terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Motorista de ônibus evita que menina se jogue de ponte nos EUA


Motorista de ônibus evita que menina se jogue de ponte nos EUA

Imagens de uma câmera de segurança de um ônibus registraram o momento em que o motorista para e desce do veículo para impedir uma menina que parecia querer pular de uma ponte, na cidade de Buffalo, no Estado de Nova York.
 
Darnell Barton percebeu a jovem na beira da ponte enquanto passava pela via expressa.
Preocupado, ele saiu do ônibus e conseguiu convencer a menina a desistir de pular.
Barton disse que ela estava fora de si quando segurou seu braço e perguntou se ela não queria passar para o outro lado da grade.
Os passageiros esperaram pacientemente enquanto Barton conversava com a jovem e dizia que tudo ficaria bem.
 
Notícia publicada na BBC Brasil, em 1º de novembro de 2013.

Breno Henrique de Sousa* comenta
A cada dia estamos mais vigiados por câmeras em todos os lugares. Isso me faz lembrar do fato de que no mundo espiritual é muito mais improvável ocultar alguma coisa, ainda mais dos espíritos superiores que podem ler os nossos pensamentos e intenções. Estamos sempre cercados por uma nuvem de testemunhas e quando menos esperamos estamos sendo observados. Se isso não faz sentido para quem não crer na existência do mundo espiritual, não há como escapar do fato de que o mundo é a cada dia mais vigiado, isso fica claro quando são revelados os casos de corrupção. É certo que essa vigilância atual esconde seus interesses, que é o controle que os detentores do poder sempre querem exercer sobre o povo, mas, como é de se esperar na história da humanidade, o veneno sempre se volta contra aquele que o destila e é do mesmo veneno que se faz o remédio.
Um fato não esperado é o de que essas câmeras espalhadas pelo mundo não revelam apenas o que há de mau na humanidade, mas revelam também um lado oculto e que pouca gente tem interesse de divulgar que é o da bondade oculta, aquela que não faz alarde, aquela que não dá “Ibope”, aquela que acontece nas ruas todos os dias e não virava notícia até ao surgimento da internet e da existência de câmeras por todas as partes. Outro dia eu assisti a uma outra reportagem na TV de um sistema de vigilância por câmeras nas ruas de Recife, que deveria flagrar motoristas infratores, crimes e etc, o que de fato foi feito, mas o que não se esperava foram os “flagras do bem”, de dezenas de atitudes bondosas, pessoas que ajudavam moradores de rua, outros tantos que ajudavam anciões a atravessar as avenidas. O fato também virou notícia e é espantoso que isso pareça surpreendente. Isso é um sinal de que estamos descrentes do ser humano e quando somos surpreendidos com atitudes bondosas ficamos perplexos.
Não devemos perder a fé no ser humano. Todos os dias abundam atitudes de bondade, óbolos da viúva que alimentam o corpo e a alma, que trazem esperança e que salvam vidas. O exemplo desse motorista é mais um que reflete o trabalho silencioso e constante do bem, que sem alarde e sem propaganda, opera os seus benefícios aos pequeninos, aos sofredores, aos invisíveis da sociedade. Jesus ali se encontra, nas esquinas, entre os enfermos e desesperados, levando ajuda e consolação. Que exemplos dessa natureza nos remetam ao Cristo e nos inspirem outras atitudes bondosas. Somos chamados todos os dias a dar testemunho do que somos e nossas atitudes falam por nós. Enquanto isso, uma nuvem de testemunhas nos observa e dará esse testemunho do que somos quando formos chamados a prestar contas.

* Breno Henrique de Sousa é paraibano de João Pessoa, graduado em Ciências Agrárias e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Ambientalista e militante do movimento espírita paraibano há mais de 10 anos, sendo articulista e expositor.

Menina mantida em armário por seis anos nos EUA supera, aos poucos, abusos da mãe e do padrasto

Menina mantida em armário por seis anos nos EUA supera, aos poucos, abusos da mãe e do padrasto

Extra
 
Pela primeira vez em anos, Lauren Kavanaugh deixou os antidepressivos e remédios para transtorno bipolar de lado. Passou a fazer exercícios, a conversar mais e concluiu o ensino médio. Aos 20 anos, a jovem que vive em uma casa de campo na cidade de Canton, no Texas, nos Estados Unidos, parece superar o passado aos poucos. Aos 8 anos de idade, ela foi resgatada pela polícia dentro de um closet onde era mantida desde os 2 anos.
A história é semelhante ao caso que foi noticiado nos últimos dias. Uma mãe na França manteve a filha de 2 anos escondida desde o nascimento, no porta-malas de um carro. A menina foi encontrada por um mecânico, desnutrida e com atrasos intelectuais. A mãe foi presa e o advogado de defesa alegou que a mulher não tinha plena consciência do que havia feito.
No caso de Lauren, não há dúvidas de que a mãe tinha total consciência dos atos. A menina passou seis anos trancada. Durante esse tempo, sofreu abuso sexual, foi maltratada fisicamente e psicologicamente pela própria mãe e pelo padrasto. Quando finalmente foi encontrada, Lauren tinha um retardo mental. Segundo uma matéria especial publicada pelo jornal The Dallas Morning News, aos 8 anos ela não sabia sentar em uma cadeira, segurar um lápis e muito menos conhecia o alfabeto.
- Quando eu comecei a ver Lauren, ela não era sociável, tinha uma depressão crônica, era suicida e se sentia sem esperanças - contou Lindsay Jones, terapeuta da jovem há seis anos. - Hoje, ela está pronta para abraçar o passado. Ela não tem mais vergonha disso. Ela pensa ‘isso aconteceu comigo, mas ainda estou aqui. Sobrevivi e estou prosperando’.
Lauren vive com a mãe adotiva, Sabrina Kavanaugh, e três cachorros. Sabrina e o marido adotaram Lauren ainda bebê, mas foram obrigados a devolvê-la para a mãe biológica, Barbara Atkinson, quando a menina tinha 1 ano e 8 meses. Barbara alegava que havia se arrependido de ter dado a filha para adoção.
Nas mãos de Barbara e de Kenneth Ray Atkinson, ela sofreu durante seis anos, presa em um armário. Quando a policia a encontrou, Lauren estava suja, sentada nas próprias fezes e urina e tinha a boca suja de excrementos. O casal não alimentava a criança, a agredia e a estuprava. Aos 8 anos, Lauren pesava o mesmo que uma criança de 2 anos. Dentro do closet, ela só via um feixe de luz que passava sob a porta.
Blake Strohl, filha mais velha de Barbara e meia-irmã de Lauren, conta que, aos 10 anos, viu a menina machucada em inúmeras ocasiões. Às vezes, tirava a irmã do armário no meio da noite e dava um banho nela. A menina tinha queimaduras de cigarro pelo corpo, manchas de sangue e a vagina inchada.
- Eu sabia que ela precisava de ajuda - disse a jovem, hoje com 23 anos. - Ela conseguia falar comigo, mas era quase como se eu estivesse falando com um bebê.
Ao Dallas Morning News, Blake contou também que a vida sexual da mãe e do padrasto era bastante ativa.
- Eu sabia que eles faziam muito sexo porque podia ouvir, mas não sabia o que estavam fazendo com ela. Eles sempre ligavam música muito alto. Lauren gritava, mas eu sempre pensava que eles estavam batendo nela. Ela gritava demais.
Pelo que fizeram com Lauren, Barbara e Kenneth foram sentenciados à prisão perpétua. Sabrina conseguiu adotar a criança, definitivamente, cerca de um ano após o resgate. Lauren foi libertada aos 8 anos, mas condenada a carregar as lembranças da infância pelo resto da vida.
- Espero um dia ter uma vida normal. É claro que a minha vida nunca foi normal - disse Lauren, em entrevista à publicação. - Eu não quero ser como os meus pais. Esse é o meu foco. Eu tenho medo de virar o que eles eram, porque todos os dias eu sinto isso. Eu tenho aquele raiva dentro de mim como a minha a mãe.
Notícia publicada no Jornal Extra, em 31 de outubro de 2013.

Humberto Souza de Arruda* comenta
Quando sabemos que em uma prisão houve uma violência muito grande a estupradores ou assassinos que são torturados até a morte, não demoramos a aplicarmos, em nossos julgamentos, a Lei de Causa e Efeito.
E também não é raro aplicarmos, inclusive, a Lei de Talião em nossos jugos, como “olho por olho, dente por dente”, pois muitas vezes nos pegamos regredindo moralmente em pensamentos que aceitam com certa naturalidade a violência para apagar uma violência. Como o assassinato de um assassino em série, o estupro praticado por detentos a estuprador e outras atrocidades em nome da educação punitiva.
Mas quando relembramos que a Lei de Causa e Efeito é uma combinação das Leis de Liberdade e da Lei de Justiça, e sabendo que nelas sempre está o Amor de Deus, passamos então a mudar a forma de julgar este irmão infrator.
Até agora falamos de um caso com um adulto sendo vítima, mas, quando a vítima é uma criança de dois anos, fica às vezes difícil lembrarmos dos entendimentos oferecidos pela reencarnação, Lei de Ação e Reação, comunicabilidade dos Espíritos e imortalidade da alma.
Quando, na reencarnação, o Espírito passa a usar uma nova roupagem, um corpo novo e de formas angelicais nos é presenteado para facilitar toda a reaproximação com este conhecido do passado e renovar estas relações. Daí a necessidade de vermos a criança como um Espírito angelical e não como um indivíduo milenar, com defeitos e qualidades próprias, a serem passadas pelo refinamento necessário para chegar à felicidade.
Entretanto, quando este Espírito está criança e o vemos passar por abandono, prisão, violências sexuais e outros graves atentados à saúde mental e espiritual, são de apertar o coração. Se não usarmos da fé raciocinada, abalamos na crença de que o amor de Deus está no controle.
Este controle amoroso de Deus se mostra presente inclusive quando nos é concedido escolher a natureza de nossas provas neste orbe. Certo que devidamente em condições de merecimento para isso. Neste momento, passamos a nos ligar por afinidade aos nossos pais, em especial pela mãe, para juntos conseguirmos cumprir tarefas evolutivas que muitas vezes são comuns aos pais tanto quanto aos filhos.
É importante lembrar que não se reencarna para ser violentado ou outras agressões. Quem comete este tipo de violência, comete por livre-arbítrio. E como trata de uma violência a um espírito que está criança e ainda nem tem as suas atividades psíquicas completas, para discernir sobre o porquê isso está acontecendo com ele, a prova maior é para os próprios pais.
Mesmo porque, neste período, até os sete anos, aproximadamente, o amparo espiritual é maior pelo fato da reencarnação ainda não estar totalmente consolidada, como vemos no livro “Missionários da Luz”, psicografado por Chico Xavier.
Através deste auxílio extra, a pequena Lauren conseguiu forças para suportar esta prova, que diretamente ou indiretamente escolheu. São os Espíritos protetores e familiares que ajudam neste momento de grande dificuldade, pois são muitas formas de violência reunidas para um indivíduo, violência praticada por quem tinha obrigação de proteger. Apesar de não podermos especular sobre o que este espírito fez para passar por esta prova, sabemos que foi a forma que encontrou para superar ou tentar superar um determinado período de suas várias existências.
Entendendo que não é um castigo divino, pois uma inteligência suprema, infinitamente bom e justo, não seria contraditório em punir. Assim, nos deu o livre-arbítrio, que usamos para a nossa conduta e para reprimir o que não conseguimos controlar por amor.
Hoje a Lauren se encontra fortalecida e já em condições de melhor escolher o seu futuro com os exemplos dos caminhos que não devem ser seguidos. Ela conseguirá superar cada vez mais estes percalços que podem ter vindos pela afinidade entre ela e sua mãe. Afinidade que a uniu com sua mãe a partir do planejamento reencarnatório e pode ficar por muito tempo. Aos poucos, irão mudando a faixa vibratória desta união para uma mais elevada, quando futuramente ambas forem entendendo o motivo de terem passado por tudo isso, podendo assim, o mais breve possível, se desejado, parar uma desavença espiritual que pode ter começado há muitas existências vividas.
Oremos por estes espíritos que optaram por violar as Leis Morais que tanto nos ajudam a nos elevar pelo amor, para que futuramente não necessitem ser protagonistas de escândalos tão tristes.
Seja a violência do abandono, abuso sexual, torturas ou violências psicológicas e espirituais, os pais da Lauren precisarão de muito amor e tolerância para conseguirem se elevar ao Pai. Pois os acolhimentos que terão no julgamento dos seus atos através das suas próprias consciências não serão tão brandos quanto o acolhimento espiritual tido pela menina que eles causaram tanta dor, uma vez que ela já está conseguindo perdoar os pais.
 
* Humberto Souza de Arruda é evangelizador, voluntário em Serviço de Promoção Social Espírita (SAPSE) e colaborador do Espiritismo.net

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Pergunta feita: Como se explica o desejo que às vezes temos de fazer o mal? Podemos evitar isso?

Como se explica o desejo que às vezes temos de fazer o mal? Podemos evitar isso?
 
- Não há quem detenha o poder para fazer o mal a alguém, pois somente no bem encontramos a verdadeira força. Ninguém pode ir contra os desígnios de Deus, que determinam o direcionamento do homem sempre para o alcance de mais altos níveis de conscientização da vida. Quando algo desagradável nos ocorre não é porque alguém quis ou determinou, mas porque nos encontramos em débito perante as leis de Deus.
O médium baiano Divaldo Pereira Franco, ao ser indagado a respeito, assim se pronunciou:
"Não devemos recear o mal que porventura queiram nos fazer, porque somente nos acontece aquilo que devemos aos soberanos códigos.
Se nos elevarmos em pensamento através da oração e por meio da ação, nenhuma força, por mais negativa, mandada ou encontrada, pode nos fazer qualquer mal.
Não obstante, se nós temos uma vida dissoluta, sensualista, vulgar, e sintonizamos com os espíritos infelizes, não é necessário que ninguém nô-los mande: eles virão ter conosco pelo processo da sintonia."
Igualmente indagado se existia o chamado "malfeito", Chico Xavier disse que, se atirarmos uma bolinha de borracha de encontro à parede, e havendo nela um buraco, a bolinha passará...
Finalizando o proveitoso ensinamento da Lei de Causa e Efeito, lembrou que "semelhante atrai semelhante" e só recebe o mal quem está no mal. Você certamente estará livre de qualquer investida do mal pelo seu interesse em somente fazer o bem. Não há maior defesa e liberdade senão no pensamento e no trabalho no bem, em favor de si mesmo e de outrem. Não há maior força que a do amor e aquele que ama nada deve temer.
Devemos procurar nos fortalecer mental e espiritualmente, adotando as seguintes ações:
- Cultivar bons pensamentos e sentimentos, pois assim atrairás boas companhias espirituais que te ajudarão no processo de superação das dificuldades. Não poderá estar mal acompanhado aquele que praticar a caridade moral através da benevolência, da indulgência e do perdão das ofensas.
- Manter-se em estado de oração e vigilância, para não cair em tentação, conforme asseverou o nosso Mestre Jesus.
- Frequentar uma casa espírita, para participar das reuniões de palestras e estudos, que muito colaborarão para o conhecimento e vivência das leis de Deus.
- Praticar a boa leitura, tanto das obras básicas da Doutrina Espírita, quanto os inúmeros livros de mensagens edificantes que chegam a nós através de abnegados médiuns trazendo consolo ao coração.
- Realizar o estudo do Evangelho no Lar, que é um trabalho simples: escolhemos alguns minutos por semana e nos reunimos com todos aqueles que vivem conosco, para o aprendizado das lições de Jesus. Que seja feito esse estudo no mesmo dia da semana e horário. Iniciamos com uma prece espontânea, abrimos uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo e lemos, em voz alta, alguns trechos, comentando-os em seguida.
Para aquele que se julga afetado por alguma intervenção indébita orientamos, além das providências citadas, tomar o passe na casa Espírita, que muito contribuirá para renovação das energias e afastamento de qualquer investida menos digna. Ressaltamos que o passe não deverá ser recebido indefinidamente, mas apenas durante o tempo em que se achar necessitado.
 
 
(Fonte: Espiritismo.Net)

domingo, 5 de janeiro de 2014

Acontecerá: Evangelho em destaque no verão de Salvador

"Vivencie o Evangelho e ilumine sua vida" é o tema central do Projeto Verão 2014 organizado pela Casa de Oração Bezerra de Menezes (COBEM) que será realizado de 20 de janeiro a 12 de fevereiro de 2014 em Salvador/BA.
O evento celebra os 150 anos do lançamento de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e contará com palestras sobre o tema, sempre de 19h30 às 21h.
A Casa de Oração Bezerra de Menezes fica na Rua Bezerra de Menezes, nº 90 - Brotas. Mais informações no site www.cobem.org.br ou pelo telefone  (71) 3356-0256.

Acontecerá: 2º Congresso Espírita no Pará em janeiro

"Jesus: guia e modelo para a Humanidade" é o tema central do 2º Congresso Espírita Paraense, que será realizado de 17 a 19 de janeiro de 2014, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia em Belém/PA.
O evento, organizado pela União Espírita Paraense, contará com palestras de Alberto Almeida, Divaldo Franco, Marlene Nobre, Sandra Borba e Severino Celestino. Os temas serão desenvolvidos em forma de conferências e mesas redondas com perguntas e respostas.
O Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia fica na Avenida Dr. Freitas, s/nº, Sacramenta. Mais informações podem ser obtidas através do site www.paraespirita.com.br ou pelo telefone (91) 3223-4082.