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sábado, 18 de março de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
Cinquenta perguntas sobre o livro "Nosso Lar" (41-45)
***
41 – Os Espíritos se preocupam com
guerra? O que eles fazem?
R. – A preocupação é tanta que, para
isso, mantém grupos socorristas. Acreditam eles que as pessoas que começam uma
guerra, principalmente uma nação, pagará preço terrível.
42 – Por que o Governador fez um
discurso sobre a coragem?
R. – É que a guerra, na Terra, gera medo
e desordem. Para manter o equilíbrio de "Nosso Lar" precisou
arregimentar forças dos seus habitantes no sentido de emitir vibrações
positivas ante o nefasto acontecimento.
43 – O Espiritismo, que já fez 50 anos,
não poderia auxiliar a humanidade na questão da guerra?
R. – O Espiritismo tem muita
dificuldade, porque a esmagadora porcentagem dos aprendizes que se aproxima
dele, tem em mira a fenomenologia mediúnica e os proveitos particulares.
Enquanto nos preocuparmos com o fenômeno, fazendo os médiuns de cobaias, muito
distantes estaremos do homem espiritualizado, próprio para o tipo de ajuda
requerida.
44 – Há diferença entre umbral e
trevas?
R. – Umbral é zona de purgação e
sofrimento. Trevas seriam regiões mais inferiores que conhecemos.
45 – Como descrever o ambiente no campo
da música?
R. – O ambiente é de conversação
elevada, em que se tecem comentários sobre temas de filosofia e os ensinamentos
evangélicos de Jesus, com o objetivo de atingir o auxílio mútuo.
Carta escrita por padre assassinado prevê a própria morte duas décadas antes e pede compaixão para o assassino
Carta escrita por padre assassinado prevê a própria morte duas décadas antes e pede compaixão para o assassino
Publicado em 14 de março de 2017
Um padre que foi assassinado no ano passado, nos Estados Unidos, já havia pedido, 22 anos antes, que o assassino fosse perdoado. O reverendo Rene Robert era contrário à pena de morte e escreveu uma carta em que parece prever a própria morte.
Na carta, o padre católico pedia que aquele que um dia tirasse a sua vida fosse poupado da execução "não importa quão hediondo tenha sido o crime ou o quanto eu possa ter sofrido".
Agora, os bispos católicos esperam que o documento convença os promotores a reverter a decisão que condenou Steven James Murray à pena de morte, depois de sequestrar e matar o padre, em abril do ano passado, no Estado da Geórgia, onde existe a pena de morte.
Publicado em 14 de março de 2017
Um padre que foi assassinado no ano passado, nos Estados Unidos, já havia pedido, 22 anos antes, que o assassino fosse perdoado. O reverendo Rene Robert era contrário à pena de morte e escreveu uma carta em que parece prever a própria morte.
Na carta, o padre católico pedia que aquele que um dia tirasse a sua vida fosse poupado da execução "não importa quão hediondo tenha sido o crime ou o quanto eu possa ter sofrido".
Agora, os bispos católicos esperam que o documento convença os promotores a reverter a decisão que condenou Steven James Murray à pena de morte, depois de sequestrar e matar o padre, em abril do ano passado, no Estado da Geórgia, onde existe a pena de morte.
A carta
O reverendo Robert tinha 71 anos e vivia na cidade costeira de Saint Augustine, no Estado da Flórida. Seu corpo foi encontrado sete dias depois do crime, crivado de balas, numa mata da Geórgia.
De acordo com as autoridades, o religioso foi morto por Steven Murray, a quem vinha tentando ajudar há vários meses.
Em 1995, o padre franciscano escreveu uma carta, considerada pela Igreja católica uma "declaração de vida", que foi testemunhada e registrada em cartório.
"Eu peço que a pessoa considerada culpada do meu assassinato não seja submetida à pena de morte em nenhuma circunstância", escreveu.
Agora, bispos católicos estão protestando contra a decisão da Promotoria, que pede a pena de morte para o homem acusado de ter assassinado o reverendo Robert.
Amigos lembram que o padre dedicou a vida a ajudar os mais vulneráveis, como condenados, viciados em drogas e pessoas com problemas mentais.
"Ele tinha consciência que seu ministério poderia ser vítima de violência, mas ainda assim cuidava daquelas pessoas", disse o arcebispo Wilton Gregory.
O reverendo Robert tinha 71 anos e vivia na cidade costeira de Saint Augustine, no Estado da Flórida. Seu corpo foi encontrado sete dias depois do crime, crivado de balas, numa mata da Geórgia.
De acordo com as autoridades, o religioso foi morto por Steven Murray, a quem vinha tentando ajudar há vários meses.
Em 1995, o padre franciscano escreveu uma carta, considerada pela Igreja católica uma "declaração de vida", que foi testemunhada e registrada em cartório.
"Eu peço que a pessoa considerada culpada do meu assassinato não seja submetida à pena de morte em nenhuma circunstância", escreveu.
Agora, bispos católicos estão protestando contra a decisão da Promotoria, que pede a pena de morte para o homem acusado de ter assassinado o reverendo Robert.
Amigos lembram que o padre dedicou a vida a ajudar os mais vulneráveis, como condenados, viciados em drogas e pessoas com problemas mentais.
"Ele tinha consciência que seu ministério poderia ser vítima de violência, mas ainda assim cuidava daquelas pessoas", disse o arcebispo Wilton Gregory.
Protesto de religiosos
O arcebispo estava entre uma dezena de religiosos participantes de um protesto, no começo desta semana, diante da Corte de Justiça de Augusta, na Geórgia.
Ele entregaram uma petição com mais de 7,4 mil assinaturas de pessoas da diocese do reverendo Robert pedindo que a vontade dele seja respeitada.
"Nós queremos ser a voz dele e fazer com que a sua 'declaração de vida' seja levada em consideração neste caso específico", disse o bispo Gregory Hartmayer, em frente ao prédio do tribunal.
O bispo Felipe Estevez, da diocese de Saint Augustine, disse que o condenado pelo assassinato certamente merece uma punição, mas, acrescentou, "condenar à morte como consequência de um assassinato só perpetua o ciclo de violência na nossa comunidade".
A promotora do distrito de Augusta, Ashley Wright, citou fatores agravantes ao pedir a pena de morte para o acusado.
Ela disse que as agravantes tornaram a morte do padre "ultrajante e indecentemente vil, horrível e desumana".
Murray, que já tinha ficha criminal, pediu uma carona ao padre em Jacksonville, na Flórida, antes de sequestrá-lo e matá-lo, segundo as autoridades.
O arcebispo estava entre uma dezena de religiosos participantes de um protesto, no começo desta semana, diante da Corte de Justiça de Augusta, na Geórgia.
Ele entregaram uma petição com mais de 7,4 mil assinaturas de pessoas da diocese do reverendo Robert pedindo que a vontade dele seja respeitada.
"Nós queremos ser a voz dele e fazer com que a sua 'declaração de vida' seja levada em consideração neste caso específico", disse o bispo Gregory Hartmayer, em frente ao prédio do tribunal.
O bispo Felipe Estevez, da diocese de Saint Augustine, disse que o condenado pelo assassinato certamente merece uma punição, mas, acrescentou, "condenar à morte como consequência de um assassinato só perpetua o ciclo de violência na nossa comunidade".
A promotora do distrito de Augusta, Ashley Wright, citou fatores agravantes ao pedir a pena de morte para o acusado.
Ela disse que as agravantes tornaram a morte do padre "ultrajante e indecentemente vil, horrível e desumana".
Murray, que já tinha ficha criminal, pediu uma carona ao padre em Jacksonville, na Flórida, antes de sequestrá-lo e matá-lo, segundo as autoridades.
'Eu simplesmente surtei'
O suspeito foi detido quando dirigia o carro do reverendo no Estado da Carolina do Sul, um dia depois de o padre Robert ser dado como desaparecido.
Sete dias mais tarde, Murray levou os policiais até o local onde estava o corpo.
Ao aparecer no tribunal logo depois da prisão, o suspeito pediu clemência.
"Quem ama o padre Rene vai me perdoar porque ele era um homem de Deus e perdoar é piedade", disse o suspeito, segundo o noticiário local WALB News, da rede de TV americana ABC.
"Tenho problemas mentais e perdi o controle. Peço desculpas", acrescentou.
Usuário de drogas, Murray, de 28 anos, esteve preso várias vezes desde a adolescência.
Na noite de 10 de abril de 2016, ele pediu carona ao padre, o sequestrou e dirigiu com o religioso até o Estado vizinho da Geórgia, onde o matou a tiros e se livrou do corpo numa mata.
Ele disse a um jornal local que nunca pretendera matar o religioso, mas entrou em pânico ao perceber que tinha ido longe demais.
"Eu simplesmente surtei e o matei", disse Murray, ao alegar inocência em uma série de entrevistas com os advogados na prisão.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 1º de fevereiro de 2017.
O suspeito foi detido quando dirigia o carro do reverendo no Estado da Carolina do Sul, um dia depois de o padre Robert ser dado como desaparecido.
Sete dias mais tarde, Murray levou os policiais até o local onde estava o corpo.
Ao aparecer no tribunal logo depois da prisão, o suspeito pediu clemência.
"Quem ama o padre Rene vai me perdoar porque ele era um homem de Deus e perdoar é piedade", disse o suspeito, segundo o noticiário local WALB News, da rede de TV americana ABC.
"Tenho problemas mentais e perdi o controle. Peço desculpas", acrescentou.
Usuário de drogas, Murray, de 28 anos, esteve preso várias vezes desde a adolescência.
Na noite de 10 de abril de 2016, ele pediu carona ao padre, o sequestrou e dirigiu com o religioso até o Estado vizinho da Geórgia, onde o matou a tiros e se livrou do corpo numa mata.
Ele disse a um jornal local que nunca pretendera matar o religioso, mas entrou em pânico ao perceber que tinha ido longe demais.
"Eu simplesmente surtei e o matei", disse Murray, ao alegar inocência em uma série de entrevistas com os advogados na prisão.
Notícia publicada na BBC Brasil, em 1º de fevereiro de 2017.
Breno Henrique de Sousa* comenta
É possível prever a própria morte?
Não são incomuns os casos em que pessoas preveem a própria morte e algumas o fizeram com relativa precisão, senão quanto aos detalhes, ou pela época em que aconteceria. É certo que algumas pessoas, pelo gênero de vida que levam, sabem que estão sob o risco de morte. Uma profissão arriscada, defender de uma causa polêmica, sentir-se ameaçado por pessoas e circunstâncias especiais levam qualquer um a considerar o seu risco de morte sem que isso constitua nenhum fenômeno espirita.
Talvez o caso do padre franciscano Rene Robert se enquadre nessa perspectiva, ou seja, quem sabe por seu posicionamento firme contrário à pena de morte, em um país onde essa prática é adotada, levou-o a considerar que mesmo que ele próprio fosse morto, não desejaria que seu algoz fosse condenado à pena capital? Terá sido uma intuição? Talvez sim, mas, provavelmente inconsciente.
Porém, existem casos que não deixam dúvida sobre a natureza transcendente da intuição. Pessoas há que sem nenhum motivo aparente preveem – às vezes com grande precisão – a sua própria desencarnação. Camille Flammarion cita muitos desses casos. Vejamos uma das correspondências recebidas pelo autor:
(Carta 127) XIX – “Meu irmão mais velho, Emílio Zipélius, artista pintor, morreu a 16 de setembro de 1865, na idade de 25 anos, quando se banhava no Mosela. Residia ele em Paris, mas achava-se naquele momento em visita a parentes seus em Pompey, perto de Nancy. Duas vezes minha mãe sonhara, em intervalos assaz distanciados, que seu filho se afogava. Quando a pessoa incumbida de transmitir a terrível notícia aos meus pais se apresentou a casa deles, minha mãe, adivinhando que sucedera uma desgraça, procurou logo informar-se a respeito de uma de suas filhas ausentes, de quem não tivera notícias desde alguns dias. Quando lhe responderam que não se tratava dela, exclamou: – Não continueis; sei o que aconteceu: meu filho afogou-se. Havíamos recebido uma carta dele durante o dia, de sorte que nada fazia prever essa catástrofe. Meu próprio irmão tinha dito à sua empregada pouco tempo antes: – Se uma noite qualquer eu não regressar à casa, ide à Morgue no dia seguinte, porque tenho o pressentimento que morrerei n’água. Sonhei que estava no fundo d’água, morto e com os olhos abertos. Foi, com efeito, assim que o encontraram: morrera, n’água, da ruptura de um aneurisma. Minha mãe e meu irmão estavam tão persuadidos de que isso aconteceria, que no dia de sua morte recusara-se ela a banhar-se no Mosela. Mas à noite deixou-se seduzir pela frescura da água e foi arrebatado, desse modo, à nossa afeição. J. Vogelsang – Zipélius (Mulhouse).” (Do Livro O Desconhecido e os Problemas Psíquicos – Camille Flammarion.)
Note que, nesse caso, mãe e filho recebem a mesma intuição sobre o tipo de morte que Emílio sofreria. Também é famoso o caso de Abraham Lincoln que teve um sonho premonitório sobre o seu assassinato. No sonho ele chegava à Casa Branca e havia um funeral. Ao perguntar quem havia morrido, alguém lhe respondeu: - o presidente.
O Livro dos Espíritos trata do assunto em diversos momentos, mas destacamos a questão abaixo pela sua clareza e relação direta com o tema do nosso comentário:
“411. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?
Frequentemente acontece pressenti-la. Algumas vezes também sucede ter nítida consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas preveem com grande exatidão a data em que virão a morrer.”
Não restam dúvidas sobre o fato de que algumas pessoas preveem a própria morte, mas como isso pode acontecer? Teremos todos um dia determinado para morrer e nada pode ser feito a esse respeito? Estará nosso destino lacrado de forma irremediável?
Sobre esse assunto recomendamos a leitura do capítulo XVI de A Gênese, onde Allan Kardec desenvolve a teoria da presciência, nos fazendo entender que o destino não está selado de forma definitiva, porém, existem fatos que estão propensos a acontecer e outros que estão dentro de um planejamento maior determinado pela espiritualidade. Alguns acontecimentos estão encadeados como consequência de uma série de acontecimentos atuais, aos quais os espíritos podem analisar com clareza e antever através disso o futuro, porém, frequentemente as circunstâncias e momento específico do acontecimento está subordinado ao nosso livre-arbítrio e aos pormenores que envolvem o fato. Vejamos o que nos diz Kardec:
"Pode, portanto, ser certo o resultado final de um acontecimento, por se achar este nos desígnios de Deus; como, porém, quase sempre, os pormenores e o modo de execução se encontram subordinados às circunstâncias e ao livre-arbítrio dos homens, podem ser eventuais as sendas e os meios. Está nas possibilidades dos Espíritos prevenir-nos do conjunto, se convier que sejamos avisados; mas, para determinarem lugar e data, fora mister conhecessem previamente a decisão que tomará este ou aquele indivíduo. Ora, se essa decisão ainda não lhe estiver na mente, poderá, tal venha ela a ser, apressar ou demorar a realização do fato, modificar os meios secundários de ação, embora o mesmo resultado chegue sempre a produzir-se. É assim, por exemplo, que, pelo conjunto das circunstâncias, podem os Espíritos prever que uma guerra se acha mais ou menos próxima, que é inevitável, sem, contudo, poderem predizer o dia em que começará, nem os incidentes pormenorizados que possam ser modificados pela vontade dos homens." (A Gênese – Cap. XVI – Teoria da Presciência, Item 14. Allan Kardec.)
Ora, vale ressaltar que nesse trecho Kardec se refere a circunstâncias gerais que envolvem a coletividade. Esses fatos são mais difíceis de prever no que se refere às datas e forma de execução. Porém, no âmbito individual, apesar de não ser comum, existem registros de casos de pessoas que anteviram a própria morte com certa riqueza de detalhes e com impressionante precisão. Aí não existe nenhuma contradição, trata-se apenas da constatação de que fatos que envolvem apenas a nossa vida individual dependem menos das circunstâncias exteriores do que fatos que afetam a coletividade, sendo, por isso, mais alcançáveis pela premonição.
Também é certo que todos têm um planejamento reencarnatório através do qual estão pré-definidos aspectos importantes e de caráter geral de nossas vidas. Mesmo assim, esse planejamento pode mudar de acordo com a nossa caminhada. Temos conhecimento, por exemplo, daquelas pessoas que receberam uma moratória, ou seja, uma espécie de prorrogação da vida física ou adiamento da morte. Nesses casos, o indivíduo recebe a oportunidade de seguir adiante e concluir alguma tarefa.
De qualquer forma, a espiritualidade está sempre a nos guiar e oportunizar as experiências necessárias para o nosso adiantamento espiritual. Lembremos que a morte não é um castigo, mas, antes, o retorno para nossa pátria espiritual.
* Breno Henrique de Sousa é paraibano, professor da Universidade Federal da Paraíba nas áreas de Ciências Agrárias e Meio Ambiente. Está no movimento Espírita desde 1994, sendo articulista e expositor. Atualmente faz parte da Federação Espírita Paraibana e atua em diversas instituições na sua região
É possível prever a própria morte?
Não são incomuns os casos em que pessoas preveem a própria morte e algumas o fizeram com relativa precisão, senão quanto aos detalhes, ou pela época em que aconteceria. É certo que algumas pessoas, pelo gênero de vida que levam, sabem que estão sob o risco de morte. Uma profissão arriscada, defender de uma causa polêmica, sentir-se ameaçado por pessoas e circunstâncias especiais levam qualquer um a considerar o seu risco de morte sem que isso constitua nenhum fenômeno espirita.
Talvez o caso do padre franciscano Rene Robert se enquadre nessa perspectiva, ou seja, quem sabe por seu posicionamento firme contrário à pena de morte, em um país onde essa prática é adotada, levou-o a considerar que mesmo que ele próprio fosse morto, não desejaria que seu algoz fosse condenado à pena capital? Terá sido uma intuição? Talvez sim, mas, provavelmente inconsciente.
Porém, existem casos que não deixam dúvida sobre a natureza transcendente da intuição. Pessoas há que sem nenhum motivo aparente preveem – às vezes com grande precisão – a sua própria desencarnação. Camille Flammarion cita muitos desses casos. Vejamos uma das correspondências recebidas pelo autor:
(Carta 127) XIX – “Meu irmão mais velho, Emílio Zipélius, artista pintor, morreu a 16 de setembro de 1865, na idade de 25 anos, quando se banhava no Mosela. Residia ele em Paris, mas achava-se naquele momento em visita a parentes seus em Pompey, perto de Nancy. Duas vezes minha mãe sonhara, em intervalos assaz distanciados, que seu filho se afogava. Quando a pessoa incumbida de transmitir a terrível notícia aos meus pais se apresentou a casa deles, minha mãe, adivinhando que sucedera uma desgraça, procurou logo informar-se a respeito de uma de suas filhas ausentes, de quem não tivera notícias desde alguns dias. Quando lhe responderam que não se tratava dela, exclamou: – Não continueis; sei o que aconteceu: meu filho afogou-se. Havíamos recebido uma carta dele durante o dia, de sorte que nada fazia prever essa catástrofe. Meu próprio irmão tinha dito à sua empregada pouco tempo antes: – Se uma noite qualquer eu não regressar à casa, ide à Morgue no dia seguinte, porque tenho o pressentimento que morrerei n’água. Sonhei que estava no fundo d’água, morto e com os olhos abertos. Foi, com efeito, assim que o encontraram: morrera, n’água, da ruptura de um aneurisma. Minha mãe e meu irmão estavam tão persuadidos de que isso aconteceria, que no dia de sua morte recusara-se ela a banhar-se no Mosela. Mas à noite deixou-se seduzir pela frescura da água e foi arrebatado, desse modo, à nossa afeição. J. Vogelsang – Zipélius (Mulhouse).” (Do Livro O Desconhecido e os Problemas Psíquicos – Camille Flammarion.)
Note que, nesse caso, mãe e filho recebem a mesma intuição sobre o tipo de morte que Emílio sofreria. Também é famoso o caso de Abraham Lincoln que teve um sonho premonitório sobre o seu assassinato. No sonho ele chegava à Casa Branca e havia um funeral. Ao perguntar quem havia morrido, alguém lhe respondeu: - o presidente.
O Livro dos Espíritos trata do assunto em diversos momentos, mas destacamos a questão abaixo pela sua clareza e relação direta com o tema do nosso comentário:
“411. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?
Frequentemente acontece pressenti-la. Algumas vezes também sucede ter nítida consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas preveem com grande exatidão a data em que virão a morrer.”
Não restam dúvidas sobre o fato de que algumas pessoas preveem a própria morte, mas como isso pode acontecer? Teremos todos um dia determinado para morrer e nada pode ser feito a esse respeito? Estará nosso destino lacrado de forma irremediável?
Sobre esse assunto recomendamos a leitura do capítulo XVI de A Gênese, onde Allan Kardec desenvolve a teoria da presciência, nos fazendo entender que o destino não está selado de forma definitiva, porém, existem fatos que estão propensos a acontecer e outros que estão dentro de um planejamento maior determinado pela espiritualidade. Alguns acontecimentos estão encadeados como consequência de uma série de acontecimentos atuais, aos quais os espíritos podem analisar com clareza e antever através disso o futuro, porém, frequentemente as circunstâncias e momento específico do acontecimento está subordinado ao nosso livre-arbítrio e aos pormenores que envolvem o fato. Vejamos o que nos diz Kardec:
"Pode, portanto, ser certo o resultado final de um acontecimento, por se achar este nos desígnios de Deus; como, porém, quase sempre, os pormenores e o modo de execução se encontram subordinados às circunstâncias e ao livre-arbítrio dos homens, podem ser eventuais as sendas e os meios. Está nas possibilidades dos Espíritos prevenir-nos do conjunto, se convier que sejamos avisados; mas, para determinarem lugar e data, fora mister conhecessem previamente a decisão que tomará este ou aquele indivíduo. Ora, se essa decisão ainda não lhe estiver na mente, poderá, tal venha ela a ser, apressar ou demorar a realização do fato, modificar os meios secundários de ação, embora o mesmo resultado chegue sempre a produzir-se. É assim, por exemplo, que, pelo conjunto das circunstâncias, podem os Espíritos prever que uma guerra se acha mais ou menos próxima, que é inevitável, sem, contudo, poderem predizer o dia em que começará, nem os incidentes pormenorizados que possam ser modificados pela vontade dos homens." (A Gênese – Cap. XVI – Teoria da Presciência, Item 14. Allan Kardec.)
Ora, vale ressaltar que nesse trecho Kardec se refere a circunstâncias gerais que envolvem a coletividade. Esses fatos são mais difíceis de prever no que se refere às datas e forma de execução. Porém, no âmbito individual, apesar de não ser comum, existem registros de casos de pessoas que anteviram a própria morte com certa riqueza de detalhes e com impressionante precisão. Aí não existe nenhuma contradição, trata-se apenas da constatação de que fatos que envolvem apenas a nossa vida individual dependem menos das circunstâncias exteriores do que fatos que afetam a coletividade, sendo, por isso, mais alcançáveis pela premonição.
Também é certo que todos têm um planejamento reencarnatório através do qual estão pré-definidos aspectos importantes e de caráter geral de nossas vidas. Mesmo assim, esse planejamento pode mudar de acordo com a nossa caminhada. Temos conhecimento, por exemplo, daquelas pessoas que receberam uma moratória, ou seja, uma espécie de prorrogação da vida física ou adiamento da morte. Nesses casos, o indivíduo recebe a oportunidade de seguir adiante e concluir alguma tarefa.
De qualquer forma, a espiritualidade está sempre a nos guiar e oportunizar as experiências necessárias para o nosso adiantamento espiritual. Lembremos que a morte não é um castigo, mas, antes, o retorno para nossa pátria espiritual.
* Breno Henrique de Sousa é paraibano, professor da Universidade Federal da Paraíba nas áreas de Ciências Agrárias e Meio Ambiente. Está no movimento Espírita desde 1994, sendo articulista e expositor. Atualmente faz parte da Federação Espírita Paraibana e atua em diversas instituições na sua região
Revista Espírita - Dezembro 1863 - Período da Luta
REVISTA ESPIRITA
JORNAL
DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
DEZEMBRO 1863
PERÍODO
DA LUTA.
O
primeiro período do Espiritismo, caracterizado pelas mesas girantes, foi o da curiosidade. O
segundo foi o período filosófico, marcado pela aparição de O
Livro dos Espíritos. Desde esse momento o Espiritismo tomou um caráter
diferente; foram entrevistos o objetivo e a importância, nele se hauriu a fé e
a consolação, e a rapidez de seus progressos foi tal que nenhuma outra
doutrina, filosófica ou religiosa, ofereceu igual exemplo.
Mas, como
todas as idéias novas, teve adversários tanto mais obstinados quanto a idéia
era maior, porque toda grande idéia não pode se estabelecer sem ferir
interesses; é necessário que ela tome lugar, e as pessoas deslocadas não podem
vê-la com bom olhar; depois, ao lado das pessoas interessadas estão aqueles
que, por sistema, sem motivos precisos, são os adversários natos de tudo o que
é novo.
Nos
primeiros anos, muitos duvidaram de sua vitalidade, foi porque lhe deram pouca
atenção; mas quando o viram crescer apesar de tudo, se propagar em todas as
classes da sociedade e em todas as partes do mundo, tomar seu lugar entre as
crenças e tornar-se uma potência pelo número de seus adeptos, os interesses na
conservação das idéias antigas se alarmaram seriamente. Foi então que uma
verdadeira cruzada foi dirigida contra ele, e que começou operíodo da luta, do
qual o auto-de-fé de
Barcelona, de 9 de outubro de 1860, de alguma sorte, foi o sinal. Até ali,
tinha sido alvo dos sarcasmos da incredulidade que ri de tudo, sobretudo do que
não compreende, mesmo das coisas mais santas, e às quais nenhuma idéia nova
pode escapar: foi o seu batismo do trópico; mas os outros não riem mais: se
olham coléricos, sinal evidente e característico da importância do Espiritismo.
Desde esse momento os ataques tomaram um caráter de violência estranha; a
palavra de ordem foi dada; sermões coléricos, pastorais, anátemas, excomunhões,
perseguições individuais, livros, brochuras, artigos de jornais, nada foi
poupado, nem mesmo a calúnia.
Estamos,
pois, em pleno período da luta, mas ele não acabou. Vendo a inutilidade do
ataque a céu aberto, vai se tentar a guerra subterrânea, que já se organiza e
começa; uma calma aparente vai se fazer sentir, mas é a calma precursora da
tempestade; mas também, à tempestade, sucede um tempo sereno. Espíritas,
sede-o, pois, sem inquietação, porque o resultado não é duvidoso; a luta é
necessária, e o seu triunfo não será senão mais brilhante. Eu disse, e o
repito: vejo o objetivo, sei quando e como será alcançado. Se vos falo com esta
segurança, é que tenho para isso razões sobre as quais a prudência quer que me
cale, mas as conhecereis um dia. Tudo o que posso vos dizer é que poderosos
auxiliares virão, que fecharão a boca a mais de um detrator. No entanto, a luta
será viva, e se, no conflito, houver algumas vítimas de sua fé, que elas disso
se alegrem, como o fizeram os primeiros mártires cristãos, dos quais vários
estão entre vós para vos encorajar e vos dar o exemplo; que elas se lembrem
destas palavras do Cristo:
"Bem
aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o
reino dos céus. Sereis felizes quando os homens vos carregarem de maldições, e
que vos perseguirem, e que disserem falsamente toda espécie de mal contra vós
por causa de mim. Alegrai-vos, então, e estremecei de alegria, porque uma
grande recompensa vos está reservada nos céus; porque foi assim que perseguiram
os profetas que vieram antes de vós." (São Mateus, cap. VI, v. 10, 11, 12.)
Estas
palavras não parecem ter sido ditas para Espíritas de hoje como para apóstolos
de então? é que as palavras do Cristo têm isto de particular, que são de todos
os tempos, porque sua missão era para o futuro, como para o presente.
A luta
determinará uma nova fase do Espiritismo e conduzirá ao quarto período, que
será operíodo religioso; depois virá o quinto, período
intermediário, conseqüência natural do precedente, e que
receberá mais tarde sua denominação característica. O sexto e último período
será o da renovação social, que abrirá a era do século vinte.
Nessa época, todos os obstáculos à nova ordem de coisas queridas por Deus, para
transformação da Terra, terão desaparecido; a geração que se levanta, imbuída
de idéias novas, será toda a sua força, e preparará o caminho daquela que
inaugurará o triunfo definitivo da união, da paz e da fraternidade entre os
homens, confundidos numa mesma crença pela prática da lei evangélica. Assim
serão verificadas as palavras do Cristo, que todas devem receber seu cumprimento,
e das quais várias se cumprem nesta hora, porque os tempos preditos são
chegados. Mas é em vão que, tomando a figura pela realidade, procureis os
sinais no céu: estes sinais estão ao vosso lado e surgem de toda parte.
É notável
que as comunicações dos Espíritos tiveram um caráter em cada período: no
primeiro eram frívolas e levianas; no segundo eram sérias e instrutivas; no
terceiro pressentiram a luta e suas diferentes peripécias. A maioria daquelas
que se obtêm hoje, nos diferentes centros, têm por objeto premunir os adeptos
contra as astúcias de seus adversários. Por toda a parte, pois, as instruções
são dadas sobre este assunto, como por toda parte um resultado idêntico é
anunciado. Esta coincidência, sobre este ponto como sobre outros, não é um dos
fatos menos significativos. A situação se acha completamente resumida nas duas
comunicações seguintes, das quais mais de um Espírita já pôde reconhecer a
verdade.
Enviado por: "Joel Silva"
Revista Espírita - Dezembro 1863 - Instruções dos Espíritos - A guerra surda.
REVISTA ESPIRITA
JORNAL
DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS
DEZEMBRO 1863
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.
A guerra surda.
(Paris, 14 de agosto de 1863.)
"A luta vos espera, meus caros filhos; é por isso que vos convido todos a imitarem os lutadores antigos, quer dizer, a vos cingir os rins. Os anos que vão seguir são cheios de promessas, mas também cheios de ansiedade. Não venho vos dizer: Amanhã será o dia da batalha! não, porque a hora do combate não está ainda fixada, mas venho vos advertir, a fim de que estejais prontos para todas as eventualidades. O Espiritismo, até o presente, não achou senão um caminho fácil e quase florido, porque as injúrias e as zombarias que vos foram dirigidas não tiveram nenhuma importância séria e mantiveram-se sem efeito, ao passo que doravante os ataques que forem dirigidos contra vós terão um caráter diferente: eis a chegar a hora em que Deus vai apelar a todos os devotamentos, em que vai julgar seus servidores fiéis para dar a cada um a parte que terá merecido. Não sereis martirizados corporalmente, como nos primeiros tempos da Igreja, nem se levantarão fogueiras homicidas, como na Idade Média, mas vos torturarão moralmente; se vos levantarão armadilhas; se vos estenderão emboscadas tanto mais perigosas quanto nelas se empregarão mãos amigas; agirão na sombra, recebereis golpes sem saber por quem esses golpes são trazidos, e sereis atingidos em pleno peito pelas flechas envenenadas da calúnia. Nada faltará às vossas dores; suscitarão fraquezas em vossas fileiras, e supostos Espíritas, perdidos pelo orgulho e pela vaidade, se colocarão em sua independência exclamando: "Nós é que estamos no caminho reto!", afim de que vossos adversários natos possam dizer: 'Vede como são unidos!" Tentar-se-á semear o joio entre os grupos, provocando a formação de grupos dissidentes; captar-se-ão vossos médiuns para fazê-los entrar no mau caminho ou desviá-los de ir aos grupos sérios; se empregará a intimidação para uns, a captação para os outros; se explorarão todas as fraquezas. Depois, não esqueçais que alguns viram no Espiritismo um papel a desempenhar, e um primeiro papel, que sentem hoje mais de uma má sorte em sua ambição. Ser-lhes-ão prometidos de um lado o que não podem encontrar do outro. Depois, enfim, com o dinheiro, tão poderoso em vosso século atrasado, não se podem encontrar comparsas para desempenharem comédias indignas, afim de lançar o descrédito e o ridículo sobre a Doutrina?
"Eis as provas que vos esperam, meus filhos, mas das quais saireis vitoriosos, se implorardes do fundo do coração o socorro do Todo-Poderoso; por isso, eu vo-lo repito de toda a minha alma: meus filhos, cerrai vossas fileiras, permanecei sobre o que vive, porque é o vosso Gólgota que se levanta; e se, por isso, não sois crucificados em carne e osso, vo-lo sereis em vossos interesses, em vossas afeições, em vossa honra! A hora é séria e solene; para trás, pois, todas as mesquinhas discussões, todas as preocupações pueris, todas as questões ociosas, e todas as vãs pretensões de preeminência e de amor-próprio; ocupai-vos dos grandes interesses que estão em vossas mãos e dos quais o Senhor vos pedirá conta. Uni-vos para que o inimigo encontre vossas fileiras compactas e cerradas; tendes uma palavra de união sem equívoco, pedra de toque com ajuda da qual podeis reconhecer os verdadeiros irmãos, porque esta palavra implica a abnegação e o devotamento, e resume todos os deveres do verdadeiro Espírita.
"Coragem, pois, e perseverança, meus filhos! pensai que Deus vos olha e vos julga; lembrai-vos também que vossos guias espirituais não vos abandonarão enquanto vos encontrarem no caminho reto. Aliás, toda essa guerra não terá senão um tempo e se voltará contra aqueles que crerem criar armas contra a Doutrina; o triunfo, e não mais o holocausto sangrento, se irradiará do Gólgota espírita.
"Até logo, meus filhos, saudação a todos.
"ERASTO, discípulo de São Paulo, apóstolo."
Enviado por: "Joel Silva"
quarta-feira, 15 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
E, aí! Já viu?!
Sinopse e detalhes
Claire Summers (Anne Hathaway) é uma jovem terapeuta designada por Perry (Andre Braugher), seu mentor, a dar orientação psicológica aos cinco sobreviventes de um terrível acidente aéreo. Ela enfrenta problemas ao ser confrontada por Eric (Patrick Wilson), que recusa sua ajuda e usa o acidente para tentar cortejá-la. Isto faz com que, paralelamente, Claire lute contra as iniciativas de Eric e os demais pacientes enfrentem dificuldades com as lembranças do acidente, distintas das explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea.
Adoro Cinema
http://adf.ly/s9DtZ
Link para assistir no Netflix
http://adf.ly/1Yk9tr
Claire Summers (Anne Hathaway) é uma jovem terapeuta designada por Perry (Andre Braugher), seu mentor, a dar orientação psicológica aos cinco sobreviventes de um terrível acidente aéreo. Ela enfrenta problemas ao ser confrontada por Eric (Patrick Wilson), que recusa sua ajuda e usa o acidente para tentar cortejá-la. Isto faz com que, paralelamente, Claire lute contra as iniciativas de Eric e os demais pacientes enfrentem dificuldades com as lembranças do acidente, distintas das explicações oficiais fornecidas pela companhia aérea.
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Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão - A028 – Cap. 11 – As agressões– Primeira Parte
Livro em estudo: Nos Bastidores da Obsessão – Editora FEB
- 1970
Autor: Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia
de Divaldo Pereira Franco
A028 – Cap. 11 – As agressões–
Primeira Parte
11- As agressões
Para
o espírita decidido, a tranquilidade de consciência, ante o dever retamente
cumprido, é o melhor prêmio que ele pode oferecer a si mesmo. Esse era o estado
que nos dominava, enquanto estavam em curso as tarefas a que os problemas da
família Soares nos convocaram e que, por mercê de Deus, fôramos honrados pela
oportunidade de servir.
Não
poucas vezes nos surpreendíamos empolgados pelas evocações, que, conquanto não
tivessem toda a clareza que gostaríamos de experimentar, se nos apresentavam em
painéis de recordação agradável. Mesmo quando a memória registrava os fatos com
as tintas sombrias de pesadelos, em que à receio assomava incontrolável,
lembrávamo-nos do Mestre Inconfundível, do que Lhe custara descer aos homens e
experimentar sem queixa a convivência com as paixões humanas, suportando o
fardo pesado das incompreensões dos que O cercavam, acostumados conforme viviam
com as questiúnculas do imediatismo. O estoicismo do amor de Jesus dava-nos
forças e coragem para prosseguir, sentindo a felicidade de viver entre os dois
mundos que se interpenetram e cujas fronteiras mais não são do que uma fimbria
divisória, um claro-escuro de tênues colorações difíceis de definir e
delimitar. Nesse sentido e sob outros vários aspectos o Espiritismo se nos
apresenta como o roteiro de segurança para o equilíbrio do espírito do homem.
Desfazendo
as ilusões da matéria e vencendo as sombras transitórias que vedam as visões do
Mundo Espiritual, apresenta-nos as causas reais de cujos efeitos e somente
neles, até agora, se há detido o pensamento da pesquisa tecnológica; suas
asseverações rigorosamente filosóficas conseguiram avançar além da própria Filosofia
no seu conjunto classicista, porque, em saindo da interrogação pura e simples,
da indagação meramente vazia e das conjunturas das hipóteses, traz das
realidades metafísicas as soluções morais e vitais para o enigma-homem, que se
deixa de quedar perturbado pelas incógnitas diversas, para palmilhar a senda
dos fatos, de cujo contexto extrai a realidade ontológica legítima que o
capacita a avançar intimorato, embora as circunstâncias, condições e climas
morais sob cuja constrição evolute na direção do Infinito. Sim, porque não são
os homens apenas que realizam espontaneamente incursões no além-túmulo, mas, e
principalmente, os vitoriosos da sepultura vencida que retornam, cantando a
ressurreição da vida após a lama e a cinza do corpo, a repetirem incessantemente
a lição imorredoura do Cristo, na manhã gloriosa do domingo, logo após a sua
morte, como Astro fulgurante, atestando desse modo a indestrutibilidade do
espírito e, consequentemente, as sucessivas transformações da vida para atingir
a sublimação. Religião do amor e da esperança, pábulo eucarístico pelo qual o
homem pode comungar com a imortalidade, é o lenitivo para a saudade do
desconforto ante a ausência dos seres amados que o túmulo arrebatou, mas não
lhes conseguiu silenciar a voz; esperança dos padecentes que sofrem as ácidas
angústias de hoje, compreendendo serem elas o resultado da própria insânia do
passado, porém, com os olhos fitos na esplendorosa visão do amanhã, que lhes
está nas mãos apressar e construir; praia de paz, na qual repousam em dinâmica
feliz os nautas aflitos e cansados do trânsito difícil no mar das lutas
carnais; santuário de refazimento através da prece edificante; escola de almas,
que aprendem no estudo das suas informações preciosas e das suas lições
insuperáveis a técnica de viver para fruirem a bênção de morrer nobremente;
hospital de refazimento para os trânsfugas do dever, que nele encontram o
bálsamo para a chaga física, mental ou moral; todavia, recebem a diretriz para
amar e perdoar, a fim de serem perdoados e amados pelos que feriram e
infelicitaram; “colo de mãe” generosa é o amparo da orfandade, preparando-a
para o porvir luminoso, já que ninguém é órfão do amor do Nosso Pai; abrigo da
velhice, portal que logo abrirá de par-em-par a aduana da Imortalidade; oficina
de reeducação onde a miséria desta ou daquela natureza encontra a experiência
do trabalho modelador de caracteres a serviço das fortunas do amor; traço de
união entre a criatura e o Criador, religando-os e reaproximando-os, até que a
plenitude da paz possa cantar em cada criatura, à semelhança do que o Apóstolo
das Gentes afirmava: «Já não sou eu o que vivo, mas é o Cristo que vive em
mim...) (Gálatas, capítulo 2, versículo 20.)
As
altas responsabilidades consequentes do conhecimento do Espiritismo forjam homens
verazes, cristãos legítimos. Neles não há campo para a coexistência pacífica do
erro com a retidão, da mentira com a verdade, da dissimulação com a
honestidade, da lealdade com a hipocrisia, da maledicência com a piedade
fraternal, da ira com o amor... Compreendendo que ser espírita é traçar na
própria conduta o comportamento do Cristo, a exemplo de todos aqueles que O
seguiram, e consoante preceitua o eminente apóstolo Allan Kardec, o aprendiz da
lição espírita é alguém em combate permanente pela própria transformação moral,
elevação espiritual e renovação mental, com vistas à perfeição que a todos nos
acena e espera.
Sem
dúvida, sentíamos a fragilidade das nossas fracas forças e buscávamos na prece
o refúgio, e na meditação o refazimento, haurindo energias e vitalidade para
atravessar bem os dias do trabalho superior no qual nos encontrávamos, e cujo
êxito, em grande parte, dependia da contribuição que pudéssemos oferecer. Com
muita propriedade se assevera que a insegurança de uma muralha está na pedra
que se encontre mal colocada; arrancada esta, mais fácil se faz conseguir-se
deslocar outra, e assim sucessivamente.
Pairando
sempre sobre todos nós o Espírito do Senhor, convinha-nos e nos convém não
desfalecer na luta.
Com
tais pensamentos irrigando-nos a mente, no encontro imediato à excelente
entrevista mantida com o irmão Teofrastus, pela psicofonia cristalina do médium
Morais, o Benfeitor Saturnino elucidou-nos de que as operações espirituais em
andamento, com o consequente deslocamento do diretor do Anfiteatro, em breve se
refletiriam entre os demais componentes dos diversos Grupos de Espíritos
Infelizes ligados ao mal, de maneira negativa, e que, logo se refizessem do
choque, arremeteriam violentos, tentando uma revanche injustificável,
perniciosa e de resultados para eles sempre mais danosos. Convinha que nos
mantivéssemos nos padrões do Cristo para, resguardados, por nossa vez
resguardarmos os resultados superiores da empresa da luz.
Devidamente
esclarecidos e também fortificados, continuamos nas tarefas habituais, da
propaganda espírita, quando, uma semana depois, começamos a experimentar, quase
todos nós, os encarnados participantes do labor abençoado, singular melancolia
e alguns traços de irritabilidade no comportamento...
Não
ignorávamos que algumas das técnicas de que se utilizam os perseguidores de
encarnados atormentados que buscam o concurso do Espiritismo são, em diversos
casos: o aumento da agressão às suas vítimas a fim de lhes darem idéias falsas
de que a frequência às sessões lhes acarretaram maior dose de sofrimento,
inspirando-as a debandarem, após o que, então, cessam de inopino a constrição
obsessiva, fazendo crer que a melhora decorreu do abandono àqueles compromissos
repentinos, para voltarem mais ferozes, mais cruéis, mais implacáveis quando
tais pacientes, invigilantes quase sempre, lhes favorecem o campo fisiológico e
psíquico com recursos adequados à continuação dolorosa da perseguição insana.
De outras vezes agem de maneira bem característica: logo que seus clientes
começam a honesta participação no estudo. e na tarefa espiritista da própria
libertação, seja porque a modificação no campo mental lhes impede o intercâmbio
com a mesma facilidade, seja por tática de estratégia belicosa, afastam se
temporariamente os perseguidores, permanecendo, porém, em contínua vigília; os
incautos, logo experimentam a falsa liberação, reconhecem a desnecessidade do
conhecimento clarificador e se dizem comprometidos com programas sociais e de
outra ordem, transferindo para o futuro os deveres espirituais, e partem,
lépidos, a gozar... Afirmam-se reconhecidos ou consideram a coincidência da
cura, exatamente quando passaram a examinar o problema sob a luz do
Espiritismo, mas lamentam as circunstâncias que os obrigam a um temporário afastamento...
Quando a questão já lhes parece vencida, sem que as dívidas tenham sido
necessariamente resgatadas, desde que nada fizeram por corresponder à confiança
da Vida, eis que os verdugos perseverantes, que os seguem, retornam vigorosos e
mais constringentes se fazem, com altas doses de fereza, sem que os obsidiados
contem com quaisquer recursos a seu favor, considerando que nada providenciaram
para a hora da aflição e do desconforto...
Não
desconhecíamos que em todo processo de desobsessão, se a vigilância, a oração e
o jejum moral são condições essenciais, o otimismo e o bom-humor não podem ser
relegados para trás. Tristeza é nuvem nos olhos da saúde e irritabilidade é
tóxico nos tecidos da paz...
QUESTÕES PARA ESTUDO
1 – O narrador afirma que o Espiritismo
é capaz de promover em alguém um constante combate pela própria transformação
moral, produzindo, assim, cristãos verdadeiros. A que se deve esta capacidade
do Espiritismo? E como construir cristãos verdadeiros?
2 – Por que parte dos integrantes da
equipe de desobsessão da Casa Espírita estava experimentando certa melancolia e
irritabilidade após os trabalhos com Dr. Teofrastus?
3 – Explique as duas técnicas de
obsessão narradas por Manoel Philomeno.
Bom estudo a todos!!
Equipe Manoel Philomeno
Estudo dirigido: O Evangelho segundo o Espiritismo
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EESE – Cap. XVII – Itens 3 a 5
Tema: A porta estreita
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EESE – Cap. XVII – Itens 3 a 5
Tema: A porta estreita
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A -
Texto de Apoio:
A porta estreita
3. Entrai pela porta estreita, porque
larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são
os que por ela entram. - Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o
caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram! (S. MATEUS, cap. VII, vv.
13 e 14.)
4. Tendo-lhe alguém feito esta
pergunta: Senhor, serão poucos os que se salvam? Respondeu-lhes ele: -
Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos
procurarão transpô-la e não o poderão. - E quando o pai de família houver
entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor,
abre-nos; ele vos responderá: não sei donde sois: - Pôr-vos-eis a dizer:
Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças públicas.
- Ele vos responderá: Não sei donde sois; afastai-vos de mim, todos vós que
praticais a iniquidade.
Então, haverá prantos e ranger de dentes,
quando virdes que Abraão, Isaac, Jacob e todos os profetas estão no reino de
Deus e que vós outros sois dele expelidos. -Virão muitos do Oriente e do
Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no reino de
Deus. - Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros
serão os últimos. - (S. LUCAS, cap. XIII, vv. 23 a 30.)
5. Larga é a porta da perdição, porque são
numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal.
E estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o
homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que
poucos se resignam. E o complemento da máxima: "Muitos são os chamados e
poucos os escolhidos."
Tal o estado da Humanidade terrena, porque,
sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando se achar
transformada, a estrada do bem será a mais frequentada. Aquelas palavras devem,
pois, entender-se em sentido relativo e não em sentido absoluto. Se houvesse de
ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à perdição a
imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que se
reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Mas, de que delitos esta Humanidade se
houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente e no futuro,
se toda ela se achasse degredada na Terra e se a alma não tivesse tido outras
existências? Por que tantos entraves postos diante de seus passos? Por que essa
porta tão estreita que só a muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é
determinada para sempre, logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da
existência, o homem está sempre em contradição consigo mesmo e com a justiça de
Deus. Com a anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se
alarga; faz-se luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro
tornam-se solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a
profundeza. toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
B -
Questões para estudo e diálogo virtual:
1 - Em que consiste a porta estreita e a
porta larga, referidas no texto?
2 - Por que há uma maior preferência pelo
caminho da porta larga, se é o da estreita que "salva"?
3 - Extraia do texto acima a frase ou
parágrafo que mais gostou e justifique.
segunda-feira, 13 de março de 2017
Congresso Espírita FEESP 2017
CONGRESSO ESPÍRITA FEESP 2017
OBJETIVOS
A Federação Espírita do Estado de São Paulo realizará o Congresso FEESP 2017, de 28 de abril a 1° de maio.
O tema central será “O grão de mostarda”, com abertura de Divaldo Franco, eminente orador espírita.
O objetivo principal desse tema é incentivar a capacitação do trabalho dos Espíritas em relação à fé, esperança e caridade no cumprimento de suas metas dentro dos afazeres na Casa Espírita, pois em Matheus XVIII, 14:20 amplamente comentado no Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo XIX, Jesus elucida seus mais próximos discípulos que se consideravam incompetentes para curar um enfermo, que se tivessem a fé como um grão de mostarda, nada lhes seria impossível de realizar.
A capacitação que Jesus fez com seus discípulos sobre a Fé é o exemplo ideal para que consigamos transformar nosso ambiente de trabalho, não só espírita, mas também dos diversos setores da sociedade, cuidando das mazelas que nos são expostas diariamente através da mídia e dos que procuram o Espiritismo através da dor.
O incentivo à compreensão e prática da Doutrina, é necessário para que a fé cega se transforme em fé raciocinada dando qualidade de vida material e espiritual ao individuo.
Multiplicando as ações decorrentes da fé raciocinada de cada cidadão, conseguiremos transformar a psicosfera do planeta Terra, garantindo a felicidade e a Paz que desejamos.
Livro que será editado no Congresso:
“O grão de mostarda – Problemas da atualidade em relação à fé raciocinada”
Visando perpetuar os conteúdos vastíssimos e profundos das conferências dos ilustríssimos convidados, vamos editar um livro com o conteúdo das mesmas para a melhoria dos atendimentos realizados não só dentro dos Núcleos Espíritas, como também para o público simpatizante da Doutrina Espírita poder engajar-se no movimento em prol da Fé Raciocinada.
MAIORES INFORMAÇÕES E INSCRIÇÃO:
http://feesp.com.br/inscricao-congresso-feesp-2017/

Reflexão...
“Uma mágoa não é motivo para outra mágoa. Só o riso, o amor e o prazer merecem revanche.” Chico Xavier
Buscando a resposta... Trocando ideia... Desenvolva o tema...
Quando lhe perguntam sobre sua religião, qual é sua resposta?
O que você considera seja o Espiritismo?
XIII Jornadas de Cultura Espírita do Oeste - Caldas da Rainha, Portugal

Horário 29 abril 2017 a 30 abril 2017
Local: Centro de Cultura Espírita
Cidade: Caldas da Rainha/Portugal
Tipo de evento: jornada
Organizado por: Comissão Organizadora das XIII Jornadas de Cultura Espírita do Oeste
Inscrições em http://goo.gl/forms/Xl843iG5i9
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