese, trata-se de um fenômeno puramente anímico, ou seja, originado pelo próprio espírito encarnado, por si mesmo, sem a interferência de outros espíritos, que se dá através de uma espécie de dupla vista, permitindo prever um fato futuro.
Mas o pressentimento pode, também, ter origem num fenômeno mediúnico, ou seja, resultar de uma interferência espiritual, caso em que a intuição do acontecimento futuro resulta da comunicação oculta de um espírito. Esta forma do pressentimento se manifestar tipifica os médiuns que Kardec denominou “médiuns de pressentimento”, uma variedade dos médiuns inspirados. Qualquer que seja a origem do pressentimento, ele atua de modo inconsciente, independente da vontade e da razão do portador dessa faculdade.
Trata-se, portanto, de uma visão espiritual de fatos futuros como consequência dos fatos presentes, o que não significa que os mesmos acontecerão fatalmente, pois os acontecimentos dependem sempre das escolhas que fazemos através do nosso livre-arbítrio.
Desse modo, parece-nos ser essa a hipótese que explica as previsões desse escritor britânico. Sendo dotado dessa faculdade em algum grau desenvolvida e acompanhando o desenrolar dos avanços tecnológicos promovidos pela ciência, pôde vislumbrar, antecipadamente, há 50 anos, segundo a matéria, as conquistas nela mencionadas, o que não deixa de ser impressionante, principalmente para aqueles que desconhecem ser absolutamente natural esse fenômeno. Como acontece com todo aquele que expressa ideias que ainda não se enquadram na realidade de seu tempo, cita a matéria que Arthur C. Clarke foi ridicularizado por seus contemporâneos, somente hoje sendo respeitado e reconhecido pelas suas previsões.
* Sergio Rodrigues é espírita e colaborador do Espiritismo.Net

Vozes interiores reflexões


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Você sabia?!


Crie a história e desenvolva o tema sob a ótica espírita


Livro em estudo: Grilhões Partidos - B021 – Capítulo 14 – Novas diretrizes, Segunda parte


Livro em estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

B021 – Capítulo 14 – Novas diretrizes, Segunda parte

Capítulo 14
Novas Diretrizes

Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma; donde, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar por se melhorar a si próprio, o que as mais das vezes basta para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de terceiros. Necessário se torna este socorro, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde a vontade e o livre arbítrio.” “A GÊNESE” — Capítulo 14º — Item 46.
Graças à orientação salutar do Cel. Epaminondas Sobreira, através de oportunos esclarecimentos e leituras bem sugeridas, ampliavam-se os horizontes do matrimônio Santamaria, que descobria na Codificação Kardequiana uma fonte inexaurível de iluminação e conforto espiritual. A instâncias do amigo dedicado, o pai de Ester aquiesceu abrir a mente ao estudo sistemático do Espiritismo, inaugurando o Culto do Evangelho no Lar, como passo inicial para novos cometimentos, face à decisão de utilizar a terapêutica espírita, no doloroso processo em que se debatia a enferma querida.
Desse modo, acertou-se a programação adequada que consistiria no encontro semanal, em dia e hora adrede marcados para comentários edificantes em família à luz libertadora dos ensinos de Jesus. D. Margarida, a seu turno, desde o momento em que recebera os esclarecimentos dos Sobreiras, passou a registrar no íntimo ignotas emoções. Da angústia e perplexidade em que se debatia semivencida, passou a singular estado de esperança e otimismo, qual se o espírito dorido antecipasse, precognitivamente, alegrias a que já se desacostumara. Motivada pelas palestras relevantes e face à inauguração do programa evangélico, na intimidade doméstica, deu aspecto festivo ao lar, desde há muito mergulhado em sombras de funesta aflição. Providenciou vasos guardados e arranjos florais, removendo armários em busca de valiosa toalha bordada com que adornou a mesa da sala de refeições, reaberta especialmente para a ocasião, sem ocultar a expectativa ditosa.
Graças ao novo estado da alma, hauria energias vitalizadoras que lhe dispensava o seu Espírito-Guia, igualmente felicitado pelas perspectivas em delineamento na família.
Às 19:30 horas chegaram os Sobreiras, que se faziam acompanhar do Tenente-Coronel Joel e mais três amigos, que apresentaram, bondosamente, aos gentis anfitriões.
— Rogo desculpas — apressou-se, justificando-se, o Coronel Epaminondas — por haver ampliado o convite para o encontro desta noite, a queridos confrades do nosso círculo de fé, do “Francisco de Assis”, igualmente interessados na recuperação de Ester.
— Não há por que apresentar explicações — assentiu, cortês, o Cel. Santamaria — uma vez que esta casa é perfeita continuação do seu lar, que hoje se honra em receber tão gratas personagens.
— Apresento-lhe, caro Constâncio — prosseguiu o visitante —o dr. E senhora Gilvan de Albuquerque, abnegado médico, residente em Botafogo, bem assim a sua tutelada Rosângela, que é auxiliar de Enfermagem, no Sanatório da Praia Vermelha...
O anfitrião não pôde ocultar a surpresa, defrontando Rosângela. Pela mente reviveu a cena desagradável em que fora protagonista infeliz, quando a jovem o buscara com manifesta simpatia pela filha. Parecia que os Céus apresentavam-lhe ensejo ditoso de reparar o procedimento a que se deixara conduzir pela animosidade gratuita que mantinha em relação ao Espiritismo.
Demonstrando satisfação ante a chegada de novos amigos, elucidou, sincero:
— Hoje o Senhor penetra realmente no meu lar, porquanto me confere o ensejo de desculpar-me com a senhorita pela indelicadeza e incivilidade com que a tratei noutra oportunidade, aqui mesmo... Sua religião, de fato, é pauta de nobre conduta, promovendo-a ao perdão espontâneo, conforme o atesta, retornando a esta casa que, doravante, é também sua.
A voz traía-lhe a emoção.
— Sou eu quem vos roga perdão, senhor Coronel — acudiu a jovem embaraçada — pela forma como agi, extemporânea, desajeitadamente.
Apertaram-se as mãos, fraternalmente, enquanto dona Margarida os convidava a todos adentrarem-se, tomando assentos confortáveis para a conversação.
A palestra generalizou-se, cordial e franca, agradável e edificante sobre assuntos vários e rápidos.
Às 20:00, delicadamente, o Cel. Sobreira solicitou permissão para dar início ao labor a que se propunha, sendo convidado bem como os demais pelo dono da casa, à sala de refeições onde tomaram lugar.
O prestimoso amigo trouxera consigo um exemplar de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, cujo volume deixava perceber as iniludíveis marcas do demorado e contínuo uso, pelo trabalhador fiel do Cristo que nele mergulhava o pensamento em constantes e emocionadas reflexões luminíferas.
Convidado à oração, o médium Joel, visivelmente emocionado, exorou as bênçãos divinas para o grupo e em particular para aquele lar, incluindo a alienada distante, cujo nome, enunciado com carinho, produziu impacto forte nos genitores ora contritos. A emoção generalizada e sob controle de cada um traduzia as intenções superiores que a todos sustentavam, no empreendimento cristão em começo.
O ambiente, a pouco e pouco, semelhando-se às primitivas células cristãs, impregnou-se de vibrações saturadas de paz que penetrava almas e corações, irmanando-os todos em fortes vínculos de afeto espiritual.

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 – Graças às orientações do Coronel Sobreira, o amigo, Coronel Santamaria, e esposa instituíram o Culto do Evangelho no Lar. Já no dia de inaugurarem as atividades, o casal Santamaria já experimentava esquecidas emoções superiores. Por quê?

2 – De que modo o Culto do Evangelho no Lar poderia auxiliar no tratamento de desobsessão da filha Ester e na transformação da família Santamaria?

3 – Rosângela, a enfermeira que havia se interessado pelo caso Ester na clínica em que ela estava internada, reaparecera na casa da família Santamaria. Como havia sido sua primeira visita àquela casa? E qual foi a nova atitudes do coronel Santamaria?

Bom estudo a todos!!
 Equipe Manoel Philomeno

Superando Desafios - Programa 029

PARTE 01


PARTE 02