quarta-feira, 30 de abril de 2014

E, aí! Já viu?!


Título no Brasil :As Cinco Pessoas Que Você Encontra no Céu 
Título Original :The Five People You Meet in Heaven 
Ano de Lançamento: 2004 
Gênero : Drama 
País de Origem : EUA 
Direção:  Lloyd Kramer

Sinopse :
    Eddie era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e uma educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele se dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo....E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por 5 pessoas, umas que ele conhece, outras que ele não tinha a menor ideia de quem eram, mas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele. Cada uma dessas pessoas revê com Eddie uma passagem de sua vida, resolvendo antigos mistérios, dissolvendo antigas mágoas, revivendo antigos amores. A cada experiência fica mais claro a grande importância de Eddie na vida de milhares de pessoas sem que ele se desse conta, provando que cada vida está ligada a outra de formas que muitas vezes não entendemos.

Comentário da Rede Amigo Espírita:
    O filme "As cinco pessoas que você encontra no céu", produzido originalmente pelo Canal Hallmark, é nossa sugestão de vídeo. Trata-se da transposição para o cinema do livro de mesmo nome do escritor Mitch Albom, autor de "A última grande lição", na qual o personagem Eddie era um jovem que cresceu em meio a guerras, trabalho árduo e educação rígida. No dia em que completa 83 anos, ele sofre um acidente no parque de diversões onde trabalhou a vida inteira. Quando ele dá por si, tudo o que ele sente é que passou uma vida sem propósito, sem rumo... E o que se sucede é uma revisitação de sua vida por cinco pessoas cujas vidas estavam de alguma forma ligadas à dele.
    É interessante notar, por exemplo, que a história de Eddie, personagem central da trama que se desenvolve ao longo do filme, nos é contada como uma fábula, que poderia ser apresentada como a vida de qualquer pessoa. Eddie é um velho mecânico especializado na manutenção de brinquedos de um parque de diversões. Ele está velho e, ainda não sabe, mas está prestes a morrer. Na verdade ele tem apenas mais uma hora de vida quando a narrativa se inicia. Isso nos faz pensar a respeito de quanto tempo ainda temos pela frente. Será que viveremos até os cem anos, ou será que estamos destinados a apenas mais alguns dias, talvez horas? Como estamos vivendo cada novo dia que temos pela frente? Da melhor forma possível ou como um fardo a mais, que teremos que carregar como um burro de carga puxando uma carroça sem que a esse animal sejam dadas alternativas ou possibilidades?
    O maior de todos os sonhos que temos é o do reencontro com a pessoa amada, com os pais, irmãos, avós e grandes amigos. Há pessoas que se sentem como verdadeiros animais de carga em relação a suas vidas. Tudo lhes parece encargo, nada lhes lega prazer. Recepcionar os amigos em casa para um delicioso almoço no final de semana é encarado como mais trabalho, despesas ou amolação por ter que ficar horas e horas escutando “papo furado”. Há outras pessoas que, por outro lado, já perceberam que momentos como aqueles em que nos encontramos com amigos ou parentes próximos servem para recarregar as energias.
    Há um pouco de Eddie em cada um de nós. Se trabalho como limpador de rua ou como Presidente da República, em ambos os casos estou contribuindo com outras pessoas. Ruas limpas, jardins bem cuidados, ambientes arrumados são tão importantes para o dia a dia das pessoas quanto novas leis, mais empregos ou ainda investimentos em educação e saúde. O importante é perceber que eles também são imprescindíveis e reconhecer isso para que essas pessoas se sintam valorizadas e prestigiadas.
    Nosso céu ou nosso inferno começa por aqui e não apenas depois que morremos. Somos nós que, de certa forma, decidimos se nossas vidas serão bem vividas ou não. Temos autonomia para escolher nossos amigos, companheiros, emprego, e se vamos ou não estudar. O que podemos perceber na obra de Mitch Albom é que temos que exercer essa autonomia, perceber o que estamos fazendo de nossas vidas, alterar os rumos quando necessário, manter aquilo que consideramos adequado

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