sábado, 4 de fevereiro de 2017

20 anos do Espiritsmo.Net - Agende-se


Programa Inteligência Espiritual - com Rita Foelker

Começou  em 02/02/2017! Vem junto, nessa caminhada de autoconhecimento e transformação, através do rádio. 20h30 no horário de Brasília, 19h30 onde não é horário de verão.
Acesse em http://rededoutrinaweb.caster.fm/



E, aí, precisamos ser perfeitos para fazer a diferença? Qual sua opinião?

Oi Galera, 

A Beth fez o comentário aí embaixo, sobre o  artigo 

http://br.betterdeals.com/Entretenimento/7-pessoas-que-nao-foram-tao-boas-como-voce-pensa?page=3

"Coloquei esse artigo aqui na intenção de mostrar que necessariamente não temos que ser perfeitos para fazer a diferença. Cada um dos 7 fez diferença e todos eram humanos como nós mesmos e entretanto apesar dessa "humanidade" - fizeram a diferença."

E, aí, precisamos ser perfeitos para fazer a diferença? Qual sua opinião?

Aguardamos vocês.
Beijos e Abraços

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão - A026 – Cap. 10 – Programação redentora – Primeira Parte

Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão – Editora FEB - 1970
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

A026 – Cap. 10 – Programação redentora – Primeira Parte

 

No desdobramento das tarefas habituais, através das quais eram mantidos os contatos com os Benfei­tores Desencarnados, nas sessões especiais, hebdomadá­rias, recebíamos esclarecimentos e informações, através das quais os irmãos Saturnino e Ambrósio nos davam elucidações minudentes dos acontecimentos transcorridos na Esfera Espiritual, quando dos labores abençoados de que participávamos, conquanto a nossa condição de encarnados no domicílio orgânico.
Dessa forma, inteiramo-nos dos detalhes da opera­ção fraterna junto ao Dr. Teofrastus e a Henriette-Ma­rie, assim como dos fatos precedentes. Obviamente, ao retornarmos ao corpo somático, as lembranças das rea­lizações espirituais desapareciam quase completamente, deixando-nos as evocações em impressões de sonhos que se manifestavam, ora como pesadelos dolorosos, ora como estados de comunhão elevada com as Esferas Superio­res da Vida. Nesse particular, os Instrutores se encar­regavam de ativar ou frenar os centros encarregados das lembranças, de modo a que a nossa jornada humana transcorresse com a normalidade possível, sem proble­mas que nos perturbassem as atividades de servidores da Comunidade dos homens.
A recordação detalhada situar-nos-ia entre os dois mundos, ensejando-nos um desapercebimento das reali­dades do lado físico, propiciando-nos um desvio da aten­ção, que se voltaria para as experiências e realidades da esfera espiritual.
Desde que fora iniciado o processo desobsessivo de Mariana, recebêramos advertência no sentido de man­ter as ligações psíquicas com a Espiritualidade Superior, de modo a nos acautelarmos das ciladas dos Espíritos menos felizes que, surpreendidos pelas incursões que se fariam nos seus domínios, seriam concitados à agres­são por todos os meios possíveis, numa tentativa de obstar o labor abençoado ora em execução.
Considerando as altas responsabilidades que nos di­ziam respeito, buscávamos corresponder à expectativa dos Mentores, esforçando-nos por oferecer, pelo menos, a quota da oração, do pensamento otimista e o espí­rito de abnegação, dedicando-nos ao mister espiritual com alta dose de entusiasmo e fé.
Ao primeiro ensejo, após a entrevista com o ex-Mago de Ruão, o Benfeitor Saturnino elucidou, pela psicofo­nia do médium Morais, que voltaríamos a encontrar-nos, depois de concluídos os trabalhos da noite, quando o Irmão Glaucus conduziria o terrível obsessor, ora em fase de meditação, a uma entrevista naquela Casa, num encontro que estava destinado a definir os rumos fu­turos da sua vida. Concitava-nos ao exercício e men­talização da piedade fraternal, manifestação essencial para a caridade legítima, de que nos deveríamos reves­tir para cooperar ativamente.
Em retornando ao lar, a expectativa do reencontro me inquietava, dificultando-me o necessário repouso. Orando, no entanto, e sentindo a presença dos Irmãos Maiores do Mundo Espiritual, recompusemos a paisagem mental e brando torpor nos invadiu, facilitando às Entidades vigilantes o nosso desdobramento e consequente condução à Sede da nossa Casa de Oração e Amor. Quando ali chegamos, já se encontravam os demais mem­bros participantes das tarefas socorristas.
Saturnino, sempre calmo e gentil, traduziu em sen­tida oração os anseios de todos os presentes e rogou a Jesus fosse Ele o Sublime Visitante e o Condutor dos trabalhos em desdobramento, com vistas à caridade da iluminação de consciências obnubiladas pelo orgulho e pelo egoísmo — esses dois implacáveis inimigos do es­pírito humano!
O  ambiente, à medida que o Benfeitor orava, se foi saturando de perfume discreto, qual lavanda muito leve carreada por suave aragem - Pétalas de luz diáfana co­meçaram a cair, abundantes, e desfaziam-se ao tocar nos circunstantes ou nos diversos móveis e objetos. Vibra­ções muito penetrantes nos impregnavam a todos - E sem que o percebêssemos, as emoções rompiam os diques da visão e fluíam em copiosas lágrimas, no recolhimento em que nos encontrávamos.
Voltando-se para o irmão Petitinga, Saturnino so­licitou:
Leia, meu irmão, o «Livro da Vida».
O  venerando amigo acercou-se da mesa mediúnica e tomou de pequeno livro, irisado de filetes de luz, no qual vimos em tons azul-prateados as letras, em destaque: Novo Testamento.
Abrindo-o ao sabor do momento, embargado pela emotividade superior da hora, José Petitinga leu as ano­tações do apóstolo Marcos, no Capítulo nº 9, versiculos 17 a 29:
«Mestre, eu te trouxe meu filho, que está possesso dum Espírito mudo, e este, onde quer que o apanha, o lança por terra: ele espuma, range os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o espelissem, e eles não puderam. «Disse-lhes Jesus: «Oh, geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Tra­zei-mo» Então, lho trouxeram. Ao ver a Jesus, logo o espírito o convulsionou; ele caiu por terra e se estorceu, espumando. Perguntou Jesus ao pai dele: «Há quan­to tempo acontece isto?» Respondeu-lhe: «Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado tanto no fogo como na água, para o destruir; mas se podes alguma coisa, compadece-te de nós e ajuda-nos. » Disse-lhe Je­sus: “Se podes! tudo é possível ao que crê.» Imedia­tamente o pai do menino exclamou: «Creio! ajuda a mi­nha incredulidade.» Jesus, vendo que uma multidão afluia, repreendeu o Espírito imundo, dizendo-lhe: «Espírito mudo e surdo, eu te ordeno, saí dele, e nunca mais nele entres.» Gritando e agitando-o muito, saiu; o menino ficou como morto, de maneira que a maior parte do povo dizia: «Morreu. » Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o, e ele ficou em pé. Depois que entrou em casa, perguntaram-lhe seus discípulos particularmente: «Como é que nós não pudemos expulsá-lo?» Respondeu-lhes: — “Esta espécie só pode sair à força de oração.»
Fechando o delicado repositório dos (ditos do Se­nhor», e, inspirado e comovido, José Petitinga, após li­geira pausa, teceu comentários vazados na mais exce­lente conceituação espírita, revivendo os feitos do Mes­tre, naquele momento em que deveríamos, aquinhoados pela mercê do Rabi, concitar à paz e ao arrependimento, um Espírito que, somente «à força da oração», poderia modificar-se.
Silenciava o apóstolo da mensagem espírita em ter­ras baianas no passado, quando deu entrada na sala o irmão Glaucus, que se fazia acompanhar do Dr. Teo­frastus e dos dois guardiães que, com permissão dos Instrutores, ficaram postados à porta do recinto, pelo lado exterior.
A Entidade visitante trazia o semblante velado por singular melancolia, Os olhos antes brilhantes, tradu­zindo estranha ferocidade, se apresentavam baços, e, como se suportasse invisível fardo, caminhava tardo, com características mui diversas daquelas que ostentava até há poucos dias.
Tratado com carinho e respeito pelo venerável Ben­feitor, foi convidado a sentar-se entre nós, na condição de convidado especial.
O  irmão Glaucus, tomando a palavra, falou sucintamente:
Tratamos aqui de dar prosseguimento ao exame dos problemas que dizem respeito a Henriette-Marie e ao seu perseguidor, que agora se encontra recolhido em recinto de Amor, sob guarda de devotados servidores do Bem. Não ignoramos que o irmão Teofrastus foi defrontado por surpresa dolorosa com o resultado da má aplicação do tempo, passando a experimentar desde en­tão as consequências das atitudes espontaneamente to­madas. Sabendo-o ligado por profundos laços de afei­ção à sofredora, que lhe não pôde fruir a companhia nos últimos tempos, consideramos de bom alvitre con­duzi-lo até onde ela se encontrava, de modo a concertar planos em relação ao futuro e sustar, em definitivo, as maquinações da criminalidade até agora em desdobramento.
Mas, no momento — repostou o vingador, visivelmente conturbado —, não poderei aquiescer com quais­quer compromissos que objetivem afastar-me dos muros do meu campo de ação. Estou vinculado a uma pode­rosa Organização, e embora em posição de comando sou, por minha vez, comandado.
Insistimos em elucidar — replicou, seguro e cal­mo, o Benfeitor — que Chefe somente um há: Jesus, o Rei Sublime das nossas vidas, a Quem devemos as dádivas oportunas da evolução e do progresso atual, em nossa nova condição de viandantes da luz. Entre­gando-nos ao Seu comando afável, nenhuma força pos­suirá meios de alcançar-nos, porque sombra alguma, por mais densa, conseguirá suplantar a luz mais insignifi­cante, submetendo-a...
—   Somos, porém — revidou, algo indeciso —, doze Mentes Dominadoras, que nos encontramos submetidos a uma equipe de dez Magistrados que habitam Regiões Infernais, onde os mínimos desvios da Justiça recebem longas punições. Constituímos o grupo dos Doze... Na aplicação do nosso código selecionamos criminosos que alcançam, de nossas mãos, as primeiras correções, após o que são conduzidos para os presídios próprios, nas furnas, onde levantam as construções da Cidade da Fla­gelação... Ligamo-nos por processo mental especiali­zado e frequentemente somos convidados, por nossa vez, à prestação de contas, em minudentes relatórios verbais que são fiscalizados por técnicos competentes e apare­lhos sensíveis. Além disso, as minhas próprias razões me impedem tudo abandonar, para deixar-me arrastar por sentimentalismos mórbidos, renegando à felicidade em que me comprazo, sem conhecer, evidentemente, o que se espera de mim. Tudo me é muito fácil: bastar-me-á arrancar Henriette-Marie da masmorra carnal e retê-la comigo...
—   E olvida o amigo — explicou o irmão Glaucus — que desencarnando a nossa irmã, por constrição obses­siva, ela escapará das vossas mãos, por ter sido apres­sada a sua partida, sem que se possa responsabilizá-la por isso? Ignorais exatamente as «leis de fluídos» e os processos de «sintonia»? Esqueceis-vos de que toda vítima libra acima dos seus algozes? Além disso, consi­deremos que não podemos desprezar a opção do Senhor: isolá-la da vossa interferência por processos que nos es­capam à sagacidade, mas que pertencem à sabedoria.
Sim, não ignoro — aquiesceu —, mas a conjun­tura que se me apresenta é grave... Amo-a, sempre a amei. Na impossibilidade de possuí-la, como privar-me do seu amor?
—  Deixando-vos possuir — redarguiu, ameno, o Ben­feitor. — O amor é concessão que se manifesta com mil faces. Não podendo ser-lhe o esposo, conseguireis ser o amado, no seio materno, na condição de filho da alma e do coração. Fruir-lhe-eis a ternura das mãos e sugareis o leite vital do seu seio. Estareis no calor da sua devoção e os vossos olhos se demorarão mergulhados na luminosidade dos olhos que amam. Permutareis a grande noite da soledade pelo demorado meio-dia da convivência. Transfundireis todo sentimento de amargura em expres­são de dependência e fé. Derramareis o vaso do ódio, que se converterá em adubo de produção, no solo da compre­ensão e da afetividade. Por década de distância, um tempo sem fim de presença, de imorredoura constância.
—  E a lepra? — arguiu.
A lepra de que parece revestida — elucidou o Amigo Espiritual — é enfermidade simulacro, produzida pelas descargas constantes do seu perseguidor desencar­nado. Não desconheceis, amigo Teofrastus, o que conse­guem as forças fluídicas desencadeadas sob o impacto do ódio, e a absorção em longo processo obsessivo das ener­gias deletérias. De mente consumida pela perturbação que a si mesma se vem impondo, através das constantes transgressões às Leis de Justiça, nossa irmã sincronizou com o verdugo que a vítima e, amolentada pelas vibra­ções hipnóticas do seu antagonista, começou a experimen­tar as falsas impressões do Mal de Hansen — conforme desejo do seu inimigo —, sendo atirada ao presídio-hos­pitalar em que vive, em quase total abandono, para que a vindita se coroe da resolução final, que o sicário aguar­dava: o suicídio. Estamos, aliás, informados de que tal plano fora trabalhado pelo próprio amigo Teofrastus, que atenderá à. consulta que lhe formulara o algoz de Hen­riette, em espetáculo, no Anfiteatro, após ouvi-lo, em oca­sião passada, anos atrás...
—  Quê? — Gritou o infortunado. — Então, serei eu, o sabujo que ofereceu ao caçador a pista da destrui­ção da vítima?
—  Sim, meu amigo — afirmou, o prestimoso Men­tor. — Por isso só à Justiça Divina compete os casos da justiça. Disse Jesus: «Vós julgais segundo a carne (ou a aparência), eu a ninguém julgo», por conhecer Ele o nosso ontem e as perspectivas do nosso amanhã. Todo agressor inconsciente cai hoje ou mais tarde nas arma­dilhas da agressão.
E dando nova entonação à voz, que mantinha a se­renidade habitual, mas que se nos afigurava com expres­sões de energia, o irmão Glaucus aduziu:
—  Sob carinhosa assistência de passistas especiali­zados da nossa Esfera, e afastado para tratamento o seu perseguidor, Ana Maria recobrará forças psíquicas e or­gânicas, logo mais, recuperando-se algo rapidamente. A enfermidade regridirá em caráter miraculoso e ela conhe­cerá um pouco de lenitivo e esperança através do braço amigo de alguém que, também, se lhe vincula, disten­dendo na sua direção a aliança nupcial. Mergulhareis, logo após, o amigo Teofrastus e o vosso cômpar, para, no longo caminho a percorrer através da experiência car­nal, tudo recomeçar, refazer, regularizar.
—  E os meus débitos — interrogou — como me se­rão cobrados? Não posso desconhecer a extensão dos meus atos e sei das consequências que eles devem acar­retar.
       — Os nossos erros — referendou o irmão Glaucus — hoje ou mais tarde nos voltam em caráter de necessá­ria reparação. Adiar o reajustamento significa, também, aumentar os gravames que o tempo lhes acrescentará, impondo-nos mais elevada dose de sacrifício. Além disso, não nos cabe a presunção de antecipar o porvir. Entre­gues ao Senhor, o Senhor cuidará de nós, abrindo-nos os depósitos do Seu amor e enriquecendo-nos com as Suas bênçãos múltiplas. Para Ele não há perseguidor nem per­seguido, mas Espíritos enfermos em estados diferentes, caminhando por vias diversas na direção do Bem Infi­nito. Não ignoramos que o mal é somente ausência do bem e que à chegada deste aquele esmaece, porquanto só uma força existe: a do Amor triunfante!

 

QUESTÕES PARA ESTUDO E DIÁLOGO VIRTUAL

 

1.     Por que os médiuns não recordavam plenamente dos sonhos enquanto vivências de trabalho no mundo espiritual?
2.     Que tipo de temores Teofrastus teve diante da ideia de renunciar a organização que pertencia no umbral?
3.     Qual seria o planejamento de reencarnação para Teofrastus?
4.     Como entender a “lepra” que Ana Maria (Henriette-Marie) apresentava?

 
        Um abraço a todos!
        Equipe Manoel Philomeno

Qual sua opinião? - Trocando ideia - Desenvolva o tema

Oi, Galera.
A Bia compartilhou a seguinte ideia em um post dela no facebook.
Daí, achamos o assunto e as considerações bem legais pra trazer pra cá e conversarmos sobre ele.
Aguardamos a sua opinião e ideia sobre o assunto
Beijos e Abraços

"E aí, o que queremos com as mentiras?
Encurtar o assunto, evitar a fadiga, distorcer a verdade.. Não sei, fato é que todo mundo mente, mesmo que num grau mínimo.
Pensei nisso durante uns dias e resolvi fazer um teste comigo: "Não vou mentir em nenhum momento nos próximos dias".
Bom. Logo no início da semana, tive um jantar e mandei para a minha amiga o bom e velho "tô chegando". Mas eu ainda estava saindo do trabalho e levei uns 20 minutos para realmente estar no lugar. Menti? Analisei minha performance e julguei que nao. Eu estava quase lá mesmo e, em evento de amigos, 20 minutos não é atraso, é tolerância, né?
Uma hora depois, minha mãe ligou: "Oi, Bia, cadê vc? Custava avisar que ia chegar bem mais tarde?". Minha resposta: "Cheguei agora no jantar, mã. Ia te ligar". A palavra "agora" não era exatamente a melhor, mas não foi lorota de forma alguma. Teste ok, seguimos no game.
No escritorio, percebi que tinha esquecido meu fone de ouvido e eu costumo trabalhar com ele. Meio ruim ficar sem, então: "Alguem tem um fone sobrando? Esqueci o meu na outra bolsa". Eu estava na duvida se era na bolsa mesmo ou no carro, mas arrisquei a primeira opção, a mais provável. Tudo verdade, ainda que incerta.
Aí hoje, recebi uma mensagem: "o almoço tá de pé?". Eu tinha marcado outro almoço. Meu pensamento imediato foi de que, além desse projeto "mentira-zero na vida", eu deveria ter o projeto de usar mais o Google calendar. É maravilhoso, apita mesmo, tipo compromisso do Outlook no celular. Já estou usando. Respondi o whatsapp, falei a verdade e foi tranquilo - afinal, a gente tem que almoçar todo dia mesmo.
Nessa onda de teste, fiquei pensando e conlui que não mentir em 100% do tempo é louvável, admirável e igualmente impraticável por qualquer ser humano adulto. Até a pessoa mais franca do mundo, se for uma pessoa mais ou menos razoável, nao vai falar para a avó que a sopa dela é horrorosa, mesmo que seja realmente péssima.
A gravidade da mentira tem muito mais a ver com o nível de distorção da realidade e com a falta lealdade de quem mente do que com a verdade nua e crua. Mentir é odiável quando trai as expectativas daquele que ouve o metiroso. Acho que tem a ver com falsidade e maldade não necessariamente com a mentira em si. Complexo.
Bom, todo esse texto é apenas para compartilhar ideias mesmo. Ou talvez seja pq estou com insônia e vou tentar dormir agora ou talvez pq eu esteja muito pensativa e indignada por não ter encontrado o fone, que não estava nem na bolsa nem no carro. Mistério, viu."

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Alguns posts de comentario pelo face dela:
P. - Excelente texto. Muitas vezes não temos noção de quanto usamos deste recurso "mentirinha". Na verdade, acho que fazemos isto pois estamos sempre precisando satisfazer as expectativas de alguém. 
Quem usa muito deste artifício na verdade quer proteger outras pessoas e a si mesmo. É basicamente um comportamento instintivo. 
Só acho que, por usarmos tantas vezes as pequenas "proteções", acabamos por vez ou outra ultrapassar os limites e transformar uma mentirinha em uma mentira maior, que pode ter o resultado oposto ao que queremos e magoar mais ainda as outras pessoas do que se tivéssemos simplesmente dito a verdade. 
Nos cobramos muito mais do que devemos, acho que o correto seria sempre abrir totalmente o jogo, apesar de ser uma utopia por conta da própria natureza humana.
Afinal, qual o problema grave em, por exemplo, de vez em quando esquecer um almoço com um amigo ou um objeto? O amigo pode até ficar bravo, mas vai entender e a falta do objeto é facilmente solucionável.

V. - Kkk verdade 100℅ é até falta de educação! A mentira é classificada como agente do mal, qdo fere, qdo interfere. (...)

R. (...) "a gravidade da mentira tem muito mais a ver com o nível se distorção da realidade e com a falta de lealdade de quem mente"

M. ... tem um filme engraçado sobre esse assunto chamado "a invenção da mentira". Faz a gente pensar que a mentirinha tem uma função social importante hahaha veja lá

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

É justo as mulheres se aposentarem aos 65 anos, como os homens?

É justo as mulheres se aposentarem aos 65 anos, como os homens?

Ingrid Fagundez
Da BBC Brasil em São Paulo


Depois que sai do trabalho, a paulistana Agnes Milan, de 38 anos, pega os filhos na escola, prepara o jantar, põe os meninos na cama, limpa a casa e, já na madrugada, produz as tiaras que vende a R$ 5 na avenida Paulista, em São Paulo.

Dorme às 2h. Acorda às 5h. Seu marido não participa da maioria das tarefas - e ela diz não entender por que poderá ter que se aposentar da mesma forma que um homem.
"Nós trabalhamos fora e dentro de casa. Temos que ser mãe, esposa, companheira. As responsabilidades são maiores."
A dúvida de Agnes é compartilhada por muitas brasileiras.
Igualar a idade de aposentadoria e o tempo de contribuição entre homens e mulheres é um dos pontos da proposta de Reforma da Previdência anunciada pelo governo. Em discussão na Câmara dos Deputados, o texto estabelece um mínimo de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição para ambos os sexos.
Hoje, os números são menores para elas: 30 anos de contribuição ou 60 anos de idade contra os 35 anos de contribuição ou 65 de idade dos homens.
O argumento do governo Michel Temer é que as mulheres vivem mais - em média até os 79,1 anos -, e acabam recebendo o benefício por mais tempo. Estabelecer os mesmos limites corrigiria essa distorção.
A justificativa oficial não é consenso entre especialistas. Defendida por parte dos economistas como medida necessária para amenizar o rombo previdenciário, é considerada por outros como ameaça à qualidade de vida das mulheres.
A BBC Brasil conversou com os dois lados. Ambos reconhecem a posição mais vulnerável da mulher no mercado de trabalho, mas discordam na hora de dizer se mexer na Previdência é a melhor forma de atenuar essas disparidades.

Lógica da solidariedade
Para os críticos à proposta do governo, estabelecer os mesmos critérios previdenciários significa aumentar a desigualdade entre os sexos. Eles dizem que não é possível partir do pressuposto de que homens e mulheres têm direitos iguais - e aí cobrar os mesmos deveres.
Números do IBGE mostram a diferença no mercado de trabalho. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios) de 2015, as brasileiras trabalham mais, ganham menos e ocupam vagas piores.
Permitir a aposentadoria mais cedo, dizem esses especialistas, seria um jeito de amenizar as diferenças.
"Estamos quebrando a lógica da solidariedade. Você não tem um grau de cooperação só entre as gerações novas e antigas, mas entre homens e mulheres. Elas têm uma inserção no mercado muito mais instável. Evidentemente a maternidade dificulta", diz a economista do trabalho e professora da UFRJ (federal do Rio) Lena Lavinas.
A extensão da jornada é uma das principais discrepâncias citadas.
Ainda de acordo com os dados do IBGE, as brasileiras trabalham, em média, 55 horas por semana, incluindo os afazeres domésticos. Os homens dispendem 50,5 horas.
Baseadas nesse parâmetro, acadêmicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) produziram um artigo em que defendem que equiparar as regras de acesso à Previdência fará a mulher trabalhar mais.
Segundo seus cálculos, a cada ano as mulheres trabalham, em média, 12% a mais do que os homens. De acordo com a lógica, um tempo mínimo de contribuição de 25 anos, como propõe a reforma do governo, representaria 28 anos de trabalho para as brasileiras.
A mestranda Fernanda Félix e as professoras Luana Myrrha e Cristiane Corrêa escreveram ainda que o desconto de cinco anos concedido hoje nas regras "ainda é insuficiente para compensar a dupla jornada".
Para a economista e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Hildete Melo, a matemática da expectativa de vida, segundo a qual as mulheres são privilegiadas porque vivem mais, é enganosa. O cálculo não só exclui as tarefas domésticas, diz a professora, como ignora a reprodução.
"Além de carregarmos um filho na barriga, quando ele coloca a cabeça no mundo é tudo responsabilidade feminina", diz Melo, editora da revista Gênero, da UFF, onde o trabalho será publicado.

Filhos e salários menores
Ser a principal responsável pelas crianças também prejudica as brasileiras na busca e na manutenção do emprego, afirma Melo.
Em 2015, havia cerca de 54 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho - 69% eram mulheres.
A professora diz que a grande presença feminina no mercado informal também é alimentada pela dificuldade de conciliar família e carreira.
Desempregada há um ano, Elineia de Moura, de 27 anos, perdeu várias entrevistas porque o filho estava doente. Enquanto não arranja uma vaga, "se vira" como pode.
"Faço bolo, faço torta, lavo para fora. Troco com as vizinhas a roupa que não serve mais, troco arroz por açúcar. A gente vai se virando."
Temendo deixar os filhos com desconhecidos enquanto o marido procura emprego, a vendedora Agnes Milan prefere não ter carteira assinada. Assim pode escolher seus horários e faltar quando for preciso.
"Tenho um menino de três anos e uma menina de quatro. Por eles, não aceito algo fixo. Se ficam doentes, vou prejudicar os patrões. Quem nessa crise vai querer isso?"
Sem registro, nem Elineia nem Agnes contribuem para o INSS. Esse dinheiro faria muita falta, dizem.

Vulnerabilidade
Com tantas mulheres às margens da formalidade, o risco de serem maioria entre os que não conseguem se aposentar é grande, afirma Jorge Félix, professor convidado do USP e autor de vários livros sobre o tema.
Segundo ele, a chance delas terem um emprego formal cai a partir dos 25 anos.
"Os dados mostram que a vulnerabilidade da mulher vai aumentando de acordo com a idade. Aos 60 anos, só 10% estão no formal. O fato de igualar as idades mínimas intensifica esse problema, e cresce o risco de ela não se aposentar."
Mesmo que recebam o benefício no futuro, o tipo de posto e os salários são problemáticos no presente, dizem os especialistas.
A professora Hildete Melo, da UFF, lembra que um dos bolsões do emprego feminino é a função de doméstica.
"Ainda é uma das principais formas de trabalho das brasileiras. 93% das empregadas são mulheres."
Melo destaca ainda a área de serviços, que recebeu muitas mulheres durante sua expansão nos governos petistas e é marcada por salários de até 1,5 salário mínimo. Elas se tornaram cabeleireiras, manicures, auxiliares de limpeza, às vezes entrando no mercado formal por meio desses cargos.
Ao ocupar postos menos prestigiados, a vulnerabilidade das mulheres aumenta, diz Maria Rosa, socióloga e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.
"São pessoas que estão à beira do formal. Grande parte do tempo elas ficam na informalidade, sem direito a auxílio desemprego e outros benefícios."
Parte da "legião de manicures" citada por Rosa, Naelma Lima tem 26 anos e só contribui para a Previdência há um ano.
Ela tem um pequeno salão com a tia e paga como MEI (Microempreendedor Individual) um valor para o INSS de R$ 50 mensais. O que a atraiu foi o fato de ter algum seguro, como pensão por morte ou aposentadoria por invalidez, já que sua profissão não lhe dá garantias.
"É um ofício em que a pessoa sente muita dor nos braços, tem tendinite, não dá para ficar muito tempo."
Além de não oferecerem proteção às trabalhadoras, essas vagas pagam mal, o que joga a média salarial para baixo. Segundo o IBGE, a mulher recebe, em média, 76% do rendimento dos homens. No mercado informal é ainda menos: 68%.
Elas também aceitam pagamentos menores para a mesma função, acrescenta a professora de economia da PUC-SP Anita Kon. O motivo? Os filhos.
"Está aumentando o número de famílias que são chefiadas por figuras femininas. E isso agrava a situação, porque elas ficam sozinhas com as crianças e então aceitam trabalho com menor remuneração, sem carteira. Não podem ter muitas exigências."

Corrigir pela Previdência?
A professora Anita Kon faz parte do grupo de economistas que considera necessário ter regras únicas para todos. Para ela, se a reforma não for posta em prática, nenhum brasileiro vai receber sua aposentadoria.
"O que a gente debate agora não é o mundo que gostaríamos de ter, mas o mundo que a gente consegue ter para a Previdência se efetivar. Cada membro da sociedade vai perder alguma coisa."
Ela concorda que as mulheres podem ser mais prejudicadas, dadas as desvantagens citadas acima, mas não acha que mudar a idade mínima vá solucionar o problema. A maneira mais adequada, diz, seria por meio de políticas públicas, como o aumento do auxílio-maternidade ou a melhora do sistema de creches.
As diretrizes empresariais também precisariam ser repensadas, opina o professor da FEA-USP José Roberto Savoia, para que as profissionais fossem mais valorizadas.
Savoia considera a equalização entre os sexos não só necessária, mas razoável.
Ele explica que a renda menor das mulheres é compensada por sua maior expectativa de vida. Enquanto elas ganham 24% menos dos que os colegas homens, costumam receber o benefício por um tempo 25% maior - a média deles é de 16 anos após a aposentadoria e a delas, 21 anos.
"Elas acabavam recebendo por um prazo extremamente longo. Dessa forma, você produz um maior equilíbrio da renda dos dois sexos."
Savoia destaca a importância de políticas públicas que promovam as mesmas oportunidades de carreira. Caso não haja um compromisso do governo de diminuir os prejuízos para o público feminino, ele vê um quadro social desfavorável para a mulher.

Envelhecimento
Para parte dos entrevistados, esse cenário desfavorável consistiria em brasileiras que, trabalhando mais e em condições ruins, teriam menos filhos. Isso aceleraria o envelhecimento populacional do país e repercutiria na própria Previdência - com mais idosos exigindo a aposentadoria e menos jovens ativos para mantê-la.
"Vai ser um tiro no pé. Com a aprovação da reforma, as mulheres já terão menos filhos do que estão tendo, porque vão ter a perspectiva de trabalhar sem parar e até de não se aposentar", diz Jorge Felix.
Segundo dados do IBGE, a taxa de fecundidade no país no ano passado era de 1,72 filho por mulher. A partir de 2010, o indicador começou a se aproximar dos de países desenvolvidos. Hoje, fica pouco acima da taxa de fecundidade total dessas nações entre 2010 e 2015: 1,67.
Os filhos da vendedora Agnes Milan poderiam ter sido dois a menos nessa conta. Se tivesse que escolher hoje, a vendedora não sabe se teria engravidado. A primeira gravidez foi desejada. Na segunda, em 2012 e com a crise se aproximando, chorou por três dias logo após fazer o teste.
Mais do que a vida reprodutiva das mulheres, as transformações na Previdência podem devolvê-las mais cedo ao lar, opina a economista e professora da UFRJ Lena Lavinas.
Com mais brasileiros não conseguindo se aposentar ou na labuta até idade avançada, são elas que cuidarão dos maridos e pais na velhice, diz a professora.
Agnes diz se identificar com a situação.
"Vou ter três crianças em casa, incluindo meu marido, que tem 65 anos. Ele não consegue um emprego. Vou precisar cuidar dele também, porque com a ajuda do governo não dá para contar. Tudo vai depender de mim", afirma, enquanto continua colando miçangas na tiara em produção.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 19 de dezembro de 2016.

Claudia Sampaio* comenta


A Reforma da Previdência é um dos assuntos em pauta no Brasil nos dois últimos meses e, por endurecer as regras atuais, a mesma tem sido bastante criticada por muitos setores da sociedade.
Dentre as várias mudanças propostas, tais como o direito à aposentadoria integral e as mudanças nos pagamentos das pensões, a equiparação da idade mínima (65 anos) e o mesmo tempo de contribuição (25 anos) entre homens e mulheres é um dos pontos de discordância entre especialistas e interessados. Justamente, é a pergunta que nos faz Ingrid Fagundez, no texto em apreciação: É justo as mulheres se aposentarem aos 65 anos, como os homens?
Seria fácil este cálculo, se a sociedade brasileira fosse baseada na igualdade de gêneros, na solidariedade e na dignidade. Infelizmente a lógica não é assim tão simples em um país como o Brasil, onde a desigualdade social impera; onde os salários e cargos são diferenciados entre homens e mulheres e onde as tarefas domésticas e a criação de filhos ainda, culturalmente, são ofícios maternos dando às mulheres horas de trabalho a mais em prol da família.
O certo é que, segundo nos ensina a Doutrina Espírita, viver em sociedade é uma das condições necessárias aos Espíritos para a nossa evolução. Assim nos instrui o Comentário de Kardec na resposta à questão 768, sobre viver em sociedade, em O Livro dos Espíritos“Nenhum homem dispõe de faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.”
Kardec ainda nos ensina que uma sociedade civilizada é aquela que se encontra generosa, benevolente e justa, livre de preconceitos e privilégios, com valores morais e intelectuais predominantes, “...e por fim, em que todos os homens de boa vontade estejam sempre seguros de não lhes faltar o necessário.” (Comentário à questão 793, O Livro do Espíritos.)
O que fazer então para reverter esta dicotomia atual? Tanto a professora Anita Kon quanto Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisa da direção técnica do Dieese, nos direcionam para uma saída necessária.
Mencionada na notícia da Da BBC Brasil, Anita Kon esclarece que "o que a gente debate agora não é o mundo que gostaríamos de ter, mas o mundo que a gente consegue ter para a Previdência se efetivar. Cada membro da sociedade vai perder alguma coisa." Ela concorda que as mulheres podem ser mais prejudicadas, mas não acha que mudar a idade mínima vá solucionar o problema. A maneira mais adequada, diz, seria por meio de políticas públicas, como o aumento do auxílio-maternidade ou a melhora do sistema de creches.
Já Patrícia Pelatieri aponta que o mercado de trabalho e a sociedade ainda são desiguais para a mulher e assinala que a Previdência deve ir além dos cálculos: “É perigoso transformar tudo em contas que têm de fechar. No papel, é cálculo exato, mas o que tem de se olhar não são só números. São pessoas que devem viver com dignidade na vida ativa e na velhice.”
A verdade é que a solução está longe de ser racionalizada. Por habitarmos em um planeta de expiações e provas, tudo fica mais dificil devido ao nosso próprio livre-arbítrio. Fazemos as escolhas baseadas no nosso egoísmo, orgulho e vaidade. Somos individualistas. Deixamos sempre a caridade para ser feita amanhã. É necessário reconhecermos que formamos o povo brasileiro e, obrigatoriamente, deixar de colocar nas mãos dos governantes o desejo de mudanças das enfermidades do nosso país.
O certo é que a experiência e o esforço pessoal são duas alavancas das quais não conseguiremos fugir para mudarmos a nossa sociedade e evoluirmos espiritualmente, portanto façamos de Jesus Cristo o nosso valioso exemplo. Ele viveu em uma sociedade repleta de problemas, como nós. No entanto, Ele não se isolou, fez sim a diferença pelos diversos locais por onde passou. Que sejamos capazes de fazer esta diferença também!

Fontes de pesquisa:
* Claudia Sampaio é espírita e colaboradora do Espiritismo.net.

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1º Congresso Espírita Léon Denis - Tema Central: O Futuro do Espiritismo - RJ/RJ

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Qual é o Futuro do Espiritismo?

O Centro Espírita Léon Denis convida a todos os companheiros do Movimento Espírita para o  Congresso Espírita Léon Denis.

No evento haverá o lançamento de uma obra inédita de Léon Denis em Língua Portuguesa: "O Futuro do Espiritismo", que a Editora Celd tem a satisfação de editar ao público brasileiro.

Para falar sobre esse tema, teremos a presença dos congressistas: André Trigueiro, Cezar Said, Nadja do Couto Valle e Suely Caldas Schubert.

Participação musical: Anatasha Meckena.

Você poderá se inscrever no site:www.edicoesleondenis.com.br

Há duas modalidades de inscrição:

Básica: R$ 35,00 (ingresso)

Especial: R$ 50,00 (ingresso + o livro inedito de Léon Denis)

Inscrições também poderão ser realizadas nos caixas da livraria do Centro Espírita Léon Denis.

Local: Museu Militar Conde de Linhares, em São Cristóvão, Rio de Janeiro.

Horário: das 8h às 17h15min

Garanta já a sua inscrição, vagas limitadas!

Mais informações (21) 2452-7700
www.celd.org.br
 — com André TrigueiroCezar Braga SaidSuely Caldas Schubert e Anatasha Meckenna.

Capacitação Doutrinária nos Estados Unidos - Texas e Califórnia

Capacitação Doutrinária nos Estados Unidos

A Federação Espírita Brasileira e a Federação Espírita dos Estados Unidos promovem Capacitação Doutrinária Espírita que acontecerá entre os dias 4 e 12 de fevereiro, no Texas e na Califórnia (EUA), com Fátima Guimarães e Marta Antunes, diretora e vice-presidente da FEB, respectivamente. A programação conta com palestras e mini-seminários. Saiba mais: (61) 2101-6161

Workshop com Divaldo Franco - RN

Workshop com Divaldo Franco

A Federação Espírita do Rio Grande do Norte promove Workshop com Divaldo Franco sobre o tema de seu livro Perturbações Espirituais. Acontecerá dia 19 de fevereiro, das 8h às 13h, no Centro de Convenções Ponta Negra (RN). Informe-se: www.fern.org.br

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Qualificação de Trabalhadores do Atendimento Espiritual - BH/MG

qualificação de trabalhadores do atendimento espiritual - uem

Qualificação de Trabalhadores do Atendimento Espiritual

A União Espírita Mineira promove curso de Qualificação de Trabalhadores do Atendimento Espiritual no dia 11 de fevereiro, das 12h30 às 18h30. Serão abordados temas como atendimento fraterno, passe e irradiação, explanação do Evangelho e Evangelho no lar. Saiba mais em http://www.uemmg.org.br/eventos/qualificacao-de-trabalhadores-do-atendimento-espiritual ou pelo e-mail secretariafemg@uemmg.org.br

6º Congresso Britânico de Medicina e Espiritualidade - Tema central: “O amanhecer da nova era na medicina”


6º Congresso Britânico de Medicina e Espiritualidade

A União das Sociedades Espíritas Britânicas (BUSS) promove o 6º Congresso Britânico de Medicina e Espiritualidade que ocorrerá nos dias 11 e 12 de novembro sobre o tema central “O amanhecer da nova era na medicina”. Receberá os oradores Jorge Daher, Jim Tucker, Marcelo Saad, Chris Roe, Andrew Powell, Alexander Moreira, Eunice Minford, Decio Iandoli, Peter Fenwick e Sarah Eagger para palestras e debates. Saiba mais detalhes em www.medspiritcongress.org ou booking@medspiritcongress.org

Mednesp 2017

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Mednesp 2017

O Rio de Janeiro receberá entre os dias 14 e 17 de junho o “Mednesp 2017” que reúne debates em torno dos temas ciência, saúde e espiritualidade com os expositores Alberto Almeida, Andrei Moreira, Décio Iandoli, Gilson Luiz Roberto, Irvênia Prada, Roberto Lúcio Vieira, Sérgio Lopes e mais 120 convidados de todo o país. Divaldo Franco estará como convidado especial. O Mednesp é uma realização da Associação Médico-Espírita do Brasil. Saiba mais: www.mednesp2017.org.br

2º Congresso da Juventude Espírita da Bahia

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Congresso da Juventude Espírita da Bahia

O 2º Congresso da Juventude Espírita da Bahia acontecerá nos dias 21, 22 e 23 de abril abordando o tema central “O saber espírita e a juventude”. Saiba mais detalhes em www.feeb.org.br

Confraternização dos Jovens Espíritas de Mato Grosso - CONJEMAT 2017

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CONJEMAT 2017

A Confraternização dos Jovens Espíritas de Mato Grosso de 2017 acontecerá entre os dias 25 e 28 de fevereiro em Araputanga (MT). O encontro é voltado para jovens espíritas com idade de 13 a 21 anos e terá temática central “Estação despertar”. Saiba mais em www.feemt.org.br

Intercâmbio de Trabalhadores da Arte no Movimento Espírita - Porto Alegre/RS

2º intercâmbio de trabalhadores da arte no movimento espírita - fergs

Intercâmbio de Trabalhadores da Arte no Movimento Espírita

Porto Alegre (RS) receberá o 2º Intercâmbio de Trabalhadores da Arte no Movimento Espírita no dia 4 de março, na sede da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Saiba mais detalhes em: www.fergs.org.br ou (51) 3224-1493.

E, aí! Já leu?!



Livro: Constelação Familiar
Autor: Joanna de Angelis, psicografado por Divaldo Franco
O destino da sociedade está indissoluvelmente ligado ao destino da família, pois esta constitui a base, o alicerce onde se inicia a experiência da fraternidade universal.
Nesta maravilhosa obra, Joanna de Ângelis nos oferece, através de trinta temas, profundas reflexões sobre o mecanismo de desenvolvimento espiritual e moral do ser humano, destacando o valor e a importância da família.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Você sabia?! (4)


Vozes Interiores reflexões - Errar é humano


Você sabia?! (3)


Vozez Interiores reflexões - Depressão


Você sabia?! (2)


Vozes Interiores reflexões - Inveja


Você sabia?!


Vozes Interiores reflexões - Azedume e irritação



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

REVISTA ESPIRITA - outubro/1863 - REAÇÃO DAS IDEIAS ESPIRITUALISTAS.

REVISTA ESPIRITA
JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
OUTUBRO 1863

REAÇÃO DAS IDEIAS ESPIRITUALISTAS.

Há um século a sociedade era trabalhada pelas idéias materialistas, reproduzidas sob todas as formas, traduzindo-se na maioria das obras literárias artísticas; a incredulidade era moda, era do bom tom ostentar a negação de tudo, mesmo de Deus. A vida presente, eis o positivo; fora disso tudo é quimera e incerteza; vivamos, pois, o melhor possível, e depois advenha o que advier. Tal era o raciocínio de todos aqueles que pretendiam estar acima dos preconceitos, e se chamavam por essa razão espíritos fortes; era, é preciso nisso convir, o de maior número, daqueles mesmos que davam o movimento à sociedade e estavam encarregados de conduzi-la, e cujo exemplo devia, necessariamente, ter uma grande influência. O próprio clero sofria essa influência; a conduta privada ou pública de muitos de seus membros, em completo desacordo com seus ensinos e os do Cristo, provava que não acreditavam naquilo que pregavam, uma vez que, se acreditassem firmemente na vida futura e nos castigos, teriam negligenciado menos os interesses do céu pelos da Terra.
Tinham-se, pois, procurado todas as bases das instituições humanas na ordem das coisas materiais; no entanto, acabou-se por reconhecer que faltava, a essas instituições, um ponto de apoio sólido, desde que aqueles, que pareciam melhor assentados, desmoronavam em um dia de tempestade; que as leis repressivas mascaravam os vícios, mas não tornavam os homens melhores. Qual era esse ponto de apoio? Aí está a questão; mas procurava-se, e alguns acabaram por acreditar que Deus poderia bem estar, por alguma coisa, no Universo. Depois alguns espíritos fortes começaram a ter medo, por não mais rirem do futuro senão de lábios, dizendo a si mesmos: Pretende-se que tudo acaba com a morte; mas que disso sabem, em definitivo, aqueles que o afirmam? isso não é, além do mais, senão a sua opinião. Antes de Cristóvão Colombo acreditava-se também que não havia nada além do Oceano; se, pois, houvesse alguma coisa além do túmulo? no entanto, seria interessante sabê-lo; porque, se há alguma coisa, é preciso que todos nós a passemos, uma vez que todos nós morreremos? Como se está ali? está-se bem? está-se mal? A questão é importante, e a ser considerada. Mas se nós sobrevivemos, isso não é nosso corpo seguramente; temos, pois, uma alma? A alma não seria, pois, uma quimera? Então essa alma, como é ela? de onde vem? para onde vai?
Daí uma vaga inquietação se apoderou dos mais fanfarrões em presença da morte; estavam pronto a procurar, a discutir; depois, reconhecendo que, o que quer que fosse, não se estava jamais completamente bem sobre a Terra, que nela se estava às vezes muito mal, lançavam seus objetivos e esperanças sobre o futuro. Todas as coisas extremas têm sua reação, quando não estão na verdade; só a verdade é imutável. As idéias materialistas tinham chegado ao seu apogeu; então, percebeu-se que elas não davam o que delas se esperava; e deixavam o vazio no coração; que abriam um abismo insondável, do qual se recuava com pavor, como diante de um precipício; daí uma aspiração para o desconhecido, e, consequentemente, uma reação inevitável para as idéias espiritualistas, como única saída possível.
É essa reação que se manifesta há alguns anos; mas o homem chegou a um dos pontos culminantes da inteligência; ora, nessa idade em que a faculdade de compreender é adulta, não pode mais ser conduzido como na infância ou na adolescência. O positivismo da vida ensinou-o a procurar, dizemos nós, tornou-lhe necessário o por quê e o como de cada coisa, uma vez que, no nosso século matemático, se tem necessidade de se dar conta de tudo, de tudo calcular, de tudo medir, para saber onde se põe o pé. Quer-se a certeza, senão material, pelo menos moral, até na abstração; não basta dizer que uma coisa é boa ou má, se quer saber por que ela é boa ou má, e se há razão ou não de prescrevê-la ou proibi-la; eis porque a fé cega não tem mais curso em nosso século racional. Pede-se mais que ter a fé, se a deseja, dela se tem sede hoje, porque é uma necessidade; mas se quer uma fé raciocinada. Discutir sua crença é uma necessidade da época, à qual é preciso, de bom grado ou malgrado, se resignar.
As idéias espiritualistas respondem bem às aspirações gerais, são preferidas ao ceticismo e à idéia do nada, uma vez que se sabe, instintivamente, que elas estão na verdade, mas não satisfazem senão imperfeitamente, porque deixam ainda a alma no vago, e que sozinhas são impotentes para darem a solução de uma multidão de problemas. Ó simples Espiritualista está na posição de um homem que percebe o objetivo, mas que não sabe ainda por qual caminho para a ele chegar, e que encontra escolhos sobre seus passos. Eis por que, nestes últimos tempos, um tão grande número de escritores e de filósofos trataram de sondar esses misteriosos arcanos, porque tantos sistemas foram criados tendo em vista resolver as inumeráveis questões permanecidas insolúveis. Que esses sistemas sejam racionais ou absurdos, nisso não testemunham menos as tendências espiritualistas da época, tendências das quais não se faz mais mistério, que não se procura esconder, da qual se faz glória, ao contrário, como outrora se glorificava de sua incredulidade. Se todos esses sistemas não chegaram à verdade completa, é incontestável que vários dela se aproximaram ou a roçaram, e que a discussão que dela foi a conseqüência, preparou o caminho dispondo os espíritos a essa espécie de estudo.
Foi nessas circunstâncias, eminentemente favoráveis, que chegou o Espiritismo; mais tarde, foi chocar-se contra o materialismo todo-poderoso; num tempo mais recuado, teria sido abafado pelo fanatismo cego. Apresenta-se no momento em que o fanatismo, morto pela incredulidade que ele mesmo provocou, não lhe pode opor mais barreira séria, e onde está fatigado pelo vazio deixado pelo materialismo; num momento em que a reação espiritualista, provocada pelos próprios excessos do materialismo, se apoderou de todos os espíritos, onde se está à procura das grandes soluções que interessam ao futuro da Humanidade. Foi, pois, nesse momento, que veio resolver esses problemas, não por hipóteses, mas por provas efetivas, dando ao Espiritualismo o caráter positivo único que convém à nossa época. Nele se acha o que se procura, e o que não se encontrou em outra parte: eis porque é aceito facilmente. Milhares de órgãos traçaram-lhe, e lhe traçam ainda, o caminho, semeando parte por parte as idéias que professa; não é preciso crer que não haja, nesse caso, senão as obras sérias, lidas por um pequeno número de eruditos! Notai quanto, sob uma forma leve, a do romance ou do folhetim, os pensamentos espíritas são abundantes neste momento: por aí eles penetram por toda a parte, mesmo entre aqueles que menos pensam neles; são tantos germes latentes que eclodirão quando a grande luz lhes tiver vindo, porque estarão familiarizados com as idéias novas.
Um dos princípios mais importantes do Espiritismo, sem contradita, é o da pluralidade das existências corpóreas, quer dizer, da reencarnação, que os céticos confundem, voluntariamente ou por ignorância, com o dogma da metempsicose. Sem esse princípio choca-se com tantas dificuldades insolúveis, na ordem moral e fisiológica, que muitos filósofos modernos foram conduzidos a ele pela força do raciocínio, como a uma lei necessária da Natureza; tais são Charles Fourier, Jean Reynaud, e muitos outros. Este princípio, discutido hoje abertamente por homens de um grande valor, sem serem por isso Espíritas, tem uma tendência manifesta a se introduzir na filosofia moderna; uma vez de posse dessa chave, ele verá abrirem-se diante dela horizontes novos e as dificuldades, as mais difíceis, se aplainarem como por encanto; ora, ela não pode deixar de chegar aí; a isso será conduzida pela força das coisas, porque a pluralidade das existências não é um sistema, mas uma lei da Natureza, que ressalta da evidência dos fatos.
Sem sertão nitidamente formulado como em Fourier e Reynaud, nem erigido em doutrina, o princípio da pluralidade das existências se encontra agora numa multidão de escritores, e daí em todas as bocas; de sorte que se pode dizer que está na ordem do dia, e tende a tomar lugar entre as crenças vulgares, embora, em muitos, preceda o conhecimento do Espiritismo; é uma conseqüência natural da reação espiritualista que se opera neste momento, e à qual o Espiritismo vem dar um poderoso impulso. Para as citações, não teríamos senão o embaraço da escolha, nos limitamos à passagem seguinte de um dos últimos romances da senhora George Sand: Mademoiselle de La Quintinie; obra filosófica notável, colocada no índex pela corte de Roma, assim como a Revista dos Dois Mundos, que a publicou em seus números de 1e 15 de março, abril e maio de 1863. Nesta passagem, trata-se de um padre muito culpado, levado ao arrependimento, à reparação e à expiação terrestres pelos severos conselhos de um laico que lhe disse, entre outras coisas, isto:
"Passastes a idade das paixões, dizeis!... Não, porque entrais na das vinganças e das perseguições. Guardai-vos disso! Qualquer que seja, no entanto, a vossa sorte entre nós, vereis clarear um dia além do túmulo, e como não creio mais nos castigos sem fim, quanto nas provas sem frutos, vos anuncio que nos reencontraremos em alguma parte onde nos entenderemos melhor em lugar de nos combatermos; mas, não mais do que vós, não creio na impunidade do mal e na eficácia do erro. Creio que expiareis o endurecimento voluntário de vosso coração por grandes dilaceramentos de coração em alguma outra existência. Não teríeis, no entanto, senão que reentrar no caminho direto da felicidade progressiva, porque estou certo de que se pode tudo resgatar desde esta vida. A alma humana está dotada de magníficos poderes de arrependimento e de reabilitação. Isto não é contrário aos vossos dogmas, e vossa palavra de contrição disse muito."
Num próximo artigo examinaremos a obra do Sr. Renan sobre a vida de Jesus, e mostraremos que, apesar das aparências e com o desconhecimento do autor, é ainda um produto da reação espiritualista. O materialismo inutilmente proclama o nada, sacode em vão o círculo da lógica e da consciência universal que a encerra, seus últimos gritos são abafados pela voz que lhe grita dos quatro cantos do Mundo: "Temos uma alma imortal!" Mas em proveito de quem será a reação? É o que um futuro, que não está longe, nos ensinará.
À espera de que falemos da obra do Sr. Renan, recomendamos com instância aos nossos leitores uma pequena brochura, onde a questão nos parece encarada de um ponto de vista muito racional, e que contém observações muito judiciosas sobre essa delicada questão. É intitulada: Reflexões de um ortodoxo da Igreja grega sobre a Vida de Jesus, pelo Sr. Renan. (Casa dos Srs. Didier e Cia. Preço, 50 cent.)
 Enviado por: "Joel Silva"