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terça-feira, 27 de março de 2018

E, aí! Já assistiu?! - Comentário-filme: Extraordinário

Uma família extraordinária


A história de um menino que nasce com uma síndrome genética, cuja sequela é uma deformidade facial, é o pano de fundo para a emocionante história de uma família que envida todos os esforços visando lhe dar as melhores condições para uma vida feliz em sociedade.
Falamos da história de August (Auggie) Pullman, personagem central do livro Extraordinário, de autoria de R. J. Palacio, adaptado para as telas do cinema e que estreou, no início de dezembro [2017], no Brasil. No filme, além do drama vivido por Auggie, enfrentando todo tipo de medo, rejeição e preconceito, identificamos o imenso esforço de uma família preparando e amparando esse menino para que tenha uma vida o mais normal e o menos traumática possível. Esforços que lhes exigem amor, dedicação e abnegação extremas.
August é o Sol. Eu, a mamãe e o papai giramos em volta dele. Esta é uma das falas de Via, sua irmã, que percebeu, desde pequenina, que aquele irmãozinho, fruto de um de seus pedidos de aniversário, tinha necessidades muito especiais, que exigiriam dela maior independência e maturidade para compreendê-lo, defendê-lo e também abrir mão de grande parte da atenção e cuidado de seus pais, que teriam de ser direcionados para ele. Via não é o ser perfeito que não sofre com a situação, mas é o retrato do olhar e da ação cristã que sabe enxergar a necessidade do próximo, abrindo mão das suas próprias; feliz por cumprir o papel que lhe cabe no contexto.
Isabel, a mãe de August, deixa de lado a profissão de ilustradora de livros infantis, interrompe sua dissertação de mestrado e passa a se dedicar em tempo integral aos cuidados do filho, logo após seu nascimento. São dias e noites de preocupação e dedicação intensas, vividas entre sua casa e o hospital, onde Auggie passou por vinte e sete cirurgias plásticas de reconstrução facial. Visando protegê-lo, mas sem descuidar de seu futuro, lhe dá aulas em casa até os dez anos. Apesar de todo o cuidado, tem a coragem de convencer o marido e o próprio filho de que ele precisaria frequentar uma escola, pois necessitava aprender mais do que ela podia ensinar. Com certeza, não se referindo somente ao conteúdo intelectual mas, sobretudo, ao aprendizado de vida que se fazia necessário, enfrentando o mundo que o aguardava.
Ela é a mãe que relega a segundo plano seus desejos, dedicando-se quase que exclusivamente aos cuidados da família, em particular ao filho. A mãe que, apesar de toda a dificuldade da situação vivida, consegue fazer graça ao dramatizar para o filho a aventura que foi o seu nascimento. Uma mãe que sofre, quando percebe que a filha cresceu e que muitas lacunas ficaram no relacionamento entre elas. Uma mulher que ama aos filhos e ao marido, compartilhando com ele as angústias e as vitórias de cada novo dia.
Na figura do pai, Nate, observamos o companheirismo ao lado de August, representando a importância da figura masculina para a criança e para a família. Fortalece no pequeno a coragem e a perseverança em nunca desistir, em enfrentar seus medos e a contar com o porto seguro do lar, sempre que necessário. No papel de provedor da família, não deixa de ser presente, sensível e amoroso com a esposa e os filhos.
Por fim, olhamos para o próprio August e vemos, na visão ampliada que a Doutrina Espírita nos permite, um Espírito reencarnado, com um desafio grandioso de superação de muitas dificuldades e que, apesar das restrições e situações que a vida lhe impõe, enfrenta cada uma delas, dia após dia, entre alegrias e tristezas, conquistas e decepções, sem nunca desistir. Apesar da sua condição física especial, demonstra, como todas as outras crianças, a ternura e também as imperfeições próprias e características da maioria dos Espíritos reencarnados na Terra, que precisa de empenho, dedicação, firmeza e amorosidade para um direcionamento mais adequado e salutar.
Sob esse prisma dos ensinamentos espíritas, observamos uma família cumprindo seu fundamental papel de esforços para o aprendizado na vivência do amor. Encontramos pais dedicando tempo, recursos materiais e afetivos àqueles que lhes foram confiados pelo Pai Maior, como filhos para serem educados, na mais ampla acepção do termo, nesse fértil período da infância onde lhes podem ser moldados os caracteres.
Reconhecemos o irmão consanguíneo vivenciando a irmandade nos princípios do Cristo. E encontramos o Espírito necessitado reencarnando em meio propício ao seu desenvolvimento intelecto-moral, permitindo-lhe superar as limitações, não somente físicas, mas especialmente aquelas necessárias ao aprimoramento do Espírito Imortal.
Extraordinário, um filme para se divertir, para se emocionar e para aprender.

(fonte:http://www.mundoespirita.com.br/?materia=uma-familia-extraordinaria)

Trailer Legendado

sexta-feira, 23 de março de 2018

Cine-reflexão - filme: "Quem somos nós?" - E, aí! Já assistiu?

A Caravana de Luz Editora inicia nessa semana, o projeto trimestral, "Cine-Reflexão", que tem como objetivo central, esclarecer e interpretar as obras cinematográficas sob a luz da Doutrina Espírita. O filme “Quem somos nós?" foi o escolhido. Confira a resenha: acesse http://bit.ly/2DOT8h2. 😉😇💗😘Para visualizar o filme: acesse a versão legendada,http://bit.ly/2GQH5mp, e/ou a versão dublada,http://bit.ly/2EYU083.




quinta-feira, 15 de março de 2018

Projeto Luz Além da Tela de 2018 - Cine-debate - animação divertidamente

A animação Divertidamente é a escolhida para o primeiro cine-debate do projeto Luz Além da Tela de 2018. 
Será no dia 25 de março (domingo), a partir das 19h, no cenáculo da FEB, na sede em Brasília (Endereço: SGAN 603, Conjunto F Av. L2 Norte). 
Edmar Junior mediará o debate que contará com participação de André Ribeiro, Jack Darsa e Soraya Pereira. 
Os convidados desta edição tratarão sobre temas variados como: os sentimentos conflitantes, as mudanças repentinas, as fases da vida, relações familiares, entre outros. 
Traga sua família e confira! A entrada é gratuita. Saiba mais: (61) 2101-6161.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Filme - Ìndigo - Comente à luz da Doutrina Espírita

COMENTE À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA

"Índigo é um filme acerca da solidão, redenção e sobre os poderes de cura e graça das novas gerações de crianças índigo (psíquicas e com dons) que estão a nascer neste momento no mundo. Ainda que a história seja fictícia, as emoções e o enredo do filme soam com as dinâmicas espirituais da vida de hoje.


sábado, 16 de setembro de 2017

Cine: O Homem Aranha


Cine: O Homem Aranha 

Edgar Egawa # FM! 28  10/08/2012   


O Homem Aranha(2000) é o meu paradigma de filme aparentemente sem relação com a Doutrina Espírita, mas que, sob uma análise mais atenta, revela nuances que eu espero descrever com propriedade neste artigo . O filme é uma salada bem temperada de aspectos fundamentais do Espiritismo: o moral, o fenomênico e o de relações com os espíritos. Tanto a interpretação quanto os feitos especiais ajudam a compreender melhor cada um deles.

A omissão, causa e efeito, o homem de bem Peter é levado por um desejo egoísta após adquirir seus poderes, a usá-lo na obtenção de dinheiro para compra de um carro e facilitar a conquista da garota de seus sonhos (Mary Jane). Ao ser enganado pelo dono da arena de luta-livre, ele tem a oportunidade de deter o ladrão que roubou a féria do dia, mas deixa-o passar. Ao voltar para a biblioteca, onde deveria encontrar seu tio Bem, encontra-o moribundo. Peter, ou o Homem Aranha, como o chamou o locutor da arena, parte em busca do assassino de seu tio, para no final descobrir que era o mesmo ladrão a quem facilitara a fuga. Corroído pela culpa, ele parte para o combate ao crime. Isso remete à questão 642 do Livro dos Espíritos:

É suficiente não fazermos o mal para agradarmos a Deus e assegurarmos nosso futuro? E a resposta: Não. É necessário fazermos o bem no limite de nossas forças; porque o homem responderá por todo o mal gerado pelo bem que ele deixou de fazer, o que é traduzido pelo pai adotivo de Peter: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. E o Homem Aranha compensa uma atitude impensada e imatura que gerou um desastre observando as características do homem de bem, como descritas no Evangelho Segundo o Espiritismo.
Mediunidade em ação, o sentido de aranha nada mais é do que a clarividência em ação, da maneira como é descrito no filme. Logo após jogar involuntariamente sobre Flash Thompson a bandeja de comida, Parker vai até o armário, onde tem a visão de um punho indo em sua direção em câmera lenta . Ele se desvia, evitando o golpe. Há um outro momento em que fica evidente a clarividência, mas deixo ao espectador o trabalho de descobrir.

Obsessão. Observe atentamente a cena após o atentado na feira (estreia do Duende Verde), em que Norman Osborn se espanta ao descobrir que os diretores de sua empresa - o mesmo grupo que votou pela venda do conglomerado - foi morta durante o evento pelo Duende Verde. O diálogo entre Osborn e o Duende explicitam um dos mecanismos utilizados pelos obsessores: a sedução através dos vícios presentes no caráter do obsedado - no caso, a ânsia pelo poder.

Quaisquer obras, analisadas sob a ótica de nossa experiência de vida - o que abrange nossa formação profissional, familiar, moral, religiosa, filosófica - podem servir como exemplos para aquilo que queremos abordar. Para isso, é preciso que sempre estudemos e que tenhamos um olhar atento para o mundo. O próximo filme a ser abordado será Por um fio. Até breve.

Fonte - Revista Fala Meu!)
 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CINE-DEBATE NA FEB/DF: Filme A Cabana

A Federação Espírita Brasileira realizará o cine-debate do projeto Luz Além da Tela sobre o filme A Cabana. 
A sessão ocorrerá no dia 3 de setembro, às 19h, no Cenáculo do Prédio Frontal da FEB, com debates de Marta Antunes, Sheila Costa, Geraldo Campetti e mediação de Marina Alves, acerca dos temas fé, perdão e perda de entes queridos. 
Traga sua família e confira! A entrada é gratuita. Saiba mais: (61) 2101-6161.