sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Japoneses buscam tecnologia para 'ver pensamentos'


Japoneses buscam tecnologia para 'ver pensamentos'



Ewerthon Tobace
De Kyoto para a BBC Brasil


Pesquisadores japoneses conseguiram com sucesso processar e visualizar imagens simples diretamente do cérebro humano com a ajuda de um software, no que poderá ser o primeiro passo para se fazer um registro visual de sonhos.


Os cientistas da ATR Computational Neuroscience Laboratories, com sede em Kyoto, disseram que a tecnologia desenvolvida poderá, por exemplo, ser usada para "ver" o que uma pessoa estiver pensando, inclusive durante o sono – desde que esse pensamento envolva a projeção de formas físicas, como a imagem de letras ou objetos.


O pesquisador-chefe Yukiyasu Kamitani, de 38 anos, afirmou que esta foi a primeira vez na história da ciência em que foi possível processar, diretamente das atividades cerebrais, imagens do que uma pessoa viu.


"Existem vários estudos parecidos no mundo, mas nenhum obteve tal sucesso", comemorou Kamitani.



Processo


A idéia dos cientistas era tentar emular o processo de visualização humana.


Quando uma pessoa olha um determinado objeto, a retina dos olhos captura a imagem e a converte em sinais eletrônicos, que são enviados ao córtex visual do cérebro.


A grosso modo, o que a equipe de pesquisadores fez foi estudar minuciosamente esse processo para então poder captar esses sinais e transformá-los em imagem em uma tela de computador.


Com o software criado pelos cientistas, eles conseguiram processar imagens vistas por pessoas ligadas a aparelhos de ressonância magnética.


Durante o processo de pesquisa, os cientistas estudaram diferentes comportamentos de cérebros diante de 400 imagens diversas.


Depois, foram mostradas a voluntários as seis letras da palavra "neuron".


O software processava as imagens captadas por aparelhos de ressonância magnética durante o processo de leitura do cérebro. Os cientistas conseguiram reconstruir a palavra em uma tela neste processo.



Aplicação


A aplicação prática da descoberta ainda vai levar tempo, mas a equipe está mais motivada a prosseguir com os testes.


"Esse aparelho poderá ajudar, por exemplo, pessoas com problemas físicos, como aquelas que só conseguem mover os olhos para se expressar", diz o neurocientista à BBC Brasil.


O estudo, que será publicado pela revista científica americana Neuron, vem sendo desenvolvido há três anos. Sete profissionais participam do projeto, liderados por Kamitani.


O próximo passo agora é trabalhar no desenvolvimento do software para mapear e processar imagens mais complexas e, quem sabe, até materializar um sonho.


Notícia publicada na BBC Brasil, em 12 de dezembro de 2008.


(http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/12/081212_sonhosimagensjapaoet_ba.shtml)


*********
COMENTÁRIO:


"O Pensamento cria imagens fluídicas, e se reflete no envoltório perispiritual como num espelho; o pensamento toma corpo e aí se fotografa de alguma forma. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar outro; embora seu corpo material esteja impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as variações; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígno de cumprir; o pensamento cria a imagem da vítima, e a cena inteira se pinta, como em um quadro, tal como está em seu espírito.


É assim que os movimentos mais secretos da alma repecurtem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Todavia, vendo a intenção, pode pressentir a realização do ato que se lhe seguirá, porém não pode determinar o momento em que ele se realizará, nem precisar seus detalhes, nem mesmo afirmar se ele virá a realizar-se, pois as circunstâncias ulteriores podem modificar os planos e mudar as disposições. Ela não pode ver aquilo que ainda não está no pensamento; o que ela vê, é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus".


Assim escreveu Allan Kardec, no livro "A Gênese", em 1868. Após 140 anos, a ciência começa a se aproximar cada vez mais dos conhecimentos trazidos pelos Espíritos Superiores, "conseguiram com sucesso processar e visualizar imagens simples diretamente do cérebro humano". Isto prova que o pensamento realmente se fotografa e está no caminho de compreender como isto ocorre. Até o momento, conseguiram imagens de algo que foi visto pela pessoa; isto pode parecer não ser muita coisa, mas lembremos que não é a imagem do objeto, mas a imagem mental, um pensamento criado para representar o objeto.


Poderíamos inferir que nosso perispírito seria como a tela do computador utilizado nas pesquisas, onde conseguiram captar os sinais elétricos e transformá-los numa imagem.


O próximo objetivo destes cientistas é "materializar um sonho". Os Espíritos afirmam em "O Livro dos Espíritos", que o espírito jamais fica inativo e que durante o sono ele se emancipa, percorrendo o espaço e entrando em relação direta com outros espíritos (pergunta 401). Afirmam também que não temos a resposta a esta pergunta: "O que é que fazemos quando dormimos; o que são os sonhos?" (pergunta 402). Estas experiências trarão à tona toda a realidade vivida no mundo espiritual, vivido pelo espírito emancipado?


Não, não acredito nisto. E os espíritos nos explicam porque: "Mas, como o corpo é de matéria pesada e grosseira, dificilmente conserva as impressões recebidas pelo Espírito, mesmo porque o Espírito não as percebeu pelos órgãos do corpo.". Nesta pesquisa, "eles conseguiram processar imagens vistas por pessoas ligadas a aparelhos de ressonância magnética". As impressões utilizadas na pesquisa foram claramente recebidas pelo olho físico e processadas pelos neurônios.


Mas a ciência avança de forma fantástica na direção certa, e como diz Kardec, na obra citada acima, "As idéias só se transformam com o tempo e não subitamente".


(Claudia Cardamone é psicóloga e espírita. É membro da Equipe Espiritismo.net, atuando nas áreas de atendimento fraterno e notícias.)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pergunta Feita: Eu queria que ... gostasse mais de mim...

Pergunta Feita:
 
OI EU QUERIA QUE O R. GOSTASSE MAIS DE MIM E QUE O MEU PRIMEIRO ENCONTRO COM ELE SEJA BOM
(J. - 14 anos)
 
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Resposta dada:
 
Olá!
 
Muita paz a você!
 
 
Todo primeiro encontro provoca um pouco de ansiedade, algumas vezes medo, mas sempre porque desejamos que dê certo. O importante é que pensemos sempre no motivo desse encontro, o porquê de desejamos estar com a pessoa de quem gostamos.
 
 
Nós sempre pensamos em viver nossa vida intensamente, com vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, aproveitar o momento, mas não precisamos fazer as coisas assim, com tanta pressa. Nossas experiências amorosas são muito importantes para que façamos delas apenas um simples encontro, isso porque o que fazemos hoje, marca nossas vidas por muito tempo, às vezes para sempre! Portanto, devemos, como diz aquele personagem, ter "muita calma nessa hora!" :-)
 
 
Para viver um amor de verdade, precisamos conhecer nossos sentimentos, conhecer os sentimentos dos outros, saber que às vezes acertamos, às vezes erramos, tudo porque não podemos dizer como as pessoas devem ser ou o que devem sentir, assim como ninguém pode nos dizer o mesmo. Temos de aprender nos conhecer e a conhecê-las, mostrar a elas que devem nos respeitar e saber que devemos respeitá-las, também. Todo esse aprendizado demora algum tempo, pois precisamos amadurecer, aprender sobre quem somos, o que desejamos e sonhamos para nossas vidas.
 
 
A vontade de estar com alguém pode ser grande, mas nos dias de hoje essa vontade acaba atropelando as etapas que devemos seguir, como conhecer, confiar, criar uma amizade verdadeira e, somente depois, nos aproximarmos para ter uma relação bacana e cuidadosa.
 
 
Hoje, falamos muito do "ficar com alguém". O problema é o que acontece enquanto se "fica" com tal pessoa. Nós vemos na tv e nas revistas todo mundo fazendo o que tem vontade, mas não vemos dizerem as coisas erradas que acontecem quando passam dos limites. Assim, antes de fazer valer essa vontade de estar ao lado do R., você deve pensar no que acontecerá enquanto esse e outros encontros vierem.
 
 
Tudo dará certo, desde que façam a coisa certa, desde que se respeitem e que entendam que tudo acontece no tempo certo. Mais uma vez, você tem um caminho bastante longo para seguir, muitos anos ainda por vir, e não há porque avançar no tempo e nas escolhas.
 
 
Uma ótima forma de fazer tudo da forma certa é conversas com seus pais ou com alguém em quem confie, mas que já tenha vivências para trocar experiências e te orientar da forma correta.
 
 
Lembre-se que as coisas sempre dão certo quando fazemos as escolhas certas. Por isso, vá com calma e cuide bem de seu coração! :-)
 
 
Não sei se você gosta de leituras, mas um ótimo livro para sua idade é "Aborrecente, não. Sou adolescente", de Vera Lúcia Marinzeck, do Espírito Rosângela.
 
Sinopse do livro:
 
Festas, telefonemas, CDs, televisão, paqueras, nisto se resume a realidade dos adolescentes, certo?
Errado! Diversão, amizade, arte e amor são palavras que traduzem melhor o mundo dos jovens.
Contestadores, alegres e extrovertidos, Camila, Leonardo, Mariana e muitos outros personagens deste livro representam o intrigante universo adolescente, com seus problemas, suas dúvidas e angústias.
Assuntos como vícios, dificuldades de relacionamento com os pais, violência, namoro e amizade são tratados com profundidade e sutileza, criando uma história instigante e envolvente.
Assim como na realidade, neste livro os jovens são retratados com toda a sua criatividade, seu espírito curioso e inovador, descobrindo seu espaço, defendendo seus valores, se fazendo respeitar e, finalmente, afirmando com a segurança de quem conhece o seu lugar:
Aborrecente, não. Sou adolescente!

Esperamos ter ajudado e conte sempre conosco!
 
Um abraço,
 
André.
Equipe Net Jovem
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Oferecemos o convite para participar dos nossos estudos na Internet. Conheça o Paltalk:
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Artigo : O "Ficar"

O "ficar"

 
    De tempos em tempos, surgem determinados modismos: elementos materiais (roupas, acessórios, tatuagens, adereços, alimentos, bebidas, lugares), ou, facetas do comportamento humano que desabrocham, contagiando toda uma geração.
 
 

    A bola da vez é o "ficar", uma espécie de envolvimento afetivo sem maiores consequências e/ou responsabilidades. Para uns, é acompanhado de carícias mais íntimas e, até, de experiências sexuais. Para outros, nem tanto...
 

    O elemento mais característico, todavia, é a experimentação. Ouvi, há poucos dias, num ambiente público, duas garotas – que não deviam ter mais do que quatorze anos – comentarem entre si sobre os garotos com quem tinham "ficado" no último final de semana, numa festinha. Conversa vai, conversa vem, e uma delas ponderou: "Pois é, sabe aquele moreninho crespinho que estava comigo quando te vi?" E a outra: "O fulano?" E a primeira: "Ih, sei lá! Nem perguntei o nome dele..."
 

    Retrato desta geração... No intuito de viverem o seu tempo, os jovens – sempre revolucionários e mutantes – lançam-se, muitas vezes, com o frescor de uma suave brisa em seus rostos, em direção ao abismo...
 

Com a justificativa íntima (às vezes, explicitada) de quererem conhecer muitas pessoas antes de se "amarrarem" a alguém (com ânimo definitivo), numa relação chamada estável ou duradoura, os jovens – cada vez mais em tenra idade – acabam banalizando os sentimentos, as descobertas, as vivências, tão necessárias quanto valiosas. Olvidam seus próprios e reais quereres, porque " quem prova só por provar , quer provar sempre e, desta forma, não sabe como e quando decidir pelo melhor".
 

    Não estamos, aqui, reacionariamente desejando que o jovem não se envolva afetivamente, esperando a idade adulta para encontrar a sua "cara metade". De jeito nenhum. Aliás, cada um de nós – que já passou ou está passando por momentos de auto-conhecimento na área dos sentimentos e sensações (podemos, até, dizer que sempre estamos vivenciando isto) – percebe as mudanças que o interesse por outrem provoca em sua vida (íntima e social). Com isso, lançamo- nos na roda-viva dos relacionamentos, conhecendo novas pessoas, estreitando laços e encontrando aquele (aquela) que nos encanta, que nos completa, que nos seduz.
 

    Mas, sair por aí, "ficando" com todo e qualquer um, já é uma exacerbação dos sentidos. Não pode ser encarado como conduta natural, dentro da normalidade bio-psíquica. Isto já é – perdoem-nos a franqueza – promiscuidade. Sim, porque o que importa para quem assim age é conhecer este, aquele, e mais um, e mais outro... indefinidamente. O garoto ou a garota se comprazem em dizer (para si mesmo e/ou para os colegas), que já "ficou" com fulana, beltrana, sicrana... E, quando vai um pouquinho mais além – e, neste aspecto, o apelo da sensualidade leva às experiências sexuais cada vez mais precoces – vangloria-se da conquista, entusiasma-se com a vivência, mas, como não respeita o sentimento dos outros, assim como nem os seus próprios, segue adiante, programando quem será o(a) próximo(a) e em que ponto a relação será melhor, ou, digamos, diferente...
 

    Não queremos parecer extra-temporais, admitindo criar um universo paralelo onde os jovens tenham um comportamento "impecável", pois em assim sendo, estaríamos plasmando um mundo de gradação perfeita (celeste ou divino), ou estaríamos vivendo fora de nossa época. No entanto, em se falando de jovens espíritas – haja vista o manancial de conhec imento disponível, mormente a nível de ciência das leis divinas que regem os seres – admissível se torna esperar uma conduta mais "equilibrada" – tanto no âmbito dos pensamentos, como no de palavras, mas, acima de tudo, no de atitudes.
 

    O jovem espírita tem de ser diferente! Afinal, sabe qual é o objetivo desta existência, tem em evidência o código moral trazido pelo Cristo – entendendo que o respeito pelo semelhante é a chave da sua própria felicidade – e precisa aproveitar esta feliz oportunidade encarnatória para credenciar-se a construir tudo de bom que lhe seja possível, ao passo em que irá reparar os erros pretéritos.
 

    Que este jovem, então, conheça outros jovens, vivenciando os sentimentos, descobrindo a si mesmo e ao outro, dividindo bons e maus momentos, conhecendo como o outro é, o que ele gosta, quais suas virtudes e defeitos e até onde é possível caminhar conjunta e construtivamente, pois tudo isto é – mais que um direito – um dever perante sua própria consciência espiritual.
 

    Assim sendo, passará por revezes e desilusões amorosas; criará expectativas em relação ao outro, que se verão frustradas, talvez, num passo adiante; alimentará sentimentos que julga eternos, mas que se desmancham quando, no dia seguinte, esbarrar num desconhecido – ou, nem tanto – que lhe provocará uma revolução interior, capaz de lhe fazer novas (e eternas) juras de amor; se acomodará, também, por já ter descoberto aquele a quem ama, deixando, às vezes, de ser romântico, prestativo, e, por isso mesmo, será substituído, no coração do outro, por uma nova paixão; verá ruir seus sonhos e castelos de areia, ao descobrir que aquele com quem convive não é aquele semi-deus ou aquele anjo que pensava existir ao seu lado; e.. . tantas outras amargas descobertas...
 

    Mas, também, vivenciará o prazer dos pequenos momentos, do convívio harmonioso das idéias e das palavras; da satisfação de fazer o outro feliz; de se ver pensando nele(a) o tempo todo; de preocupar- se com o outro; de querer estar mais perto, sempre; de encontrar alguém lhe esperando; de dividir os bons, mas, também, os maus momentos, os desabafos, as teimosias, de ter consolo, palavras amigas, de orientação, apoio, bemquerência...
 

    Isto, meus amigos, só pode ser conseguido com cumplicidade. Que começa, como já dissemos, no respeito mútuo, de saber o que o outro realmente quer conosco, o que espera de nós, e como agiríamos nós se estivéssemos no lugar dele.. . Isto, aquele Amigo já nos disse: "fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem".
 
    Tal só é possível quando há convivência, que não se resume a uns poucos (e tórridos) instantes...
 
    Todavia, algum jovem mais afoito até pode ponderar: "Mas, eu quero "ficar" e ele (ela) também quer, isto é, nós dois sabemos o que queremos... Ninguém vai se machucar!". Pergunto: "Será?" E se você, jovem, mesmo antecipadamente desejando apenas "fic ar", descobrir que ele (ela) é o seu complemento, para tornar a brincadeira séria? Gostará de ser "descartado" dali há alguns minutos?
 
    Pense.. .
 
    Não estamos querendo viver o seu momento por você! Apenas queremos – eu e você que lê este texto, sobretudo você adolescente – a sua, a nossa felicidade, sem roubar os seus desejos, sem vilipendiar a sua consciência, sem prescrever bulas orientativas que soem como ameaças ou determinações imperiosas. Não! Desejamos – isto sim – conhecer-nos o máximo possível e, em nos conhecendo, conhecermos o outro, o mundo, para dar passos seguros e certos em direção à Vida.
 

    Se você entendeu a mensagem, substitua o "ficar" pelo gostar, pelo curtir, pelo namorar, outro verto tão gostoso e saudável, mas tão em desuso nos dias de hoje, quando muito poucos querem saber de compromisso, de respeito aos sentimentos do outro, porque querem "aproveitar a vida". Se soubessem, entretanto, que quem namora sério aproveita – e como – a vida, certamente mudariam de opinião.
 
    Ou você ainda não experimentou?

(Autor:  Marcelo Henrique. É  Diretor de Política e Metodologias de Comunicação da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo (ABRADE) e Coordenador de Grupos de Juventude e Mocidade Espíritas)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mural Reflexivo: Mentira é sempre mentira

Mentira é sempre mentira





Certa feita, uma revista de circulação nacional apresentou reportagem acerca da mentira, mostrando-a como um ingrediente fundamental do jeitinho brasileiro.


Mais ou menos no mesmo período, determinado programa televisivo ofereceu a oportunidade aos telespectadores de opinarem se um personagem deveria ou não mentir para vingar um crime do passado, ainda impune.


A mentira venceu por larga margem.


Isso demonstra como estamos nos habituando com a mentira e a estamos utilizando, em nosso cotidiano.


Mentimos para obter algum benefício, para preservação da nossa imagem, para evitar um sentimento de vergonha, por verdadeira covardia.


Assim, um amigo não diz ao outro o que realmente pensa e deseja dele.


Se o amigo possui defeitos, em vez de alertá-lo a respeito, bate-lhe nas costas e com uma frase reticente, permite àquele interpretar que tudo vai muito bem.


A mãe mente para o filho pequeno, afirmando que já volta, e na verdade se ausenta por longas horas.
Servem-se da mentira alguns que afirmam serem técnicos em tal ou qual área, não passando, na verdade, de meros aprendizes.


Utilizam a mentira aqueles que oferecem um produto como sendo de primeira linha, quando não o é. Mentem todos aqueles que fazem promessas, sabendo antecipadamente que jamais as poderão cumprir.


Natural que tal clima gere desconfiança e descrença, itens que presidem ao relacionamento atual das criaturas.


Há quem acredite ser normal a criança mentir e somente ser sintoma de enfermidade no adulto.


Contudo, o mentiroso é sempre alguém enfermo. E em razão mesmo de sua forma de proceder, se torna desacreditado, mesmo quando se expresse de forma correta e verdadeira.


Para quem está habituado à mentira, se torna muito natural alterar o conteúdo ou a apresentação dos fatos, manipulando-os ao seu bel prazer.


As raízes da mentira se encontram no lar instável, mal formado, quando não emanam dos conflitos da personalidade, que induzem o ser à fuga da realidade e ao culto da fantasia.


Faz-se imperioso que se estabeleça uma disciplina rígida na arte de falar, procurando repetir o que se ouviu exatamente como se escutou; o que se viu da forma mesma como aconteceu, evitando-se interpretar o que se pensa em torno do assunto, que nem sempre corresponde aos fatos. Esta é uma maneira de vital importância para se abandonar o vício da mentira.


Não há necessidade de mentir, e toda vez que nos servirmos da mentira, estaremos demonstrando um distúrbio de comportamento, que precisa urgentemente ser corrigido.


* * *
Mentir compulsivamente é um distúrbio da imaginação chamado mitomania.


A verdade deve ser sempre dita com naturalidade, sem alarde, mas na íntegra, jamais adornada de fantasias ou conclusões pessoais.




(Redação do Momento Espírita, com base no artigo O império das meias-verdades, publicado pela Revista Isto é, nº 1466 e no cap. 3 do livro Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.Leal.)
(
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2085&stat=0)

Pergunta Feita: Tenho medo de pessoas que já morreram

Pergunta Feita:
 Tenho Medo de pessoas que ja morreram. Sempre antes de acontecer algo ruim eu tenho com se fosse uma mensagem que vai acontecer mas não consigo decifrala e impedir  e isso me deixa fruortada depois que acontece porque eu não entendo e porque eles tentam me avisar?
(L. - 28 anos)
 
==================================
Resposta Dada:
 
    Olá!
 
    Muita paz a você!
 
 
    Antes de pensarmos em medo de pessoas mortas, temos de compreender o processo em si e quem são essas pessoas. Assim, devemos estudar sobre o fenômeno da desencarnação e qual seu efeito sobre nós, não apenas pela expectativa que ele gera, entendendo que todos desencarnaremos, mas o efeito psíquico e emocional que vem como conseqüência da desencarnação. Também, embora nós e os Espíritos estejamos vivendo em esferas diferentes – eles numa mais sutil e invisível, e nós numa mais material e grosseira – somos idênticos em nossa natureza. Partilhamos as mesmas idéias, emoções, sentimentos, angústias, medos, alegrias, enfim, lá ou cá, somos seres vivendo experiências semelhantes. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, já nos dizia em suas anotações que "os Espíritos nada mais são do que as almas dos homens que já morreram". Então, mais uma vez, tirando o fato de não terem mais o corpo físico, são como nós.
 
 
    O fato de desencarnar não significa para o Espírito estar consciente da desencarnação. E estando consciente, não significa que aceita, tampouco que saiba lidar com a nova condição em que se encontra. Para essa classe de indivíduos, é comum, temporariamente, perturbar-se, afligir-se, revoltar-se, inconformar-se, etc. Uns conseguem superar tais obstáculos e seguir adiante com facilidade, bastando o esclarecimento; outros já demonstram mais resistência e optam ou são atraídos para a convivência com os encarnados. Estão desencarnados, mas com suas consciências encarnadas. Observando, então, os eventos que acontecem aqui no mundo físico, e havendo neles algum tipo de interesse, seja ele qual for, procuram acompanhá-los e até interferir no seu desenrolar. Acontece, porém, que, estando estabelecidos numa dimensão diferente, não podem fazer mais que desejar a intervenção, salvo se obtiverem o auxílio de um encarnado capaz de perceber suas necessidades: o médium. (Leia o Cap. XIV de " Livro dos Médiuns" – Os Médiuns – Itens 159 e 164 –  http://livrodosmediuns.wordpress.com/2a-parte-das-manifestacoes-espiritas/cap-14-os-mediuns/)
 
 
    A partir desse entendimento, agora tentando compreender seu relato, lembramos que temos percepções que têm causas diferentes.
 
 
    A primeira é a mediunidade, que é a faculdade que possibilita à pessoa a capacidade de interagir de modo mais direto com o mundo invisível.
 
 
    A mediunidade se apresenta em variedades e formas que possibilita ao seu portador uma percepção singular do se passa no mundo espiritual, assim como é influenciado também de um modo bastante característico, em virtude do seu tipo de faculdade e dos Espíritos que o acompanham. É o meio pelo qual o médium sente a presença e as emoções dos Espíritos que dele se aproximam, assim como é através dele, também, que os Espíritos se utilizam para solicitar ajuda, por exemplo, pedindo sua intervenção para impedir ou contribuir para que um acontecimento se complete.
 
 
    A segunda é uma sensibilidade chamada de pré-cognitiva, ou seja, "pré" (antes) / "cognição" (conhecimento), que em nada se relaciona com a influência espiritual, ou seja, é anímica, da própria alma.
 
 
    Nossas mentes, são como uma antena, que captam as irradiações que se espalham pelo espaço à nossa volta. Pensamentos positivos, negativos, calmos, perturbadores, etc, todos emanados por mentes encarnadas e desencarnadas vivenciando suas experiências pessoais ou coletivas. Imaginemos todas as ondas eletromagnéticas que cruzam os céus de nosso planeta vindos de televisores, rádios, celulares, Internet, intercomunicadores e de tantas outras fontes. Assim são nossas ondas mentais, que são lançadas de um lado para outro, conforme a direção que lhes damos.
 
 
    Sabemos que todo acontecimento é precedido de um planejamento prévio de seus idealizadores. Pensamos, elaboramos, confabulamos e depois realizamos. Enquanto esse processo está fermentando, ou mesmo acontecendo, as ondas mentais estão sendo irradiadas. Quando são fenômenos que fogem ao nosso controle, também há mentes no mundo espiritual que acompanham o processo por já terem conhecimento prévio (e isso já foge ao nosso entendimento), também emanando pensamentos. A psicosfera do planeta está, assim, carregada desses pensamentos, dos mais nobres aos mais perversos, destacando-se sempre aqueles que são emitidos com maior intensidade.
 
 
    Ocorre que algumas pessoas – encarnadas –, dotadas dessa capacidade extra-sensorial (pré-cognição), captam determinada freqüência de pensamentos e vêem ou pressentem determinados tipos de acontecimentos, aleatórios ou específicos. Não que sejam eleitas para alguma realização especial diante dos eventos, mas essa percepção as coloca na condição de expectadores do fato, podendo vir a sofrer emoções, das mais diversas naturezas, que decorrem dele.
 
 
    Essa seria, a princípio, a visão que o Espiritismo nos oferece. Levando em consideração que o que sente seja uma percepção do futuro, de fato, essa percepção, mediúnica ou anímica, depende do grau da sua sensibilidade, que pode contribuir para seu entendimento, quando oferece clareza e definição daquilo que é captado, ou turbar e confundir, quando capta apenas fragmentos dessas ondas.
 
 
    Seja como for, sentindo que você é influenciada por tais vibrações, você deve educar seus pensamentos e emoções vivendo sempre em ambientes saudáveis, com atividades que lhe proporcionem prazer, tranqüilidade e equilíbrio, que faça leituras agradáveis e edificantes buscando sempre criar imagens mentais positivas, que sempre procure idéias e conversações enobrecedoras, de forma a que você se sintonize com freqüências também elevadas.
 
 
    Um fator importante: jamais deixe de recorrer à prece quando se sentir aflita pelas sensações que surgem dessas percepções. Peça a Deus que lhe dê clareza no entendimento do que capta, equilíbrio nas emoções e que auxilie aqueles que serão atingidos pelo acontecimento, quando você mesma não puder ajudar. Jamais estamos sozinhos e devemos sempre solicitar ajuda quando dela carecermos.
 
 
    Sugerimos, também, fazer a Reunião do Evangelho no Lar para que não somente você, mas todos da família, e auxiliares, possam receber os seus benefícios, que envolvem todo o ambiente doméstico.
 
 
    Segundo Emmanuel, Espírito, não devemos esquecer a necessidade de trazer o Cristo para o cenário de amor onde nos refugiamos. É um trabalho simples. Escolhemos alguns minutos por semana e nos reunimos com todos aqueles que vivem conosco, para o aprendizado das lições de Jesus.
 
 
    Recomendável seja feito esse estudo no mesmo dia da semana e horário. Iniciamos com uma prece espontânea, abrimos uma página do Evangelho e lemos, em voz alta, alguns trechos, comentando-os em seguida. Os companheiros participantes devem expor suas dúvidas, seus temores e dificuldades. Através da conversação edificante produzida, os benfeitores da espiritualidade superior "distribuirão a todos idéias e forças, em nome do Cristo, para que horizontes novos iluminem o espírito de cada um."
 
 
    Um Roteiro e outros esclarecimentos sobre o assunto poderão ser encontrados no seguinte endereço:
 
 
 
    Procure cultivar o hábito da oração e manter-se em vigilância, no pensamento, no falar e no agir. Outrossim, assistindo às palestras de uma Casa Espírita, prestando a devida atenção, sempre encontraremos respostas para as nossas dúvidas, por meio dos ensinamentos dos oradores e a assistência inspiradora dos nossos mentores e protetores espirituais. A Casa Espírita proporciona o benefício do passe, o qual constitui-se duma transfusão de energias, que nos revigoram e reanimam. O tratamento magnético (passes) vem como um poderoso recurso para o equilíbrio que todos precisamos e nele encontramos o suporte espiritual para nossas lutas cotidianas. Igualmente, a participação em atividades de caridade, de ajuda ao próximo, proporciona a higiene mental necessária à nossa renovação.
 
 
    Recomendamos, caso seja possível e haja interesse, participar de nossas atividades na Internet (estudos, palestras, vibrações e Atendimento Fraterno), via Paltalk (programa de áudio-conferência). Informe-se sobre o programa - instalação e uso - no site www.espiridigi.net/paltalk, além da programação semanal de nossos grupos de trabalho, com as atividades e horários.
 
 
    Instrua-se com leituras edificantes – caso seja do seu interesse, a Codificação Espírita e outros livros espíritas instrutivos podem ser obtidos no link www.espiritismo.net/portugues_download ou www.virtual.espiridigi.net (Biblioteca Virtual).
 
    Que Deus abençoe nossos propósitos de entendimento. Esperamos ter podido ajudar e conte sempre conosco. Qualquer dúvida, escreva-nos.
 
Um abraço,
 
André.
Equipe Espiritismo.net Jovem
Dúvidas e Sugestões:
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ARTIGO : A Importância da Amizade

A IMPORTÂNCIA DA AMIZADE

"A amizade verdadeira nos conduz a uma comunhão com o Superior"


Nos dias atuais a palavra amizade é usada indiscriminadamente para alguma coisa que não é verdadeira; por isto está tão vulgar e desacreditada.
Usam-se para conceituar as simples relações encontradas entre os "amigos": camaradas de café, conhecidos de trabalho, de escola, interesseiros etc. Não podemos confundir tudo isto como a amizade verdadeira, fiel, aquela dos amigos-da-alma.

Portanto temos que ter em mente as nossas associações e dar diversos graus à amizade: colegas, conhecidos, vizinhos etc. Não confundir o amigo verdadeiro com aquele que simula amizade.


O que é amizade?

Amizade é a comunicabilidade mútua, leal e sincera. É a relação harmoniosa, criadora, desinteressada com o outro, que desenvolve o ser humano dando-lhe novas dimensões , sentido através da criatura o criador. Exige amor, compreensão de todo o passado, presente e futuro que se encontra no íntimo dos homens. Impulsiona o homem a transcender-se, retira-o do seu isolamento, do vazio interior e da solidão. É uma necessidade superior e espontânea, é o alimento da via afetiva. Deve ser expansiva, irradiante, comunicativa, mobilizando o "eu" para tornar-se produtiva e criativa. Seu ponto fundamental é a de alcançar a realização do outro, por isto exige a solidariedade, caridade e muita compreensão. É centralizada no bem, em um amor generoso, verdadeiro, incondicional e universal. Por tudo isto, a sua falta pode ocasionar muitos conflitos psicológicos e emocionais, onde uma das queixas é o sentimento de solidão, desamparo, desesperança e vazio.

Devemos saber que, quando a amizade é verdadeira, ela nunca se acaba, como bem diz o provérbio: "a amizade que acaba, nunca foi amizade".

A importância da amizade
Como somos seres sociais, reencarnantes, desde a vida intra-uterina estamos interagindo com o nosso semelhante, processo natural da nossa condição, dádiva divina para o nosso progresso, para colocarmos em cheque as nossas imperfeições e aptidões.

Observemos a questão 766 de "O Livro dos Espíritos" de Kardec: "A vida social está em a natureza? Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação". Na questão 768: "Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem geral? O homem tem que progredir; insulado, não lhe é possível. Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados".

Refletindo as palavras de Kardec, percebemos que ele fala da verdadeira amizade, quando esclarece que somos sociais e que os homens precisam um dos outros, que aprendem com os semelhantes e que essa relação é importante para o desenvolvimento pessoal e espiritual. Não podemos esqueder que espíritos amigos são colocados em nossos caminhos para ajudar-nos nas tarefas evolutivas.

A amizade deve começar dentro do lar. Ensina-nos a resposta da questão 774 do LE de Kardec: "Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis porque os segundos constituem uma lei da natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a se amar como irmãos".

Ainda na questão 775: "Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família? Como resposta, temos: Uma recrudescência do egoísmo".

Na família, geralmente, estão as pessoas que realmente se amam de forma incondicional e, muitas vezes, quando observamos conflitos e adversidades é porque um ou mais membros se perderam em algum ponto da sua evolução. Lembremos que quem mais amamos muitas vezes é quem mais nos fere profundamente, pois entregamos a ele a chave do nosso coração.

Nos transtornos emocionais a falta da amizade assume uma importância capital, pois nas histórias dos pacientes ela quase sempre está presente. São queixas claras de convívios doentios, falta de compreensão de filhos, disputas entre irmãos e familiares, pais competindo com os filhos, ambientes de trabalho com péssima interação entre as pessoas e perseguições, traições de amigos e parentes, impedindo a verdadeira amizade, ocasionando frustrações, decepções, impondo sentimentos negativos que com o tempo se cronificam e geram os distúrbios emocionais, principalmente os quadros depressivos e ansiosos.
Onde estão os obstáculos?
Reencarnamos e na escala evolutiva é comum querermos conviver com um amigo, fortalecendo os laços da amizade e repudiarmos a presença de um inimigo. Nada acontece por acaso. Se estivermos entre amigos, é porque temos que praticar as boas qualidades da nossa alma e, se entre inimigos, é para sentirmos as nossas deficiências, corrigi-las, se possível, para evoluirmos. É a oportunidade para exercitarmos na prática o perdão àqueles que nos magoaram e nos feriram.

Muitas barreiras que dificultam o relacionamento humano são derivadas do egoísmo e do orgulho. A incapacidade de adaptação é também um impedimento, a pessoa se sente desligada do âmbito social, refugiando-se na fuga, na reclusão.

Kardec no LE, questão 769: "Que se deve pensar dos que vivem em absoluta reclusão, fugindo do pernicioso contato do mundo? Duplo egoísmo é a resposta, porque se esquece da lei do amor e caridade e podem facultar ocasiões para fazer o bem".

Muitos se afastam da amizade por dificuldade em dedicar-se a alguém, vivendo em função de si, numa fixação egocêntrica, onde busca tudo para si, pensa só em si, produzindo antipatias gratuitas e preocupações doentias. Outras demonstram a incapacidade de doação, fixando-se na fase captativa, reclamadora e exigente. Devido suas fixações não conseguem chegar a um amadurecimento psicológico e espoiritual, criam uma falsa realidade que os levam a desilusões, frustrações e fracassos, gênese de muitos distúrbios emocionais.
Como corrigir estas dificuldades?
O homem conduz a sua vida utilizando suas habilidades intelectuais, sua vontade, seu afeto para comunicar-se e age com a sua maturidade espiritual. Este equilíbrio dá-lhe a condição de adulto; portanto suas atitudes devem corresoponder a esta dimensão. Para superar dificuldades em comunicar-se amistosamente com os demais, fica claro que esse equilíbrio (intelecto, afetivo e espiritual) deve estar presente. O respeito pelo limite alheio também é necessário, bem como estabelecer o seu, pois você não sabe muitas vezes precisá-lo.

Duas pessoas, diante da inimizade, quem deve dar o primeiro passo para acabar com a discórdia? Se nenhuma, ambas ainda não estão em condições evolutivas para se compreenderem. Devem pensar em se reformarem para adquirirem esta condição. Uma das duas tomando a iniciativa é porque já se adiantou na escala reformadora; está mais adulta, mais corajosa, mais equilibrada, importando-se mais com o seu próximo e com os ensinamentos de Deus.
O benefício da amizade
A amizade verdadeira nos conduz a uma comunhão com o Superior; ela é cheia de amor aos pais, parentes, amigos, vizinhos, sendo estes amores lícitos e honestos que fazem o nosso progresso. Ela ensina, transforma e renova.

Sentindo o progresso, podemos sentir também a paz, essa sensação maravilhosa que nos enche de coragem, amor e esperança para que todos nós tenhamos uma vida saudável. Podemos ter a certeza que a amizade verdadeira nos conduz a tudo isto.
Bibliografia:
1. O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
2. Amor em profundidade. E.González – Ruiz e J.Legaud.
3. Fundamentos da Reforma ìntima. Abel Glaser – pelo espírito Caibar Schutel.


(José Luiz Condotta - O autor é Médico Psiquiatra e Terapeuta da Regressão. Participa de atividades espíritas em Sorocaba e colabora no Centro de Difusão de Estudos da Consciência de São Paulo. Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, setembro de 2008.)

Dica Legal: Quem tem medo da Morte?

Título: Quem tem medo da morte?
Autor: Richard Simonetti
Editora: Gráfica São João Ltda.
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