sábado, 14 de março de 2009
Biografia: Francisco Xavier
Aos 19 anos foi a Paris para estudar, ali permanecendo até seus 28 anos. Com Inácio de Loyola e mais cinco seguidores, fez o voto de caridade e pobreza, no dia 15 de agosto de 1534, do qual se originou a fundação da Companhia de Jesus.
Sendo ordenado padre 3 anos mais tarde, ao contrário de Inácio de Loyola, que permaneceu na Europa, foi enviado ao Extremo Oriente.
A serviço da monarquia portuguesa fez de Goa, na Índia, o centro de difusão do seu apostolado. Sua obra rendeu frutos no Ceilão, nas ilhas do sudeste da Ásia e no Japão.
Quando viajava para iniciar uma nova etapa missionária na China, morreu nas costas do país, aos 46 anos de idade, a 3 de dezembro de 1552, sem poder desembarcar no continente.
Ficou conhecido como o Apóstolo da Índia. O valor desse jesuíta está em sua atitude pioneira de apostolado junto aos povos asiáticos. Os jesuítas detêm o mérito de terem sido nas colônias de Espanha e Portugal o único centro de cultura e um exemplo missionário nos séculos XVI e XVII.
É no capítulo "Amai os vossos inimigos" em O Evangelho segundo o espiritismo que Francisco Xavier disserta a respeito do duelo, afirmando que "Quando a caridade regular a conduta dos homens, eles conformarão seus atos e palavras a esta máxima: `Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam.' "
Da sua desencarnação à mensagem, ditada em Bordéus, em 1861, estabelece-se um período de 309 anos.
Fonte: www.espirito.org.br
Adereços
O perispírito, normalmente , é atingido pelo mal que fazemos, a nós mesmos ( suicídio , vício , rancor , pessimismo …), ou aos outros ( maledicência , agressividade, violência , traição , mentira …). Tais adereços, portanto , não afetam o corpo espiritual , mas , certamente , são atentados ao bom gosto .
2 – Há quem diga que pode ocorrer uma mutilação perispiritual...
Penso mais numa mutilação do bom senso, a afetar a noção do ridículo. Por uma dessas estranhas contradições do comportamento humano, vemos isso acontecer com jovens inteligentes e bem articulados, como se houvessem desligado o desconfiômetro.
3 – Males eventuais no corpo, provocados por esses adereços, podem causar danos espirituais?
Espirituais, não. Haverá, digamos, danos à autoestima. Lamentará o Espírito a vaidade pretensiosa que, buscando originalidade, o fez regredir à taba.
4 – Retornando ao plano espiritual, a pessoa poderá usar algo semelhante, atendendo ao seu gosto pessoal?
Tendemos a moldar fluidicamente, no Além, roupas e objetos de uso pessoal que mereceram nossa preferência na Terra. Isso atende a certo automatismo. Portanto, é possível, mas igualmente lamentável, que o desencarnado continue envolvido com as futilidades da Terra.
5 – E quanto às tatuagens ?
Esses adereços definitivos costumam ocasionar problemas. Sempre chega o momento em que a pessoa vai se arrepender, após ter mudado de idéia, em relação ao objeto da tatuagem. Digamos que era o desenho de alguém que já não ama, ou a representação de um princípio que já não aceita. Ainda que a tatuagem seja adotada por mero enfeite, acaba cansando a beleza e torna-se um problema.
6 – O que leva a pessoa a tatuar-se?
Nas culturas primitivas era usada com finalidades mágicas, para evocar a interferência de divindades, para o bem ou para o mal. Hoje é, para muitos indivíduos, uma espécie de ritual de passagem, envolvendo a integração num grupo. Pode ser também uma mensagem de identificação. Pela tatuagem a pessoa está dizendo algo de si mesma. Há psicólogos que veem na tatuagem um dos caminhos para entender a personalidade humana.
7 – A tatuagem pode aparecer no corpo espiritual, após a desencarnação?
É possível até mesmo fazer tatuagens na espiritualidade, mas hão de lamentar seus familiares e amigos do Além que o desencarnado conserve hábitos tão primários.
8 – Espíritos não usam adereços?
Se esclarecidos e conscientes buscam, por supremo enfeite, sua própria iluminação. Haverá algo mais belo do que a aura luminosa de um Espírito harmonizado com os ritmos do Universo, consciente de sua filiação divina?
(Contribuição de Richard Simonetti. Artigo contido no livro "Dúvidas e Impertinências", a ser lançado em Abril/2009 - site: www.richardsimonetti.com.br e CEAC - www.ceac.org.br)
sexta-feira, 13 de março de 2009
Vestibulares
Nem sempre o Espírito é portador de programação detalhada, que envolva a profissão que vai exercitar. Isso deverá ser definido a partir de suas tendências e habilidades, no desdobramento das experiências humanas.
2 – Mas não há o Destino, o conjunto de forças que nos conduzem por determinados caminhos?
O Destino, envolvendo uma profissão, pode acontecer na base de intuições de benfeitores espirituais que assessoram seus pupilos. Ocorre que, com o exercício do livre-arbítrio, estes podem decidir diferente. Aliás, o grande desafio do Homem é justamente executar os projetos que elaborou na vida espiritual. As limitações impostas pelo corpo físico favorecem esses desvios. Jesus tem uma referência clássica a esse respeito (Mateus, 26:41): … na verdade, o Espírito está sempre pronto, mas a carne é fraca.
3 – Um exemplo:
O Espírito planeja ser médico. Reencarna filho de médicos e desde pequeno é estimulado, pelo próprio ambiente e pelas pressões de seu psiquismo, a estudar Medicina. No entanto, deixa-se dominar pela indolência e perde a oportunidade, optando por outra profissão que lhe exija menos disciplina, menos estudo. Segue caminho diferente.
4 – Nesse caso, houve um desvio de sua parte, comprometendo a existência?
Ele comprometeu parte do planejamento, o que não significa uma existência perdida. Pode desenvolver outra atividade profissional, compatível, também, com sua vocação, com suas tendências, transformando-se em excelente profissional. Vai depender sempre do exercício da vontade, atendendo ao livre-arbítrio.
5 – Pode dar-se o contrário? Não veio para ser médico e acaba seguindo esse caminho, por influência dos pais, que lhe asseguram uma faculdade particular, menos exigente no estudo e na aplicação.
Ocorre com frequência. Nessa condição situamos todos os profissionais que exercitam uma atividade para a qual não têm legítima vocação, visando apenas o interesse pecuniário. Dificilmente obterão sucesso, terão destaque.
6 – Geralmente, quando se fala em planejamento espiritual, envolvendo uma profissão, pensa-se logo em Medicina, Direito, Engenharia, Educação… E o trabalhador braçal, o operário, o comerciário?
O desempenho de uma atividade profissional mais simples pode indicar que não houve planejamento nesse particular, por razões da alçada dos mentores espirituais. Isso não significa que jamais ocorra. Alguém pode planejar ser bancário, funcionário público, operário ou trabalhador braçal, tendo em vista determinados compromissos.
7 – Você foi bancário, funcionário do Banco do Brasil. Acredita que planejou essa atividade profissional?
Tenho plena convicção disso. O Banco deu-me a retaguarda financeira e a segurança que me permitiram desenvolver atividades na seara espírita, sem maiores preocupações quanto à subsistência. Foi uma bênção.
8 – Que conselho você daria ao estudante em dificuldade para definir sua vocação?
Psicólogos podem ajudá-lo quanto ao seu perfil e o tipo de atividade compatível com suas habilidades, buscando definir o que planejou ao reencarnar. Há, também, cursos vocacionais muito eficientes nesse particular. Sobretudo, eu lembraria a recomendação inicial de Jesus no texto citado: vigiai e orai para não cairdes em tentação… Em todas as situações, a vigilância que eu traduziria por reflexão, um mergulho na intimidade de nossa alma, associada à oração que nos coloca em contato com a Espiritualidade, representam os melhores recursos para que façamos na Terra o que planejamos no Além.
(Contribuição de Richard Simonetti. Artigo contido no livro "Dúvidas e Impertinências", a ser lançado em Abril/2009 - site: www.richardsimonetti.com.br e CEAC - www.ceac.org.br)
Estudo dirigido 2 : O Livro dos Espíritos II
a) Ao definir Deus como “a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas”, os Espíritos nos dão uma ideia precisa de Seus atributos?
b) Aqueles que não admitem a ideia de Deus estão afirmando indiretamente que o nada é capaz de produzir alguma coisa.
c) Informam os benfeitores que o sentimento íntimo da existência de Deus não é fruto da educação.
d) Jamais o homem compreenderá a natureza íntima de Deus.
e) O homem compreende pouco da Divindade porque lhe atribui as imperfeições que possui.
f) Analisando os atributos de Deus, podemos afirmar que Ele não teve começo, não se sujeita à mudanças, é único e imaterial.
g) O princípio segundo o qual Deus seria o resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo chama-se panteísmo e foi rejeitado por Kardec.
h) Se é impossível sabermos o que Deus é, podemos pelo menos ter ideia daquilo que Deus não é.
i) No momento não é dado ao homem conhecer o princípio das coisas porque lhe falta certas faculdades.
j) Deus não permite que seja revelado ao homem aquilo que a ciência ainda não conseguiu aprender.
k) A definição de matéria como aquilo que tem massa e pode impressionar os sentidos é incompleta, se analisada do ponto de vista material.
l) A melhor definição espírita de matéria é: “A matéria é o liame que escraviza o Espírito, é o instrumento que ele usa e sobre o qual exerce a sua ação.”.
m) Espírito e inteligência podem ser considerados como a mesma coisa, já que são sinônimos e um não depende do outro.
n) Kardec chama de Trindade Universal aos três elementos gerais do universo. São eles: Deus, espírito e matéria.
o) Não existe o vazio, porque o que é vazio para nós está ocupado por uma matéria que escapa aos nossos sentidos.
p) Kardec chama de Fluido Universal à matéria elementar primitiva que dá origem a todos os corpos.
q) Os mundos se formam pela condensação da matéria espalhada no espaço.
r) Os corpos celestes têm grande influência nos fenômenos físicos e na sorte das pessoas.
s) Todos os globos que circulam no espaço são habitados, mas a sua constituição física é bastante distinta, assim como a organização dos seres que os habitam.
t) Examinando a questão da criação da Terra, vamos verificar que a Bíblia é um erro.
(adaptado de apostila de Estudo das Obras da Codificação e de Allan Kardec, promovido pelo Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG)
Propaganda de álcool na TV leva a beber mais, diz estudo
Pesquisa holandesa afirma que jovens que viram referências a bebidas alcoólicas bebiam duas vezes mais.
- Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Radboud, Holanda, sugere que as pessoas tendem a consumir álcool quando veem pessoas bebendo em filmes ou em comerciais enquanto assistem à TV.
Os pesquisadores monitoraram o comportamento de 80 jovens enquanto eles assistiam televisão e descobriram que os que viam mais referências a bebidas alcoólicas bebiam duas vezes mais do que os que não as viam.
"Nosso estudo mostra claramente que mostrar bebidas alcoólicas em filmes e propagandas não apenas afeta as atitudes das pessoas e as regras para bebida na sociedade, mas pode funcionar como uma sugestão que afeta o desejo e o subsequente consumo de bebida", afirmou o pesquisador que liderou o estudo Rutger Engels.
A pesquisa foi publicada na revista especializada Alcohol and Alcoholism.
A equipe de cientistas dividiu os 80 jovens, com idades entre 18 e 29 anos, em quatro grupos.
O primeiro grupo assistiu ao filme American Pie - A Primeira Vez é Inesquecível, um filme com muitas referências ao consumo de bebidas alcoólicas, e também assistiu às propagandas de bebidas que interrompiam o filme.
O segundo grupo assistiu ao mesmo longa sem interrupções de propagandas.
O terceiro grupo assistiu ao filme 40 Dias e 40 Noites, longa que tem menos referências a bebidas alcoólicas, interrompido por propagandas de bebidas.
O grupo final assistiu ao mesmo longa, mas sem as interrupções.
Durante a exibição os participantes tinham acesso a uma geladeira que continha cerveja, pequenas garrafas de vinho e refrigerantes.
Os que assistiram American Pie - A Primeira Vez é Inesquecível com as propagandas de bebidas consumiram quase três garrafas de bebidas alcoólicas, em comparação a 1,5 garrafa consumida por aqueles que assistiram 40 Dias e 40 Noites sem as propagandas de bebidas.
De acordo com o pesquisador Rutger Engels as descobertas da pesquisa sugerem que existem razões para restringir as propagandas e introduzir mensagens de alerta em filmes.
Mas Engels acrescentou que são necessários mais estudos para estabelecer as implicações das propagandas e referências a bebidas em filmes sobre o consumo de álcool a longo prazo.
O diretor-executivo da organização britânica Alcohol Concern, Don Shenker, disse que o estudo reforça a necessidade de se restringir ainda mais a propaganda de bebidas alcoólicas ou de se considerar sua proibição definitiva.
"Infelizmente a propaganda e promoção de bebidas alcoólicas em filmes e na televisão geralmente apresenta o ato de beber apenas como um ritual social positivo e não mostra os danos potenciais que a bebida pode causar", afirmou.
Normas da União Europeia determinam que os anúncios de bebidas veiculados nos países do bloco não podem promover o consumo usando crianças ou mostrar a bebida como uma ferramenta para sucesso social ou sexual.
A propaganda também não pode encorajar o excesso de bebida.
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid333284,0.htm
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Comentário:
"459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?
- Nesse sentido, a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem." O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
Esta afirmação dos Espíritos comprovam como os espíritos encarnados podem ser facilmente sugestionados por pensamentos estranhos, e como o pensamento é feito mais de imagens do que de palavras, uma imagem pode exercer sim uma certa influência. Mas a responsabilidade não é da imagem ou do pensamento, e sim do espírito que já tinha este desejo.
Na pesquisa holandesa, eles quiseram verificar o que um indivíduo que gosta de tomar uma cerveja faz, quando vê imagens de jovens tomando cerveja ou de cervejas. Então na verdade a imagem pode apenas incentivar o hábito e não desenvolvê-lo. Assim como aquele que está com calor ou sede, ao ver um copo de água, pode levantar e ir beber água.
Outra coisa que me pareceu confusa na pesquisa, eles afirmam que aqueles que viam propaganda de bebida beberam mais, que o outro, mas o resultado é inconclusivo, porque o outro grupo não tinha nenhum tipo de propaganda, ou seja o filme não era interrompido. Então os jovens do primeiro grupo beberam mais porque o filme parou por alguns minutos dando a oportunidade do jovem ir até a geladeira, ou foi somente pela imagem da bebida? O correto era fornecer propagandas neutras ao segundo e quarto grupo, dando-lhes o mesmo tempo de interrupção para ir até a geladeira e escolherem a bebida.
Esta falha ao meu ver, torna os resultados da pesquisa inconclusíveis.
(Comentário por: Claudia Cardamone, psicóloga e espírita. É membro da Equipe Espiritismo.net, atuando nas áreas de atendimento fraterno e notícias.)
quinta-feira, 12 de março de 2009
Biografia: Paulo, o apóstolo
Privilégios que podiam ser conseguidos pelos habitantes das províncias de duas formas: como recompensa por serviços prestados ou pelo desembolso de vultuosa quantia.
Nos primeiros anos, ele freqüentou a Sinagoga onde aprendeu nos textos sagrados até a aritmética. Um escravo o acompanhava todos os dias, carregando-lhe a pasta com os utensílios escolares. Sentado ao chão, com as pernas cruzadas, o menino Saulo ensaiou as primeiras letras, gravando-as com um estilete de ferro sobre uma tabuinha coberta com uma camada de cera. Como a tradição prescrevia ensinar um trabalho útil às crianças, Saulo aprendeu a tecer pano de barraca, usando uma fazenda áspera e durável, entremeado com pelos de cabra.
Adolescente ainda seguiu para Jerusalém, onde se tornou discípulo do grande Gamaliel, no Templo de Salomão, preparando-se para ser um devoto rabino. Ele mesmo na Epístola aos Gálatas afirma: "... e me avantajava no judaísmo sobre muitos da minha idade e linhagem , pelo extremo zelo às tradições de meus pais."
Ardoroso defensor de Moisés, Saulo desencadeou séria perseguição aos homens do Caminho. E considerou seu primeiro grande triunfo contra o Nazareno a lapidação do jovem Estêvão.
Emmanuel descreve na obra "Paulo e Estêvão", em detalhes, toda sua dor e vergonha, ao se dar conta que Estêvão não era outro senão o irmão da sua amada noiva Abigail, que viria a morrer 8 meses depois.
É, no entanto, a caminho de Damasco, na Síria, levando cartas que lhe autorizavam a prender outros tantos seguidores de Jesus, que Saulo foi surpreendido, em pleno meio-dia, pela luz imensa daquele a quem perseguia.
"Saulo, Saulo, por que me persegues? ", diz-lhe a voz. Nas entrelinhas, pode-se ler: "Por que, Saulo, se és o vaso escolhido para levar a minha palavra a todas as gentes?"
Tendo vislumbrado a luz, ele se ergue da areia, onde tombara, sem visão. Seguindo a orientação dada pelo Mestre, entrou na cidade e aguardou. Ananias , em nome de Jesus, o vem retirar da sua noite de sombras.
Começou para Saulo a jornada de trabalho e o calvário das dores. Após o exílio de 3 anos, no deserto de Dan, ele retornou para pregar a Boa Nova. Aquele Jesus a quem tanto perseguira na pessoa dos seus seguidores, tornou-se seu Senhor. Quando empreendeu a viagem a Damasco ele era o orgulhoso Saulo, cujo nome significa aquele a quem se pede, solicita algo, orgulhoso. Ao se erguer, após a queda do cavalo e a visão extraordinária do Cristo, ele se ergueu transformado.
Era o escravo. "Que queres que eu faça, Senhor?", é o que roga. Por isso mesmo, haveria de trocar seu nome para Paulo, posteriormente, que significa modesto, pequeno, humilde.
Pode-se dividir o seu apostolado em três grandes viagens. Na primeira, partindo de Antioquia com Barnabé e Marcos, foi à ilha de Chipre, depois à Panfília e à Pisídia. Deixou núcleos implantados em Perge, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derme, retornando a Jerusalém.
Na segunda grande viagem, em companhia de Silas e Timóteo, atravessou a pé toda a Ásia menor, e , com Lucas chegou até a Macedônia. As pequenas igrejas foram se formando em Filipes, Tessalônica, Beréia. Ele chegou até a Grécia. Na primavera de 53, saiu de Corinto, voltou a Jerusalém e Antioquia.
Na terceira viagem percorreu a Frígia e a Galácia. Permaneceu dois anos em Éfeso, depois regressou à Macedônia e Corinto. Retornando a Jerusalém foi preso, remetido a Cesaréia e, apelando para César, chegou a Roma, depois de um naufrágio na ilha de Malta. Estima-se que ele tenha percorrido em sua longa marcha nada menos de 20.000 km a pé, ou seja, metade do comprimento da linha do Equador.
Sob a inspiração de Jesus, tendo a servir de intermediário o próprio Estêvão, na espiritualidade, Paulo escreveu as epístolas, cartas cheias de ternura aos companheiros das comunidades nascentes, também carregadas de orientações: duas aos Tessalonicenses , em Corinto, em 52-54; 1ª aos Coríntios , de Éfeso, em 57; 2ª aos Coríntios, de Filipos, em 57; aos Gálatas e aos Romanos, de Corinto, em 57; aos Filipenses, aos Efésios, aos Colossenses e a Filémon, de Roma, em 62; aos Hebreus, em 63 ou 64, da Itália; 1ª a Timóteo, em 64 ou 65, a Tito em 64 ou 65, e a 2ª a Timóteo, em 66, de Roma.
Mais de uma vez foi apedrejado, açoitado, maltratado. Padeceu fome, frio, privações. Por amor a Jesus, ele tudo aceitou e afirmou portar no corpo "as marcas do Cristo".
Decapitado, fora dos muros de Roma, no ano de 67, por ordem do Imperador Nero, ele adentrou a espiritualidade. Quando a Terceira Revelação se apresentou na Terra, ei-lo participando da equipe do Espírito de Verdade, deixando seus palavras em O Evangelho segundo o espiritismo, nos capítulos X, item 15 ( sobre o perdão , em Lyon, em 1861) e capítulo XV, item 10 ( Fora da caridade não há salvação, em Paris, em 1860). Igualmente, respondendo a questão de número 1009 de O livro dos espíritos, a respeito da eternidade das penas, junto a dissertações de Santo Agostinho, Lamennais e Platão.
Fonte: www.espirito.org.br
Garotos de fé
Os jovens estão mais místicos,
mas definem sua religiosidade
com liberdade e sincretismo
Claudio Rossi

José Daniel Violante Filho, 17, de São Paulo
O estudante paulista visitou pela primeira vez o centro budista Buddha's Light há um ano, com os amigos. "Fui por curiosidade", diz. Lá, praticou meditação, gostou e se tornou freqüentador. Ele mora na Zona Sul de São Paulo com os avós, que são católicos. "Eles vão à missa, mas eu não me identifico com a fé católica", comenta ele.Você acredita em Deus? O Instituto de Estudos da Religião (Iser) fez essa pergunta a 800 brasileiros com idade entre 15 e 24 anos e 98% deles responderam sim. Trata-se de uma maioria acachapante, capaz de desarmar qualquer ceticismo em relação à religiosidade dessa geração. Talvez o correto seja dizer "espiritualidade", pois a fé é hoje muito mais uma questão de escolha pessoal do que era nos tempos do vovô, quando a garotada ia à igreja por imposição familiar e social. Os jovens hoje elegem a própria fé. "Como a decisão é deles, a religiosidade dessa geração tende a ser muito mais forte que nas décadas passadas", diz a antropóloga Regina Novaes, do Iser. Entre os que seguem alguma religião, 33% escolheram por decisão pessoal, independentemente da preferência familiar. Tanto é assim que dois em cada dez mudaram de religião ao menos uma vez.

Joyce de Souza Cunha Melo, 18, de BH
Católica
A estudante mineira vai à missa uma vez por semana e é devota de São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei. Acredita em milagres e já fez promessas, uma delas para passar no vestibular. Ela cursa o 1º ano de administração na Universidade Federal de Minas Gerais. Nem sempre foi assim. "Quando eu era mais nova, era superesotérica, acreditava em horóscopo", diz
Boa parte dos teens está olhando para a religião como se estivesse diante de uma prateleira de supermercado. "É como um serviço self-service, em que a pessoa escolhe a que mais a atrai", define Mário Sérgio Cortella, professor do departamento de teologia e ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Os teens sentem-se à vontade para experimentar. Eles acreditam em Cristo, nos orixás e até em duendes, tudo ao mesmo tempo. Sobra ainda espaço para a proliferação de crenças alternativas, cujo maior atrativo é o inusitado, como cura por cristais, invocação de anjos e bruxaria.
William Silva, 18, de Itacaré, Bahia
Evangélico
Nascido numa família de católicos praticantes, William tornou-se evangélico há seis anos. Sua igreja, a Bola de Neve, é freqüentada sobretudo por jovens. Surfista desde criança, ele sempre reza antes de entrar no mar e pegar onda. Muitos de seus amigos usam drogas. "Eu não uso porque Deus não gosta dessas coisas", diz. "Vivo aconselhando meus amigos e às vezes consigo convencer alguns deles a largar o vício."
É curioso que isso esteja ocorrendo com os filhos de uma geração que, trinta anos atrás, fugiu da religião institucionalizada. O movimento atual é no sentido inverso, com o aumento nas hostes de fiéis. Metade dos freqüentadores dos cultos evangélicos tem menos de 24 anos. Missas católicas são agora animadas em ritmo de rock, tecno e rap. Há igrejas neopentecostais criadas especialmente para fiéis mais jovens. Uma delas, a Bola de Neve, usa uma prancha de surfe como altar. A tolerância religiosa é uma das características bem-vindas dos novos fiéis. Nesse aspecto, o budismo, que não exige exclusividade de seus praticantes, tornou-se a opção preferida de quem deseja freqüentar mais de uma religião ao mesmo tempo.
98%dos 800 brasileiros com idade entre 15 e 24 anos ouvidos numa pesquisa disseram acreditar em DeusEntre os que seguem alguma religião,
33%escolheram sua fé por decisão pessoal, sem interferência da família
17%deles tinham mudado de religião ao menos uma vez
Uma das características da religião é promover a integração social. Rapazes e moças vão à igreja ou ao templo e lá conhecem outros adolescentes que pensam como eles. Assim, formam grupos. Assistem aos cultos juntos, saem à noite, viajam. O lazer fica associado à religiosidade. "A maioria de meus amigos é daqui", diz a estudante paulista Ana Teresa Santos Cavalcante, de 17 anos, que freqüenta a igreja evangélica Bola de Neve. "Gostamos das mesmas coisas, fazemos os mesmos passeios, por isso nos damos tão bem", afirma ela.
http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2003/p_028.html
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Comentário:
"A nova geração, devendo fundar a era do progresso moral, distingue-se por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, unidas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. Ela não será composta exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, tendo já progredido, são predispostos a assimilar todas as idéias progressivas e aptos a secundar o movimento regenerador." A Gênese, Allan Kardec
Neste momento, em que a Terra progride, lenta e constantemente, de um mundo de provas e expiações a um mundo de regeneração, devemos compreender que já não se faz necessária a vinda de um salvador, de um profeta ou de seres especiais. Precisamos acompanhar este progresso e compreender que somos nós que realizaremos as mudanças necessárias.
Esta reporta reportagem demonstra bem isto, pouco importa se são nossos avós que progrediram, se são espíritos mais evoluídos, se são azuis, vermelhos ou verdes. Somos todos espíritos irmãos em busca de um único objetivo comum, que é o progresso espiritual. Ninguém vai fazer nada para nós, ou acompanhamos a mudança, ou poderemos seguir para outro planeta de provas e expiações.
"A maneira pela qual se opera a transformação é bastante simples, e, como se viu, ela é toda moral e não se afasta em absoluto, das leis da natureza." do livro acima citado.
Esta transformação é simples como o testemunho do jovem surfista, que compreende o mal das drogas e busca através da sua crença e da sua compreensão auxiliar aqueles que estão próximo a deixarem o vício. É a humanidade ajudando a si mesma.
Porque a transformação agora é toda moral?
"780.O progresso moral segue sempre o progresso intelectual?
- É a sua consequência, mas não o segue sempre imediatamente."
780-a. Como o progresso intelectual pode conduzir ao progresso moral?
- Dando a compreensão do bem e do mal, pois então o homem pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio segue-se ao desenvolvimento da inteligência e aumenta a responsabilidade do homem pelos seus atos." O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
"30. Quer os Espíritos da nova geração sejam Espíritos novos, melhores, ou os antigos Espíritos, melhorados, o resultado é o mesmo; desde o instante em que apresentem melhores disposições sempre será uma renovação." A Gênese, Allan Kardec.
E este tem sido o convite dos bons espíritos: Participar ativamente do movimento de renovação moral da Terra e de seus habitantes.
(Comentário por: Claudia Cardamone, psicóloga e espírita. É membro da Equipe Espiritismo.net, atuando nas áreas de atendimento fraterno e notícias.)