quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Passe adiante... Não julgueis




NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERDES JULGADOS. AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA

 
            11 – Não julgueis, pois, para não serdes julgados; porque com o juízo que julgardes os outros, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós. (Mateus, VII: 1-2).

Segundo o dicionário Aurélio a palavra ''julgamento'' significa: Ato ou efeito de julgar.  Opinião, juízo, apreciação: submeto-me a seu julgamento.  Decisão, sentença emanada de um tribunal ou juiz (http://www.dicionariodoaurelio.com/Julgamento.html).

"Amigo,
Examina o trabalho que desempenhas.
Analisa a própria conduta.

Observa os atos que te definem.

Vigia as palavras que proferes.

Aprimora os pensamentos que emites.

Pondera as responsabilidades que recebeste.

Aperfeiçoa os próprios sentimentos.

Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste.

Arrola os pontos fracos da própria personalidade.
Inventaria os débitos em que te inseriste.
Sê o investigador de ti mesmo, o defensor do próprio coração, o guarda de tua mente.

Mas, se não deténs contigo a função do juiz, chamado à cura das chagas sociais, não julgues o irmão do caminho, porque não existem dois problemas, absolutamente iguais, e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.
Cada criatura tem o seu drama, a sua aflição, a sua dificuldade e a sua dor.
Antes de julgar, busca entender o próximo e compadece-te, para que a tua palavra seja uma luz de fraternidade no incentivo do bem.

E, acima de tudo, lembra-te de que amanhã, outros olhos pousarão sobre ti, assim como agora a tua visão se demora sobre os outros.

Então, serás julgado pelos teus julgamentos e medido, segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.

ANDRÉ LUIZ
(De “Comandos do Amor”, de Francisco Cândido Xavier)
Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?

            Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 10. Item 19. S. Luís. Paris, 1860. Allan Kardec.)

            Não é possível que Jesus haja proibido se censure o mal, uma vez que ele próprio nos deu o exemplo, tendo-o feito, até, em termos enérgicos. O que quis significar é que a autoridade para censurar está na razão direta da autoridade moral daquele que censura. Tornar-se alguém culpado daquilo que condena noutrem é abdicar dessa autoridade, é privar-se do direito de repressão. A consciência íntima, ao demais, nega respeito e submissão voluntária àquele que, investido de um poder qualquer, viola as leis e os princípios de cuja aplicação lhe cabe o encargo. Aos olhos de Deus, uma única autoridade legítima existe: a que se apóia no exemplo que dá do bem. E o que, igualmente, ressalta das palavras de Jesus.  (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 10. Item 13. Allan Kardec.)

            Considerando a determinação positiva do “não julgueis”, como poderemos discernir do mal, sem julgamento? -Entre julgar e discernir, há sempre grande distância. O ato de julgar para a especificação de conseqüência definitiva pertence à autoridade divina, porém, o direito da análise está instituído para todos os Espíritos, de modo que, discernindo o bem e o mal, o erro e a verdade, possam as criaturas traçar as diretrizes do seu melhor caminho para Deus.(O Consolador. Questão 63. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier). 

            Julgar uma ação é diferente de julgar a criatura. Posso julgar e considerar a prostituição moralmente errada, mas não posso e não devo julgar a pessoa prostituída. (Renovando Atitudes. Cap. 1. Espírito Hammed. Francisco do Espírito Santo Neto).

            Nas horas comuns da existência, procuremos a luz evangélica para analisar o erro e a verdade, discernir o bem e o mal; todavia, no instante dos julgamentos definitivos, entreguemos os processos a Deus, que, antes, de nós, saberá sempre o melhor caminho da regeneração dos seus filhos trabalhadores. (O Consolador. Questão 64. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier). 

            Será repreensível notarem-se as imperfeições dos outros, quando daí nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que não sejam divulgadas?

            Tudo depende da intenção. Certamente, não é proibido ver o mal quando o mal existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte só o bem. Semelhante ilusão prejudicaria o progresso. O erro está no fazer-se que a observação redunde em detrimento do próximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opinião geral. Igualmente repreensível seria fazê-lo alguém apenas para dar expansão a um sentimento de malevolência e à satisfação de apanhar os outros em falta. Dá-se inteiramente o contrário quando, estendendo sobre o mal um véu, para que o público não o veja, aquele que note os defeitos do próximo o faça em seu proveito pessoal, isto é, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros. Essa observação, em suma, não é proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se não estudasse os modelos?

            Haverá casos em que convenha se desvende o mal de outrem?

            É muito delicada esta questão e, para resolvê-la, necessário se toma apelar para a caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, nenhuma utilidade haverá nunca em divulgá-la. Se, porém, podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se atender de preferência ao interesse do maior número. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 10. Itens 20 e 21. S. Luís. Paris, 1860. Allan Kardec.)

             É responsável o homem pelo seu pensamento?

            Perante Deus, é. Somente a Deus sendo possível conhecê-lo, Ele o condena ou absolve, segundo a Sua justiça. (O Livro dos Espíritos. Questão 834. Allan Kardec).       

            (...) Somente a Deus pertence o direito de julgar a consciência. Se o homem regula, pelas suas leis, a relação de homem para homem, Deus, por suas leis naturais, regula as relações do homem com Deus. ( O Livro dos Espíritos. Questão 836. Allan Kardec).

        Certamente, há cortes e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregadas dos processos que envolvem os delituosos, e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais

punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves. (Jesus e atualidade. Cap. 5. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco).

              O Senhor suscitou a formação de juízes na organização social do mundo para que esses magistrados estudem os processos em que nos tornemos passíveis de corrigenda ou segregação, conforme o grau de periculosidade, que venhamos a apresentar na convivência uns com os outros.

             Por outro lado, os princípios de causa e efeito dispõem da sua própria penalogia ante a Divina Justiça.

            Cada qual de nós traz em si e consigo os resultados das próprias ações.

            Ninguém foge às leis que asseguram a harmonia do Universo.( Na era do Espírito. Prova e Julgamento. Espírito Emmanuel. Chico Xavier e Herculano Pires).

           Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiri­tual?

          - No mundo espiritual, decerto, a autoridade da Justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o meca­nismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo.

            Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-Lhes os méritos e demé­ritos.

            A organização do júri, em numerosos casos, é aqui obser­vada, necessariamente, porém, constituída de Espíritos integra­dos no conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências so­ciais, a fim de que as sentenças ou informações proferidas se atenham à precisa harmonia, perante a Divina Providência, con­substanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

            Há delinqüentes tanto no plano terrestre quanto no plano espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemen­te desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas ve­zes, arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.

          É importante anotar, contudo, que quanto mais baixo é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis, e, quanto mais avançados os valores cultu­rais e morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos pro­cessos de criminalidade em que se emaranham, não só pela in­fluência com que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica por si mesmo a sentença punitiva que re­conhece indispensável à própria restauração. (Evolução em dois mundos. Cap. 6 . Justiça na Espiritualidade. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira).

            Tem compaixão de quem cai. A consciência dele será o seu juiz. (Jesus e atualidade. Cap. 5. Espírito Joanna de Ângelis. Psicografado por Divaldo Pereira Franco).

            Diante das Leis Divinas, somos juízes de nós mesmos. (Conduta Espírita. Cap. 31. Espírito André Luiz. Psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira).

     (...) Os homens chegarão a uma época em que, para julgamento de seus atos, em face dos preceitos evangélicos, um só tribunal haverá — o da pró­pria consciência, guarda das leis de Deus, o nosso Cria­dor, o nosso Juiz supremo e nosso Pai de misericórdia infinita. (Elucidações Evangélicas. Cap. 27. Antônio Luiz Sayão).

 

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