domingo, 31 de dezembro de 2017
sábado, 30 de dezembro de 2017
Mural reflexivo: Mensagem para o Ano Novo
Mensagem
para o Ano Novo
No Ano Novo que chega, repleto do amor de Deus, desejamos muitas bênçãos para
ti e para os teus.
Que tenhas boa saúde, mesmo que estejas doente, com o pensamento em Jesus
levando a vida p'ra frente.
Que possas manter acesa a chama azul da bonança, semeando a fraternidade, a
caridade e a esperança.
No ano que chega agora, cheio de oportunidades, que transformes desafetos em
felizes amizades.
Tem cuidados pela rota do ano agora nascente, nos esforços p'ra que possas
viver bem com toda gente.
Não deixes nunca passar as chances de progredir, sem corromper bons costumes e
sem a ninguém ferir.
Estuda firme e trabalha p'ro bem do mundo, onde estejas, pois só gozarás as
bênçãos dos valores que projetas.
Pensa melhor na vivência junto aos teus familiares. Educa, ama e orienta, para
te felicitares.
Pais, irmãos, esposos, filhos, afins da esfera do ar são-te as preciosas gemas
que te cabe resguardar.
Nesse Ano Novo promete a ti mesmo, de verdade, exercitar na família mais
atenção e bondade.
Procura passar distante, no tempo que Deus te oferta, das dissipações, dos
vícios, na busca da estrada certa.
Cuida melhor do corpinho com que nasceste na Terra, p'ra que não te sintas
presa do suicídio que a alma emperra.
Saúda esse novo tempo com paz no teu coração, envolvendo os teus afetos na mais
sentida oração.
E se plantares, com fé, as sementes de alegria, teu Novo Ano, então, será de
belezas, dia-a-dia.
Redação
do Momento Espírita, com base na mensagem Ano Novo, pelo Espírito
Sebastião Lasneau, psicografia de Raul Teixeira, em 5.1.1998, na Sociedade
Espírita Fraternidade, em Niterói, RJ.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Músicas da XXXIX COMEERJ 2018 - Tema central: Olha o sol atrás dos montes: Confia e vai
As inscrições para o XXXIX COMEERJ encerraram-se em 30/11/2017, mas os áudios das músicas estão disponíveis no site: http://www.comeerj.com.br/
Tem a mostra das músicas também disponibilizada em :
https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=UoYoDY7yp9g
Vota lá... Emeu - Encontro De Mocidades Espíritas de Uberlândia - 2018 - Tema Central: Sexualidade - Conhecer, Respeitar e Amar
A turma do Emeu - Encontro De Mocidades Espíritas de Uberlândia está com votação aberta para o cartaz do encontro de 2018 - É jovem espírita da região? Já participou? Vai participar? Passa lá e vota... :)
Endereço: https://emeu.org.br/
Segue uma amostra dos cartazes em votação:
XV EME- Encontro de Mocidades Espíritas de Pernambuco - Tema Central: Evolução- A grande jornada
Para maiores informações: http://eme-pe.com/2018/
Para inscrição: http://eme-pe.com/2018/inscricao.html
Data final de inscrição: 15/01/2018
Para inscrição: http://eme-pe.com/2018/inscricao.html
Data final de inscrição: 15/01/2018
29ª CONJEB - Confraternização de Juventudes Espíritas do Estado da Bahia - Tema central: "Juventude, a nova era já resplandece no horizonte"
De 10 a 13 de fevereiro de 2018 acontecerá a 29ª CONJEB - Confraternização de Juventudes Espíritas do Estado da Bahia.
O tema central é "Juventude, a nova era já resplandece no horizonte". O evento acontecerá nos pólos de Itabuna, Serrinha e Vitória da Conquista.
Mais informações sobre a agenda completa da CONJEB podem ser obtidas em feeb.org.br.ou através do telefone (71) 3359-3323.
38º EMEES - Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo. - Tema central : Aurora - 150 anos do livro 'A Gênese'.
De 10 a 14 de fevereiro de 2018 acontecerá na Faculdade de Direito de Cachoeiro do Itapemirim (FDCI) o 38º EMEES - Encontro de Mocidades Espíritas do Espírito Santo.
O tema central é "Aurora - 150 anos do livro 'A Gênese'". O evento é promovido pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES) e contará com projetos de arte para que a participação dos jovens seja ainda mais efetiva.
A FDCI fica na Rodovia Engenheiro Fabiano Vivacqua, 1759 - Morro Grande, Cachoeiro de Itapemirim/ES. Mais informações podem ser obtidas em www.feees.org.br ou através do telefone (27) 3222-7551
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Pergunta feita: sonhos e pressentimentos
Pergunta:
Assunto: sonhos e pressentimentos
Mensagem: dia ... faço 25 anos e
tenho sonhos com coisas que sempre acontece, mas nessas ultimas semanas esta
muito constante estou assustadas porque não tem explicação do que esta
acontecendo comigo, foi assim que encontrei a pagina de vocês, será que vocês
podem me ajudar? a minha prima e espirita mas ela não fala nada para me ela só
disse uma vez que eu era médium mas não disse mais nada.
Resposta:
Olá ML!! Que Deus te abençoe!!
Todos nós
somos Espíritos.
E durante
o momento em que dormimos, podemos nos afastar parcialmente do corpo para
entrar em contato com outros Espíritos, conversar ou mesmo ter conselhos.
E também
visitar outros lugares.
A
recordação deste momento é chamada de sonho.
Acontece
que muitas vezes, nosso sonho é confuso.
Isso acontece
porque muitas vezes, não lembramos de tudo o que vimos enquanto dormimos e
também estamos com preocupações do nosso cotidiano e lembranças que ficam
guardadas em nossa mente que se misturam com essas lembranças.
Antes de
dormir, faça uma oração pedindo a Deus para que você durma bem e aproveite esse
momento do sono para aprender boas lições.
Não fique
impressionada com suas lembranças e se desejar, vá também a uma casa espírita
para aprender mais sobre a Doutrina Espírita e receber apoio espiritual.
Deus está
sempre presente em nossas vidas!!
Fique com
Deus!!
Um grande
abraço, Karina.
Equipe LM
Estudo dirigido: O Evangelho segundo o espiritismo
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EESE – Cap. XXIV – Itens 1 a 7
Tema: Candeia sob o alqueire. Porque fala Jesus por parábolas
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A - Texto de Apoio:
Candeia sob o alqueire. Porque fala Jesus por parábolas
1. Ninguém acende uma
candeia para pô-la debaixo do alqueire; põe-na, ao contrário, sobre o
candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa. (S. MATEUS, cap.
V, v.15.)
2. Ninguém há que, depois
de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama;
põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; - pois nada
há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser
conhecido e de aparecer publicamente. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.)
3. Aproximando-se,
disseram-lhe os discípulos: Por que lhes falas por parábolas? -
Respondendo-lhes, disse ele: É porque, a vós outros, foi dado conhecer os
mistérios do reino dos céus; mas, a eles, isso não lhes foi dado (1). Porque,
àquele que já tem, mais se lhe dará e ele ficará na abundância; àquele,
entretanto, que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará. - Falo-lhes por
parábolas, porque, vendo, não veem e, ouvindo, não escutam e não compreendem.
-E neles se cumprirá a profecia de Isaías, que diz: Ouvireis com os vossos
ouvidos e não escutareis; olhareis com os vossos olhos e não vereis. Porque, o
coração deste povo se tornou pesado, e seus ouvidos se tornaram surdos e
fecharam os olhos para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, para
que seu coração não compreenda e para que, tendo-se convertido, eu não os cure.
(S. MATEUS, cap. XIII, vv. 10 a 15.)
(1) No original francês
falta o versículo 12 que aqui repomos. - A Editora da FEB, em 1948.
4. É de causar admiração diga
Jesus que a luz não deve ser colocada debaixo do alqueire, quando ele próprio
constantemente oculta o sentido de suas palavras sob o véu da alegoria, que nem
todos podem compreender. Ele se explica, dizendo a seus apóstolos:
"Falo-lhes por parábolas, porque não estão em condições de compreender
certas coisas. Eles veem, olham, ouvem, mas não entendem. Fora, pois, inútil
tudo dizer-lhes, por enquanto. Digo-o, porém, a vós, porque dado vos foi
compreender estes mistérios." Procedia, portanto, com o povo, como se faz
com crianças cujas ideias ainda se não desenvolveram. Desse modo, indica o
verdadeiro sentido da sentença: "Não se deve pôr a candeia debaixo do
alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entrem a possam
ver." Tal sentença não significa que se deva revelar inconsideradamente
todas as coisas. Todo ensinamento deve ser proporcionado à inteligência daquele
a quem se queira instruir, porquanto há pessoas a quem uma luz por demais viva
deslumbraria, sem as esclarecer.
Dá-se com os homens, em geral, o
que se dá em particular com os indivíduos. As gerações têm sua infância, sua
juventude e sua maturidade. Cada coisa tem de vir na época própria; a semente
lançada à terra, fora da estação, não germina. Mas, o que a prudência manda
calar, momentaneamente, cedo ou tarde será descoberto, porque, chegados a certo
grau de desenvolvimento, os homens procuram por si mesmos a luz viva; pesa-lhes
a obscuridade. Tendo-lhes Deus outorgado a inteligência para compreenderem e se
guiarem por entre as coisas da Terra e do céu, eles tratam de raciocinar sobre
sua fé. E então que não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, visto
que, sem a luz da razão, desfalece a fé. (Cap. XIX, nº 7.)
5. Se, pois, em sua previdente
sabedoria, a Providência só gradualmente revela as verdades, é claro que as
desvenda à proporção que a Humanidade se vai mostrando amadurecida para as
receber. Ela as mantém de reserva e não sob o alqueire. Os homens, porém, que
entram a possuí-las, quase sempre as ocultam do vulgo com o intento de o
dominarem. São esses os que, verdadeiramente, colocam a luz debaixo do
alqueire. É por isso que todas as religiões têm tido seus mistérios, cujo exame
proíbem. Mas, ao passo que essas religiões iam ficando para trás, a Ciência e a
inteligência avançaram e romperam o véu misterioso. Havendo-se tornado adulto,
o vulgo entendeu de penetrar o fundo das coisas e eliminou de sua fé o que era
contrário à observação.
Não podem existir mistérios
absolutos e Jesus está com a razão quando diz que nada há secreto que não venha
a ser conhecido. Tudo o que se acha oculto será descoberto um dia e o que o
homem ainda não pode compreender lhe será sucessivamente desvendado, em mundos
mais adiantados, quando se houver purificado. Aqui na Terra, ele ainda se
encontra em pleno nevoeiro.
6. Pergunta-se: que proveito
podia o povo tirar dessa multidão de parábolas, cujo sentido se lhe conservava
impenetrável? E de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre
as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade
para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que
disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambiguidade alguma.
Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de
compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante,
à qual ele se limitava a dizer: "Eis o que é preciso se faça para ganhar o
reino dos céus." Sobre as outras partes, apenas aos discípulos desenvolvia
o seu pensamento. Por serem eles mais adiantados, moral e intelectualmente,
Jesus pôde iniciá-los no conhecimento de verdades mais abstratas. Daí o haver
dito: Aos que já têm, ainda mais se dará. (Cap. XVIII, nº 15.)
Entretanto, mesmo com os
apóstolos, conservou-se impreciso acerca de muitos pontos, cuja completa
inteligência ficava reservada a ulteriores tempos. Foram esses pontos que deram
ensejo a tão diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o
Espiritismo, de outro, revelassem as novas leis da Natureza, que lhes tornaram
perceptível o verdadeiro sentido.
7. O Espiritismo, hoje, projeta
luz sobre uma imensidade de pontos obscuros; não a lança, porém,
inconsideradamente. Com admirável prudência se conduzem os Espíritos, ao darem
suas instruções. Só gradual e sucessivamente consideraram as diversas partes já
conhecidas da Doutrina, deixando as outras partes para serem reveladas à medida
que se for tornando oportuno fazê-las sair da obscuridade. Se a houvessem
apresentado completa desde o primeiro momento, somente a reduzido número de
pessoas se teria ela mostrado acessível; houvera mesmo assustado as que não se
achassem preparadas para recebê-la, do que resultaria ficar prejudicada a sua
propagação. Se, pois, os Espíritos ainda não dizem tudo ostensivamente, não é
porque haja na Doutrina mistérios em que só alguns privilegiados possam
penetrar, nem porque eles coloquem a lâmpada debaixo do alqueire; é porque cada
coisa tem de vir no momento oportuno. Eles dão a cada ideia tempo para
amadurecer e propagar-se, antes que apresentem outra, e aos
acontecimentos o de preparar a aceitação dessa outra.
B - Questões para
estudo e diálogo virtual:
1
- Qual o sentido da frase: "... não se acende uma candeia para pô-la
debaixo do alqueire"?
2
- O que devemos entender por "... àquele que já tem, mais lhe será dado...
àquele que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará"?
3
- Extraia do texto acima a frase ou parágrafo que mais gostou e justifique.
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Mural reflexivo - Um Conto de Natal
Um conto de Natal
A história é simples, mas comovedora. Tudo começou porque Mike
odiava o Natal. Claro que não era o verdadeiro sentido do Natal, mas seus
aspectos comerciais.
Os gastos excessivos, a corrida frenética na última hora para comprar
presentes para alguém da parentela de que se houvesse esquecido.
Sabendo como ele se sentia, certo ano a esposa decidiu deixar de lado as
tradicionais camisetas, casacos, gravatas e coisas do gênero. Procurou algo
especial só para Mike.
A inspiração veio de uma forma um tanto incomum. O filho Kevin, que
tinha doze anos na época, fazia parte da equipe de luta livre da sua escola.
Pouco antes do Natal, houve uma disputa especial contra uma equipe
patrocinada por uma Associação da parte mais pobre da cidade.
Esses jovens usavam tênis tão velhos que a impressão que passavam é de
que a única coisa que os segurava eram os cadarços.
Contrastavam de forma gritante com os outros jovens, vestidos com
impecáveis uniformes azuis e dourados e tênis especiais novinhos em folha.
Quando a competição acabou, a equipe da escola de Kevin tinha arrasado
com eles.
Foi então que Mike balançou a cabeça triste e falou: Queria que
pelo menos um deles tivesse ganho. Eles têm muito potencial, mas uma derrota
dessas pode acabar com o ânimo deles.
Mike adorava crianças. Todas as crianças. E as conhecia bem, pois tinha
sido técnico de times mirins de futebol, basquete e vôlei.
Foi aí que a esposa teve a ideia. Naquela tarde, foi a uma loja de
artigos esportivos e comprou capacetes de proteção e tênis especiais que
enviou, sem se identificar, para a Associação que patrocinava aquela equipe.
Na véspera de Natal, deu ao marido um envelope com um bilhete dentro,
contando o que tinha feito e que esse era o seu presente para ele.
O mais belo sorriso iluminou o seu rosto naquele Natal. No ano seguinte,
ela comprou ingressos para um jogo de futebol para um grupo de jovens com
problemas mentais.
No outro, enviou um cheque para dois irmãos que tinham perdido a casa em
um incêndio, na semana anterior ao Natal.
O envelope passou a ser o ponto alto do Natal daquela família.
Os filhos deixavam de lado seus brinquedos e ficavam esperando o pai
pegar o envelope e revelar o que tinha dentro.
As crianças foram crescendo. Os brinquedos foram sendo substituídos por
presentes mais práticos, mas o envelope nunca perdeu o seu encanto.
Até que Mike morreu. Chegou a época do Natal e a esposa estava se
sentindo muito só. Triste. Quase sem esperanças.
Mas, na véspera do Natal, ela preparou o envelope como sempre.
Para sua surpresa, na manhã seguinte, havia mais três envelopes junto
dele. Cada um dos filhos, sem um saber do outro, havia colocado um envelope
para o pai.
* * *
O verdadeiro espírito do Natal se chama amor e no momento especial em
que se reprisa, nos quadros da Terra, nos possibilita o exercício da nossa
capacidade maior de doação.
Muito além dos presentes, da ceia, do encontro familiar, comemorar o
Natal significa viver a mensagem do Divino Aniversariante, lançada há mais de
dois mil anos e que até hoje prossegue ecoando nos corações...
Redação do Momento Espírita, a partir de
história de autor desconhecido.
Livro em estudo: Grilhões Partidos - B008 – Capítulo 5 – Interferência espiritual
Livro em
estudo: Grilhões Partidos – Editora LEAL - 1974
Autor:
Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografia de Divaldo Pereira Franco
B008 –
Capítulo 5 – Interferência espiritual
Capítulo 5
Interferência espiritual
“Imaginamos erradamente que aos
Espíritos só caiba manifestar sua ação por fenômenos extraordinários.
Quiséramos que nos viessem auxiliar por meio de milagres e os figuramos sempre
armados de uma varinha mágica. Por não ser assim é que oculta nos parece a intervenção
que tem nas coisas deste mundo e muito natural o que se executa com o concurso
deles.
Assim é que, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que
suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a idéia de passar por
determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o
que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que
obedece a um impulso próprio conserva sempre o seu livre arbítrio”. “O LIVRO
DOS ESPÍRITOS” — Questão 525 — Comentário.
Na sua festa de aniversário, Ester fora surpreendida pela agressão de
revoltado Espírito que, acoimado por violenta crise de ódio, encontrou na sua
sensibilidade mediúnica o campo propício para a incorporação intempestiva quão
infeliz.
Assenhoreando-se das forças medianímícas da jovem, o obsessor, na
sucessão dos dias, imantou-se-lhe quanto pôde ao campo psíquico, culminando no
lamentável e longo processo de subjugação.
Compreensivelmente, Espírito em débito ante os Códigos da Divina
Justiça, possuía os requisitos para uma sintonia perfeita, propícia ao
agravamento do problema.
À sua semelhança na “Casa de Saúde”, onde expiva os delitos ultrizes do
passado, muitos outros pacientes eram vítimas da cons trição obsessiva.
Fugindo à etiologia clássica da loucura, na qual o enfermo é Espírito
que busca fugir à realidade objetiva, fortemente assinalado pelas
reminiscências próximas em que chafurda, torna-se suicida inconsciente por meio
de cujo recurso procura evadir-se às responsabilidades novas que lhe cumpre assumir
e desenvolver, a fim de liberar-se.
Naturalmente, eclodindo a manifestação da loucura, instala-se, também,
um simultâneo processo obsessivo, graças às vinculações que mantêm encarnados e
desencarnados na Contabilidade dos deveres múltiplos, poucas vezes
desenvolvidos com retidão.
Na obsessão, a loucura surge na qualidade de ulceração posterior,
irreversível, em conseqüência das cargas fluídicas de que padece o paciente,
vítimado pela perseguição implacável.
Face à insidiosa presença de tal energia deletéria, desarticulam-se o
equilíbrio emocional, a estabilidade nervosa, o metabolismo orgânico e, pela
intoxicação de que se vêem objeto, vários departamentos celulares se
desorganizam, envenenando-se, ulcerando-se.
Através de tal esquema em muitos processos obsessivos, a terapêutica
salutar há de ser múltipla: acadêmica e espírita, imprescindíveis para colimar
os resultados eficazes.
No caso específico de Ester, encontravam-se como agravantes múltiplos
fatores cármicos, que aumentavam o sofrimento da aturdida obsessa.
Como ninguém se encontra marginalizado ante os recursos divinos, a
presença de Rosângela representava o recurso inicial utilizado pelos
Benfeitores Invisíveis para os primeiros tentames favoráveis à alienada, embora
jamais houvesse ficado sem a superior assistência.
Profundamente amadurecida, não obstante a pouca idade física, a auxiliar
de Enfermagem experimentara desde cedo o cadinho purificador de muitas
vicissitudes e aflições, que contribuíram para a harmonia íntima de que se
fazia possuidora.
Órfã desde os oito anos, ficara aos cuidados paternos, em subúrbio
carioca, lutando com bravura pela sobrevivência.
Sensível e meiga, conseguira granjear afeições espontâneas entre os
vizinhos, que passaram a assisti-la com desvelo, inclusive matriculando-a em
escola primária próxima ao lar. O pai, diligente, trabalhava afanosamente,
mantendo-se viúvo quanto pôde. Consorciando-se, alguns anos depois, a esposa
fez-se terrível adversária da enteada, que foi, então, trasladada para digno
lar em Botafogo, onde se alojou, na condição de ama de criança... À medida em
que o tempo se desdobrava, natural, conquistou a amizade dos patrões que, em
lhe identificando o drama resignado, resolveram socorrê-la da maneira mais
favorável. Espíritas convictos, adestraram-na, membro da família em que se
convertera, na grandiosidade dos estudos doutrinários, cuidando, também, da sua
instrução, através do ingresso em Ginásio noturno, donde estava recém-saída,
após concluir ligeiro curso de enfermagem-auxiliar a cujo mister agora se
entregava. Participando dos labores espiritistas, aguçaram-se-lhe as faculdades
mediúnicas, que receberam carinhoso e lúcido trato dos benfeitores,
encaminhando-a ao Centro Espírita, onde passou a cooperar nos benéficos
serviços de socorro desobsessivo.
Ao defrontar Ester, pressentiu a tragédia que se desenvolvia além das
manifestações exteriores da paciente. Simultaneamente, poderosa simpatia
brotou-lhe dos sentimentos puros, envolvendo a atormentada, desde então, na
devoção das suas preces e vibrações.
Inspirada pelos seus e pelos Guias Espirituais da doente, foi-se, a
pouco e pouco, acercando, até conseguir com a simples presença acalmá-la,
desembaraçando-a da “camisa-de-força” a que vivia jugulada, quando não se
encontrava sob as altas doses de sedativos que lhe eram impostas com regular
frequência.
Suas horas de folga as dedicava à moça, que nem sempre a recebia com
qualquer lucidez ou passividade. Todavia, pelas emanações psíquicas que
exteriorizava, conseguia neutralizar a agressividade do obsessor, que se lhe
submetia à força moral, como se fora uma energia balsamizante que se
contrapunha à sua nefasta pertinácia.
Emocionada, inteirou-se do terrível sofrimento da tutelada, mediante o
conhecimento da “história clínica” e por meio de informações que logrou
recolher discretamente.
Aconselhando-se com os tutores, resolveu-se procurar os pais da
internada, na pressuposição de elucidá-los sobre a enfermidade da filha.
Confiava poder ajudar, fiel à recomendação evangélica.
Solicitando por telefônio uma entrevista formal com o senhor Coronel e
Senhora Constâncio Santamaria, foi recebida em clara manhã de setembro no
apartamento outrora feliz, ora transformado em triste refúgio de amarguras e
reminiscências dolorosas.
Acolitada pelos Espíritos Benfazejos que a amparavam, ao apresentar-se
com natural timidez e constrangimento, não lhe, passou despercebido o enfado
refletido na face dos anfitriões.
Sentia-se vistoriada com enérgica observação, e não fossem as
excelências dos propósitos que a animavam, teria solicitado excusas,
recuando...
Na conjuntura, firmemente teleguiada pelos Espíritos, falou sem rebuços:
— Rogo-vos permissão para elucidar, que
afeição muito grande, e até certo modo inexplicável, liga-me a Ester, de quem
me fiz encarregada no Hospital, por solicitação espontânea.
O casal, emudecido, surpreso, escutava-a, sem dissimular o desinteresse
pela sua presença.
Depois de breve pausa, continuou, ante o mutismo descortês dos ouvintes:
— Venho cuidando dela há mais de um mês,
sem conseguir-lhe uma palavra de equilíbrio, que denotasse raciocínio,
exceto...
— Exceto? — inquiriu a senhora.
— Exceto há poucos dias — prosseguiu —
quando, muito debilitada, num breve momento, pareceu recobrar a claridade
mental, balbuciando: — “Mamãe! mamãe, onde você está?... Tenho medo, mamãe...
— Oh! meu Deus! — exclamou, em pranto
incontrolável, a dorida senhora.
— Acalme-se, meu bem! — Acudiu o esposo,
igualmente lacrimoso.
— Perdoai-me trazer-vos a renovação das
lágrimas... — Intentou a auxiliar, emocionada, a seu turno. — Sucede que
acompanho Ester como somente o faria a uma irmã muito querida e com o senso de
observação aguçada, comparo-a a outros enfermos, anoto, percebo o que muitos
não conseguem ou talvez prefiram não ver...
— Como assim? — interrompeu-a o senhor
Coronel. — Por favor, seja mais clara, diga-nos o a que veio. Nossa filha é
hoje o pouco e o tudo da nossa inditosa existência... Você também é tão jovem,
que não consigo ficar à vontade... Parece-me imatura, sem experiencia...
Todavia, somos ouvidos atentos. Prossiga!
— Senhor Coronel — iniciou Rosângela —
Ester não é uma louca segundo os padrões comuns, tradicionais..
— Sim, sim — interrompeu-a o Coronel
Constâncio — nós o sabemos. Seu psiquiatra já no-lo asseverou o mesmo.
— Não, por favor — atalhou Rosângela — ouvi-me
primeiro... Não é comum porque não a considero louca.
— Digo bem! — assegurou, calma e lúcida,
dirigida espiritualmente. — uma obsessa por Espíritos!
— Não compreendemos a alusão, que nos
parece absurda. —Interceptou a, o interlocutor, azedo.
— Ouvi-me primeiro — solícitou,
confiante. — A morte não elimina a vida; antes a dilata. Mudam-se as
aparências, no curso de uma única realidade: viver! Assim, com a morte do ser
físico não cessam as impressões do ser espiritual, conforme asseguram todas as religiões,
do que decorre um natural intercâmbio, incessante, entre os que sobrevivem ao
túmulo e aqueles que ainda não o atravessaram. Retornam, felizes ou
desventurados, os que foram conduzidos ao país da morte, seja pelo veemente
desejo de ajudar os afetos da retaguarda, adverti-los e confortá-los, com eles
mantendo agradável comunhão; seja vítimados pelo sofrimento com que se
surpreenderam, buscando ajuda e, muitas vezes, perturbando; seja dominados
pelas paixões inditosas de que não se conseguiram libertar, perseguindo,
distilando ódios, obsidiando, em incessante conúbio...
— Mas isto é bruxaria! — interrompeu-a,
quase violento. —Aqui somos tradicionalmente religiosos e detestamos essas
práticas vulgares de fetichismo que, desgraçadamente, empestam, nestes dias, a
nossa Sociedade... Rogo-lhe o favor de mudar o curso da conversação. Aliás,
creio que já não temos o que conversar.
Rosângela tornou-se lívida, enquanto o progenitor de Ester estava rubro
de ira, furibundo. Sob o verniz social, agasalhavam-se muitos estados de
ferocidade.
Diga-me, senhorita: — Interrogou-a, áspero. — Qual a sua religião?
— Espírita, senhor!
— Desde quando o Espiritismo é religião?
— Desde os primórdios.
— Atrevida e petulante. Vir à minha casa
arengar sobre magia negra, superstição, como se fôramos pessoas ignorantes,
pertencentes às classes inferiores que se comprazem, por fuga psicológica e
misérias, nessas práticas, de que faz falta a repressão policial enérgica.
Antes de retirar-se, responda-me: nos hospitais, agora, se permitem bruxos e
macumbeiros entre os seus servidores?
— Querido!... — exclamou a senhora — Não
se encolerize.
— Isto mesmo. — Redargüiu. — Diga-me!
A jovem estava perplexa, porém lúcida, e tefletia: “Como a verdade é
proposital, comodamente ignorada! Quão poderoso é o cerco do orgulho, que
separa homens por dinheiro, posição, aparência, apesar de todos marcharem
inexoravelmente para uma mesma direção: a consciência que os examinará despidos
dos engodos a que se aferram!” Inspirada, contestou, delicadamente:
— Excelência, aqui venho propondo-me
servir com humildade e desinteresse. A minha confissão religiosa não tem
ligação com a minha modesta função hospitalar, senão para impor-me a conduta
cristã, que ensina misericórdia em relação aos infelizes: estejam nas camadas
do infortúnio social ou no acume da ilusão econômica. No santuário espiritista,
que freqüento, o alvo redentor é Jesus, a estrada a percorrer chama-se
caridade, seguindo sob o sol da fé viva e a força do amor fraternal. Venho a
este lar em missão de paz e dele sairei pacificada, sem embargo, expulsa, o que
muito lamento, não por mim, que reconheço a minha própria desvalia... O vaso
modesto não poucas vezes mata a sede, oferta o medicamento salvador, retém o
perfume, atende a misteres relevantes, enquanto preciosas taças de cristal
lapidado adornam, mortas, empoeiradas, móveis luxuosos e inúteis...
O Coronel Santamaria e esposa ouviam-na, incomodados pela argumentação
superior, apresentada com humildade, impossibilitados de a interromperem,
magnetizados pelos Instrutores Espirituais presentes.
Enquanto isso, semi-incorporada, Rosângela aduziu:
— “Brilhe a vossa luz” — conclamou o
Cristo — para que o mundo vos conheça. A luz da verdade fulgurará, apesar das
mil tentativas da Treva em domínio transitório, Os pseudobruxos que a
intolerância fez queimar, ao perecerem, não deixaram silenciosas as Vozes, que
retornaram e volverão até instalado na Terra o “reino de Deus”.
E após rápida reflexão:
— Continuarei velando por Ester...
— Nunca mais! — Esbravejou o senhor
Coronel, que rompera o mutismo obrigatório a que estava subjugado. —
Providenciarei para que não volte a vê la, caso não resolva exigir a sua
expulsão daquele Frenocômio.
— Como lhe aprouver, excelência. Dai-me
vossa licença. Bom dia, senhores, passai bem.
E retirou-se. O dia seguia bonançoso, tépido. O vento e a maresia que
corriam pela Avenida Atlântica, aspirados em longos haustos pela jovem
servidora da esperança, despertaram-na. Só, então, concatenando idéias e
ordenando lembranças, deu-se conta dos acontecimentos, sendo visitada pelos
receios e as lágrimas.
Rosângela fora excelente instrumento indireto dos Bons Espíritos, que
tentavam, desse modo, interferir e ajudar no grave sucesso da subjugação de
Ester.
QUESTÕES
PARA ESTUDO
1 – Quem era
Rosângela? Qual sua história de vida até o trabalho no hospital psiquiátrico?
2 – Os
benfeitores, interessados em Ester, encontraram em Rosângela a oportunidade de
auxiliar a enferma no seu abandono. Que providências tomou Rosângela para
auxiliar a moça? Como ela foi recebida pelo casal Santamaria?
Bom estudo a
todos!!
Equipe
Manoel Philomeno
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
domingo, 24 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
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