sábado, 6 de maio de 2017

Reflexão

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Mural reflexivo: Opção Importante


Opção importante

    

     Você já estourou pipoca que não tenha sido no micro-ondas? Se já o fez, deve ter observado a bela transformação do milho duro em pipoca macia.

     Imagine o milho, fechado dentro da panela, sentindo cada vez mais o ambiente ficar quente. Deve pensar que a sua hora chegou: vai morrer.

     Dentro de sua casca dura, fechado em si mesmo, ele não pode supor destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. Não faz ideia do que é capaz.

     Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece e ele aparece como uma outra coisa, completamente diferente: pipoca branca e macia.

     *  *   *

     Podemos nos comparar ao milho de pipoca. Somos criaturas duras, quebra-dentes, insensíveis, incompreensíveis. Tantas vezes, com uma visão distorcida da vida, sem valores reais.

     Também passamos por transformações quando passamos pelo fogo. É a dor. São situações que nunca imaginamos vivenciar. Pode ser um fogo de fora: um amor que se vai, um filho que adoece gravemente, o emprego perdido, a morte de um amigo, de um irmão.

     Pode ser um fogo de dentro, cuja causa demoramos para descobrir e que nos atormenta por largo tempo: medo, ansiedade, depressão, pânico.

     Enquanto estamos sofrendo a ação incômoda do fogo, desejamos ardentemente que ele se apague, a fim de que tenhamos repouso das dores.

     Contudo, sem tal sofrimento não acontecerá a grande transformação. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.

     São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser está ótimo.

     Por sua vez, existem pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Acham que não pode existir nada mais maravilhoso do que o jeito delas serem.

     A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. Essas podem ser comparadas ao piruá, aquele milho que se recusa a estourar e fica no fundo da panela, depois do alegre estouro da pipoca.

     Lamentavelmente, essas criaturas não se permitem transformar na flor branca e macia para dar alegria a alguém. Não desejam se tornar mais maleáveis, doces, amorosas.

     Perdem a chance de conquistar amizades que poderiam, logo mais, se solidificar em amores para o futuro risonho.

     Ser piruá ou pipoca estourada - eis uma opção. Os que desejamos ser felizes e fazer a ventura dos que nos cercam, aceitamos as lições das dores, tornando-nos mais afáveis, gentis no trato, ponderados no falar. Aprendemos a usar a empatia, a fim de compreendermos as dores alheias.

     *   *   *

     Na pauta das atividades do amigo da cruz, entre as criaturas humanas, destacam-se os seus labores junto aos padecentes de todos os matizes.

     Com Ele, todo e qualquer sofrimento achará o remédio, os sofredores encontrarão o necessário amparo e a vida de todos terá a luz e o rumo dos quais careçam, para a completa ventura dos dias futuros.

      

      Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada e pensamentos

finais do cap. 11, do livro Vida e mensagem, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor,

psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Entrevista Completa - Divaldo Franco no Jô - 02/09/2016


Suely Caldas Schubert Reflexões sobre assédios espirituais organizados


Programa Transição 208 - os animais e o mundo espiritual


Os animais e a vida espiritual


Minha Nada Mole Encarnação - Cachorro tem alma?


Neurologia da Percepção - Nubor Facure

 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Nosso Pensamento Cria a Vida Que Procuramos - Haroldo Dutra Dias

 

Qual sua opinião? - Consumismo, supérfluo, necessário e...

A Renata, pelo facebook, fez a colocação abaixo acerca de como nos comportamos quanto ao supérfluo e ao necessário.
Assim, a proposta é você colocar sua opinião sobre o consumismo, o supérfluo, o necessário e  que mais você achar, desenvolvendo o tema dentro da visão espírita.
Boralá desenvolver o tema?
Beijos e abraços
A redação da Renata:
“Hoje, em conversa "profunda" com minha amiga que, orgulhosamente, vai realizar um sonho antigo de fazer intercâmbio (arrasa, P. Y.), chegamos à seguinte pergunta: para onde foi todo o dinheiro que recebemos nos últimos anos?
Sei lá, difícil responder. Eu, consumista recém-assumida e péssima em matemática, não soube calcular minhas entradas e gastei meu dinheiro com... com o que, mesmo?
Não foi com carro descolado, com viagens ostensivas, com jóias legítimas ou com cursos internacionais. Não foi com depilação definitiva (quero muito), com tratamentos de estética, com remédios dermatológicos ou com passeios gastronômicos.
Foi com o que, Deus?
Até que eu olhei para mim e, lá estava eu, "montada" com minhas últimas aquisições: botinha de inverno, calça social, celular da "moda" (aff) e cabelos sedosos com mechas douradas.
Analisando minha própria imagem, fiquei levemente envergonhada por negar para a minha terapeuta que eu era consumista. Compulsão por comida, ok. Compulsão por compras? Jamais!
Até que chega a fatura do cartão. SENHOR, pra que tanto Uber se eu sempre me virei com o Terminal Sto. Amaro?
E aí vem a conta do celular. GENTE, pra que tantos pacotes adicionais de Internet se eu sempre sobrevivi com WhatsApp ilimitado?
Sei que cada um tem suas prioridades, e julgar o que é ou não necessário para ser feliz é um pouco perigoso (e até mesmo injusto). Eu posso querer viajar, mas você pode querer colocar silicone. Eu posso querer comprar um carro, mas você pode querer fazer um mestrado em NY.
A questão é: você se sente feliz com o que conquistou até agora? Será que só eu, no auge dos 26, estou arrependida com algumas escolhas? Mas será que essas "pequenas" escolhas já não me fizeram feliz? Complexo...
Só sei que, me aproximando dos 30, passei a zelar mais pelo que ocupa espaço na minha memória, e não no meu armário. Aliás, estou doando algumas roupas, quem quiser #mandaInbox.
O que me inspirou a fazer esse texto? Outro texto. Sem querer, li algumas frases que têm tudo a ver com a minha reflexão de hoje, que começou logo cedo numa conversa entre amigas. Na verdade, essas frases caíram como uma luva (obrigada, R. M.): "Talvez nunca tenhamos sido os mais espertos, mas certamente sempre fomos os mais honestos. E, curiosamente, a vida tende a nos recompensar por isso."
Eu ainda não realizei muito sonho antigo - que deve me custar alguns bons dias honestos de trabalho -, mas, pensando bem, minha botinha de inverno é uma graça! Só não preciso comprar outra nos próximos 3 anos (alguém me faça lembrar disso sempre que eu passar por uma vitrine).
E que venham os próximos salários, as próximas reservas (se Deus quiser), as próximas conquistas e as próximas recompensas. A gente tropeça de vez em quando, mas um dia chega lá.”


quarta-feira, 3 de maio de 2017

CRIANÇAS DEPOIS DA MORTE | Questões 197 a 199 do Livro dos Espíritos


Minha Nada Mole Encarnação - Nós e o mundo


O mundo está melhorando ou piorando?


Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo

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EESE – Cap. XIX – Itens 1 a 5
Tema: Poder da fé
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A - Texto de Apoio:
Poder da fé
1. Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)
2. No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
 
B - Questões para estudo e diálogo virtual:
 
1 - Com relação à passagem lida, o que impediu os discípulos de curarem o menino, como fez Jesus?
2 - Como devemos proceder para conquistar a fé?
3 - Por que a fé legítima está associada à humildade?
4 - Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O que prende o jovem à uma Instituição religiosa é ele se sentir útil

O que prende o jovem à uma Instituição religiosa é ele se sentir útil

“Sem embargo, a afirmativa do Espírito da Verdade de que toda ocupação útil é trabalho [...], reflete a beleza e a oportunidade de te fazeres importante servidor, laborando em todos os sentidos, sob todos os aspectos, a fim de que sejas feliz, trabalhando. [...].
Chegará o tempo em que, devidamente educado para a realização do bem, onde quer se encontre cada indivíduo produzirá para ser útil, ganhando muito ou pouco, para a vitória da honestidade entre as criaturas e para a glória do amor pelos caminhos da evolução humana.
‘Vós sois deuses’, afirmou Jesus aos filhos de Deus, e, como Deus trabalha sempre, como o filho, igualmente, faze-te sensibilizado com esse entendimento e aplica-te, educadamente, para que avances, rutilante e de consciência pacificada para os dias futuros, agradecido aos Céus pelos labores que pudeste desempenhar na Terra, em benefício do teu próximo, bem como de ti mesmo. [...]”
(Camilo, Educação e vivências, 2ª ed., p.37, 39,40).


“Hoje estamos aqui para orientá-los sobre o valor de evangelização infanto-juvenil”. Alguém deseja perguntar algo?
Acendi minha cadeira e perguntei:
- Como podemos atuar nas Casas Espíritas, pois muitas não aceitam mudanças, chegando a dizer que nem artesanato devem fazer.
- Irmão, a ideia do trabalho de artesão  não é nossa desde a época do Cristo os apóstolos já o faziam para não se tornarem um peso para a sociedade. Eles não recebiam esmolas, trabalhavam. O apóstolo de Paulo foi um excelente artesão e vivia disso. Agora, por que nós, os espíritas de hoje, achamos que o artesanato desinteressa aos estudos doutrinários? Ao contrário, se eles se completam. A criança ou jovem adorarão ver suas obras ganhando vida graças à sua habilidade. Anália Franco foi combatida por criar grupos de trabalho. Mas hoje, se a Casa Espírita não se empenhar em criar grupos de trabalho, terá de lançar mão de rifas e jogos para poder se manter. Não é melhor darmos às crianças e aos jovens, enfim, a todos os frequentadores de uma Casa a oportunidade do trabalho? Ele age como terapia, lixando nossas arestas. O homem que trabalha para o próximo vai pouco a pouco tornando-se melhor.
- O Irmão pode nos ensinar como realizar um trabalho com crianças e jovens? Inquiriu Luanda
- Na época do Cristo, na pequena Nazaré, havia um ditado popular que dizia: ‘aquele que não ensina um oficio ao seu filho prepara-o para ser salteador de estrada. ’Paulo de Tarso era tecelão, Nicodemos, barbeiro, Judas, oleiro, José, carpinteiro, e Jesus trabalhou também como carpinteiro para sustentar Maria. Desconhecer os trabalhos sociais é ignorar a Doutrina do Cristo. Ele, o Governador do Planeta, trabalhou a madeira, dando-nos o grande exemplo da labuta diária. A irmã Luanda pergunta-nos como levar até a criança e o jovem o artesanato, sem negligenciar a Doutrina. Primeiro a Casa tem de conscientizar a sua diretoria de que não existe velhice entre os trabalhadores do Cristo; que todos têm de se unir em prol do crescimento doutrinário, porque, se na casa espírita só trabalharem os jovens e as crianças, eles irão perguntar: por que só nós temos de angariar dinheiro para o centro? Diretoria ‘aposentada’, trabalho estacionário. Se buscarmos os desvalidos; Tereza de Calcutá ativa ao lado dos sofredores; Chico Xavier lutando junto àqueles que precisam. Agora, porque os anos maltrataram nosso corpo, nem por isso temos o direito de parar.
- O irmão acha, então que o que prende uma criança ou um jovem a uma Casa religiosa é ele se sentir útil? – perguntou Arlete
- Sim. Só a teoria não muda o interior das criaturas, como apenas as aulas práticas também não. As crianças e os jovens têm de orar e trabalhar.
- E as Campanhas Auta de Souza?
- Muitas bonitas, dignas do nosso respeito e da nossa colaboração. Enquanto alguns presidentes de Centro batem à porta do próximo em busca de alimento, presenciamos muitos indo contra esse trabalho criado pela Espiritualidade Maior. Digo ainda mais: se os espíritas não se unirem urgentemente, logo estaremos distantes da sociedade, porque o fanatismo de uma religião que está crescendo assustadoramente no Brasil fará tudo para nos desmoralizar. Eles estão envolvendo crianças e jovens, atacando Casas Espíritas memoráveis através da televisão e do rádio. Enquanto isso, alguns espíritas, trancafiados em uma diretoria, espionam colegas de fé; e muitos tentando tomar-lhes os lugares de destaque, alegando que o presidente não tem capacidade espiritual. [...]”

(Luiz Sérgio, Cascata de Luz, p. 153-155)
(fonte: http://www.revistaautadesouza.com/index.php/artigos/ler/o-que-prende-o-jovem-a-uma-instituicao-religiosa-e-ele-se-sentir-util/253)

Qual a melhor forma de aproveitar a vida?

Qual a melhor forma de aproveitar a vida?


Como aproveitar a vida

“Deves aproveitar a vida, essa é a norma da criatura inteligente. No entanto, o que pensas que é aproveitar a vida?
A juventude é força, é vida que corre nas veias. É movimento constante.  Todavia, é preciso saber como gastar essas energias, na estabilização da tranquilidade de consciência. Passa-se o tempo e correm as horas, como experiência que têm o poder de acumular, em nossas vidas, a vida do bem. Escutam-se dizer, no mundo, meios errôneos de gozar a vida. Quase sempre, são maneiras de despertar hábitos inconvenientes, e, por vezes, vícios que nos levam a distúrbios de consequências nefastas. É a ignorância dominando os sentidos.
Aproveita a vida, meu filho, porém, direcionando-a nos rumos das pegadas de Jesus. Analisa os Seus passos, desde o berço simples, na manjedoura, até o topo do Calvário. Configuram-se lições imortais, capazes de nos levar à tranquilidade permanente. Precisamos de certos reajustes, em todas as nossas qualidades. E os consertos, somente nós podemos e devemos fazer, tendo Cristo como paradigma.
Aplica a vontade, que ajuda dos Céus não faltará. Computa todas as tuas forças, e sentirás que alguém anda contigo estendendo-te a destra, para a tua segurança. Conta com Ele, que jamais falhará.
Goza a vida, fazendo o melhor. As forças de que necessitas, para as reformas inferiores, estão dentro de ti e nunca fora da alma. Somente os estímulos podem vir de fora, despertando o que se encontra por dentro. O mundo interno pode se movimentar com os seus próprios recursos, porque o Cristo mora em nós e vive em nosso benefício.”
(Sheilla, Chão de rosas, 3. ed. p. 136-137)
(fonte: http://www.revistaautadesouza.com/index.php/artigos/ler/-qual-a-melhor-forma-de-aproveitar-a-vida/235)

Sexo livre, DST's e relacionamentos responsáveis

Sexo livre, DST's e relacionamentos responsáveis


Sexo

“O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle.
Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.” Emmanuel – Vida e sexo

“Ignorar o sexo em nossa edificação espiritual seria ignorar-nos.

Urge, no entanto, situá-lo a serviço do amor, sem que o amor se lhe subordine.”  Emmanuel – Religião dos Espíritos 



Sexo Livre


“Relações sexuais, no entanto, envolvem responsabilidade.

Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si.” Emmanuel – Vida e sexo

“Conferir pretensa legitimidade às relações sexuais irresponsáveis seria tratar "consciências" qual se fossem "coisas", e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?” Emmanuel – Vida e sexo

“Uma terceira pessoa em qualquer compromisso sexual é uma dificuldade a superar, nós não podemos esquecer que a lesão sentimental é talvez mais importante de que uma lesão física.” Chico Xavier – Entender conversando






Doenças Sexualmente Transmissíveis


“As enfermidades fazem parte dos elementos necessários à evolução dos Espíritos da Terra – ainda planeta de provas e expiações. Podemos adquirir doenças que têm como causas as faltas praticadas em vidas passadas ou foram por nós adquiridas na atual existência, mediante nosso livre-arbítrio.

De uma forma ou de outra, temos, portanto, como exemplo, as doenças venéreas, que são, obviamente, transmitidas pelo ato sexual, embora não sejam fruto unicamente da relação sexual, propriamente dita, entre parceiros heterossexuais e homossexuais, mas também pelas carícias íntimas como o beijo e as relações transexuais.

Na atualidade, apesar do grande avanço das ciências médicas, dos medicamentos eficazes, dos médicos especializados e da assistência hospitalar, as doenças transmitidas pelo ato sexual estão em crescimento gradativo, a cada ano que passa. Os pesquisadores acreditam que este fato se deve a uma maior liberdade sexual que ocorre em virtude da liberação dos costumes, dos uso indiscriminado dos contraceptivos e pela troca freqüente de parceiros. Dentre estas, temos as manifestações poligâmicas, viciando o instinto sexual, lesando fatalmente as criaturas humanas, provocando inevitáveis enfermidades que atingem, de uma forma ou de outra, os campos físico, moral, psíquico e espiritual.

Dentre as enfermidades que avassalam a vida orgânica, as doenças venéreas são, apesar de tudo, menos danosas para as criaturas que as sofrem, se as compararmos às conseqüências desagradáveis e tormentosas das enfermidades radicadas na organização espiritual.” (Walter Barcelos, Sexo e evolução, 3. ed., p. 69-70). 


O Relacionamento Responsável 

O amor verdadeiro


“O amor real é expressão de maturidade, de firmeza de caráter, de coerência, de consciência de responsabilidade, que trabalham em favor dos envolvidos no sentimento que energiza, enriquecendo de aspirações pelo bom, pelo belo, pela felicidade. Envolve-se em ternura e não agride, sempre disposto a ceder, desde que do ato resulte o bem-estar para o ser amado. Rareia, como é natural, no período juvenil, que o tempo somente consolida mediante as experiências dos relacionamentos bem sucedidos.

Há jovens capazes de amar em profundidade, sem dúvida, por serem Espíritos experientes nas lutas evolutivas, encontrando-se em corpos novos, em desenvolvimento, porém investidos da capacidade vigorosa de sentir e entender.” (Joanna de Ângelis, Adolescência e vida, p. 45).

(Fonte:http://www.revistaautadesouza.com/index.php/artigos/ler/sexo-livre-dsts-e-relacionamentos-responsaveis/371)


E as festas? Podemos frequentá-las?

E as festas? Podemos frequentá-las?

O jovem espírita pode participar de festas?


“O mundo nos faz inúmeros convites e a juventude se anima a aceitar quase todos.

Até certo ponto, é valido conhecer de tudo, mas, sem de tudo fazer uso. Os lazeres são incontáveis, na pauta das atividades humanas. Porém, o comportamento deve pautar-se de bom senso, na escolha preferida.

Quando se forma grupos e companheiros, ouve-se de tudo. Às vezes, até o que não se quer ouvir. É como se fosse uma mesa posta: há alimentos de difícil digestão para uns, que não os devem, portanto, ingerir.

Assim são os assuntos. Eles são alimentos de todos os tipos. se ja conheceis um pouco das idéias de Jesus, já podes escolher o que a consciência pede. Ouvir, podes ouvir de tudo, mas guardar somente o que é bom.

As festinhas estimulas a alegria para todos que ali se reúnem. Podes ajudar os outros, mesmo nestes encontros festivos, cultivando a fraternidade e outros sentimentos elevados. São também um teste. Logo vão chegando a bebidas, vem a experimentação. O vício da bebida tem início no primeiro gole e, assim, o cigarro e as conversas improfícuas. Necessário não se deixar contaminar.

O mundo está caminhando para a perfeição, em todos os seus aspectos, e as almas se encontram empenhadas com ele. O objetivo é crescer, e quem não atenta ao processo fica para trás, embaraçado na própria inércia. A inexperiência do jovem deve buscar inspiração na vivência dos pais. Consulta-os, no que tange aos acontecimentos nas festas, se ainda não sabes discernir com segurança. Se algum conflito te impede de falar em casa, sempre conhecemos alguém que nos possa ouvir e nos falar ao certo.

Se és espírita, os livros são bons conselheiros, em todos os sentidos; busca-os nas horas de indecisões, que encontrarás o toque de compreensão para o que desejas saber.
A doutrina dos Espíritos tem a sagrada missão de fazer reviver o cristianismo, nos dias atuais, para orientar a humanidade. Divulguemo-la onde estivermos, sem o azinhavre do fanatismo.

As festinhas, sabemos, são momentos de descanso para o teu prolongado labor e os jovens têm necessidade destes encontros. A vida é convivência, é troca de experiência constantes.

Mesmo sendo jovem, não te esqueças da oração, todos os dias. Ela te ajuda a guiar os teus passos, onde quer que seja. Não queremos pedir demais, no que se refere à tua reforma. Sabemos que todas as mudanças são demoradas, e elas andam pelas mãos do tempo, força de Deus em toda a Criação. Brinca, meu filho, mas aprende a brincar, para que tenhas paz no coração e tranquilidade na consciência.”
Scheila, Chão de Rosas, 3..ed., p.152-155

Condutas Importantes

“Pudésseis, meus amigos, ter por única ocupação tornar felizes os outros! Quais as festas mundanas que podereis comparar às que celebrais quando, como representantes da Divindade, levais a alegria a essas famílias que da vida apenas conhecem as vicissitudes e as amarguras […].”
Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, 124. ed., p.255

“Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do carnaval, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. 
A verdadeira alegria não foge da temperança.”
André Luiz, Conduta espírita, 19.ed., p.129


(fonte:http://www.revistaautadesouza.com/index.php/artigos/ler/e-as-festas-podemos-frequenta-las/349)

Livro em estudo: Nos bastidores da obsessão - CONCLUSÃO - A030 – Cap. 11 – As agressões– Terceira Parte


Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão – Editora FEB - 1970
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco

A030 – Cap. 11 – As agressões– Terceira Parte
CONCLUSÃO

QUESTÕES PARA ESTUDO

1 – De que modo os obsessores ainda estavam tentando prejudicar a família Soares e o grupo de trabalhas desobsessivos, através do Sr. Mateus?
Os obsessores, embora não tivessem conseguido "sucesso" na desencarnação do Sr. Mateus pela briga na Casa de Jogos, ainda não tinham desistido do seus planos infelizes. Buscavam, então, incutir pensamentos de vingança no pai de Mariana, através de provocações à sua honra pessoal e orgulho. Ele os escutava pois seu padrão espiritual se afiniza com as entidades inferiores. Dizia, assim, que tão logo recuperasse a saúde iria se vingar daquele que o prejudicou.
2 – No final do texto, há uma interessante ação dos espíritos infelizes para desestimular os trabalhos de evangelização: um senhor, mediunizado por uma entidade infeliz, tenta desacreditar as palavras de Petitinga, acusando-o sem merecimentos para expor o Evangelho. E tal ação é bastante comum nos trabalhos espíritos, principalmente, no Culto do Evangelho no Lar, junto com a família do trabalhador, nas atividades fraternas do Centro, nas reuniões administrativas, etc, etc. Como Petitinga se comportou? Qual pode ser o interesse dos espíritos obsessores com tais ações?
Petitinga se comportou com humildade e dignidade diante das acusações do obsessor. Foi humilde porque reconheceu as próprias imperfeições, e deste modo afastou qualquer pensamento de homem especial e vaidoso, superior aos demais que lhe assistiam. E foi digno porque, embora confessasse seus erros, não se negou ao trabalho, justificando uma possível ociosidade às suas imperfeições!
Como os obsessores conhecem a fundo nossa predileção pelo posição de vítimas e pelo desculpismo, ao tentarmos justificaticar a ociosidade com nossas imperfeições morais, procuram meios de nos acusar durante as atividades fraternas e assim nos afastar delas - no Culto no lar junto com a família, nas reflexões evangélicas, nas atividades de caridade, etc.
Conforme os espíritos ensinam, no nosso mundo ainda não há espíritos perfeitos! Somos todos mais ou menos cheios de erros! Deste modo, este reconhecimento não poder ser motivo para a inação - como agiria o vaidoso e o egoísta - mas sim como combustível para mais trabalhar!


Equipe Manoel Philomeno

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Casal acusado de bruxaria é queimado vivo na Índia

O fogo foi ateado por uma multidão de pessoas, que amarraram o casal a um poste após espancá-lo
Por EFE
 
Nova Délhi — Um multidão ateou fogo e assassinou um casal que era acusado de praticar bruxaria e levar azar a sua família em uma aldeia no estado de Telangana, no sul da Índia, informou nesta sexta-feira à Agência Efe uma fonte policial.
O fato aconteceu na tarde de quinta-feira em Dubbaka quando a multidão pegou o casal, amarrou o mesmo em um poste elétrico e após espancá-lo, lançou querosene e ateou fogo, afirmou o inspetor da estação de polícia da área, B. Srinivas.
Segundo o agente, foi uma filha do casal que chamou a polícia e denunciou o ataque, afirmando que dois irmãos de seu pai, que o acusavam de praticar magia negra e levar azar à família, tinham participado do linchamento.
Quando a polícia chegou ao local, levou o casal ainda com vida ao hospital, mas com “mais de 90% dos corpos com queimaduras”, os médicos não conseguiram salvá-lo, explicou Srinivas.
A polícia investiga entre 9 e 10 pessoas que podem ter participado do fato e já foi apresentada denúncias contra 5 delas, entre as quais estão os irmãos do morto, acusados de assassinato, explicou o agente.
“Planejamos prendê-los hoje e os colocaremos à disposição do juiz amanhã”, concluiu Srinivas.
Os assassinatos por acusações de bruxaria são frequentes no gigante asiático, onde ocorreram desde 2001 mais de 2 mil mortes relacionadas com esta prática.
Segundo os últimos dados do NCRB, durante 2015 houve 135 assassinatos relacionados com magia negra na Índia, sendo Jharkand (nordeste) com 32 casos o estado indiano mais afetado, enquanto em Telangana aconteceu um caso.
Notícia publicada na Revista Exame, em 7 de abril de 2017.

Claudio Conti* comenta

Uma das mais tenebrosas épocas da humanidade foi o período da Inquisição, durante a qual milhares de pessoas foram torturadas e mortas em decorrência de crendices e interesses de instituições religiosas.
Durante este período, pessoas eram acusadas de bruxaria e, por isso, eram-lhes impostas grandes crueldades até obterem uma confissão, o que, invariavelmente ocorria  como forma de por fim ao sofrimento com a morte, isto caso o acusado não viesse a falecer em decorrência da tortura.
O espírito, em suas várias encarnações na Terra, traz, em seu acervo mental, memórias desta época e que podem aflorar em decorrência de algum estímulo. Portanto, podemos dizer que o medo de “bruxarias” é atávico e, da mesma forma, a reação diante do estímulo específico, isto é, a suspeita de atividade relacionada com bruxaria.
Em decorrência dos processos reencarnatórios, não se pode afirmar que o relatado na reportagem em análise esteja relacionado com espíritos pouco evoluídos ou rudimentares, pois, caso o espírito ainda traga os efeitos de atividades equivocadas de forma intensa, poderá encarnar em local adequado para o expurgo. Diante da situação propícia para se regenerar e aprender, poderá ocorrer o contrário, isto é, ceder aos seu comportamento equivocado e repetir os atos.
Há algum tempo, foi noticiado, aqui no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, que pessoas ligadas a determinada vertente religiosa expulsavam da comunidade moradores ligados a outra vertente considerada inadequada ou de ligações “demoníacas”. Portanto, não se trata do local em que ocorre, mas do entendimento e reação a atavismos que precisam ser trabalhados pelas religiões.
Enquanto os líderes religiosos não se posicionarem contrários a este tipo de comportamento, crendo que o medo infundido mantém os fiéis ligados a estas vertentes religiosas, eventos como estes continuarão ocorrendo.
Quando questionado sobre a religião que professava, Dalai Lama, o líder do Budismo Tibetano, respondeu: “Minha religião é o amor”. Vemos a postura que todo líder ou represente de cunho religioso ou moral deve ter.
Este é o ponto capital que todos deveriam se ater, vivenciar o amor e respeito pelo próximo.
 
* Claudio Conti é graduado em Química, mestre e doutor em Engenharia Nuclear e integra o quadro de profissionais do Instituto de Radioproteção e Dosimetria - CNEN. Na área espírita, participa como instrutor em cursos sobre as obras básicas, mediunidade e correlação entre ciência e Espiritismo, é conferencista em palestras e seminários, além de ser médium psicógrafo e psicofônico (principalmente). Detalhes no site www.ccconti.com

Espiritirinha... O consolador


Espiritirinha... O ateu (pesadelo)


domingo, 30 de abril de 2017

Método que provê cura por conexão com universo ganha adeptos no AM

Desenvolvida nos Estados Unidos, 'cura' é baseada na medicina quântica. Prática reordenada frequências eletromagnéticas para o corpo.
Ive Rylo
Do G1 AM
Não é um tratamento, mas carrega a promessa de conduzir à cura. Levar pessoas de volta ao estado natural de saúde física, mental e emocional é a proposta da "cura reconectiva". O método baseado na medicina quântica foi desenvolvido pelo médico quiroprático Eric Pearl há 20 anos e tem ganhado adeptos no Amazonas. "É uma tecnologia que você pode usar para curar seus pacientes, as pessoas a sua volta e a si mesmo", disse o praticante da "cura", Walter Neto.
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), síndrome do pânico, ansiedade, pessoas com déficit de atenção, autismo e doenças ditas como "não tratáveis" fazem parte da lista de doenças que foram curadas ou que apresentaram significativa melhora após pacientes se submeterem à cura reconectiva.
O método consiste em reordenar as frequências do universo por meio das mãos e as redirecionar de volta para o corpo e consciência. A partir desta interação entre praticante e paciente, os adeptos da "cura" afirmam que as pessoas conseguem se reconectar com sua essência verdadeira, que inclui, entre outras coisas, o estado pleno de saúde.
"O pensamento é de que todo estado de doença surge a partir de um estado de desconexão, seja ele em qual nível for. (...) A cura reconectiva não substitui um tratamento médico, não dispensa uso de medicamento. Não vem negar a fé e nem a ciência. É como se ela pegasse na mão de cada uma e dissesse 'vamos trabalhar juntos'", explicou Neto, que pratica o método desde 2015.
Walter Neto estudava medicina nos Estados Unidos, quando passou a se interessar por uma vertente da área ainda em exploração: a medicina quântica. Em outubro de 2015 ele participou de um curso ministrado por Eric Pearl e iniciou a prática no Amazonas.
"Quando senti as frequências nas minhas mãos no seminário, eu percebi que isso já fazia parte de mim, que não era uma coisa que eu estava aprendendo. É como se a gente já soubesse, como se tivesse se lembrando como fazer", recordou.
O desenvolvedor da "cura" é o norte americano Eric Pearl, doutor em Quiroprática formado pelo Colégio de Quiroprática de Cleveland, Los Angeles. O médico desenvolveu um trabalho dentro da medicina quântica e escreveu o livro "A Reconexão: Cura os outros, cura-te a ti mesmo", que relata a existência de energias que ligam o planeta Terra ao ser humano e ao Universo.

A cura

Em 20 anos de estudos e práticas, há registros de resultados positivos em pacientes com todo o tipo de doenças físicas, mentais e emocionais. Segundo o praticante Walter Neto, pacientes com câncer são os que mais buscam pelo método.
"Há casos de pessoas que tinham dificuldades para andar e conseguiram após sessões de cura reconectiva. Um dos casos mais marcantes foi de um garotinho, de 4 anos, que tinha um tipo de paralisia e nunca tinha andado. Após a primeira sessão junto com Eric, ele sentou e na terceira deu os primeiros passos. Tudo isso está documentado", disse Walter Neto.
Segundo Neto, o processo de cura vem de dentro. Ao receber as ondas, o paciente é quem define a forma como a energia irá agir. Em outras palavras, é a própria pessoa quem tem a capacidade de se curar, segundo afirma Walter Neto.
"Se você está com uma doença em fase terminal ou com o joelho inchado, eu vou interagir da mesma forma, porque não sou eu o curador, são as frequências. Quem vai tomar a decisão do que vai ser curado é você. O teu corpo tem uma inteligência chamada 'inata' e ela sabe exatamente o que fazer com esta energia, com estas frequências. Esta mesma inteligência controla o nosso coração, por exemplo", explicou.
O método também não depende da fé do paciente para funcionar. "Independente de acreditar ou não, a cura acontece, a decisão não é dela, é do 'eu superior' dela", contou.

Como funciona

Cada sessão dura cerca de 30 minutos, mas isso fica a critério de cada praticante, bem como a quantidade de sessões necessárias para alcançar a cura. O tratamento é indolor, sem toques e pode ser feito presencialmente ou a distância. "A mesma intensidade das frequências que tenho presencialmente, é igual as que tenho a distância, não muda", salientou Walter.
Há mais de um ano praticando a "cura reconectiva", Walter explicou que, ao receber o magnetismo, sente como se estivesse manipulando cordas. "Quando eu estou fazendo, eu percebo cordas no corpo da pessoa e eu vou puxando. Conforme eu me distancio, elas ficam mais intensas. A pessoa percebe com mais intensidade", disse.
Já o paciente pode reagir de diferentes maneiras. Alguns sentem o corpo e os olhos vibrarem, por exemplo. "A pessoa passa muitas vezes a acessar outras dimensões. Na minha primeira sessão, eu senti cheiro forte de perfume de flores. Muita gente chora, é como se pudéssemos visitar a nossa essência verdadeiramente, de estar na fonte, fora do mar que é a Terra, das questões terrenas. Estamos mais em contato com nosso 'eu verdadeiro'", contou.
Notícia publicada no Portal G1, em 5 de fevereiro de 2017.

Marcia Leal Jek* comenta

A denominação dada de cura “reconectiva” ou “reconexão”, nada mais é do que o passe.
A mentora espiritual Joanna de Ângelis, no livro "Florações Evangélicas", afirma, referindo-se à aplicação do passe:
"Recorre aos recursos espíritas; ora, e ora sempre, para adquirires resistência contra o mal que infelizmente ainda reside em nós; permuta conversação enobrecida, pois que as boas palavras renovam as disposições espirituais; utiliza recurso do passe socorrista, rearticulando as forças em desalinho; sorve um vaso de água fluidificada, restaurando a harmonia das células em desajustamento e, sobretudo, realiza o bom serviço."
O passe é praticado desde a mais remota antiguidade; é o mesmo que Jesus utilizou em seus processos de cura relatados nos Evangelhos; o mesmo passe que todas as casas espíritas, através de seus desinteressados trabalhadores, distribuem e aplicam aos seus visitantes.
A diferença entre o passe dado nas câmaras e o passe ministrado nas chamadas reuniões de fluidoterapia está na intensidade, na duração, mas o mecanismo é o mesmo.
Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro O Consolador, diz na questão 98:
98 — Nos processos de cura, como deveremos compreender o passe?
— Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.
E continua na questão 99:
99 — Como deve ser recebido e dado o passe?
— O passe poderá obedecer à fórmula que forneça maior porcentagem de confiança, não só a quem o dá como a quem o recebe. Devemos esclarecer, todavia, que o passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contato físico na sua aplicação.
A busca pela saúde é muito natural. Todos nós queremos estar cada vez mais íntegros em nosso bem-estar e saúde de uma maneira geral. Faz parte inclusive de nosso instinto de sobrevivência.
 
* Marcia Leal Jek é espírita e colaboradora do Espiritismo.net.

Queimada viva em nome de Deus: o suplício da nicaraguense jogada numa fogueira

Crime atormenta uma comunidade conservadora e machista e abre um debate sobre a violência contra as mulheres
CARLOS SALINAS
Rosita (Nicarágua)
Seu nome era Vilma Trujillo García e morreu depois de ter sido queimada numa fogueira. A mulher, de 25 anos e mãe de dois filhos, lutou pela vida durante mais de 24 horas de agonia, nas quais suportou queimaduras de segundo e terceiro grau que calcinaram 80% do corpo: os seios, as coxas, parte do rosto e as costas ficaram carbonizados. Era o sofrimento que teve de pagar depois que membros fanáticos de sua congregação religiosa determinaram que estava “possuída pelo demônio” e que deveria arder na fogueira para se libertar do diabo.
Vilma Trujillo García agonizou queimada numa distante comunidade do Caribe nicaraguense, El Cortezal. O crime atormenta uma sociedade extremamente conservadora e machista e abre um debate sobre a violência contra as mulheres que mostrou seu nível mais brutal com o suplício na fogueira da jovem camponesa.
El Cortezal é terra de ninguém. Aqui não há presença do Estado, não há escola, hospital ou delegacia de polícia. A lei e a ordem são impostas pela religião. A principal autoridade é o pastor da congregação. El Cortezal não é sequer uma aldeia. É um ponto de referência. Fica nas altas montanhas da região central do Caribe da Nicarágua, rodeada por culturas de feijão e grandes pastagens para o gado, que substituíram a floresta tropical. Para chegar até aqui é preciso alugar uma caminhonete na maior cidadezinha das proximidades, o município de Rosita. É preciso rodar durante cerca de quatro horas numa estrada em péssimo estado, com enormes buracos cheios de lama. O carro avança balançando até um ponto onde a estrada está interditada. A partir daí é preciso seguir a pé durante três horas entre rios, floresta, montanhas rochosas e encostas tão íngremes que um passo em falso pode resultar numa queda fatal. Os andarilhos devem descansar durante o trajeto para não desfalecer por causa do difícil acesso, das altas temperaturas e da umidade sufocante. Esse caminho tortuoso foi feito por Vilma Trujillo quando, depois de horas de sofrimento, tiveram pena dela e a desceram pendurada numa rede carregada por quatro homens. Foi o começo do fim do seu tormento.
Em El Cortezal não existe muita coisa para ver. A terra é negra e rochosa sob um céu de azul intenso, mas que pode mudar de um momento para o outro para um tom cinza tenebroso, anúncio de tempestade. Sobre uma colina se ergue a igreja evangélica, uma rústica construção de madeira onde a cada sábado se reúnem os membros da congregação para o culto semanal, dirigido há dois anos pelo pastor Juan Rocha, um homem de 23 anos que ordenou a sentença de morte de Vilma Trujillo.
Essa congregação é parte das Assembleias de Deus, uma organização pentecostal com mais de 30.000 fiéis na Nicarágua e centenas de pequenas igrejas plantadas em todo o território do país. Ali onde o Estado não existe, há uma igreja evangélica.
Diante do templo de El Cortezal fica a casa pastoral, também de madeira, com chão de terra, uma porta e uma janela como únicos espaços para que a luz penetre. É uma construção escura, asfixiante, onde morava o pastor e onde Vilma ficou trancada depois de receber sua condenação. Dentro dessa construção, numa esquina, o chão está queimado: a congregação fez uma pequena fogueira para queimar as fezes Vilma, que não podia sair de seu confinamento. A poucos metros dessas duas construções, no sopé da colina, ainda há restos de troncos carbonizados, a fogueira onde ardeu a mulher.
Os habitantes dessa comunidade, distribuídos a vários quilômetros ao redor, são gente pobre, camponeses que se dedicam ao cultivo de feijão, à criação de porcos ou de gado. Vivem em cabanas de madeira que parecem tão frágeis que o vento destruidor que açoita a região parece estar a ponto de derrubá-las. São pessoas arredias, que não estão acostumadas com a visita de estranhos. Aqui não há energia ou água corrente. A única ligação com o mundo são os pequenos rádios de pilha que os moradores usam para sintonizar as emissoras religiosas. As crianças correm sujas, algumas cheias de feridas, com as barrigas alimentadas apenas com feijão, arroz e bananas verdes cozidas em fogueiras. A alimentação de cada dia varia apenas em alguma festa religiosa, quando se dão o luxo de comer um pouco de carne. Suas vidas avançam submetidas à fé religiosa. Tudo é em nome de Deus, em primeiro lugar Deus ou se Deus quiser. A fé dita o comportamento. Tratam se de irmãos, respeitam as normas rigorosas impostas pelo pastor, que ordena à mulher submeter-se ao marido e estabelece que seu lugar é na cozinha e na criação dos filhos. Os dias começam às três da manhã e terminam às oito da noite. Todos frequentam os cultos religiosos. O adultério aqui é um crime que se paga com o ostracismo. E todos, sem exceção, acreditam no demônio.

A tortura

Até a manhã de fins de fevereiro de 2017, a maioria dos nicaraguenses nunca tinha ouvido falar de El Cortezal. O horror imposto como tortura contra uma mulher levou essa comunidade às manchetes da imprensa nacional e estrangeira. Na tarde de 15 de fevereiro, Juan Gregorio Rocha, pastor da igreja Visão Celestial das Assembleias de Deus, visitou Vilma Trujillo García na casa de José Granados, cunhado da jovem. Rocha disse que ouvira falar que Vilma estava doente, tinha alucinações, falava sozinha, ignorava as pessoas quando se dirigiam a ela, e por isso decidiu organizar orações de cura em seu nome. A família da mulher, profundamente religiosa, permitiu que o pastor a levasse. Ela foi acompanhada pela irmã de 15 anos, M.T.G. Vilma ficou trancada na casa do pastor até 21 de fevereiro, com mãos e pés atados. O pastor decretou jejum para a congregação e jornadas de oração, enquanto tramava o final de Vilma.
Teve a colaboração de seus irmãos, Pedro José Rocha Romero e Tomasa Rocha Romero. E também de dois membros da congregação, Franklin Hernández e Esneyda del Socorro Jarquín. Pediu-lhes apoio para convencer o resto dos moradores de El Cortezal que frequentavam a igreja Visão Celestial de que Vilma estava possuída pelo demônio. Depois de seis dias de jejum e oração para que Deus revelasse como curar a jovem, Esneyda Jarquín anunciou que tinha recebido uma revelação divina: Deus lhe disse que eles deveriam acender uma fogueira e jogar Vilma no fogo para libertá-la de sua possessão satânica. Tomasa Rocha foi a responsável por ordenar os homens da congregação para recolher lenha para a fogueira, enquanto Franklin Hernández e Pedro Rocha amarraram a jovem pelos pés e mãos a um tronco de árvore localizado perto da fogueira, já acesa. Eles seriam os responsáveis por jogá-la às chamas.
O ritual foi realizado às 5h30. Naquele horário, Esneyda Jarquín disse que era o momento em que todos deveriam se afastar da fogueira para rezar e assim cumprir a ordem de Deus. Pedro e Franklin soltaram Vilma do tronco, que continuava com os pés e mãos amarrados. A jovem, desesperada, opôs resistência. Os homens a jogaram na fogueira e Vilma começou a arder, seus gritos de desespero chegaram à igreja, onde outros membros da congregação estavam rezando, entre eles a irmã de Vilma, que não foi autorizada a sair. O pastor Rocha e seus companheiros deixaram a mulher ardendo. O fogo queimou as cordas que a prendiam, o que possibilitou que ela saísse das chamas, quando seu corpo já estava queimado. A mulher ficou perto da fogueira, sofrendo com as queimaduras.
“Quando eu a vi já estava escuro. Estava toda queimada. Ela se contorcia e dizia ‘ai, ai, ai, eu vou morrer’. O pastor estava alegre e dizia: ‘Você já vai morrer e vai ressuscitar! Quando ela morrer vamos colocá-la na igreja e entregá-la a Deus; ela estará saudável, não terá essas queimaduras’”, diz M. T. G.
Só na tarde daquele dia, depois de sete horas de sofrimento, que o pai de Vilma, Catalino López Trujillo, e seu primo, Roberto Trujillo, puderam resgatá-la e organizar seu traslado para Rosita. Eles a desceram da montanha numa rede.
Ervin Girón é motorista da sede da Ação Médica Cristã (AMC) em Rosita, uma organização de ajuda humanitária que trabalha em regiões pobres melhorando as condições de vida dos seus habitantes. Girón recebeu uma chamada de emergência, disseram que havia uma pessoa queimada em estado grave que deveria ser levada até Rosita. Devido à escassez de equipamentos médicos nesse município da Nicarágua, é comum que a AMC empreste seus veículos para remoções de emergência. Girón viajou com uma enfermeira. “Quando chegamos, ela estava um pouco consciente. Era possível ver a carne viva e uma espécie de casca de pele em algumas partes. Fizemos uma punção venosa. Quando estávamos no caminho pensei que ela iria morrer. Fechou os olhos e a enfermeira tocava nela para que não dormisse. Ela me disse para eu andar mais rápido e o que fiz foi acelerar”, conta o jovem em sua pequena casa em Rosita.
A mulher foi atendida no hospital Rosario Pravia daquela localidade. O doutor David Saravia Flores, diretor do hospital, descreve as condições em que chegou. “Recebemos a paciente em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro grau na face, na parte posterior das orelhas, no tórax, no abdômen, nas coxas e nas pernas. Essas queimaduras são classificadas como não compatíveis com a vida. Foi feita uma lavagem cirúrgica, todos os exames, e preparamos para transferi-la por via aérea a Manágua”, conta o médico. “A dor das queimaduras é o tipo de dor menos tolerado pelo ser humano. Por causa da profundidade e da extensão das queimaduras, estas eram insuportáveis para a paciente. Tivemos de fazer uso de analgésicos bastante fores”, explica.
Rosita é um município localizado no chamado Triângulo Mineiro, formado por duas outras localidades, Suina e Bonanza. As três cidadezinhas são famosas por suas minas de ouro, exploradas por empresas colombianas e canadenses. Das três, Rosita é a única que não tem uma pista de pouso para os pequenos aviões que decolam de Manágua, a única ligação até esses remotos povoados. Para chegar a Rosita é preciso voar até Bonanza e depois alugar um veículo para uma viagem de mais de uma hora por estrada de terra. Qualquer doente grave que necessite de cuidados médicos especializados deve ser levado para Manágua se puder pagar o transporte até Bonanza e o avião para a capital, a um custo aproximado de 200 euros (cerca de 666 reais), uma pequena fortuna para os camponeses pobres que vivem nas montanhas de Rosita.
A viagem de Vilma Trujillo foi um suplício, da montanha até pegar o pequeno avião para Manágua. Sua juventude e força lhe permitiram suportar o tormento. Ela morreu no Hospital Lenin Fonseca, na capital, em 28 de fevereiro, às 4h22 da madrugada.
A Polícia de Rosita, apoiada pelo Exército, chegou até El Cortezal e prendeu doze pessoas. Cinco delas continuam detidas em Manágua, à espera de julgamento por sequestro e assassinato. Trata-se do pastor Juan Rocha, seus dois irmãos e seus dois colaboradores mais próximos. O processo se desenrola sob expectativa nacional, enquanto a família de Vilma se mantém escondida nas montanhas que rodeiam Rosita, temerosa de represálias de seus velhos vizinhos, os membros da congregação que condenaram Vilma à fogueira.

Um coquetel letal

Miuriel Gutiérrez Herrera é uma jovem vivaz que trabalha na Gaivota, uma organização que promove e defende os direitos humanos no Caribe nicaraguense. A entidade tem sede em Rosita, em uma casa de madeira de dois andares, humildemente mobiliada. A sala de Miuriel tem apenas uma cadeira, uma escrivaninha e uma rústica estante onde arquiva os casos que acompanha. Desde que se soube da notícia da queima de uma mulher na fogueira, Miuriel e sua mãe se mobilizaram para apoiar a família.
A jovem demonstra sua indignação com o caso, que, diz, é o resultado de um coquetel letal: a misoginia, um Estado ausente, o machismo e o fanatismo religioso. Mas o mais alarmante, afirma, é que não é a primeira vez que uma mulher é queimada, embora o caso de Vilma tenha sido o mais extremo que acompanharam. Miuriel conta histórias de horror, como a de uma mulher cujo marido queimou as mãos com carvão em brasa ou a de outra que tinha um marido tão obsessivo que a deixava trancada em casa. Quando regressava, a obrigava a ficar nua e cheirava sua roupa para detectar odores estanhos, masculinos. Em uma ocasião a roupa íntima da mulher estava úmida e o homem ficou furioso. Pegou lenha ardendo e lhe queimou a vagina.
Esse tipo de história é a realidade cotidiana que enfrentam as gaivotas, como são carinhosamente chamadas as mulheres da entidade, pessoas corajosas que lutam pelos direitos humanos em uma região machista.
“Este caso está relacionado com o machismo de uma sociedade na qual nós, mulheres, somos punidas”, diz Miuriel. “É mais fácil as autoridades darem atenção a crimes de outra índole e não aos atos criminosos contra as mulheres. Este é um ato muito cruel, misógino e definitivamente anti-humano” acrescenta.
A alguns quilômetros dessa entidade fica a sede das Assembleias de Deus em Rosita. Trata-se de um amplo edifício de concreto no qual se reúnem cerca de 600 pessoas nos dias de culto, das 3.000 que fazem parte da congregação. O templo está sob a direção do pastor Saba Calderón Tobares, presbítero das Assembleias. Nós o entrevistamos numa tarde no início de março, quando estava reunido com outros membros da congregação que faziam estudos religiosos. O pastor Saba não reconhece a responsabilidade das Assembleias de Deus na queima de Vilma Trujillo na fogueira.
“Como Assembleias de Deus nós nunca ensinamos nem aceitamos esse tipo de atividade. O que se passou lá é estranho”, diz o pastor. “Eles fizeram seis dias de jejum para a libertação dessa moça. A intenção era boa, porque se buscava alcançar uma libertação, mas ao recorrer a uma voz estranha o resultado que se vê é morte. É possível que um espírito ou um ser estranho possa se apossar de um ser humano, mas não é algo que deva ser entendido literalmente, que ela deva ser lançada ao fogo. Somos servidores de Deus e esperamos que Deus faça o que tem de ser feito”, justifica Saba.
O pastor afirma que desde que se soube da queima de Vilma sua congregação enfrenta uma onda de condenações que ele teme que possa se traduzir em um fato violento.
O maior drama, porém, é vivido nas montanhas da região do Caribe, cujas comunidades ficaram transtornadas com esse fato chocante. A duas horas de El Cortezal, em uma casa de madeira e com redes como únicos móveis, estão refugiados os pais do pastor Juan Rocha. Trata-se dos idosos Gregorio Rocha e Aura Romero, ambos deficientes: ele tem as mãos destroçadas por uma doença e ela é surda. Estão encarregados de cuidar dos 10 netos, crianças gravemente doentes. Uma delas mal fica em pé, outra tem graves feridas nas pernas e uma das meninas sofre por causa de uma ferida profunda num dos pés, que não foi tratada devidamente. O Estado não chegou até aqui para cuidar dessas crianças abandonadas.
Os idosos estão desesperados e pedem a libertação dos filhos, que são julgados em Manágua depois de terem queimado Vilma em uma fogueira, o caso mais brutal de violência contra as mulheres na Nicarágua, onde ter nascido mulher parece ser um delito que se paga com a fogueira.
Notícia publicada no Jornal El País, em 9 de março de 2017.

Claudia Abreu* comenta

Vemos nesta notícia dois tristes casos que ainda acontecem muito: a violência contra as mulheres e o fanatismo religioso. Essas duas chagas são duas formas violentas contra o ser humano, que deve ter os seus direitos defendidos e preservados, mas não é sempre isso o que vemos. Neste caso da nicaraguense, ela vivia em uma comunidade que a matéria diz ser conservadora e machista, e também com pessoas com entendimentos totalmente errados sobre Deus e sua misericórdia, e que em nome dEle cometeram um assassinato brutal.
Sobre a fé, podemos ver em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo XIX, que ela pode ser cega ou raciocinada. Sobre o primeiro caso, diz: “Nada examinando, a fé cega aceita, sem verificação, assim o verdadeiro como o falso, e a cada passo se choca com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo”. Sobre o segundo caso, diz: “Somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, dado que o que é verdadeiro na obscuridade, também o é à luz meridiana”. E fala também que: “Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”.
Enquanto ainda vemos essas coisas acontecerem pelo mundo afora, por outro lado, vemos muitas pessoas de todos os lugares do planeta clamando por paz, buscando disseminar a tolerância, o respeito e a fraternidade. Teremos um mundo melhor quando soubermos respeitar cada ser e sua individualidade.
Jesus, em nome de Deus nosso pai, veio nos ensinar o amor ao próximo como a nós mesmos e a não julgar para não sermos julgados, mas ainda estamos muito aquém do real entendimento desses e de todos os seus ensinos. Estamos a caminho, é verdade, mas a passos lentos, mas temos a espiritualidade amiga a nos orientar no nosso aprimoramento moral e espiritual.
Por nossa irmã nicaraguense e por tantos outros que já foram vítimas da violência, podemos orar e pedir que sejam amparados pelos Espíritos amigos. E também orar para que haja luz para os que ainda estão com entendimentos equivocados e sintonizados com o mal. E que leis e soluções mais eficazes possam existir para o combate à violência e à intolerância, garantindo os direitos de todos nós habitantes deste planeta.
* Claudia Abreu é espírita e colaboradora do Espiritismo.net