sábado, 9 de dezembro de 2017

Série Psicológica de Joanna de Ângelis - Módulo 14

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Mural reflexivo: Lições do cotidiano

Lições do cotidiano

      Michel trabalhava em um hotel fazenda como instrutor de pesca. Seguro de si, por vezes ria intimamente dos erros cometidos pelos pescadores iniciantes. Eles pareciam tão tolos. Pescadores de final de semana.
      Com certeza, o tipo mais extravagante que ele já conhecera era aquele que estava em sua frente. Parecia um modelo de catálogo de roupas esportivas.
      O colete de pescaria era novo. Estava tão duro que parecia engomado. Todo o equipamento de pesca reluzia. Era especialmente novo. O feltro das botas era branco como neve. A vara de pescar nunca tinha sido usada e a carretilha estava montada na posição contrária.
      Rico e exigente, pensou o instrutor.
      No entanto, quando estendeu a mão recebeu um aperto forte e sincero.
      A mulher do principiante tirou uma foto como lembrança e depois os deixou a sós.
      O instrutor acertou a posição da carretilha. O aprendiz deu de ombros e riu de si mesmo. A lição de arremesso da linha foi ali mesmo no gramado. Depois foram para o rio.
      Quando o principiante apanhou o primeiro peixe, soltou gritos de alegria. Na sequência, a cada peixe que pescava, fazia novos comentários.
      Não é lindo? Fantástico? Maravilhoso? Enfim, todos os peixes, não importando o tamanho, eram louvados como pedras preciosas.
      Quando, ao final da tarde, a pescaria acabou, ele se voltou sorridente e agradecido para o instrutor e confessou:
      Quero lhe dizer uma coisa. Este foi um dos melhores dias da minha vida. Não era para eu estar aqui agora. Estive muito doente e os médicos acreditaram que eu não sobreviveria.
      Mas eu acreditei que sobreviveria. Melhorei muito e minha mulher me deu de presente todo este equipamento porque sempre desejei pescar com isca artificial. Esta viagem é uma espécie de comemoração para nossa família.
      O instrutor ficou sem fala. Ele pensara tantas coisas a respeito daquele homem, que parecia quase um tolo, a gritar de alegria por cada peixe retirado da água.
      E, contudo, ele estava comemorando a vida. A sua saúde. A possibilidade de ficar com os seus, na Terra, por mais um período.
      Quando o instrutor o deixou na cabana, onde a esposa e os filhos o esperavam, pôde perceber que a nuvem escura que pairava sobre eles havia passado. Que eles podiam se divertir com algo tão simples como férias em família.
      Enquanto retornava para seu próprio lar, o instrutor pensou que, no dia seguinte, partiria ao encontro de um novo pescador.
      Mas, com certeza, nunca mais permitiria que roupas engomadas e caras ou uma carretilha ao contrário o levassem a acreditar que o aprendiz não teria alguma coisa para lhe ensinar.
      *   *   *
      A vida é uma escola inesgotável. A natureza é mestra. São mestres todos os seres. Alguns nos ensinam a paciência, outros a gratidão.
      Alguns são mestres em renúncia e sabem conjugar o verbo ajudar de uma forma muito especial.
      Aqueles que são espontâneos, que sabem sorrir com facilidade, que explodem em adjetivos pelo sol que nasce, a chuva que cai, a grama que cresce nos ensinam que o espetáculo da vida é inigualável.
      Que ela é feita de pequenas coisas que são extremamente importantes. Basta que saibamos olhar, descobrir, desfrutar.
       

       Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um dia de pescaria, de Seleções Reader´s Digest, de agosto de 2000

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

o autoconhecimento e os ensinos de Jesus - Claudio Conti


Cura & Quântica 2 - Estudo 1 - Introdução - Claudio Conti


Crie a história



Desenvolva o tema à luz da Doutrina Espírita


Arara da felicidade - Viver em paz é...


Crie a história e desenvolva o tema


Desenvolva o tema


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Arara da felicidade - Olhe para o seu coração, ...


Por que ter filhos prejudica mulheres e favorece pais no mercado de trabalho

Camilla Veras Mota - @cavmota
Da BBC Brasil em São Paulo


"Nós não contratamos". Foi assim que o dono de uma loja de roupas no Brás, região de comércio popular de São Paulo, encerrou a entrevista de emprego com a maquiadora Thaa Rodrigues, há menos de dois meses. O motivo da reprovação foi a resposta à última pergunta do empregador: Rodrigues havia acabado de dizer que é mãe de duas crianças.
Um dia antes, a gerente do estabelecimento, com quem ela tivera uma primeira conversa, demonstrara interesse nos quase dez anos de experiência na área de varejo que a paulistana de 26 anos, moradora do bairro de Guaianases, trazia no currículo.
Nunca uma entrevista de emprego tinha acabado de forma tão abrupta, mas a situação não era exatamente nova. "Em geral, depois do 'Quantos filhos você tem?', eles perguntam 'Mas você é pelo menos casada, não é?'", diz Rodrigues, que não vive com o pai das crianças.
Esse tipo de constrangimento faz parte do dia a dia de quem tenta conciliar maternidade e trabalho fora e explica, em parte, porque o desemprego é estruturalmente mais alto entre as mulheres com filhos. Essa é a conclusão da economista e pesquisadora do Insper Regina Madalozzo, que conduziu um estudo com 700 moradores de 30 bairros da periferia de São Paulo com pelo menos um filho de até seis anos. Madalozzo constatou que a discriminação é quase tão determinante quanto a falta de creches para afastar as mães do mercado de trabalho.
No levantamento, feito em 2012 e publicado recentemente em revistas científicas, 38% das mulheres casadas que não trabalhavam disseram que gostariam de estar empregadas. Destas, praticamente metade se queixava de não ter com quem deixar os filhos e metade afirmava não conseguir encontrar emprego.
Já entre as mães que não moravam com o companheiro, a minoria, 43%, estava sem trabalhar porque preferia, enquanto 34% diziam não encontrar emprego e 23%, não ter acesso a escola ou creche. Os relatos de discriminação direta por parte dos potenciais empregadores foram predominantes em ambos os grupos entre as mulheres que disseram sentir dificuldade para encontrar uma vaga.
Na contramão, parte dos homens entrevistados disse perceber alterações positivas em suas relações de trabalho depois da chegada do primeiro filho. "De forma geral, eles afirmam que a paternidade os fez mais responsáveis e que os patrões perceberam e os recompensam por isso", destaca Madalozzo.
A constatação, ela diz, é reforçada por uma série de estudos que mostram que a paternidade vem geralmente acompanhada por um prêmio salarial, enquanto a maternidade desacelera a trajetória de crescimento da remuneração das mulheres.
Madalozzo cita entre os exemplos nesse sentido o trabalho da chefe do departamento de sociologia da Universidade de Massachusetts, Michelle Budig, intitulado The fatherhood bonus and the motherhood penalty ("O bônus da paternidade e o fardo da maternidade").
No caso da pesquisa brasileira, essa distinção de tratamento do mercado de trabalho refletiria em parte a dinâmica das famílias, em que as mães são as principais responsáveis pelas crianças e os pais "têm a possibilidade de escolher 'ajudar' suas mulheres com esta responsabilidade quando se sentem inclinados a isso".
"O que nos chamou atenção é que a maioria dos homens tinha consciência do quanto as mulheres trabalhavam em casa. As pessoas já sabem, o que falta é mudar (a distribuição das tarefas)", avalia a economista.

Do topo à base da pirâmide

A discriminação atinge mulheres de todas as classes sociais, diz a professora do Insper. Ela é mais dramática, contudo, entre as mães de baixa renda, que não têm a opção de contratar uma babá ou, como define a economista, de "terceirizar os cuidados e o trabalho doméstico ao setor privado".
"As entrevistas de emprego são muito mais invasivas. Não se pergunta apenas se ela tem filho, mas como vai 'se virar' quando a criança ficar doente, quando alguma urgência aparecer".
Rodrigues começou a trabalhar aos 15 anos, para ajudar nas despesas de casa. Foi vendedora, caixa, recepcionista e, desde que descobriu que queria trabalhar com beleza, já fez cursos de depilação, desenho de sobrancelhas e maquiagem.
Hoje ela concilia o trabalho de maquiadora, que faz sob demanda porque ainda "não paga todas as contas", com o emprego em horário comercial em uma loja de iluminação na rua Santa Ifigênia, no centro de São Paulo - vaga que conquistou há pouco mais de um mês, depois de uma entrevista "bem mais tranquila" do que a da loja no Brás.
O trajeto de casa ao trabalho dura pouco mais de uma hora. Enquanto ela está fora, a filha de 9 anos e o filho de 5 estão na escola ou aos cuidados da família, que se reveza para ajudá-la. "Eu sei que muitas meninas não têm a mesma sorte que eu", diz ela.

Rede informal de cuidados

A falta crônica de vagas em creches e pré-escolas torna praticamente imprescindível que exista uma rede apoio às mães para que elas tenham condições de trabalhar fora.
Entre as mulheres em idade ativa no Brasil, apenas 52% participam do mercado de trabalho, empregadas ou em busca de colocação, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), referente ao primeiro trimestre deste ano. O percentual é 20 pontos inferior à taxa de participação dos homens, 72%.
Na pesquisa do Insper, intitulada Como famílias de baixa renda em São Paulo conciliam trabalho e família?, 70% de todos os entrevistados, homens e mulheres, relataram receber ajuda de outras mulheres para cuidar dos filhos.
"As mulheres de alta renda contam com as de baixa renda e essas últimas, com as mães, avós, cunhadas, irmãs. É uma rede completamente feminina", observa Madalozzo.
Com uma rede de apoio mais frágil e sentindo necessidade de estar próxima das crianças, a soteropolitana Luana Assis optou pelo trabalho informal, que tem um rotina mais flexível, quando seu terceiro filho nasceu, há poucos meses. "Minha mãe também é nova, precisa trabalhar e não pode cuidar dos meninos", diz ela.
Hoje com 23 anos, a moradora do bairro Periperi, na região norte de Salvador, começou a trabalhar aos 17, como atendente de telemarketing. Cerca de um ano e meio atrás, ela abriu uma pequena lanchonete perto de casa, para tentar conciliar o trabalho com uma vida mais perto dos filhos.
Com o agravamento da crise, contudo, o movimento caiu e ela teve que fechar o negócio. "Vendi tudo e comecei a trabalhar como diarista". Quando ela sai para o serviço, as crianças ficam com a prima, que mora perto.
Com o que ganha, ela sustenta as crianças e economiza para começar um curso técnico de enfermagem, seu plano de longo prazo para voltar a ter carteira assinada. Os sacrifícios de hoje ela define em uma frase: "É coisa pequena perto do que quero conquistar na vida".
Notícia publicada na BBC Brasil, em 16 de agosto de 2017.

Paula Mendlowicz* comenta

“Amar o próximo como a si mesmo; fazer aos outros o que desejamos que os outros façam por nós é a expressão mais completa da caridade, pois resume todos os deveres para com o próximo.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo.)
Lição tão importante do Mestre Jesus, trazida há tanto tempo para nós, mas tão difícil de ser seguida. Entramos no mês de dezembro, falamos do Natal e do nascimento de Jesus, mas não conseguimos ainda praticar seus ensinamentos. Encontramo-nos dominados pelo materialismo, pelo egoísmo, pela vaidade e pelo orgulho e dessa maneira transformamos a nossa sociedade em uma arena de lutas e de muitas desigualdades.
Mães lutam sozinhas, diariamente, pela sua subsistência e de seus filhos e enfrentam concorrências desleais e muito preconceito na tentativa de um trabalho digno. Na rotina, se dividem entre a felicidade da maternidade e as dificuldades reais que se apresentam.
“Apesar do discurso ser outro, na prática, em muitas empresas, a mulher não é compreendida. Não compreendem a necessidade, por exemplo, da mulher se ausentar”, diz Simone. "Quando não demite a funcionária, a própria rotina pode levá-la a pedir demissão. Uma vez fora do mercado, as dificuldades em voltar a trabalhar são muitas. Teve um caso específico que disputei uma vaga com 12 candidatos. No final, ficou entre eu e um rapaz. Quando chegou na fase final de entrevista, contei que tinha uma criança de um ano e meio, na época”, conta e diz que no final, não foi contratada.”
Mas, com certeza, em meio a tanto preconceito, vão surgindo pessoas e empresas que incentivam as funcionárias e compreendem que, ao tornar-se mãe, a mulher desenvolve aptidões benéficas à empresa: “Quando uma mulher se torna mãe, ela desenvolve ou potencializa habilidades que podem ser super bem aproveitadas, como capacidades de comunicação e de liderança. Se a empresa tem percepção disso e investe em políticas internas que façam com que a mulher perceba que seu trabalho é valorizado independente de ser mãe, a empresa tem um ganho gigantesco com isso”, diz Kátia. (http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/maes-deixam-mercado-de-trabalho-cinco-vezes-mais-que-pais.)
Outro problema existente é a dificuldade de muitos homens assumirem suas responsabilidades como pais, empurrando para a mulher a responsabilidade com os cuidados e a educação dos filhos. Essa questão cultural é ainda muito forte em nosso país, dessa maneira, as mulheres ficam sobrecarregadas e impedidas de estudar e trabalhar, enquanto os homens seguem com poucas mudanças em suas vidas.
Como aprendemos na doutrina espírita que a família tem um papel fundamental na nossa sociedade, precisamos avançar nesse quesito se pretendemos viver em uma sociedade mais sadia e harmônica. – “Qual seria para a sociedade o resultado do relaxamento dos laços de família? Um recrudescimento do egoísmo.” (O Livro dos Espíritos, questão 775.)
Que possamos almejar por uma sociedade onde as responsabilidades sejam compartilhadas entre todos e as oportunidades iguais. Lembrando-nos que a lei de Deus impulsiona nossa evolução e caminha para um mundo ditoso! Que possamos trabalhar em nós a empatia, a compaixão e a solidariedade, lembrando sempre que aos olhos de Deus somos todos iguais. (O Livro dos Espíritos, Lei de Igualdade, Cap. IX.)
Gradativamente, aprenderemos a nos amar como irmãos, destruindo assim o egoísmo, seja qual for. Nesse momento passaremos a um mundo superior onde a empatia e a compaixão reinarão e todos terão a oportunidade de avançar, estudando, trabalhando e amando, assim como nos ensinam as Leis do Progresso, Lei de Justiça, Amor e Caridade e Lei de Igualdade. (O Livro dos Espíritos.)
“Nos mundos superiores é o amor mútuo que harmoniza e dirige os espíritos adiantados que os habitam, e o vosso planeta, destinado a um progresso próximo pela sua transformação social, verá seus habitantes praticarem essa sublime lei, reflexo da Divindade.” (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI - Amar o próximo como a si mesmo.)
* Paula Mendlowicz é carioca e formada em ciências biológicas pela UERJ. É espírita e colaboradora do Espiritismo.net

Verifique os temas e os desenvolva com enfoque espírita

Oi, Galera!
A Sílvia postou o Feliz Natal e Feliz Ano Novo dela com vários temas que podemos desenvolver com enfoque espírita.
Daí estamos deixando aqui o vídeo e aguardando vocês passarem os temas e os desenvolver  com fundamentação da Doutrina Espírita, valeu?
Beijos e Abraços

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

As marcas do Cristo - Reformador

As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum.”1
Quando Paulo se dirige aos Gálatas (6:17) e afirma: “Desde agora ninguém me moleste, porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”, certamente já sentia e vivenciava no seu cotidiano a mensagem consoladora da Boa-Nova.
O Cristo de Deus deixou marcas perenes em toda sua existência, sua chegada à Terra numa singela manjedoura chancelou a simplicidade e a humildade.
Jovem, destacou-se entre os doutores da lei no templo, falando-lhes com autoridade e sendo admirado pela sua eloquência e sabedoria, apesar da tenra idade, no entanto, no cadinho do lar, devido às preocupações naturais de seus genitores para protegê-lo das perseguições, invejas, diante do que haviam presenciado no templo, fez a escolha de ajudar o pai na carpintaria para tranquilizá-los, deixando subjacente a marca de que o caminho para Deus é o lar e o esforço próprio.
Deixou a marca indelével do amor verdadeiro como jamais a Humanidade havia presenciado. Sacrificou-se para cristianizar, ou seja, para desvelar as verdades do Pai Celestial entre as criaturas e, sobretudo, senti-las e vivenciá-las em excelsitude.
Foi e permanece sendo a luz mais brilhante que retira das trevas da ignorância aqueles que o seguem, fazendo eclodir em luminosidade a luz própria de seus seguidores.
Na vida comum, deixou marcas de paciência, benevolência, indulgência, perdão, bondade, justiça, dever moral para consigo e para com o Pai Celestial.
Suas marcas foram tão significativas que não foi possível inseri-lo na História, mas, sim, destacá-lo, colocando-a antes e depois d’Ele.
Suas marcas são Modelo e Guia, desvendam o Caminho, revelam a Verdade e realçam a Vida como dádiva do Criador para com as criaturas, seres imortais da Criação.
A mensagem cristã está chancelada pelas marcas do Cristo, como exemplo vivo do caminho a ser trilhado para que um dia, todos possam afirmar como Paulo: “[…] ninguém me moleste, porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”.
REFERÊNCIA:
1 XAVIER, Francisco C. Vinha de luz. Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. 10. imp. Brasília: FEB, 2017. cap. 8 – Marcas.

(Fonte: http://www.souleitorespirita.com.br/reformador/sem-categoria/as-marcas-do-cristo/)

oficina “Fortalecendo nossa rede interna e externa”

A União Distrital Espírita de Glória, em Porto Alegre (RS), com apoio da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, promove a oficina “Fortalecendo nossa rede interna e externa”. Ocorrerá no dia 19 de dezembro, das 14h às 17h. Saiba mais!


7º Congresso Espírita Paraibano - Tema Central: A grandeza da vida

'A grandeza da vida'  será o tema central do 7º Congresso Espírita Paraibano que contará com palestras de André Gatoso, André Luiz Peixinho, Décio Iandoli, Haroldo Dutra, Oscar Lira, Rossandro Klinjey, Sandra Borba, Severino Celestino, Fred Menezes, Denise Lino e Divaldo Franco. O evento acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de janeiro. Informações: www.fepb.org.br


4º Encontro de Trabalhadores da Área de Promoção Social Espírita. (FEEC)


No dia 10 de dezembro, das 8h30 às 12h30, a Federação Espírita do Estado do Ceará promove o 4º Encontro de Trabalhadores da Área de Promoção Social Espírita. Mais informações.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Doutrina Espírita para Principiantes



Filho que rejeita o pai - Visão Espírita (TV Mundo Maior)


DESAFETOS (Humor e Espiritismo)


Arara da felicidade - É com paciência, com calma, ...


Conversando com Léon Denis - Mediunidade com sinceridade


Crie a história - Desenvolva o tema...


Desenvolva o tema à luz da Doutrina Espírita


Arara da felicidade - Entender-se consigo mesmo é...


domingo, 3 de dezembro de 2017

E, aí! Já leu?!







Título: DO OUTRO LADO DA MATÉRIA 
            Enigma da Vida


Autor: Jorge Andréa dos Santos

Estudo completo do Livro "E a Vida Continua" disponibilizado no CVDEE

E a vida continua - Estudos CVDEE
De: Karina Ocanha
Assunto: Estudos da Sala André Luiz

Olá pessoal!!

Todos os estudos realizados do livro: "E a Vida Continua" encontram-se disponíveis no site do CVDEE: 

Um forte abraço, Karina.
Equipe  André Luiz

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Artigo O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE E NA SUA OPINIÃO, COMO ESTÁ O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE?


e QUAL SUA OPINIÃO?! - NA SUA OPINIÃO, COMO ESTÁ O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE?

O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE

1 - NA SUA OPINIÃO, COMO ESTÁ O ESPIRITISMO NA ATUALIDADE?

Depois de séculos de obscurantismo religioso e do dogmatismo imposto, consciências amadurecidas começam a despertar em busca de solução para os seus problemas transcendentes. Nos dias de hoje, vê-se um surto desenfreado de seitas e doutrinas que procuram atender aos Espíritos inquietos, sedentos de novas luzes. Há um inegável interesse pelo fenmeno, como res­posta a velhas questões filosóficas, sem qualquer consequência de ordem moral.

Nesse diapasão, vê-se um crescimento do espiritualismo no mundo, redescobrindo velhas práticas, com roupagem moderna. Presas ao imediatismo da vida material, as criaturas especulam em todos os campos possíveis, no encalço de fórmulas mágicas ou de revelações fantásticas que lhes atendam os anseios da curiosidade vã.

Quando se trata do comportamento humano e das suas consequências morais, o homem ainda se reserva o direito de não esmiuçá-lo, conservando-se como era (e como pretende continuar sendo), protegido pelos mecanismos de defesa da sua personalidade. A nova ordem de coisas custa a penetrar nos corações mais endurecidos.

O Espiritismo, porém, como o Consolador Prometido pelo Cristo, surge no horizonte humano como um oásis em meio ao universo da desinformação e da desesperança, oferecendo ao homem o conhecimento da verdade que liberta e eleva o Espírito.

Enquanto muitos ainda permanecem presos aos modismos, buscando soluções imediatistas para problemas enraizados na personalidade desde longa data, e aderindo a práticas místicas do passado, com roupagem moderna, "o Espiritismo, nos tempos modernos, é, sem dúvida, a revivescência do Cristianismo em seus mandamentos mais simples", como enfatiza Emmanuel.

Mostrando ao homem que ele é o interexistente, isto é, aquele que vive entre os dois mundos, oferece-lhe novas oportunidades de realização, por alterar-lhe o panorama das cogitações mentais. A sobrevivência além da morte já não encerra a criatura nos círculos intransponíveis do céu, inferno e purgatório. A pluralidade dos mundos habitados, da mesma forma não prende o Espírito nas teias incompreensíveis da mesquinha problemática planetária.
O diálogo entre vivos e mortos alarga o universo do conhecimento e preserva os laços afetivos bem formados. Os sofrimentos não são senão nódulos temporários na cadeia da evolução, dissolvidos pelo trabalho digno e pelo conhecimento de si mesmo, que levam o indivíduo a harmonizar-se definitivamente com os imperativos da lei divina. O princípio da reencarnação passa a ser entendido como a chave que abre as portas da existência a todos quantos desejem ardentemente atingir a perfeição a que todos estamos destinados pela Justiça e o Amor Divinos.

Hoje, encontramos na literatura espírita toda sorte de recursos para a renovação necessária, a começar pelas obras da Codificação. N'OEvangelho, o roteiro para a solidificação do comportamento fraterno cristão. Em O Livro dos Espíritos, os princí­pios filosóficos para a fortificação do pensamento icm formado. Em O Livro dos Médiuns, a prática mediúnica à luz da fenomenologia perispirítica.

Além disso, a obra de Francisco Cândido Xavier, com mais de 400 títulos, surge como um indispensável complemento para o conhecimento do Espírito imortal, mormente com as mensagens dos Espíritos André Luiz e Emmanuel. Da pena mediúnica, ainda, cumpre ressaltar a obra de Divaldo Pereira Franco, composta de muitos títulos e ditada por Joanna de Angelis, Bezerra de Menezes, Victor Hugo e muitos outros Espíritos.

Não bastasse todo esse manancial de bênçãos, há ainda o trabalho dos clássicos como Léon Denis, Gabriel Delanne, Camille Flammarion e Ernesto Bozzano, entre os mais notáveis. Autores contemporâneos devem ser lembrados também: Hernani Guimarães Andrade, Jorge Andréa, Hermínio C. Miranda, Richard Simonetti, Paulo Alves Godoy, José Herculano Pires, Manoel Pelicas São Marcos e outros.

Nos dias atuais, vê-se ainda o surgimento de novas práticas que se colocam dentro do vasto círculo da fenomenologia do espírito, entre as quais destacamos a TRVP (Terapia Regressiva a Vidas Passadas) e a TCI (Transcomunicação Instrumental), que auxiliam na elucidação de algumas questões da competência da Doutrina Consoladora. Todavia, "urge o estabelecimento de recursos para a ordenação justa das manifestações que dizem respeito à nova ordem de princípios que se instalam vitoriosos na mente de cada um ", adverte Emmanuel.

Hoje, sente-se a necessidade da unificação do Espiritismo, em torno do ideal do ensino espírita, do aprendizado da Doutrina, principalmente no que diz respeito ao Evangelho de Jesus, com a prática da caridade e do amor ao semelhante. Congressos mundiais ou internacionais vêm sendo organizados com essa finalidade, no Brasil e na Europa. É um fato histórico, de grande significado.

Se o Espiritismo começou com a curiosidade (causada pela estranheza dos fenômenos) e passou para a fase do raciocínio e da filosofia, é chegado o terceiro momento: da aplicação e das consequências. Já superamos a etapa da fé cega e chegamos ao porto seguro da fé raciocinada, sob as claridades inegáveis de um novo tempo. Não basta conhecer o Evangelho; é preciso praticá-lo. Não é suficiente ter os exemplos de Jesus na memória; é imprescindível inscrevê-los no coração e segui-Lo, além dos limites do tempo...


(fonte: http://www.acasadoespiritismo.com.br/perguntasresp/o%20espiritismo%20na%20atualidade.htm)

Artigo: Atualidade do Espiritismo

Atualidade do Espiritismo

O Espiritismo é uma doutrina livre de preconceitos, rituais, paramentos e de qualquer manifestação dogmática.
Como ciência, filosofia e religião, representa a síntese dos princípios naturais existentes desde todos os tempos, que serão gradativamente assimilados pela inteligência humana e integrarão a crença comum, independentemente de rótulos. Questões importantes como a existência de Deus, a imortalidade da alma, a mediunidade, a lei de causa e efeito e a reencarnação apresentam conteúdos indispensáveis ao entendimento do homem sobre a sua origem, o seu papel no mundo e o seu destino futuro após a morte do corpo físico.
A principal mensagem do Espiritismo é a de que a morte não existe. Continuamos vivos após essa vida! E o que encontraremos do outro lado, no Mundo Espiritual, será o resultado do que fizermos ou deixarmos de fazer na atual encarnação. Isso implica numa mudança de filosofia de existência em que o princípio da imortalidade associado à responsabilidade individual passa a fazer parte do cotidiano das pessoas. Esse conhecimento deve ser expandido e alcançar o maior público possível, tendo em vista os benefícios proporcionados à saúde integral de todos que dele usufruírem. Gradativamente, as virtudes irão sobrepujar os vícios. O egoísmo cederá lugar à caridade; o orgulho à humildade; o apego à renúncia; o ódio ao amor; a guerra à paz; o mal ao bem. Seremos, assim, senão integralmente bons, ao menos disciplinados, no constante esforço de conquistar atitudes renovadas para a construção de um mundo melhor.
Esses são momentos importantíssimos na divulgação do bem para a instalação do Mundo de Regeneração na Terra. Essa nova morada se inicia com a renovação de nós mesmos, quando o Reino de Deus é instaurado na intimidade de cada um. O Espiritismo, assim como todas as demais religiões, filosofias, ciências e iniciativas de conteúdo elevado, – que transcendem a materialidade objetiva do plano físico, projetam a sustentabilidade das ações humanas em consonância com o respeito à Natureza e suas manifestações divinas, buscam o equilíbrio nas relações sociais e em todas as suas decorrências – são alavancas que impulsionam o progresso da humanidade e merecem nosso respeito, incentivo e engajamento.



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Menina de 11 anos que sobreviveu a câncer no cérebro se mata por sofrer bullying na escola

Americana Bethany Thompson, do estado de Ohio, estava na sexta série

Por Crescer online

Bethany Thompson era uma criança como qualquer outra, a não ser por um fato incrível: lutou contra um câncer no cérebro quando tinha apenas 3 anos de idade e sobreviveu. A cirurgia que retirou o tumor foi um sucesso, mas deixou uma pequena sequela em seu rosto: a boca ficou levemente repuxada para a direita.
Isso foi suficiente para ela se tornar alvo de comentários maldosos de outras crianças na escola. Em entrevista à revista americana Time, a mãe, Wendy Feucht, contou que a filha sofreu um bullying implacável durante o ano todo. “Havia garotos na escola que eram incansáveis. Faziam de tudo para deixá-la fora de si. Ela costumava reagir, embora ficasse triste. Mas chegou a um ponto em que não conseguiu mais ignorar e fez o que fez”, relata a mulher. Bethany tirou a própria vida com um tiro no último dia 19. Até agora, não se conhece a origem da arma.
O fato, chocante e triste, traz dois alertas a todos os pais e mães: o primeiro deles é estar atento às mudanças de comportamento dos filhos e buscar ajuda profissional sempre que necessário. Se você reparar que a criança começou a apresentar alterações bruscas de humor, está distante, calada e triste, tente conversar para entender o que ela está sentindo. Se os pais notam que não estão conseguindo ajudar, é válido contar com um psicólogo.
O segundo alerta é igualmente importante: desde sempre, fale com o seu filho sobre o respeito às diferenças. Ensine sobre diversidade e tolerância. Essas lições, quando assimiladas desde cedo, formam pessoas mais empáticas e sensíveis à dor do outro – além, é claro, de evitar comportamentos agressivos, como o bullying.
Notícia publicada na Revista Crescer, em 2 de novembro de 2016.

Jorge Hessen* comenta

Como vimos na reportagem, Bethany Thompson lutou contra um câncer no cérebro quando tinha apenas 3 anos de idade e sobreviveu. A cirurgia que retirou o tumor foi um sucesso, mas deixou uma pequena sequela em seu rosto: a boca ficou levemente repuxada para a direita. Por causa disso, Bethany, com 11 anos de idade, sofria bullying implacável na escola, até que chegou a um ponto em que não suportou mais e tirou a própria vida com um tiro. Caso semelhante ocorreu no Colégio Holy Angels Catholic Academy, em Nova York, Estados Unidos. Aí estudava Daniel Fitzpatrick, um aluno de 13 anos, que estava sofrendo bullying. Resultado! Daniel acabou se suicidando. Deixou uma carta de despedida e dentre outros bramidos de dor moral escreveu: "Eu desisto"! Disse ainda que os seus colegas da escola o atormentavam há muito tempo e a direção do colégio não fazia nada a respeito, mesmo após ele e os seus pais terem feito uma reclamação formal. A resposta do Holy Angels teria sido: "Calma! tudo vai ficar bem. É só uma fase, vai passar."
Como esquecermos a chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira, de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, em que meninos e meninas ficaram irmanados num trágico destino! Suas vidas foram prematuramente ceifadas num episódio de insonhável bestialidade. O assassino, Wellington Menezes de Oliveira, embora com a mente arruinada e razão obliterada, fez sua opção de atirar contra os alunos que o incomodavam. Numa fita gravada, Wellington alegou ter sofrido bullying, anos antes, na mesma escola; neste caso, houve uma reação violentíssima.
O bullying é uma epidemia psicossocial e pode ter consequências graves. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo, pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa. Crianças e adolescentes que sofrem humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podem ter queda do rendimento escolar, somatizar o sofrimento em doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade.
Os fatos, chocantes e tristes, trazem dois alertas a todos os pais e mães: o primeiro deles é estar atento às mudanças de comportamento dos filhos e buscar ajuda profissional sempre que necessário. O segundo alerta é falar com o filho sobre o respeito às diferenças. Ensinar sobre diversidade e tolerância. Essas lições, quando assimiladas desde cedo, formam pessoas mais empáticas e sensíveis à dor do outro – além, é claro, de evitar comportamentos agressivos, como o bullying.
Urge estabelecer limites aos nossos filhos. Desde os primeiros anos, devemos ensiná-los a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. Os filhos, quando crianças, registram em seu psiquismo todas as atitudes dos pais, tanto as boas quanto as más, manifestadas na intimidade do lar. Por esta razão, os pais devem estar sempre atentos e, incansavelmente, buscando um diálogo franco com os filhos, sobretudo amando-os, independentemente de como se situam na escala evolutiva.
Crianças as quais são criadas dentro de padrões de liberalidade excessiva, sem limites, sem noções de responsabilidade, sem disciplina, sem religião e muitas vezes sem amor serão aquelas com maior tendência aos comportamentos agressivos, tais como o bullying, pois foram mal-acostumadas e por isso esperam que todos façam as suas vontades e atendam sempre às suas ordens.
Por isso mesmo, importa  ensinar à criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concentrando-lhe as posições mentais, pois a infância é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida. A criança livre é a semente do malfeitor. A própria reencarnação se constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo.

* Jorge Hessen é natural do Rio de Janeiro, nascido em 18/08/1951. Servidor público federal aposentado do INMETRO. Licenciado em Estudos Sociais e Bacharel em História. Escritor (dois livros publicados), Jornalista e Articulista com vários artigos publicados

Conexão Jovem Espírita- Arte Jovem - Arte e mediunidade


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Conexão Jovem Espírita – especial Conbraje (o que rolou por lá...)

PARTE 01

PARTE 02



LIVE - Minha Nada Mole Encarnação - Notícias Falsas (Fake News)


Diretrizes Para Ações da Juventude Espírita do Brasil - YEAH! Especial


"Neste vídeo, Thiago e Natália contam com um convidado super especial que vai ajudá-los a falar um pouco sobre as Diretrizes Para Ações da Juventude Espírita do Brasil. Esse documento, construído com idéias de todo o Brasil nos ajuda a entender um pouco mais como o jovem pode atuar em níveis estaduais, regionais e nacionais.
Vem conferir! O documento encontra-se no endereço:
ou

"



Minha Nada Mole Encarnação - Selfie


E, aí!Já leu?!



Transplante de Amor
 
De Eurípedes Kühl
Espírito: Roboels
Editora: EVOC
Editora Virtual O Consolador

O livro ora publicado no formato digital pela EVOC – Editora Virtual O Consolador, recebido mediunicamente pelo confrade Eurípedes Kühl, ditado pelo espírito Roboels, traz uma história com muitas observações ratificando o que sempre será importante, independente da dimensão.
Bem se sabe que o espírito, por sua eternidade, desde a criação, tem apenas um objetivo, mesmo não percebido ainda em muitos casos, que é o de sentir-se pleno com a paz que os espíritos puros já podem vivenciar e, consequentemente, amparar os irmãos na caminhada. No entanto, tanto há a aprender, a lapidar, a conhecer e a conhecer-se até que surjam esses raios de luz tão abençoados.
Na vida, nada está em lugar errado e nem o acaso existe. Tudo está de acordo com o andamento de sucessivas existências. As pessoas tanto do grupo familiar e do convívio comum e pessoal são sabiamente distribuídas para a ordenação visando a dirimir os sentimentos de intemperança, intolerância, crueldade e oportunizando o início do amor entre elas.  Tudo rege a maestria necessária para o desenvolvimento e progresso dentro da evolução.
Este enredo, sensivelmente, traz seus personagens desejando preencher seus corações, porém, tantas vezes, essa busca direciona-se a infelizes prazeres que atrasam o progresso e enchem o coração de sofrimento e cegueira momentânea.
Entretanto, se o espírito está fadado à evolução e o amor de Deus é incomparável e incontestável, os missionários do bem estão sempre de plantão a ajudarem os que, de uma forma ou outra, rogam por luz ao caminho que ainda se encontra na escuridão.
Estas páginas vão reforçar que o coração busca realmente o amor em todas as suas maneiras.
A capa do livro foi gentilmente concebida e elaborada pela artista plástica Cláudia Rezende Barbeiro.

Pergunta Feita - O que é livre-arbítrio?

O Espiritismo responde

(fonte: O Consolador Revista Semanal de Divulgação Espírita)
por Astolfo O. de Oliveira Filho

Em mensagem publicada na seção de Cartas desta edição, o leitor Aparecido Paulo escreveu-nos o seguinte:

O que é o livre-arbítrio? Nós o possuímos na sua plenitude ou essa condição é apenas concedida aos Espíritos puros?

O livre-arbítrio pode ser definido como sendo a faculdade que tem o indivíduo de, entre duas ou mais opções, determinar sua própria conduta, ou seja, a possibilidade que ele tem de escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as outras.
O tema é tratado na obra de Allan Kardec em inúmeros momentos. Em sua primeira e principal obra, O Livro dos Espíritos, o assunto é focalizado, entre outras, nas questões 843 a 850.
Indagou Kardec: - Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?
Os instrutores espirituais responderam: “Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de obrar. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.” (L.E., 843)
Segundo os ensinos espíritas, nas primeiras fases da vida quase nula é a liberdade, que se desenvolve e muda de objeto com o desenvolvimento das faculdades. “O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo” – eis a lição constante da questão 122 d´O Livro dos Espíritos.
Em face dessa informação, é lícito pensar que só os Espíritos puros é que teriam o gozo do livre-arbítrio em sua plenitude. Em todos os demais Espíritos, ele seria sempre relativo e proporcional ao grau evolutivo da pessoa.
Finalizando estas explicações, achamos que é importante lembrar as considerações feitas por Kardec no item 872 d´O Livro dos Espíritos, em que ele, procurando esmiuçar o assunto, escreveu:

“A questão do livre-arbítrio se pode resumir assim:
O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Ele pode, por prova e por expiação, escolher uma existência em que seja arrastado ao crime, quer pelo meio onde se ache colocado, quer pelas circunstâncias que sobrevenham, mas será sempre livre de agir ou não agir.
Assim, o livre-arbítrio existe para ele, quando no estado de Espírito, ao fazer a escolha da existência e das provas e, como encarnado, na faculdade de ceder ou de resistir aos arrastamentos a que todos nos temos voluntariamente submetido. Cabe à educação combater essas más tendências. Fá-lo-á utilmente, quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modifica a inteligência pela instrução e o temperamento pela higiene.
Desprendido da matéria e no estado de erraticidade, o Espírito procede à escolha de suas futuras existências corporais, de acordo com o grau de perfeição a que haja chegado e é nisto, como temos dito, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio. Esta liberdade, a encarnação não a anula. Se ele cede à influência da matéria, é que sucumbe nas provas que por si mesmo escolheu. Para ter quem o ajude a vencê-las, concedido lhe é invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos. (337)
Sem o livre-arbítrio, o homem não teria nem culpa por praticar o mal, nem mérito em praticar o bem. E isto a tal ponto está reconhecido que, no mundo, a censura ou o elogio são feitos à intenção, isto é, à vontade. Ora, quem diz vontade diz liberdade. Nenhuma desculpa poderá, portanto, o homem buscar, para os seus delitos, na sua organização física, sem abdicar da razão e da sua condição de ser humano, para se equiparar ao bruto. Se fora assim quanto ao mal, assim não poderia deixar de ser relativamente ao bem. Mas, quando o homem pratica o bem, tem grande cuidado de averbar o fato à sua conta, como mérito, e não cogita de por ele gratificar os seus órgãos, o que prova que, por instinto, não renuncia, mau grado à opinião de alguns sistemáticos, ao mais belo privilégio de sua espécie: a liberdade de pensar.” (O Livro dos Espíritos, item 872.)

Esperamos que as informações acima satisfaçam à expectativa do leitor e de todos que se interessem pelo assunto.

(fonte: O Consolador Revista Semanal de Divulgação Espírita)