sábado, 5 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
“Causa e Efeito” estreia quinta-feira–03/07/2014
Publicado por Rádio Boa Nova

quinta-feira, 3 de julho de 2014
Encontro de Esperanto em Goiás
De 4 a 6 de julho de 2014 será realizado na Casa de Retiros Nossa Senhora da Assunção o 3º ENCOR - Encontro de Esperanto da Região Centro-Oeste.
Seminário sobre Evangelho em Sergipe
De 18 a 20 de julho de 2014 acontecerá na Associação Lívio Pereira o Seminário "O Evangelho de Jesus e o Espiritismo: 150 anos de Amor e Luz".
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Elias e João Batista
Uma carta que nos foi enviada contém a seguinte passagem:
“Acabo de ter uma discussão com o cura daqui sobre a Doutrina Espírita. A propósito da reencarnação, pediu-me lhe dissesse qual dos corpos tomará o Espírito Elias no juízo final,anunciado pela Igreja, para se apresentar diante de Jesus Cristo; se será o primeiro ou o segundo. Não soube lhe responder. Ele riu e me disse que nós, os espíritas, não éramos fortes.”
Não sabemos qual dos dois provocou a discussão. Em todo o caso, é sempre uma imprudência engajar-se numa controvérsia quando não se sente força para a sustentar. Se a iniciativa partiu do nosso correspondente, lembrar-lhe-emos o que não cessamos de repetir, que “o Espiritismo se dirige aos que não crêem ou que duvidam, e não aos que têm uma fé e aos quais esta fé basta; que não diz a ninguém que renuncie às suas crenças para adotar as nossas”, e nisto ele é conseqüente com os princípios de tolerância e de liberdade de consciência que professa. Por este motivo não poderíamos aprovar as tentativas feitas por certas pessoas, para converter às nossas idéias o clero de qualquer comunhão. Repetiremos, pois, a todos os espíritas: Acolhei prontamente os homens de boa vontade; dai luz aos que a buscam,pois não tereis êxito com os que julgam possuí-la; não violenteis a fé de ninguém, nem a do clero, nem a dos laicos, já que vindes semear em campo árido; ponde a luz em evidência, a fim de que a vejam os que quiserem ver; mostrai os frutos da árvore e dai a comer aos que têm fome, e não aos que se dizem fartos. Se membros do clero vierem a vós com intenções sinceras e sem pensamentos dissimulados, fazei por eles o que faríeis pelos vossos outros irmãos: instrui os que pedirem, mas não busqueis trazer à força os que imaginam que a sua consciência esteja empenhada em pensar de modo diverso do vosso; deixai-lhes a fé que têm, como quereis que vos deixem a vossa; mostrai-lhes, enfim, que sabeis praticar a caridade segundo Jesus. Se são os primeiros a atacar,temos o direito de responder e de refutar; se abrem a liça é permitido segui-los, sem, contudo, afastar-se da moderação, de que Jesus deu exemplo aos seus discípulos. Se os nossos adversários se afastarem por si mesmos, deve-se deixar-lhes esse triste privilégio,que jamais é prova da verdadeira força. Se de algum tempo para cá nós mesmos entramos no terreno da controvérsia, respondendo à altura a alguns membros do clero, forçoso é convir que a nossa polêmica nunca foi agressiva. Se não tivessem sido os primeiros a atacar, jamais seus nomes teriam sido pronunciados por nós. Sempre desprezamos as injúrias e os ataques de que fomos objeto,mas era nosso dever tomar a defesa dos nossos irmãos atacados e da nossa doutrina indignamente desfigurada, pois chegaram a dizer em pleno púlpito que ela pregava o adultério e o suicídio. Dissemos e repetimos, esta provocação é desastrada, porque leva forçosamente ao exame de certas questões, que teria sido melhor deixar adormecidas, porquanto, uma vez aberto o campo, não se sabe onde se vai parar. Mas o medo é mau conselheiro.
Posto isto, vamos tentar dar ao sr. cura supracitado a resposta à pergunta que ele fez. Todavia, não podemos deixar de notar que se o seu interlocutor não era tão forte quanto ele em teologia, ele mesmo não nos parece muito forte no Evangelho. Sua pergunta equivale à que foi levantada a Jesus pelos saduceus; ele não tinha senão que se referir à resposta de Jesus, que tomamos a liberdade de lembrar-lhe, já que não a sabe.
“Naquele dia aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e lhe perguntaram: Mestre, disse Moisés que se alguém morrer, não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva e suscitará descendência ao falecido. Ora, havia entre nós sete irmãos: o primeiro, tendo casado, morreu, e não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão; o mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, até ao sétimo; depois de todos eles,morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? porque todos a desposaram. Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém,como os anjos no céu. E quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e, sim, de vivos.”(São Mateus, 22:23 a 32).
Uma vez que os homens, depois da ressurreição, serão como os anjos do céu e estes não têm corpo carnal, mas um corpo etéreo e fluídico, então é porque não ressuscitarão em carne e osso. Se João Batista foi Elias é porque se trata da mesma alma, tendo tido duas vestimentas, deixadas na Terra em duas épocas diferentes; ele não se apresentará nem com uma nem com a outra, mas com o invólucro etéreo, apropriado ao mundo invisível. Se as palavras de Jesus não vos parecem bastante claras, lede as de São Paulo (que citamos mais adiante); elas são ainda mais explícitas. Duvidais que João Batista tenha sido Elias? Lede São Mateus, capítulo XI,versículos 13 a 15: “Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Aqui não há equívoco; os termos são claros e categóricos, e para não entender é preciso não ter ouvidos, ou querer fechá-los. Sendo estas palavras uma afirmação positiva, de duas uma: Jesus disse a verdade, ou enganou-se. Na primeira hipótese, a reencarnação é por ele atestada; na segunda, é lançar dúvida sobre todos os seus ensinos, porque, se ele se enganou num ponto, pode ter-se enganado em outros. Escolhei.
Agora, senhor cura, permiti que, por minha vez, vos dirija uma pergunta, que certamente vos será fácil responder.
Sabeis que o Gênesis, fixando seis dias para a Criação,não só da Terra, mas do Universo inteiro: Sol, estrelas, Lua, etc., não tinha contado com a Geologia e a Astronomia; que Josué não contara com a lei da gravitação universal. Parece-me que o dogma da ressurreição da carne não contou com a Química. É verdade que a Química é uma ciência diabólica, como todas as que fazem ver claro onde queriam que se visse turvo. Mas, seja qual for a sua origem, ela nos ensina uma coisa positiva: é que o corpo do homem, assim como todas as substâncias orgânicas animais e vegetais, é composto de elementos diversos, cujos princípios são o oxigênio, o hidrogênio, o azoto e o carbono. Ela ainda nos ensina – e notai que é um resultado da experiência – que com a morte esses elementos se dispersam e entram na composição de outros corpos, de sorte que, ao cabo de certo tempo, o corpo inteiro é absorvido. É ainda constatado que o terreno onde sobejam as matérias animais em decomposição são os mais férteis e é na vizinhança dos cemitérios que os incrédulos atribuem a fecundidade proverbial dos jardins dos senhores curas de aldeia. Suponhamos, então, senhor cura, que batatas sejam plantadas nas proximidades de um sepulcro; essas batatas vão alimentar-se dos gases e sais provenientes da decomposição do corpo do morto; essas batatas vão servir para engordar galinhas que, por sua vez, as comereis e as saboreareis, de modo que o vosso próprio corpo será formado de moléculas do corpo do indivíduo morto, e que não deixarão de ser dele, embora tenham passado por intermediários. Então tereis em vós partes que pertenceram a outros. Ora, quando ressuscitardes ambos no dia do juízo, cada um com seu corpo, como fareis? Guardareis o que tendes do outro, ou o outro vos retomará o que lhe pertence? ou ainda tereis algo da batata ou da galinha? Pergunta no mínimo tão grave quanto a de saber se João Batista ressuscitará com o corpo de João ou o de Elias. Eu a faço na maior simplicidade; mas julgai do embaraço se, como isto é certo, tendes em vós porções de centenas de indivíduos. Aí está, a bem dizer, a ressurreição da carne; outra, porém, é a do Espírito, que não leva consigo os seus despojos. Vede, a seguir, o que diz São Paulo.
Já que estamos no terreno das perguntas, eis outra,senhor cura, que ouvimos de incrédulos. Certamente é estranha ao assunto que nos ocupa, mas é suscitada por um dos fatos acima referidos. Segundo o Gênesis, Deus criou o mundo em seis dias e repousou no sétimo. É este repouso do sétimo dia que é consagrado pelo de domingo, e cuja estrita observação é uma lei canônica. Se, pois, como o demonstra a Geologia, esses seis dias,em vez de vinte e quatro horas, são alguns milhões de anos, qual será a duração do dia de repouso? Em termos de importância, esta pergunta vale bem as duas outras.
Não creiais, senhor cura, que estas observações sejam o resultado de um menosprezo às Santas Escrituras. Não, bem ao contrário; nós lhes rendemos, talvez, uma homenagem maior que a vossa. Considerando a forma alegórica, nós lhe buscamos o espírito que vivifica, nelas encontramos grandes verdades e por aí levamos os incrédulos a crer e a respeitá-las, ao passo que, apegando-se à letra que mata, fazem-nas dizer coisas absurdas e aumenta-se o número dos cépticos.
R.E. , dezembro de 1863, p. 491
terça-feira, 1 de julho de 2014
Passe adiante... Quando as dificuldades baterem à sua...
Assista AQUI
A ciência criativa
Físico-filósofo francês aborda discussão sobre o papel da criatividade e da intuição, orientadas pela racionalidade, na produção científica. Para ele, entender o processo da descoberta pode ser o maior desafio da filosofia da ciência.
Claudio Conti* comenta
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Campanha pela volta das palavras mágicas - O poder da gentileza
O Poder da Gentileza
Noeval de Quadros
Nestes tempos de muita preocupação consigo mesmo, e de pouco tempo para o outro, de tempos "sem-tempo", quero chamar a atenção para uma virtude que anda meio esquecida: a gentileza.
Gentileza que não quer dizer fraqueza, nem é virtude só para mulheres.
Gentileza que significa cortesia, amabilidade, fidalguia, bom tratamento.
Tem um poder muito grande e tem relação direta com a inteligência bem como denota elevação moral.
Muitos se desculpam dizendo "não tenho tempo para estas coisas". Porém, sempre é tempo para uma palavra de amizade, para um telefonema cordial, para um sorriso de afeto, dirigido mesmo àqueles que parecem endurecidos e impermeáveis às boas maneiras.
A gentileza depende do hábito. Comece hoje a cultivá-la. Há muitas maneiras de adquirir esse hábito mas precisa ter disciplina e força de vontade.
Pode-se ser gentil com os superiores, mas é muito mais difícil ser gentil com os subalternos ou com os familiares e amigos próximos, justamente aqueles com quem acabamos desdenhando as regras da conduta sadia.
Pode-se ser gentil no trânsito, com os transeuntes, em casa, no trabalho, em todos os lugares.
Cada vez é mais raro ver-se, por exemplo, uma pessoa que dê lugar a outra, dentro de um ônibus lotado. Ou numa fila. Não falo aqui de obedecer a sua vez na fila, mas de dar a vez para outra pessoa que pareça mais aflita ou necessitada. Pelo contrário: quando podem, as pessoas `furam' a fila, quase sempre invocando um título ou uma posição social que os outros não têm.
Cada vez é mais raro ver as pessoas ajudando outras a carregar sacolas, a levantar objetos caídos, a ajudar um idoso a atravessar a rua, ou a empurrar um carro que não pega.
As pessoas alegam que não têm tempo, mas na verdade o tempo é a gente que fabrica. Quantos passam horas à frente dos tele-jornais e das novelas e alegam não ter tempo para agradecer uma carta, um e-mail, um convite ou um favor recebido.
Outro cuidado que a gente não tem: quando precisamos fazer um telefonema, não cogitamos se estamos a incomodar o outro na hora em que ele pode estar mais ocupado. É importante que não façamos ligações em horas tardias, nem tomemos o tempo por mais de dois minutos, em assuntos triviais.
Quando esses pequenos gestos de fraternidade e reconhecimento vão sendo esquecidos, a pessoa vai ficando fria e áspera, acreditando que todos devem ser gentis para com ela, mas esquecendo que esse dever é recíproco e que devemos ser aquele que dá o primeiro passo.
Quantas vezes, no trânsito, não esperamos o pedestre terminar de atravessar a rua, buzinamos impacientemente, não damos a vez ao que está pretendendo entrar numa via preferencial, nem damos carona à mulher grávida ou ao ancião.
"Muito obrigado", "por favor", "está ótimo o seu café", "bom dia", "boa tarde", "desculpe", são expressões que estão se ouvindo cada vez menos.
Nosso teste permanente é com os familiares. No tom de voz, no tempo que lhes damos, nas pequenas atitudes para com o cônjuge, seja oferecendo-se um dia para enxugar a louça, para passar o aspirador, ou surpreendê-lo com um café na cama.
Nosso exemplo é seguido pelos filhos. Não podemos chamar-lhes a atenção por tratar rispidamente a empregada se nós próprios não os ensinamos, pelo exemplo, a respeitar e a pedir "por favor' mesmo àqueles a quem pagamos para trabalhar para nós.
Na rua, outra maneira de demonstrarmos nossa civilidade é a forma como tratamos o pedinte. Mesmo que não possamos lhe dar nada, o importante é tratá-lo como ser humano, sem diminuir-lhe ainda mais a sua dignidade. Se não pudermos orientá-lo ou ajudá-lo, pelo menos vamos vibrar positivamente, em silêncio, certos de que o nosso pensamento poderá suavizar o seu padecimento.
Já não se fala do respeito aos animais ou à Natureza que apenas o ser mais evoluído espiritualmente consagra na forma devida.
A gentileza tem um pouco de renúncia e muito a ver com a generosidade, e esta é irmã da caridade, por isso que quanto mais elevada a pessoa, mais gentil ela é. Aliás, segundo Joana, o culto à gentileza é uma preparação para a transferência às Colônias Espirituais, onde teremos residência e onde o respeito e a cordialidade preponderam nos círculos de Espíritos mais conscientes ("Celeiro de Bênçãos", cap.53).
Por isso, o Espírito Meimei diz que "o primeiro degrau do Paraíso chama-se gentileza" .
Virtude que pertence à família do AMOR, é também a chave que abre as portas do sucesso, porque não há coração mais empedernido que a gentileza não consiga desarmar, nem situação mais desfavorável que não consiga reverter. Por isso dizer-se que a pessoa gentil usa da inteligência, por isso que é mais bem sucedida, sempre, ainda que não deva usar a gentileza com essa intenção oculta.
A pessoa gentil tem paciência no ouvir as pessoas, mesmo aquelas cuja conversa parece não trazer nada de útil. Segundo Chico Xavier, às vezes é preciso peneirar muito cascalho para se obter uma grama de ouro. Mas em toda conversa sempre há alguma coisa que se aproveite...
Por isso, o sinal de inteligência: a pessoa que ouve, aumenta o número dos seus conhecimentos. Só por aí já se vê quanto ganho temos por ouvir mais...
Engana-se quem pensa que a gentileza é própria da mulher. Os espíritos precisam progredir em tudo e por isso a afabilidade e a gentileza têm vez em qualquer pessoa e em qualquer lugar, demonstrando o longo caminho já percorrido pelo Espírito.
Um exemplo grandioso de gentileza vemos em Chico Xavier. Ele, com sua infinita paciência e humildade, sempre atendendo a todos, sem jamais demonstrar contrariedade ou cansaço, é o apóstolo da caridade. Sufocando a dor de angina, que às vezes se torna insuportável, Chico já passou dos 90 janeiros, sempre com uma palavra gentil e consoladora, para balsamizar os corações doridos que o procuram.
E quando a pessoa adquire o hábito da gentileza, esse proceder se torna uma segunda natureza. Ela assim age porque se sente bem. Não o faz para se sentir virtuosa ou para que os outros a admirem, até porque `a virtude desconhece a si mesma' e, segundo o Padre Vieira, "o prêmio das boas ações é praticá-las".
A pessoa gentil só tem um "defeito": é difícil a gente se aproximar dela, porque está sempre rodeada de muitas pessoas, que procuram se beneficiar desse seu halo de grandiosidade e nobreza.
Ainda que você não acredite em tudo o que pode a gentileza, ainda que ache que tudo isso é exagero, se você for gentil, estará se presenteando a si mesmo, porque tornará sua vida bem mais prazerosa. E viver de bem com a gente mesmo já é um grande passo para viver de bem com toda a Humanidade.
(Jornal Mundo Espírita de Novembro de 2000)
(http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/o-poder-da-gentileza.html)
domingo, 29 de junho de 2014
E, aí! Já leu?!
Título: O Espiritismo perante a ciência
Autor: Gabriel Delanne
Conteúdo resumido
Gabriel Delanne foi um dos cientistas que deram continuidade ao trabalho de Kardec, na divulgação da Doutrina Espírita. Nesta obra, o autor demonstra que o Espiritismo, longe de contrariar a Ciência, é nela que se firma, não havendo incompatibilidade entre um e outro. Aprecia casos comprovados experimentalmente de aparições materializadas, telepatia, transportes, visão a distância e premonição, entre outros, relatando a adoção, por grande número de cientistas, da teoria espírita como a única explicação geral de todos os fenômenos investigados. Aconselha a pesquisa séria da mediunidade e reprova energicamente os que, por preconceito ou fanatismo, não admitem a adoção de medidas preventivas contra as mistificações no campo experimental. Acrescenta um Apêndice que visa informar sobre a consagração pela Ciência de algumas das mais importantes teorias da obra, várias décadas após a sua publicação.