terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Mensagem aos Jovens

Meu jovem amigo.
A mocidade cristã é a primavera bendita de luz anunciando o aperfeiçoamento da Terra.
Aceitar, com ânimo firme, o roteiro que o Mestre Divino nos oferece.

Coração terno.
Consciência limpa.
Mente pura.
Sentimento nobre.
Conduta reta.
Atitude valorosa.
Disposição fraternal.

O coração aberto às sugestões do bem aclara a consciência, ditando-lhes a grandeza.
A consciência sem mancha ilumina a mente, renovando-lhe as manifestações.
O sentimento enobrecido orienta a conduta, mantendo-a nos caminhos retos.
A conduta irrepreensível determina a atitude valorosa no desempenho do próprio dever e no trabalho edificante.
O gesto louvável conduz à fraternidade, em cujo clima conquistamos a compreensão, o progresso e o mérito.
Coração aberto à influência de Jesus para enriquecer a vida...
Disposição fraternal de servir, incessantemente às criaturas, para que o amor reine, soberano...
Eis, meu amigo, em suma, o roteiro com que a mocidade cristã colaborará no aprimoramento do mundo.
Espírito: EMMANUEL - Médium: CHICO XAVIER

Mais carne, menos osso

Mais carne, menos osso
Na contramão da ditadura da magreza, a modelo Fluvia Lacerda faz sucesso nos Estados Unidos com suas curvas

Vera Fiori - O Estado de S.Paulo





SÃO PAULO - Beth Ditto, 95 quilos, a escrachada vocalista da banda The Gossip, já se apresentou no palco seminua, deixando à mostra pneuzinhos e celulites. Mais do que simplesmente chocar as pessoas, a roqueira é uma espécie de libertadora da tribo GG. Beth virou ícone do "gordinhas orgulhosas", o Fat Proud, movimento que não faz muito sucesso por aqui, onde a maioria das mulheres se sente infeliz com as curvas que Deus lhes deu.
Este, definitivamente, não é o caso da modelo brasileira Fluvia Lacerda, 28 anos, casada, uma filha. Há dez anos, quando viajou rumo aos Estados Unidos para estudar inglês e trabalhar como babá, sequer passava por sua cabeça ser modelo. Foi descoberta por uma editora de moda dentro de um ônibus a caminho de Manhattan. Na hora da abordagem, pensou que se tratava de uma pegadinha de mau gosto. "Como poderia ser considerada material ideal para o mundo da moda, se a concepção que temos é de que todas as meninas precisam ser magérrimas, apenas de pele e osso?" Lá se vão três anos de uma bem-sucedida parceria com a Elite:

Segundo a modelo Fluvia Lacerda, a opinião de terceiros não influi no seu modo de ser e de pensar.
"Sou chamada para participar, principalmente, de campanhas publicitárias. Curti muito ter sido capa de um calendário americano, o primeiro feito apenas com modelos plus size, e isso ganhou uma repercussão enorme nos EUA. Nas próximas semanas, vou participar de uma campanha na Espanha. Estou super animada para fotografar lá, pois foi um dos primeiros países a decretar uma lei quanto ao peso/massa física mínima das modelos. Será uma oportunidade maravilhosa de mostrar o outro lado da moeda."
Sem revelar o peso, a bela morena tem 1,72 metro de altura e veste manequim 48. Perguntada se na adolescência experimentou algum tipo de regime maluco, conta que nunca fez uma dieta na vida e que sempre curtiu o seu tipo físico. Bem resolvida, fala que não vê razões para passar fome. Por sinal, observa que existe a ideia de que quem está acima do peso tem uma saúde ruim ou come de forma errada, o que, segundo a modelo, são estereótipos da sociedade:
"Ser gordinho não significa sair comendo tudo o que vê pela frente. A genética favorece que eu seja mais cheinha, e não luto contra isso. Não sigo dieta, mas também não vivo comendo besteiras, tampouco tenho uma vida sedentária. No entanto, se quero comer um chocolate ou um prato com arroz e feijão, por exemplo, não me nego esse prazer de forma alguma. Malho muito, porque gosto da sensação, da energia, da disposição. A diferença é que não vou à academia pensando nos quilos que vou perder ou nas calorias que estou queimando. Malho para manter coração e corpo saudáveis, e esvaziar a mente. Quando termino os exercícios, me sinto mil por cento e de bem comigo mesma!"
A modelo frequenta a academia cinco vezes na semana. O ritual de fitness inclui andar de bike (seu meio de transporte diário), sessões de spinning (45 minutos) para fortalecer os músculos, aulas de ginástica localizada e ioga. Quando não está viajando a trabalho, pratica flamenco, uma das suas grandes paixões.

Padrão real
Segundo a pesquisa Real Beleza, de Dove, 90% das brasileiras manifestaram o desejo de mudar algo no corpo e 55% disseram que é difícil se sentir bonita quando confrontada com os atuais padrões estéticos - por exemplo, ter quadril de, no máximo, 90 centímetros, como regem as passarelas. "Jamais terei quadris com essas medidas e certamente a minha felicidade não depende disso", rebate a modelo, que, admite, já nasceu com autoconfiança nata:
"Sou objetiva e lógica quanto a esse aspecto da minha vida. Críticas sempre vão existir. Se você é muito alta, gostariam que fosse mais baixa, se tem cabelo vermelho, deveria ser loiro, se é cacheado, a moda dita o liso, e assim vai. A cheinha vive afogada em paranoias e sonhando com uma pílula mágica para ficar magra. Nessa loucura em se transformar ou se adequar a esse molde que a sociedade empurra goela abaixo, as pessoas se esquecem de viver, de se conhecer melhor para, quem sabe, gostarem de si mesmas e de suas imperfeições. Vivemos preocupados com o que o mundo pensa a nosso respeito."
Na sua opinião, aqueles que perdem tempo procurando ser alguém que os outros aceitem acabam se esquecendo de buscar a própria felicidade:
"Fiz a escolha de não me encaixar nessa prisão mental. Tenho meus dias ruins, dia de espinha no meio da testa, dia de cabelo que não obedece, dia de mau humor, como todo mundo. Mas mantenho em mente que sou linda. Me cuido, sou vaidosa, adoro me vestir bem, amo meus quadris largos, minhas pernas fortes e meu cabelo de leoa. Foi assim que Deus me fez. Portanto, não vejo razão para me torturar em busca de ser algo determinado por outras pessoas. Você tem que ser a sua prioridade número um."
No mundo, e o Brasil não foge à regra, as mulheres fazem de tudo para "secar". Mas será que os homens não preferem as curvilíneas aos feixes de bambus das passarelas? " Acredito que existe gosto para tudo. A maior parte dos americanos que conheci prefere as mulheres curvilíneas, não excessivamente acima do peso, mas também nem só de pele e osso. Apesar da nossa cobrança com a balança e com o espelho, a verdade é que a maioria dos homens não entende o porquê dessa busca pela aparência perfeita, tampouco o porquê das modelos nas passarelas serem cada vez mais magras."
Para a modelo, se por um lado o sexo oposto é relax em relação a alguns quilinhos a mais, a indústria de alimentos dietéticos e a mídia pressionam quem não se encaixa nos "padrões ideais" de beleza. O poder da reviravolta, diz ela, está nas mãos das próprias consumidoras do mercado plus size:
"A indústria dietética fatura bilhões bombardeando as pessoas com falsas ideias de que pílulas ou dietas milagrosas vão fazer com que fiquem magras da noite para o dia. A mídia também tem grande responsabilidade diante desse quadro, uma vez que impõe padrões estéticos impossíveis de se atingir. O lado bom é que alguns países já acordaram para uma nova realidade, quer dizer, não dá só para vender um protótipo magro quando os seus consumidores não podem comprá-lo. Por conta disso, aqui nos Estados Unidos e em vários países da Europa, o mercado plus size vem ganhando espaço, principalmente no que se refere à moda. Revistas de referência, como a Vogue USA, já usam modelos plus size para ilustrar suas páginas, o que é um avanço fantástico. No Brasil, acredito que isso só acontecerá quando as próprias consumidoras começarem a exigir isso do mercado e da mídia."
Que moda?
Houve um movimento nas edições passadas do São Paulo Fashion Week alertando sobre a importância de uma alimentação equilibrada. Mas, de forma contraditória, nenhum estilista coloca modelos acima do manequim 38 na passarela e, muito menos, aumenta a grade de numeração. Na opinião de Fluvia, essa contradição reflete a falta de visão da indústria da moda para abraçar novos mercados e desafios. "Trata-se de uma lógica de mercado, isto é, se a demanda existe, então há também a necessidade de supri-la."
Falando em moda, após anos sem aproveitar o verão brasileiro, a modelo decidiu, no ano passado, voltar ao País e desfrutar de alguns dias de sol. Mas a experiência não foi muito agradável. "A ditadura do biquíni por aqui é bem mais cruel do que em qualquer parte do planeta, principalmente porque, quando o assunto é comprá-los, as gordinhas estão fora de questão, não há opções."
Comparando os mercados, ressalta que, nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 68% da população feminina vistam manequins que variam de 42 a 52. Nesse caso, os fabricantes foram forçados a produzir roupas GG com os mesmos estilos, criatividade e qualidade para todos os tamanhos. Já no Brasil, segundo Fluvia, as roupas para as gordinhas normalmente são mal feitas, bregas ou carregam a aparência de terem pertencido às avós. "Designers como Jean-Paul Gautier, Diane Von Fustenberg, John Galliano, entre outros, passaram a fazer roupas com numeração até 44 e 46. São profissionais de visão", conclui.
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Comentário:

Na TV assinada tem um programa americano, onde duas consultoras de moda escolhem uma telespectadora para mudarem seu guarda roupa e seu modo de vestir. Lembro que umas três vezes (não assistia muito) escolheram telespectadoras gordas e sempre chamavam a atenção ao fato de usarem roupas largas, e questionavam porque uma mulher gorda não pode ser sexy. O preconceito é tão grande que sentir atração por gente gorda é considerado uma tara.

Porque uma mulher gorda sente vergonha do corpo? Claro que não estou generalizando, mas mesmo aquelas que se sentem bem com o corpo não usam um top, num dia extremamente quente. Alguns dirão que é antiestético. Este é o problema, o modelo. É quase uma lavagem cerebral, vá a uma loja e procure uma boneca gorda. Não, bebê gordinho e fofinho cheio de dobras não vale. Difícil né! Bom, as bonecas são magras e agora preste atenção e me diga o que elas têm? Isso, um namorado bonitão, muitas amigas fashion e bonitas, tem um carro, tem casa, tem um monte de vestidos, roupas, jóias.

Então uma menina é acostumada a infância toda que uma boneca magra tem tudo o que é mais desejado, materialmente falando é claro, a boneca gordinha.... que boneca gordinha? Nunca vi uma. Quando ela chega a adolescência, ela vai querer ser gorda ou magra? Por isso que tentamos, e quase sempre não conseguimos, esconder que engordamos. Quando somos gordas deixamos de existir, assim como não existem bonecas gordas.

Em grande parte das lojas não tem roupas para pessoas gordas, aquelas marcas famosas então nem pensar. As roupas que encontramos são sempre sóbrias, clássicas e de cores suaves, como se a pessoa gorda não quisesse aparecer, não quisesse se sentir bonita. A ditadura da magreza não é apenas uma questão de vaidade, é também uma questão de sobrevivência. E neste tópico, então, ser gordo é estar condenado, não é saudável, vai ficar doente.

Tudo isto faz parte de uma grande ilusão. Sim, ilusão, porque na verdade somos espíritos e este corpo que tanto nos orgulha ou envergonha irá se decompor, irá desaparecer. Então a pessoa vai descobrir que se vangloriou inutilmente por algo que se tornaria pó, enquanto outra sofreu por se envergonhar de um corpo que não era ela, ela é um espírito que teve e terá um número incalculáveis de corpos.

Qual o limite, qual a orientação seguir então? O bom senso e a saúde do corpo são parâmetros confiáveis, que sinalizarão se ultrapassamos o limite ou não.



(Claudia Cardamone é psicóloga e espírita. É membro da Equipe Espiritismo.net, atuando nas áreas de atendimento fraterno e notícias.)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Biografia: Henri Heine

Seu nome em alemão era Heinrich Heine. Assina a mensagem inserida em O Evangelho segundo o espiritismo, no item 3 do capítulo XX, intitulada "Os últimos serão os primeiros".

Nasceu em Düsseldorf em 13 de dezembro de 1797, de família judaica. Seu destino era o comércio e por isso foi encaminhado pelo pai a um tio banqueiro em Hamburgo. Logo verificou-se que ele não tinha dom para a atividade e o tio o remeteu a Bonn, a fim de estudar direito. Mas o jovem Harry como era chamado então, interessou-se pelos assuntos literários e abraçou os cursos de literatura.

Berlim foi seu ambiente mais propício, permitindo-lhe freqüentar os salões literários e seguir a filosofia política de Hegel. Poeta e jornalista, ficou famoso pelos poemas e livros de viagens.

Desgostoso pelo clima anti-semita do país, emigrou para Paris no ano de 1831.
Ali se tornaria correspondente de grandes jornais alemães. Foi um dos mais inquietos e polêmicos jornalistas de seu tempo. Para o Jornal Geral de Augsburgo descrevia quadros da vida francesa, sendo seus temas constantes o parlamento, a imprensa, o mundo artístico, o teatro e a música.

Sua influência foi enorme dentro e fora da Alemanha. Na segunda metade do século XIX todos os poetas alemães pareciam heinianos.

Sua poesia é de um lirismo melancólico de início. Seus poemas sentimentais são cheios de infelicidade e lamentações amorosas. Alguns poemas de amor conquistaram fama universal, sendo depois musicados por Schubert , Schumann e muitos outros compositores.

Escreveu poemas dedicados ao mar, em versos livres. E por fim, a poesia política, tangendo versos que retratavam situações da época como Os Tecelões, poema inspirado pela greve dos tecelões esfomeados da Silésia.

Como prosador é considerado um dos mais ágeis da literatura de língua alemã, em qualquer tempo. Suas obras mais ambiciosas são A escola romântica e Sobre a história da religião e da filosofia na Alemanha. Nesse último, Heine parece querer completar o livro de Mme de Stäel sobre a Alemanha, tentando mostrar aos franceses o pensamento estético e filosófico do seu país.

Nele está estampada a profecia de um despertar revolucionário da consciência alemã e, sobretudo, a crença do poeta na importância universal do pensamento de Hegel.

Sofreu dificuldades financeiras, enfrentou conflitos políticos e a doença acabou por vitimá-lo. Sofreu uma paralisia que o conduziu à morte em 17 de fevereiro de 1856, em Paris.

A mensagem que se encontra em O Evangelho segundo o espiritismo é datada de 1863, também em Paris.

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Fonte: www.espirito.org.br

Se Liga: Campanhas em Defesa da Vida




















CAMPANHAS PERMANENTES DA FEB
Para você saber mais sobre cada campanha e fazer o download do material, ir em:


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Participação Jovem: Convite ao Jovem Espírita

Convite ao Jovem Espírita




Muitos vão se lembrar de um famoso desenho lançado em versão nova há uns três anos atrás. Era formado por um grupo de jovens. Cada um com características próprias, mas todos com uma única finalidade a “prática no BEM”. Assim é o desenho animado “ TEEN TITAS” ou “Jovens Titãs”, tendo como líder o novo velho garoto Robin; mas, enfim, vamos ao ponto onde quero chegar!...
Para aqueles que conhecem e assistiam a animação percebem que eram um grupo unidos, mesmo, quando os problemas aumentavam, mais o grupo se unia no seu ideal; vezes tinham que anulavam seus próprios medos e “defeitos” para que o trabalho de salvar vidas fosse efetuado. Até agora os confrades não devem ter entendido o porque desses esclarecimentos. Vou lhes contar que muitas vezes eu, como jovem, me identifiquei como um ‘super-herói’, pode parecer brincadeira, mas sempre para mim foi referencia os propósitos de “caridade” com que os jovens titãs acrescentavam em cada nova jornada, mesmo diferentes tinham a bandeira do bom-senso, do diálogo mas, em nenhum dos episódios, esses heróis de si mesmos perderam a juventude clara e objetiva de lazer, sempre praticaram esportes, sempre jogaram vídeo-games, sempre dançaram , sempre curtiram a vida com equilíbrio porque sabiam que o momento viria em que teriam que combater o MAL com paciência e determinação. Problemas também tinham, por isso mesmo, se apoiavam nos ombros amigos e reclamavam, mas sempre procurando uma solução!
Pensemos agora no Jovem Espírita, em todos aqueles que possuem a Doutrina Espírita em suas mãos, como proceder? Como agir perante a vida? Como interceder sobre seus objetivos? Como um simples Jovem pode auxiliar nos propósitos divinos?
Ai entra a história dos “TEEN TITAS”, quando o jovem espírita aproveita a vida sabe que, em algum momento, terá que enfrentar a si mesmo nos propósitos de evolução, sempre estará com o uniforme da paciência e sempre, a medida do possível, renunciará de si mesmo perante as seduções da vida passageira para perpetuar em si, espírito imortal, as mais belas lições ensinadas pelo Cristo, o Super Herói mais perfeito e um guia e modelo para todos nós, o único que renunciou de si , para anunciar do AMOR DIVINO!...
Diferente o Jovem espírita se comporta como um super-herói, no sentido de elevar a própria atmosfera mental, onde um dia poderá auxiliar a todos que padecem, poruqe aquele que apreende saberá doar de si mesmo para a Bandeira da Caridade triunfar em novo mundo, aquele que vai regenerar nossos próprios corações e alavancar nossas mais íntimas emoções: Sejamos Heróis do Evangelho, amigos! Exemplificando sempre com a humildade e o coração brando! Avante JOVENS TITÃS, avante JOVENS ESPÍRITAS!
(Rudá. É jovem e membro coordenador da equipe do blog Jovens Espiritistas Cristãos - POA - que está com novo endereço: http://espiriteen.blogspot.com/)

Artigo: O Mundo Atual e a Doutrina Espírita

O Mundo Atual e a Doutrina Espírita


Diante de tantas misérias e violências por vezes nos sentimos desestimulados a observar e acreditar que a bondade e a felicidade façam parte do mundo que vivemos.


Mas, quando nos tornamos observadores mais atentos, verificamos que a desordem é apenas aparente, que, na realidade, a beleza não está somente nas flores, mas também nas pessoas e em seus gestos.


Alguns, ao lerem essas palavras, irão considerar que o mundo que vejo é utópico. Entretanto, lhes afirmo que estou falando do nosso amado planeta Terra. Planeta este que nos acolheu em sua magnitude e esplendor.


E o que faz o meu olhar voltar-se para as belezas sem me perder pelo caminho senão a doutrina espírita. Que, além de consolar, nos trás esperanças e alegrias no viver.


Sem a presença do consolador prometido jamais poderia compreender a justiça das leis divinas, não poderia compreender que somente pela pluralidade das existências que a justiça de Deus pode ser entendida. E que nunca teremos dissabores na vida senão para o nosso crescimento como espíritos.


Espíritos Imortais! Somos todos nós e, quando nossa visão se abre para essa verdade, o equilíbrio e a tranquilidade passam a habitar nossos corações e mentes.


Ter a certeza que nossos afetos não se perdem com a separação por meio da morte do corpo físico nos estimula a amar cada vez mais na existência.


Entender que somos herdeiros de nós mesmos nos faz desejar ser criaturas melhores dia-a-dia.


Saber que jamais seremos vítimas diante das agressões que recebemos da vida nos impulsiona a conquista do amar incondicionalmente nossos irmãos em caminhada.


Perdão! Ah! como somos felizes quando o exercemos e fazemos isso! Porque compreendemos que somente em seu exercício conquistaremos o maior bem do espírito, que é a paz.
Quando vemos fenecer o corpo físico dos nossos irmãos em Humanidade pela ausência do básico para a manutenção de sua sobrevivência, crianças morrendo em tenra idade como conseqüência das guerras promovidas pelo próprio homem, seres belos e únicos se suicidando pela fome de amor muitas vezes nos questionamos sobre a infinita bondade e amor de Deus por nós.


Mas, paremos um instante e pensemos. Por que Deus nos permite essas vivências? Senão para nosso despertar, para que tenhamos gestos de afago e auxílio onde dantes jamais teríamos. Há quantos milênios vivemos somente para nós mesmos?


Em verdade, o amor que desejamos receber é o amor que deveremos sempre ofertar, lembrando o que nos diz a doutrina trazida por Jesus que deveríamos amar uns aos outros.


Certa feita, Madre Teresa, em suas caminhadas pelas ruas de Londres, nos disse que a fome que via no mundo não era a dos seus moribundos de Calcutá, mas sim a fome de amor ao ver que jovens perdiam suas vidas nos vícios e dissabores voluntários.
Por isso, quando pensarmos em mal dizer as leis divinas ou julgarmos as experiências que o mundo nos mostra. Pensemos qual é a nossa cota de auxílio no muito amar no mundo. Porque é isso que constantemente a doutrina nos mostra por meio de seus inúmeros ensinos.


Os espíritos nos orientam a todo instante a sermos seres melhores no lugar e no tempo em que vivemos. Mostram-nos a necessidade de termos a disciplina em nossos pensamentos, a fim de vibrarmos positivamente, pois o sinal que dermos ao mundo será o mesmo que o mundo nos ofertará. Uma vez que temos a lei das afinidades regendo nossas existências.


Comecemos no lar, ao lado dos nossos familiares, a cultivar sementes de paciência, tolerância e cuidado. Para que possamos um dia estender a todos os ambientes de nossas vivências.


Jesus nos mostrou a maior lição de amor quando na sua crucificação nos pede que o Pai nos perdoe porque não sabíamos o que fazíamos e ainda continuamos agindo da mesma forma que há 2000mil anos atrás. Por quê? Se hoje temos o consolador a nos orientar cada passo da existência?


O que precisamos é nos humildar diante de nós mesmos, para reconhecer nossas fraquezas e termos a coragem de enfrentá-las com a certeza que todos os nossos vícios se transformarão em virtudes.


Porque será na transformação de cada um que veremos verdadeiramente a melhoria da Humanidade.


Por isso, façamos, todos, a nossa parte como co-criadores do Pai.


(Iyanla Luiza Martins é jovem, membro da Equipe Espiritismo.Net e trabalhadora do CELD – Centro Espírita Léon Denis – RJ e do MEAL – Mocidade Espírita André Luiz, do CELD)

Biografias: Delphine de Girardin

Nasceu Delphine Gay em Aix-La-Chapelle em 26 de janeiro de 1804, o mesmo ano do Codificador e desencarnou na capital francesa em 29 de junho de 1855.

Foi poetisa que freqüentou os salões de Mme Récamier. Casou-se com Émile de Girardin, jornalista e político francês, passando então a ser conhecida como sra. Émile de Girardin.

Ela mesma se tornou jornalista, após o casamento em 1831, escrevendo no jornal La Presse no período de 1836 a 1848, sob o pseudônimo de visconde de Launay, interessantes crônicas da sociedade do tempo de Luís Filipe. Essas crônicas ficaram conhecidas como cartas parisienses.

Publicou também romances, tragédias e comédias. Era, positivamente, grande médium inspirada.

Personalidade muito conhecida no meio poético, freqüentando os salões literários onde se reuniam as celebridades do momento, muito natural que ela tomasse contato com as mesas girantes.

Desde o primeiro contato com as mesas ela se convenceu da veracidade das manifestações. Teve oportunidade de se encontrar com o professor Rivail pessoalmente. Possivelmente, em alguma das reuniões que ele freqüentava, nas suas pesquisas em torno dos fenômenos que assombravam Paris.

Amiga pessoal de Victor Hugo, os acontecimentos políticos do ano de 1851 e o exílio de seus amigos a marcaram de forma cruel.

Fiel à amizade ela decidiu levar conforto moral aos pobres proscritos. Lançou-se ao mar e em 6 de setembro de 1853 desembarcou em Jersey, uma pequena ilha de 116 quilômetros quadrados.

O cansaço a tomava por inteiro. A viagem foi excessivamente fatigante. Diga-se de passagem: ela já se encontrava doente. O câncer a devorava.

Dinâmica, contudo, ela não se deixava abater em demasia. Um pouco triste e melancólica, mas igualmente feliz por rever seus amigos, ela reencontrou Victor Hugo e a família.

À hora do jantar, narrou as notícias de Paris, no intuito de trazer um pouco da pátria para os exilados. Com entusiasmo se referiu às mesas girantes. Na pequena ilha de Jersey algumas tentativas tinham sido feitas, sem sucesso.

Delphine, sem aguardar a sobremesa, saiu em busca de uma mesa pequena, redonda. As sessões foram longas e cansativas. Parecem não ter tido sucesso nos primeiros cinco dias.

Victor Hugo, cético, aderiu às reuniões somente para não desgostar a amiga. Finalmente, no domingo, 11 de setembro, a concentração, o silêncio foram recompensados. Uma comunicação aconteceu. Uma comunicação que mudaria os rumos da vida do grande poeta francês. Quem se comunicou, através da mesa foi nada mais, nada menos que sua filha Leopoldine. Sua amada filha, morta durante a lua-de-mel, afogada em um lago, num passeio de barco com o marido.

Em "O Evangelho segundo o espiritismo" o espírito de Delphine de Girardin assina a mensagem "A desgraça real" no capítulo V (Bem aventurados os aflitos), item 24.

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Fonte: http://www.espirito.org.br/